Posted on 05 março 2010. Tags: champenoise, espumante, espumante nacional
Durante o carnaval me prestei a provar alguns espumantes que eu ainda não conhecia e tive a felicidade de provar esses dois seguidamente. A comparação foi inevitável, afinal de contas os dois possuem características muito próximas: os dois são feitos pelo método champenoise, possuem as mesmas uvas em sua composição (Chardonnay e Pinot Noir) e não só são nacionais como são de duas grandes vinícolas. Antes que me perguntem se não está faltando aqui um ou outro espumante, até mesmo de uma grande vinícola, já conto que a idéia aqui não é fazer nenhum painel e nem denegrir ou ressaltar ninguém. Foi simplesmente o acaso de uma prova seqüencial que originou essa comparação.
Vamos então ao “embate”:
Quesito 1 – perlage
Como esse quesito é muito polêmico e envolve muitos fatores (como limpeza da taça, por exemplo), vou me furtar das avaliações e só comentar que os dois se saíram muito bem.
Resultado: EMPATE
Quesito 2 – Aromas
Apesar do Miolo ter aromas frescos muito intensos, o Salton apresentou aromas mais complexos
Resultado: PONTO PARA SALTON
Quesito 3 – Acidez
Nesse a Miolo foi muito melhor. O espumante Salton mostrou-se até fraco.
Resultado: PONTO PARA A MIOLO
Quesito 4 – Persistência
Acidez alta, persistência baixa. Miolo agora deixou a desejar. Salton, apesar de ter um leve amargor, tem uma boa persistência.
Resultado: PONTO PARA A SALTON
Quesito 5 – Preço
Esse eu considero um quesito muito importante e aí a Miolo bate a Salton de goleada. 30 reais da Miolo contra 50 da Salton
Resultado: PONTO PARA A MIOLO
Considerando os quesitos acima e principalmente o preço, eu considero o Miolo Cuvée Tradition Brut o vencedor do embate. Não é fácil encontrar um bom espumante, feito pelo método Champenoise, brasileiro, com aquela qualidade. E vale ressaltar que se o Salton fosse mais barato, ganharia de longe, mas infelizmente preço é um quesito muito forte.
Informação importante: essa comparação foi feita unicamente com intuito lúdico. Qualquer consideração, reclamação ou elogio é bem vinda, pois em breve farei mais disputas como essa.
Para ver o post sobre o Miolo Cuvée Tradition clique aqui e para ver o Salton Evidence clique aqui.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in Brasil, Chardonnay, Pinot Noir
Posted on 04 março 2010. Tags: champenoise, espumante, espumante nacional
Esse novo espumante produzido pela Miolo utiliza-se do método tradicional, ou champenoise para desenvolver a segunda fermentação. A técnica é relativamente simples de explicar, mas não tão fácil de fazer. Após a primeira fermentação o vinho é engarrafado e são adicionadas leveduras, que vão iniciar uma segunda fermentação. Essa é feita dentro da garrafa. Após certo período, determinado pelo enólogo, as leveduras são retiradas através de um processo de resfriamento e a garrafa é então comercializada. Parece fácil, mas não é. Fazer um bom champenoise não é pra qualquer um, pois requer muito cuidado com o processo e controle de vários fatores, além de investimento, pois o vinho fica descansando por muito mais tempo.
E me parece que o pessoal da Miolo acertou ao produzir o Cuvée Tradition Brut, que tem em sua composição as uvas Pinot Noir e Chardonnay, que é a composição básica de Champagne.
Perlage fina e persistente, boa espuma ao ser servida e uma coloração bem clara fazem a formação de uma boa impressão dos aspectos visuais.
No nariz ressaltaram aromas de frutas frescas como damasco, frutas secas e passas e com um final com uma pontinha de adocicado lembrando amêndoa. Eu não consegui perceber nenhum aroma de fermentação, que é característico nesse tipo de bebida, talvez pela sua jovialidade.
Em boca muita acidez e boa espuma, como era de se esperar. Final não muito longo, mas sem nenhum traço de amargor. É um espumante leve e delicado, mas com bastante força.
Facilmente encontrado em lojas especializadas e supermercados, custa em torno de 30 reais. Um bom preço para esse espumante, principalmente diante do que estamos vendo por aí.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2007, Brasil, Chardonnay, Pinot Noir
Posted on 03 março 2010. Tags: champenoise, espumante, espumante nacional
Considerando que o Brasil vem se destacando na produção de espumantes, resolvi provar esse da Salton, que é feito através do método champenoise. Já estava há algum tempo de olho nele e até então não tive oportunidade. Esse carnaval foi o momento que eu precisava (afinal de contas, com o calor que fez em São Paulo nessa época, só com espumante ou um branco bem gelado).
