Sempre que eu provo um vinho verde que eu gosto, penso que os brasileiros deveriam beber mais desse tipo de vinho. Essa região de Portugal faz vinhos frescos e que combinam perfeitamente com o calor que faz por aqui durante a maior parte do ano. Além disso, por terem bastante acidez, combinam com vários tipos de comida.
E quando eu encontro um que é bom e barato, aí fico mais contente ainda.
O Filigrana 2009 é assim: bom, bonito e barato. Recém-importado pela (também nova) importadora Adega dos 3, vem com o propósito de ser um vinho para o dia a dia, para acompanhar refeições e encontro de amigos sem muita pretensão.
Sim, sem muita pretensão, mas ao mesmo tempo muito bem feito. Feito com as uvas Arinto, Fernão Pires e Vital, tem aromas bem abertos de frutas brancas, até com um toque floral se destacaram, terminando com uma boa acidez (não aquela cortante, que as vezes até pica a lingua).
Gostei do vinho e espero vê-lo logo no mercado, pois fiquei mais animado quando a Isabella, a simpática sócia da empresa que me recebeu, falou do preço: chegará ao mercado (base São Paulo) por algo em torno de 20 reais.
Esse vinho acompanhando umas sardinhas na brasa fazem com certeza a minha alegria. Tente aí também e depois me diga se não fica muito bom.
Esse foi o primeiro vinho que eu recebi quando me associei ao ClubeW, da Wine.com.br. Como já comentei aqui, acho a idéia da compra de vinhos nos clubes algo interessante. É uma forma de você ter sempre um bom vinho em casa, com uma boa qualidade e um preço acessível (ou pelo menos com um preço um pouco abaixo do que pagaria normalmente).
O Esporão é um vinho bastante conhecido pelos brasileiros, que já o adotaram como um dos vinhos portugueses “queridos”. E não é pra menos. Todos os vinhos deles (Herdade do Esporão) que provei até hoje têm uma excelente qualidade. Esse, produzido na região do Alentejo, tem as uvas Antão Vaz, Arinto e Roupeiro na sua composição.
Por passar um tempo em barricas, esse vinho mostrou-se com alguns toques de baunilha e côco no nariz, mescladas com frutas brancas num toque bem sutil. Seus aromas não explodiram na taça, mas também não sumiram depois de algum tempo, persistindo bravamente até o final da garrafa (mas que eu também tenho que confessar que não durou muito tempo, pois o calor que estava fazendo no dia nos obrigou a consumir rapidamente).
Em boca mostrou-se muito equilibrado e com um ótimo sabor. É um vinho que acompanha muito bem as entradas e saladas, mas pela sua estrutura, pode acompanhar tranquilamente uma massa com molho branco (queijo), por exemplo. Acredito até que seja essa uma boa combinação para esse vinho, pois o estágio em madeira tirou-lhe um pouco do frescor, mas deu complexidade e estrutura.
O Vallado Branco é um vinho produzido na região do Douro, principalmente com as uvas Arinto, Gouveio, Rabigato e Viosinho. Como de praxe por lá, deve ter mais um monte de uvas aí no meio.
Dessa vez fiz um teste de harmonização com 3 queijos. Veja qual foi o melhor.
Esse foi um dos meus achados na ExpoVinis. Indicado por um grande amigo brasileiro que está agora em Portugal, fui até o estande da Quinta dos Currais para conhecer não só os vinhos, mas a famosa Catarina, que é a proprietária da vinícola.
Catarina é muito simpática e atenciosa, bem como sua mãe, que como é de se imaginar, acompanha a bela dama em suas viagens. Seja pela companhia, seja pela ajuda ou simplesmente para ficar de olho, o que importa é que as duas são ótimas divulgadoras dos vinhos.
Tive a oportunidade de provar alguns dos vinhos deles, mas o que mais me chamou a atenção foi o branco. Produzido na Beira Interior, esse vinho é feito com as castas Síria, Fonte Cal e Arinto. Com uma coloração amarelo bem clara, apresenta aromas cítricos bem pronunciados, mostrando uma boa acidez e frescor.
Em boca o frescor é confirmado, mostrando que o vinho tem bastante potência, mas ao mesmo tempo elegância. Seu final é muito prazeroso e convidativo.
Bebi o vinho num dia quente, durante um almoço com um espaguete ao molho de queijo. Foi bem, mas acho que vai melhor com entradas como calamares, por exemplo, para se equilibrar com o vinho.
A Quinta dos Currais está ainda sem importador no Brasil, mas espero que eles consigam logo algum, pois é um vinho que pretendo beber novamente.
Se alguém aí quiser se candidatar a importar, o site (que está em construção, mas tem o e-mail) está aqui.
Encontrei esse vinho português quando estava em busca de outro do mesmo país, para a resenha do mês para a Confraria Brasileira de Enoblogs. Não encontrei o que queria, mas esse acabou me chamando a atenção. E isso aconteceu por dois motivos: pelo seu rótulo, que como podem ver abaixo é bem interessante, com dois peixes cruzados, com uma espécie de ramo de arruda por trás e também pelas suas uvas. É produzido a partir de um corte de Roupeiro, Rabo de Ovelha, Fernão Pires e Arinto, pela vinícola Roquevale, no Alentejo.
Eu só fã confesso das uvas portuguesas (e por conseqüência, dos nomes delas. São de uma criatividade ímpar), então não resisti a esse.
Vinho comprado, degustado e aprovado. É um vinho bastante justo, eu diria. Vamos a ele: com uma coloração amarelo ouro, já denota sua certa idade, que para vinhos brancos, tem que ser verificada com mais cautela. No contra-rótulo o produtor alerta para o consumo desse vinho jovem. Eu resolvi arriscar, mas o vinho não estava ruim. Aliás, estava em seu auge, acredito.
No nariz, aromas de frutas brancas maduras e em calda, com destaque para pêssego, melão e um certo cítrico, lembrando um maracujá mais fraquinho. O final dos aromas é envolto em uma cremosidade/untuosidade, lembrando manteiga de cacau. Em boca, sua acidez não foi tão forte quanto eu esperava, mas mostrou-se bem equilibrado. Seu final não é longo, mas é saboroso, confirmando a cremosidade percebida nos aromas.
Degustado com um queijo parmesão bem curado, foi muito bem, mas acredito que vá melhor com um prato de frutos do mar, como calamares.
É sem dúvida um vinho para ser bebido despretensiosamente, mas que não fará feio em momento algum. E o melhor é que custa em torno de 25 reais. Pareceu-me um preço justo para o que ele oferece.