Chenin Blanc

Nederburg Noble Late Harvest 2011 – O vinho para acompanhar um bom doce em compota

Você gosta de vinho de sobremesa? Eu adoro. São doces, leves e fáceis de beber. E eu descobri porque gosto tanto deles.

Veja aqui a resposta e conheça o Nederburg Noble Late Harvest 2011, um vinho feito com as uvas Chenin Blanc e Muscat de Frontignan.

Vale a pena provar. E se quiser conhecer mais sobre a vinícola, o site é esse: www.nederburg.com

Um abraço

Daniel Perches

Montchenot Branco 2013

Como eu já fui para a Argentina algumas vezes, tive a oportunidade de conhecer várias vinícolas. Mas como sempre digo, eu poderia ir mais umas 200 vezes e ainda assim teria novidade para ver. Em algumas viagens eu vou já sabendo que vou visitar vinícolas conhecidas aqui no Brasil, mas em outras eu tenho no meu roteiro algumas bem desconhecidas (por mim pelo menos).

Foi o que aconteceu há 2 anos, quando eu estive na Bodegas Lopez, que eu nem tinha ouvido falar ainda. Dei uma olhada no site deles e vi que eram grandes e fiquei curioso e fiquei ainda mais animado quando cheguei lá. Contei tudo o que vi no post aqui e você pode ver que é bem bacana mesmo.

vino-montchenot-blanco-xlDepois disso não bebi mais nenhum vinho deles, até que me chegou esse Montchenot Branco 2013 pela Winelands. Não pensei duas vezes e abri logo.

Vinho bacana, feito com Chenin Blanc, bem aromático (toques cítricos leves, um pouco de fruta) e na boca é fácil de beber. Nada de complexidade ou de um vinho super gastronômico, mas supriu bem a necessidade em um dia de calor.

Se for viajar para Mendoza, vale a pena visitar essa vinícola. Vai se impressionar com os caras.

Um abraço

Daniel Perches

Vinum Chenin Blanc 2011

Esse foi um dos vinhos que eu recebi na minha assinatura do Sonoma Concierge, que é um programa de Clube de Vinhos personalizado bem interessante que eu pude conhecer.

Depois de algumas idas e vindas, eu e a Monica – a Sommeliere que estava me atendendo – conseguimos encontrar esse vinho branco da África do Sul para a minha seleção. Como já comentei aqui algumas vezes, tenho me surpreendido positivamente com os vinhos desse país e por coincidência eu tinha acabado de provar esse mesmo, o Vinum Chenin Blanc 2011, lá na importadora, a Qual Vinho?. Aí foi fácil decidir, porque eu já tinha gostado bastante dele.

Vinum Chenin BlancO Vinum é um Chenin Blanc diferente. Se você está acostumado, ou já teve experiências com essa uva e bebeu vinhos levinhos, quase sem nenhum corpo e só alguns aromas cítricos e florais leve, esqueça. Esse tem outra pegada, que para mim, é bem mais bacana.

Ele já vem com tudo, começando pela sua cor que é bem mais dourada do que o de costume. No nariz tem um toque de abacaxi em calda, misturado com mel e até amêndoas. Na boca é outra coisa muito bacana, com bastante corpo e muito marcante. Todo esse “caráter” deixa o vinho muito mais interessante do que se fosse algo levinho e sem graça.

Com certeza harmoniza bem com um bom queijo amarelo e com os clássicos frutos do mar, mas eu bebi esse vinho acompanhando uma costela suína e deu muito certo. Eu já imaginava, mas não tinha certeza. Se você quiser tirar a prova, depois me conte. E pelo jeito ele deve harmonizar com muito mais coisa, eu que realmente não tive nenhuma idéia na hora.

E se você conhece os vinhos do Nicolas Joly, esse tem o mesmo estilo do Le Vieux Clos, mais evoluído, aromático e intenso.. Interessa?