É um espumante que nitidamente tem um ótimo tratamento e já pela garrafa podemos ver isso. Produzido com as castas Pinot Noir e Chardonnay, apresenta uma coloração amarelo dourado, com perlage fina e constante, além de uma boa espuma ao ser servida. Mesmo após um bom tempo de serviço, seu cordão de borbulhas continuava firme e forte.
No nariz apresenta aromas de frutas frescas, seguido por um fermentado tendendo ao brioche. Sem dúvida, algo com o Champagne.
Em boca apresentou um bom corpo, mas senti que faltou acidez, além de aparecer um leve amargor no final (praticamente imperceptível, mas que estava lá). Nada disso desabona a grande qualidade desse espumante, mas se tivesse mais acidez, seria perfeito.
Apesar de sua excelente qualidade, o que me decepcionou um pouco foi o preço. Comercializado a aproximadamente 50 reais na rede Carrefour, compete com espumantes de outros países e até com nacionais de ótima qualidade. Independente disso é um excelente companheiro para os dias quentes e melhor ainda se for degustado à beira da piscina ou então acompanhado de frutos do mar bem frescos. Já imaginou?
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2008, Brasil, Chardonnay, Pinot Noir
Posted on 24 fevereiro 2010. Tags: Chardonnay, espumante, espumante brasileiro, espumante nacional
A Vinícola Perini vem se destacando no cenário nacional pela sua ótima qualidade na produção de espumantes.
Sendo assim, resolvi provar finalmente o brut deles, que é feito pelo método charmat e é produzido 100% com a uva Chardonnay. O resultado foi ótimo.
Com uma coloração amarelo palha, boa espuma e perlage fina e relativamente persistente, mostra um vinho espumante muito bem feito. No nariz, aromas de frutas frescas com destaques para os cítricos, pêra e algumas sementes como amêndoas. Até o final da garrafa, os aromas perduraram fortemente e francamente.
Em boca tem uma boa acidez e um bom final, apesar de passageiro, mas tudo dentro do esperado.
É um bom parceiro para comidas com alguma gordura. Provei com pizza napolitana (lingüiça, tomate e queijo parmesão) e foi muito bem. Provei também em paralelo com alguns queijos e nenhum me decepcionou.
É um espumante que é facilmente encontrado na rede Carrefour e custa em torno de 18 reais. Um ótimo valor para a qualidade que entrega. Vale comprar, provar e estocar para festas. Tenho indicado alguns outros para casamentos, mas a partir de agora esse também vai participar das cotações.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in Brasil, Chardonnay
Posted on 18 janeiro 2010. Tags: Bagé, Brasil, Campanha Gaúcha, espumante
O Brasil vem produzindo espumantes de qualidade e isso ninguém contesta, pois nem somos nós, pobres mortais que estamos falando isso, mas sim os grandes analisadores de vinhos, em concursos internacionais.
E com essa “desculpa” eu venho provando alguns espumantes de produtores menores e menos conhecidos do que os “gigantes” brasileiros. É claro que, em alguns casos, percebemos que realmente é necessário melhorar um pouco ainda o processo, mas na maioria das vezes eu tenho tido bons resultados. Já provei inclusive o Brut da Peruzzo (relembre aqui).
Para então conhecer mais um, provei o Peruzzo Extra Brut. (A família Peruzzo é uma grande investidora (em diversos segmentos) na região de Bagé, na Campanha Gaúcha, onde esse vinho é produzido)
Com a Chardonnay como vinho base, o extra brut caracteriza-se pela ausência total de açúcares, tornando o espumante bastante seco e com características interessantes.
Na taça mostrou-se com uma coloração amarelo bem claro. Perlage fina e persistente. No nariz, aromas de brioche, amêndoa e pêssego. Em boca, como era de se esperar, um espumante com boa acidez.
Os espumantes em geral acompanham muitos pratos e aperitivos e são caracterizados pela sua versatilidade, então dessa vez prefiro não arriscar nenhuma harmonização, deixando o leitor com as clássicas dos espumantes, como pratos frios, mariscos, peixes e afins.
Esse me custou R$ 40,00 na feira Outlet. Pelo site da vinícola compra-se uma caixa por R$ 204,00, saindo a unidade a R$ 34. Um bom preço para esse espumante, que tem uma ótima qualidade.
