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Sandalford Chardonnay 2004

Sandalford Chardonnay 2004

Esse é para quem gosta daqueles vinhos brancos que ficam em barricas de carvalho antes de serem engarrafados. Se você não sabe bem do que eu estou falando, é só lembrar de algum vinho branco que tenha tomado (provavelmente um feito com Chardonnay) que tem aromas tostados, untuosos, e não tão frescos quanto aqueles chardonnays mais novos.

Produzido pela grande Sandalford e importado pela KMM aqui no Brasil, esse é feito em Margareth River, na Austrália.

Esse vinho tem uma coloração amarelo ouro e um corpo bem pesado em taça, mas muito límpido e brilhante. Só pra se ter uma idéia, no contra-rótulo o produtor sugere que seja guardado por 10 anos. Eu não agüentei esperar e abri com 6 anos mesmo.

Sandalford Chardonnay 2004No nariz, aromas de fruta amarela em calda com destaque para abacaxi, tostados de carvalho e aromas adocicados, com um toque de baunilha. Como disse no começo, pra quem gosta desse tipo de vinho, é um prato cheio, pois seus aromas são muitos. Deixei propositalmente um pouco de vinho ao final da degustação em uma taça, que ficou descansando por aproximadamente 6 horas. Quando voltei, os aromas estavam todos lá ainda, perfeitos.

Em boca, seria até desnecessário falar sobre a sua untuosidade. Muito corpo e qualidade excepcional. Só me pareceu que faltou um pouco de acidez, mas nada que comprometesse.

É um vinho que seguramente acompanha comidas mais pesadas do que um branco fresco (aqueles vinhos que não passam por madeira, por exemplo). Eu arriscaria dizer até que dá para harmonizar com um prato de bacalhau.

Essa garrafa me custou 99 reais em uma feira outlet, mas sei que o preço dele é mais alto. É um pouco caro, mas sem dúvida vale pela sua qualidade.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2004, Austrália, Chardonnay, Novidade0 Comments

Conhecendo os vinhos da EIVIN

Conhecendo os vinhos da EIVIN

Exatamente durante a semana em que me propus a escrever sobre vinhos nacionais, fui convidado para uma degustação de vinhos nacionais, representados pela EIVIN, que é capitaneada pelo Marcio Marson.

A EIVIN tem a proposta de trabalhar somente com vinhos nacionais. Proposta muito interessante e louvável. Sabemos que o Marcio e equipe têm um grande trabalho pela frente, pois ainda é nítida a dificuldade de se colocar o vinho nacional na mesa do brasileiro.

Mas eles estão fazendo um ótimo trabalho. Os vinhos representados são de excelente qualidade e recomendo fortemente que sejam provados. Comento abaixo sobre os que conheci.

 

Marson Espumante Brut Champenoise 2009
Belíssimo espumante feito com Chardonnay e Pinot Noir. A Vinícola Marson possui uma técnica diferenciada de tratamento das leveduras, que ao invés de ficarem em contato direto com o líquido no período de maturação, ficam dentro de saches (como aqueles de chás), tornando o produto final mais límpido. Vale a pena conhecer. Custa R$ 55 no mercado.

Espumante Stellato 2008
Produzido pela Vinícola Santo Emílio, esse espumante feito pelo método Charmat é composto de Cabernet Sauvignon e Merlot. Muito aromático, fresco e com boa acidez. Boa companhia para comidas mais gordurosas e concentradas. Pode ser uma boa com feijoada. Custa em torno de 53 reais.

Villaggio Grando Chardonnay 2008
Esse Chardonnay não passa por barrica, mas tem aromas muito característicos da passagem por madeira. Isso é fruto do terroir, o que me impressionou bastante. Coloração amarelo palha escura, aromas de abacaxi em calda, amanteigado, bem untuoso. Toques de fumaça. Um belo vinho. Custa em torno de 60 reais.

Cordilheira de Sant´Ana Gewurztraminer Reserva Especial 2008
Um vinho com bastante tipicidade da gewurztraminer, que é uma uva muito aromática. Toques muito presentes de lichia e de pétalas de rosas. Retrogosto confirmando o nariz. Vinho um pouco ligeiro (seu retrogosto termina rapidamente após ser bebido), mas tem tendência para evolução. Minha sugestão é comprar duas garrafas. Beba uma agora com uma bela salada e guarde outra por 2 anos. Acho que vai ter uma boa surpresa. Preço em torno de 60 reais.