Um abraço

Daniel Perches

Les Vieux Clos 2008, de Nicolas Joly

Nicolas Joly é o mestre dos vinhos biodinâmicos. Na propriedade dele no Vale do Loire, na França, são feitos 3 vinhos brancos e o Les Vieux Clos é o mais “básico”. Produzido com Chenin Blanc, é um vinho que desperta a atenção de muitos enófilos em todo o mundo exatamente por ser “diferente”. Já no contra-rótulo o produtor informa que é um vinho que não foi filtrado e que deve inclusive ser decantado e servido a uma temperatura de 14 graus.

Quando é que você decantou um vinho branco e serviu ele nesta temperatura? Pois é, eu também não tinha feito isso antes, mas resolvi seguir as instruções do mestre, afinal de contas ele deve conhecer o que produz.

levieuxclos_2008E só ao abrir a garrafa já percebi que era algo diferente de qualquer outro Chenin Blanc que eu já tinha provado. Esse tinha uma cor bem amarelada, parecendo um chardonnay antigo que passa por barrica. No nariz estava muito interessante, soltando aromas doces lembrando mel, mas também toques bem minerais. Meu amigo Alexandre falou algo que me pareceu muito certo: parecia, em alguns momentos, um Jerez.

Na boca não tinha toda aquela doçura do nariz, mas estava super equilibrado, com ótima acidez e pedindo mais um gole. Eu bebia e ao final já queria mais. Não harmonizamos com nada, porque queríamos mesmo era curtir o vinho e entender o que o Senhor Joly pensou ao fazer esse belo vinho branco que não se parece com nenhum outro vinho que eu já tenha provado.

Ao final (e o final chegou rápido), pensei como poderiam ser os outros vinhos, que provavelmente têm mais complexidade do que esse. Para quem curte vihos diferentes, esse é sem dúvida uma experiência muito interessante.

Os vinhos do Nicolas Joly são importados pela Casa do Porto no Brasil. Esse Les Vieux Clos custa em torno de 150 reais.

Um abraço

Daniel Perches

Crémant de Limoux Cuvée Emotion Rosé – bela pedida para o verão

OK, chegou o verão e o calor já está praticamente no ponto insuportável. Eu nem preciso de muita desculpa para beber espumantes e vinhos brancos, mas com esse calor, nem que eu quisesse, conseguiria beber vinhos mais pesados, encorpados.

E esse Crémant de Limoux veio bem a calhar em um domingo ensolarado, à beira da churrasqueira preparando alguns hamburgers. Para quem ainda não conhece, o Crémant de Limoux é feito na região do Languedoc, na França. É um lugar de espumantes leves, delicados e fáceis de beber, bem no estilo verão mesmo.

Esse que eu bebi é o Cuvée Emotion Rosé 2009, que é feito com as uvas Chardonnay, Mauzac, Chenin e Pinot Noir. A cor vem da uva Pinot Noir e é bem clarinha, muito bonita. Como tem 12% de álcool, não é muito pesado e permite a gente beber uma tacinha a mais sem ficar alterado tão fácil.

E o espumante é uma delícia. Aromas de frutas vermelhas bem de leve aparecem na taça junto com um toque floral. É para beber para se refrescar e ainda dá para colocar a taça em direção ao horizonte e ficar apreciando, pois dá uma bela foto.

Vale a pena conhecer. Não só esse Cuvée Emotion mas também outros da região. Esse é importado pela De la Croix e custa 79 reais.

Um abraço

Daniel Perches

Espumante Novecento Extra Brut

Provei recentemente o espumante Novecento Extra Brut, que é produzido pela vinícola Dante Robino, da Argentina. O corte, ou as uvas, desse vinho é bem diferente: vai Chenin Blanc e Ugni Blanc. A primeira até é mais fácil de se encontrar por aqui, mas a segunda não é sempre que vemos em vinhos ou espumantes.

E para quem não está muito familiarizado com os termos dos rótulos (e concordo que não é fácil), quando tem Extra Brut significa que é bem seco, mas isso só em teoria, porque na prática, cada país tem a sua legislação e permite uma quantidade de açúcar por litro diferente. E eu estou falando isso porque se você beber esse espumante, entenderá. Ele parece ter um pouco mais de açúcar do que os nossos extra bruts, feitos aqui no Brasil.

Independente da quantidade de açúcar, esse espumante é daqueles leves, até fáceis de beber, que tem bons aromas de frutas brancas e um leve toque floral. É para beber descompromissadamente, talvez com uma entrada de frutos do mar, uma salada ou até mesmo com uma carne mais leve.