Um abraço
Daniel Perches

Posted in Brasil, Chardonnay
Posted on 29 dezembro 2009. Tags: bordeaux, Chardonnay, espumante
Conheci esse espumante ainda esse ano e por recomendação do Sommelier da casa onde eu estava jantando. Confesso que a princípio fiquei um pouco ressabiado, pois trata-se de um espumante feito em Bordeaux, à base da uva Chardonnay e outras brancas que o produtor não informa, com um custo bem interessante (em torno de 50 reais). É aquela velha história de que “quando a esmola é grande, o santo desconfia”.
De qualquer forma, resolvi provar e desde então me tornei fã também. É realmente um espumante que vale muito a pena ser provado e considerado em festas, jantares e principalmente comemorações de final de ano, como é o caso agora.
Com uma coloração amarelo bem palha e perlage fina e persistente, tem as boas características que uma bebida dessas tem que ter.
No nariz, aromas de frutas brancas frescas e até um tostado, lembrando os bons e velhos champagnes. Em boca, boa acidez, com final não muito longo, mas agradável. Um vinho correto.
Esse que eu comento hoje é o Brut, o que significa que é seco. Eles têm também uma versão rosé que também é muito interessante.
Importado pela Zahil, é facilmente encontrado no varejo e em restaurantes. E o melhor é que no final do ano a importadora faz uma promoção do tipo “leve 3 e pague 2”. Se você tiver espaço ou festas em vista, não perca a chance.
Um abraço
Daniel Perches

Posted in Chardonnay, França
Posted on 14 dezembro 2009. Tags: Brasil, Chardonnay, salton
Estive na Vinícola Salton há um ano e quando visitei a adega, perguntei sobre o tão esperado Salton Virtude, que prometia, na época, ser o “Desejo Branco”. Explico: o Desejo, produzido por eles, é uma espécie de referência em vinhos nacionais. Decidiram então que precisavam também de um vinho branco à altura. E foi então que nasceu o “Virtude”. Infelizmente, naquela época o vinho já estava até engarrafado, mas ainda não estava à disposição para degustação. Voltei sem conhecer o tão esperado “Virtude”.
Passado um ano, tive a oportunidade de comprar esse vinho em uma feira. Como não estavam degustando por lá, tive que trazer na confiança, mas pelas referências que eu tinha, não haveria como dar errado. Abri então o vinho e tive uma surpresa positiva. É realmente bom.
Produzido com 100% de uvas Chardonnay e estagiado em carvalho novo (francês e americano), esbanja classe e elegância. Logo de cara, percebe-se na taça um amarelo ouro muito límpido e brilhante. No nariz, aromas florais lembrando jasmim, frutas como pêra e melão, baunilha e um leve tostado. Tudo muito harmônico. Deixei o vinho descansando por um bom tempo (por volta de 2 horas) desde o início até o fim da garrafa e os seus aromas continuaram lá, sem se perder.
Em boca, um ótimo corpo, acidez muito bem controlada e um final bem saboroso e longo.
É um vinho de ótima qualidade e que merece ser sim comparado ao seu “par”, o Desejo. Percebe-se que houve bastante esmero na produção desse vinho e quem ganha somos nós, pois é mais um belo exemplar nacional.
Eu comprei a R$ 48,00 a garrafa, mas acredito que esteja até um pouco mais caro por aí. Esse talvez possa ser o único empecilho para a compra mais regular do Virtude, mas você tiver oportunidade de provar, não deixe de fazer. Vale a pena.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2008, Brasil, Chardonnay
Posted on 04 dezembro 2009. Tags: bio bio, Chile, Riesling
Esse vinho foi degustado para ser comentado para a Confraria Brasileira de Enoblogs. Como já falei aqui, mas vale relembrar é uma “degustação virtual”. Cada Continue Reading
Posted in 2007, Chardonnay, Chile
Posted on 02 dezembro 2009. Tags: Chardonnay, Chile
Se você gosta de Chardonnay, guarde esse nome. Ou melhor, compre esse vinho!
Provei o Villard Chardonnay lá no Continue Reading
Posted in 2004, Chardonnay, Chile
Posted on 28 novembro 2009. Tags: california, Chardonnay
Completando a pequena série de vinhos californianos provados, conto agora sobre esse Chardonnay. Esse é produzido pelo famoso Continue Reading
Posted in 2007, Chardonnay, Estados Unidos