Prelúdio  2007
Esse vinho é o primeiro do projeto do renomado (e polêmico) Marco Danielle, que ficou famoso por fazer vinhos sem a adição de SO2. O vinho me impressionou pela sua rusticidade. Percebe-se que tem bons taninos, boa acidez e bom equilíbrio em boca. Acho que precisa de mais um tempo de maturação. Feito com Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. Preço em torno de 65 reais

Bettú Corte Bordalês C 2001
Finalmente provei o vinho do famoso Bettú. Conhecido por ser um garagista inveterado, o Bettú faz seus vinhos literalmente na sua garagem e em produções muito pequenas. É um vinho que sugere que tenha as uvas do corte bordalês, mas não é revelado nem quais são nem quantidades. Desse vinho foram feitas somente 580 garrafas. Muito equilíbrio e maciez impressionante. Custa 130 reais.

Terragnolo Marselan 2009
Esse vinho foi retirado da barrica para prova. Ainda não está no mercado, mas recomendo que se compre de caixa quando chegar. A Terragnolo conseguiu “domar” muito bem a marselan (essa uva é um cruzamento da Cabernet Sauvignon com a Grenache). O vinho ainda está “jovem demais”, mas com certeza vai ser um grande vinho em alguns anos. É ver pra crer. Ainda sem preço de mercado.

Com isso temos aí uma boa gama de opções de vinhos nacionais para provar.

Depois de toda essa bateria o Marcio (EIVIN) e o Guilherme (Villaggio Grando) ainda nos brindaram com duas surpresas. Essas eu conto no post seguinte, pois vale a pena.

Para saber mais sobre a EIVIN, veja o site aqui.

Abraços

Daniel Perches

Posted in 2001, 2008, 2009, Brasil, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Gewurztraminer, Marselan, Merlot0 Comments

As principais variedades de uvas nacionais

As principais variedades de uvas nacionais

É sabido que não dá pra se plantar todas as uvas em todos os lugares. E é sabido também que algumas uvas se dão muito melhor em determinados solos, terroirs, micro-climas, do que outras.

Prova disso é a Pinot Noir na Borgonha, a Malbec na Argentina, a Carmenère no Chile, a Tannat no Uruguai e por aí vai, com uma lista imensa de exemplos.

O Brasil não foge dessa regra. Temos também aqui nossas variedades que já podemos até chamar de “ícones”. São variedades que não só se adaptaram ao nosso terroir, mas também ao paladar dos consumidores brasileiros. Para os vinhos tintos, temos a Merlot e para os brancos temos a Chardonnay.

merlotA Merlot é uma uva que produz vinhos bastante estruturados e que tem um tempo relativamente bom de guarda. Em geral produz vinhos com uma coloração rubi intensa e com aromas de frutas vermelhas (com destaque para amora, ameixa, framboesa) com um toque adocicado no final, além de algum toque vegetal. Se passado por barrica, adquire aromas de carvalho, terroso, bosque, couro. Em geral os vinhos feitos com a Merlot agradam o paladar devido à sua “facilidade para se beber”, dada a sua acidez equilibrada e seus taninos fáceis de domar.

 

ChardonnayA Chardonnay é a variedade branca mais plantada no Brasil, graças a um boom que ocorreu alguns anos atrás, onde todos os consumidores queriam esse tipo de uva. Serve tanto para fazer vinhos tranqüilos como para vinho base para espumantes. Quando engarrafada sem passagem por madeira exprime aromas de frutas amarelas frescas com destaque para abacaxi, mas também encontra-se aromas cítricos, além de pêra, maçã amarela. Além das frutas é possível encontrar aromas minerais também.

Quando passada por carvalho para afinamento, o vinho feito com Chardonnay torna-se mais untuoso, mais “pesado” em taça, com uma coloração tendendo ao amarelo ouro. Percebem-se então aromas amanteigados, de madeira molhada e até defumados.

O Chardonnay (sem barrica) é um ótimo companheiro para saladas frescas, frutos do mar e entradas leves devido à sua boa acidez e adstringência. Quando passado por barricas pode acompanhar comidas mais pesadas como um molho 4 queijos e até um bacalhau.