Eu provei com casquinhas de siri e foi bem. A carne estava bem temperada e combinou com o frescor do espumante. Depois tentei com uma moqueca de peixe e até foi, mas não foi o melhor casamento. A moqueca estava bem temperada, com bastante ingredientes e acabou passando um pouco pelo espumante.

Como uma boa alternativa durante o calor, nas férias, na beira da piscina, esse pode ser uma boa.

Os vinhos da Dante Robino são importados pela Cantu no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

Mullineux Family Wines Kloof Street Chenin Blanc 2011

Tenho que confessar que eu não sou grande fã de Chenin Blanc. Acho que não tenho provado os vinhos certos, porque sempre (ou quase sempre) que me aparecem com um vinho dessa uva, é daqueles levinhos, com pouco aroma, um toquezinho de maçã verde e praticamente inexistente na boca. Nada contra os vinhos leves (aliás, acho ótimo para o verão), mas acho que precisa ter um pouco mais de complexidade ou pelo menos um pouco de aroma para eu me apegar a ele.

Mas como eu disse, não são todos os que eu não gosto. Quando provei esse Kloof Street Chenin Blanc 2011 eu curti! Um belo vinho, que é produzido a partir de vinhas velhas (pode ser que esteja aí o segredo). Tem uma cor amarelo palha, praticamente esverdeado, típico dos Chenin Blanc. No nariz tem aromas leves de frutas frescas e tropicais, que vão dançando na taça, fazendo a gente querer levar logo à boca. E na boca é muito legal também. É leve, mas me pareceu que tem um algo a mais. Tem toques cítricos que combinam com as frutas e deixam a gente com aquela vontade de beber mais.

Me pareceu um ótimo vinho branco de qualidade e perfeito para o verão, que me agradou ainda mais quando vi o preço: R$ 75,00. Sim, sei que você pode achar que é caro para vinho branco, mas talvez por estarmos acostumados a comprar vinho branco barato é que tenha tanta porcaria por aí.

Esse é importado pela QualVinho no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

Espumante Margot – do tango de Gardel para a taça

“Ese cuerpo que hoy te marca los compases tentadores
del canyengue de algún tango en los brazos de algún gil,
mientras triunfa tu silueta y tu traje de colores,
entre el humo de los puros y el champán de Armenonville.”

Assim é parte do tango “Margot” de Carlos Gardel, a figura mais emblemática desse tipo de música. Foi em Margot que o espumante, chamado de champán, foi citado pela primeira vez e associado a beleza, sensualidade e nesse caso, à melancolia, que é marca registrada dos tangos.

E é assim também o espumante Margot Extra-Brut. Leve, suave e esguio, como uma bela dama. Tem força e acidez na boca, mas não machuca. Tem bons aromas mas não incomoda, como deve ser um bom perfume. Suas bolhas, finas e longas, dançam na boca, como um tango.

Prove o Margot Extra-Brut. mas prove ouvindo Gardel. Veja como fica mais gostoso.

Margot

Carlos Gardel

Se te embroca desde lejos, pelandruna abacanada,
que has nacido en la miseria de un convento de arrabal…
Porque hay algo que te vende, yo no sé si es la mirada,
la manera de sentarte, de mirar, de estar parada
o ese cuerpo acostumbrado a las pilchas de percal.
Ese cuerpo que hoy te marca los compases tentadores
del canyengue de algún tango en los brazos de algún gil,
mientras triunfa tu silueta y tu traje de colores,
entre el humo de los puros y el champán de Armenonville.

Son macanas, no fue un guapo haragán ni prepotente
ni un cafisho de averías el que al vicio te largó…
Vos rodaste por tu culpa y no fue inocentemente…
¡berretines de bacana que tenías en la mente
desde el día que un magnate cajetilla te afiló!

Yo recuerdo, no tenías casi nada que ponerte,
hoy usas ajuar de seda con rositas rococó,
¡me reviente tu presencia… pagaría por no verte…
si hasta el nombre te han cambiado como has cambiado de suerte:
ya no sos mi Margarita, ahora te llaman Margot!