Essas são as duas principais castas brasileiras, mas é claro que temos uma infinidade de outras tão boas quanto. Vale sempre a máxima de que a graça do vinho é provar sempre coisas novas. Se você já conhece bem essas duas, que tal provar outras que vêm aparecendo por aí, como a Marselan (tinta) ou a Peverella (branca)? Nunca ouviu falar? Pois talvez então valha a busca.

Um abraço

Daniel Perches

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Miolo Cuvée Tradition Brut X Salton Evidénce

Miolo Cuvée Tradition Brut X Salton Evidénce

Durante o carnaval me prestei a provar alguns espumantes que eu ainda não conhecia e tive a felicidade de provar esses dois seguidamente. A comparação foi inevitável, afinal de contas os dois possuem características muito próximas: os dois são feitos pelo método champenoise, possuem as mesmas uvas em sua composição (Chardonnay e Pinot Noir) e não só são nacionais como são de duas grandes vinícolas. Antes que me perguntem se não está faltando aqui um ou outro espumante, até mesmo de uma grande vinícola, já conto que a idéia aqui não é fazer nenhum painel e nem denegrir ou ressaltar ninguém. Foi simplesmente o acaso de uma prova seqüencial que originou essa comparação.

Vamos então ao “embate”:

Quesito 1 – perlage
Como esse quesito é muito polêmico e envolve muitos fatores (como limpeza da taça, por exemplo), vou me furtar das avaliações e só comentar que os dois se saíram muito bem.
Resultado: EMPATE

Quesito 2 – Aromas
Apesar do Miolo ter aromas frescos muito intensos, o Salton apresentou aromas mais complexos
Resultado: PONTO PARA SALTON

Quesito 3 – Acidez
Nesse a Miolo foi muito melhor. O espumante Salton mostrou-se até fraco.
Resultado: PONTO PARA A MIOLO

Quesito 4 – Persistência
Acidez alta, persistência baixa. Miolo agora deixou a desejar. Salton, apesar de ter um leve amargor, tem uma boa persistência.
Resultado: PONTO PARA A SALTON

Quesito 5 – Preço
Esse eu considero um quesito muito importante e aí a Miolo bate a Salton de goleada. 30 reais da Miolo contra 50 da Salton
Resultado: PONTO PARA A MIOLO

Considerando os quesitos acima e principalmente o preço, eu considero o Miolo Cuvée Tradition Brut o vencedor do embate. Não é fácil encontrar um bom espumante, feito pelo método Champenoise, brasileiro, com aquela qualidade. E vale ressaltar que se o Salton fosse mais barato, ganharia de longe, mas infelizmente preço é um quesito muito forte.

Informação importante: essa comparação foi feita unicamente com intuito lúdico.  Qualquer consideração, reclamação ou elogio é bem vinda, pois em breve farei mais disputas como essa.

Para ver o post sobre o Miolo Cuvée Tradition clique aqui e para ver o Salton Evidence clique aqui.

Um abraço

Daniel Perches

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Miolo Cuvée Tradition Brut

Miolo Cuvée Tradition Brut

Esse novo espumante produzido pela Miolo utiliza-se do método tradicional, ou champenoise para desenvolver a segunda fermentação. A técnica é relativamente simples de explicar, mas não tão fácil de fazer. Após a primeira fermentação o vinho é engarrafado e são adicionadas leveduras, que vão iniciar uma segunda fermentação. Essa é feita dentro da garrafa. Após certo período, determinado pelo enólogo, as leveduras são retiradas através de um processo de resfriamento e a garrafa é então comercializada. Parece fácil, mas não é. Fazer um bom champenoise não é pra qualquer um, pois requer muito cuidado com o processo e controle de vários fatores, além de investimento, pois o vinho fica descansando por muito mais tempo.

E me parece que o pessoal da Miolo acertou ao produzir o Cuvée Tradition Brut, que tem em sua composição as uvas Pinot Noir e Chardonnay, que é a composição básica de Champagne.

Perlage fina e persistente, boa espuma ao ser servida e uma coloração bem clara fazem a formação de uma boa impressão dos aspectos visuais.

miolo_cuvee_traditionNo nariz ressaltaram aromas de frutas frescas como damasco, frutas secas e passas e com um final com uma pontinha de adocicado lembrando amêndoa. Eu não consegui perceber nenhum aroma de fermentação, que é característico nesse tipo de bebida, talvez pela sua jovialidade.

Em boca muita acidez e boa espuma, como era de se esperar. Final não muito longo, mas sem nenhum traço de amargor. É um espumante leve e delicado, mas com bastante força.

Facilmente encontrado em lojas especializadas e supermercados, custa em torno de 30 reais. Um bom preço para esse espumante, principalmente diante do que estamos vendo por aí.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Brasil, Chardonnay, Pinot Noir2 Comments

Salton Evidénce

Salton Evidénce

Considerando que o Brasil vem se destacando na produção de espumantes, resolvi provar esse da Salton, que é feito através do método champenoise. Já estava há algum tempo de olho nele e até então não tive oportunidade. Esse carnaval foi o momento que eu precisava (afinal de contas, com o calor que fez em São Paulo nessa época, só com espumante ou um branco bem gelado).

É um espumante que nitidamente tem um ótimo tratamento e já pela garrafa podemos ver isso. Produzido com as castas Pinot Noir e Chardonnay, apresenta uma coloração amarelo dourado, com perlage fina e constante, além de uma boa espuma ao ser servida. Mesmo após um bom tempo de serviço, seu cordão de borbulhas continuava firme e forte.

No nariz apresenta aromas de frutas frescas, seguido por um fermentado tendendo ao brioche. Sem dúvida, algo com o Champagne.

salton_evidenceEm boca apresentou um bom corpo, mas senti que faltou acidez, além de aparecer um leve amargor no final (praticamente imperceptível, mas que estava lá). Nada disso desabona a grande qualidade desse espumante, mas se tivesse mais acidez, seria perfeito.

Apesar de sua excelente qualidade, o que me decepcionou um pouco foi o preço. Comercializado a aproximadamente 50 reais na rede Carrefour, compete com espumantes de outros países e até com nacionais de ótima qualidade. Independente disso é um excelente companheiro para os dias quentes e melhor ainda se for degustado à beira da piscina ou então acompanhado de frutos do mar bem frescos. Já imaginou?

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, Brasil, Chardonnay, Pinot Noir8 Comments

Casa Perini Brut

Casa Perini Brut

A Vinícola Perini vem se destacando no cenário nacional pela sua ótima qualidade na produção de espumantes.

Sendo assim, resolvi provar finalmente o brut deles, que é feito pelo método charmat e é produzido 100% com a uva Chardonnay. O resultado foi ótimo.

Com uma coloração amarelo palha, boa espuma e perlage fina e relativamente persistente, mostra um vinho espumante muito bem feito. No nariz, aromas de frutas frescas com destaques para os cítricos, pêra e algumas sementes como amêndoas. Até o final da garrafa, os aromas perduraram fortemente e francamente.

perini_brut_charmatEm boca tem uma boa acidez e um bom final, apesar de passageiro, mas tudo dentro do esperado.

É um bom parceiro para comidas com alguma gordura. Provei com pizza napolitana (lingüiça, tomate e queijo parmesão) e foi muito bem. Provei também em paralelo com alguns queijos e nenhum me decepcionou.

É um espumante que é facilmente encontrado na rede Carrefour e custa em torno de 18 reais. Um ótimo valor para a qualidade que entrega. Vale comprar, provar e estocar para festas. Tenho indicado alguns outros para casamentos, mas a partir de agora esse também vai participar das cotações.

Um abraço

Daniel Perches

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Peruzzo Extra Brut

Peruzzo Extra Brut

O Brasil vem produzindo espumantes de qualidade e isso ninguém contesta, pois nem somos nós, pobres mortais que estamos falando isso, mas sim os grandes analisadores de vinhos, em concursos internacionais.

E com essa “desculpa” eu venho provando alguns espumantes de produtores menores e menos conhecidos do que os “gigantes” brasileiros. É claro que, em alguns casos, percebemos que realmente é necessário melhorar um pouco ainda o processo, mas na maioria das vezes eu tenho tido bons resultados. Já provei inclusive o Brut da Peruzzo (relembre aqui).

Para então conhecer mais um, provei o Peruzzo Extra Brut. (A família Peruzzo é uma grande investidora (em diversos segmentos) na região de Bagé, na Campanha Gaúcha, onde esse vinho é produzido)

Com a Chardonnay como vinho base, o extra brut caracteriza-se pela ausência total de açúcares, tornando o espumante bastante seco e com características interessantes.