Ahora vas con los otarios a pasarla de bacana
a un lujoso reservado del Petit o del Julien,
y tu vieja, ¡pobre vieja! lava toda la semana
pa’ poder parar la olla, con pobreza franciscana,
en el triste conventillo alumbrado a kerosén.

Espumante Cinco Sentidos Brut

Na minha busca por espumantes, encontrei esse em promoção em uma loja online, que me chamou a atenção. Não sabia nada sobre a vinícola, mas como estava (aliás, sempre estou) afim de provar novos rótulos, resolvi comprar.

Os espumantes argentinos, na maioria das vezes, não me decepcionam. São bons em aromas, em sabor e em acidez. Claro que já fiquei na mão, mas isso já aconteceu com vários, de outras nacionalidades também.

E depois de habitar a minha adega por uns 6 meses, chegou a hora de abrir o tal Cinco Sentidos Brut Charmat. Garrafa bonita, bojuda, do jeito que eu gosto. É difícil de armazenar, mas é bonita!

E pra minha felicidade, o espumante é bom mesmo! Esse é produzido com 3 uvas: Chardonnay, Chenin Blanc e Semillon e acho que foi esse o quesito que me interessou nele na hora da compra.

Aromas de frutas, de levedura e cítricos (esses bem fortes) ficam alternando na taça, num jogo bem interessante. Na boca tem presença e principalmente acidez. E como eu gosto de um espumante que tem boa acidez, viu?

Fresco, aromático e fácil de beber. É assim o Cinco Sentidos Brut. Vale a pena. Quer saber mais? Veja o site do produtor aqui.

E vamos continuar a busca por novos rótulos, sempre!

Um abraço

Daniel Perches

Espumante Arroba Extra Brut – pra quem quer conhecer o aroma de levedura

O Brasil é o país dos espumantes. A gente tem melhorado a cada ano e tenho provado espumantes muito bons por aqui e é claro que não podemos (nem devemos) nos comparar a países do velho mundo como França e Itália, mas nossos espumantes têm feito bonito em muitos lugares. E com razão.

Mas os nossos hermanos argentinos também produzem excelentes espumantes. Eu acho que ainda são um pouco desconhecidos em terras brasileiras (preferimos importar os Malbecs deles), mas valem a prova.

E o Arroba Extra Brut é uma dessas boas opções. Aliás, antes de falar sobre o espumante, é legal contar um pouco sobre o projeto Arroba. O enólogo Carlos Balmaceda é o autor dos vinhos. Depois de trabalhar muito tempo em Salta, resolveu voltar para Mendoza para fazer os seus próprios. É daqueles projetos que tem pequena produção e que privilegia o gosto do enólogo, e por isso é chamado de vinho de autor, ou até vinho de garagem.

Produzido com Chardonnay, Chenin Blanc e Pinot Noir (nessa ordem de percentuais, do maior para o menor), é um espumante bem interessante. E o que mais me impressionou nele foi o seu aroma. Tem um pouco de fruta branca, mas o que mais chama a atenção é o cheiro de levedura! Nunca tinha sentido um aroma tão forte de levedura num espumante.

Na boca tem um toque mais de fruta e é bem seco. Tem um final muito agradável e bem equilibrado. Tudo OK, mas enquanto eu bebia esse espumante eu não conseguia parar de pensar no seu aroma de levedura.

Está aí uma boa opção para se conhecer, que é até didática. Se você ainda tem dúvidas sobre como é o aroma de uma levedura, você tem duas opções: ir a uma vinícola (pois quando entrar, vai sentir facilmente esse aroma), ou provar o Arroba Extra Brut.

Um abraço

Daniel Perches

Almadén Brut (em garrafa de 660ml)

Já provou o Almadén Brut? É diferente em dois aspectos: vem em garrafa de 660ml e é feito com as uvas Chenin Blanc, Semillon e Chardonnay. O que acha?

Trivento Brut

Trivento é uma marca muito conhecida por nós, brasileiros. Está em muitos supermercados e lojas pelo Brasil inteiro. Provei o espumante.

Gostei dele e acabei colocando ele no “1o Desafio da Morcilla“.