Na taça mostrou-se com uma coloração amarelo bem claro. Perlage fina e persistente. No nariz, aromas de brioche, amêndoa e pêssego. Em boca, como era de se esperar, um espumante com boa acidez.

Os espumantes em geral acompanham muitos pratos e aperitivos e são caracterizados pela sua versatilidade, então dessa vez prefiro não arriscar nenhuma harmonização, deixando o leitor com as clássicas dos espumantes, como pratos frios, mariscos, peixes e afins.

Esse me custou R$ 40,00 na feira Outlet. Pelo site da vinícola compra-se uma caixa por R$ 204,00, saindo a unidade a R$ 34. Um bom preço para esse espumante, que tem uma ótima qualidade.

Um abraço

Daniel Perches

pq_Espumante_Extra-Brut

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Veuve Paul Bur Brut

Veuve Paul Bur Brut

Conheci esse espumante ainda esse ano e por recomendação do Sommelier da casa onde eu estava jantando. Confesso que a princípio fiquei um pouco ressabiado, pois trata-se de um espumante feito em Bordeaux, à base da uva Chardonnay e outras brancas que o produtor não informa, com um custo bem interessante (em torno de 50 reais). É aquela velha história de que “quando a esmola é grande, o santo desconfia”.

De qualquer forma, resolvi provar e desde então me tornei fã também. É realmente um espumante que vale muito a pena ser provado e considerado em festas, jantares e principalmente comemorações de final de ano, como é o caso agora.

Com uma coloração amarelo bem palha e perlage fina e persistente, tem as boas características que uma bebida dessas tem que ter.

No nariz, aromas de frutas brancas frescas e até um tostado, lembrando os bons e velhos champagnes. Em boca, boa acidez, com final não muito longo, mas agradável. Um vinho correto.

Esse que eu comento hoje é o Brut, o que significa que é seco. Eles têm também uma versão rosé que também é muito interessante.

Importado pela Zahil, é facilmente encontrado no varejo e em restaurantes. E o melhor é que no final do ano a importadora faz uma promoção do tipo “leve 3 e pague 2”. Se você tiver espaço ou festas em vista, não perca a chance.

Um abraço

Daniel Perches

paulBur

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Salton Virtude 2008

Salton Virtude 2008

Salton_virtudeEstive na Vinícola Salton há um ano e quando visitei a adega, perguntei sobre o tão esperado Salton Virtude, que prometia, na época, ser o “Desejo Branco”. Explico: o Desejo, produzido por eles, é uma espécie de referência em vinhos nacionais. Decidiram então que precisavam também de um vinho branco à altura. E foi então que nasceu o “Virtude”. Infelizmente, naquela época o vinho já estava até engarrafado, mas ainda não estava à disposição para degustação. Voltei sem conhecer o tão esperado “Virtude”.

Passado um ano, tive a oportunidade de comprar esse vinho em uma feira. Como não estavam degustando por lá, tive que trazer na confiança, mas pelas referências que eu tinha, não haveria como dar errado. Abri então o vinho e tive uma surpresa positiva. É realmente bom.

Produzido com 100% de uvas Chardonnay e estagiado em carvalho novo (francês e americano), esbanja classe e elegância. Logo de cara, percebe-se na taça um amarelo ouro muito límpido e brilhante. No nariz, aromas florais lembrando jasmim, frutas como pêra e melão, baunilha e um leve tostado. Tudo muito harmônico. Deixei o vinho descansando por um bom tempo (por volta de 2 horas) desde o início até o fim da garrafa e os seus aromas continuaram lá, sem se perder.

Em boca, um ótimo corpo, acidez muito bem controlada e um final bem saboroso e longo.

É um vinho de ótima qualidade e que merece ser sim comparado ao seu “par”, o Desejo. Percebe-se que houve bastante esmero na produção desse vinho e quem ganha somos nós, pois é mais um belo exemplar nacional.

Eu comprei a R$ 48,00 a garrafa, mas acredito que esteja até um pouco mais caro por aí. Esse talvez possa ser o único empecilho para a compra mais regular do Virtude, mas você tiver oportunidade de provar, não deixe de fazer. Vale a pena.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, Brasil, Chardonnay2 Comments

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