Uvas Brancas

Espumante Casa Perini Brut Rosé para alegrar a festa

Eu conheci a Perini há alguns anos, quando estive lá praticamente por engano. Eu fui para o sul e o assessor de imprensa do Ibravin agendou um almoço pra mim lá, mas quando cheguei, claramente não só não estavam me esperando, como estavam com outros convidados.

Mas se tem algo que é comum entre os produtores é a hospitalidade. Perceberam a confusão, mas mesmo assim me receberam super bem, me apresentaram os vinhos e naquele momento me deram o que eu mais precisava: comida.

Desde então eu tenho provado os vinhos da Perini e sempre notado uma boa qualidade. Os tintos são legais (ainda acho que não é o forte da região), os brancos são bem interessantes mas os espumantes são os grandes vinhos deles.

E depois de algum tempo sem provar nada, pude beber esse espumante Casa Perini Brut Rosé, que é feito com as uvas Chardonnay, Gamay e Pinot Noir.

Espumante Casa Perini Brut Rosé

 

OK, posso até estar sendo parcial por conta do carinho que tenho por eles (e se você discorda, chegue em um lugar que não conhece ninguém, com fome e alguém te oferece um belíssimo almoço e depois me conte se não vai lembrar deles para sempre), mas eu achei esse espumante muito bom.

Tem uma cor intensa e muito bacana, aromas super frutados e uma acidez fantástica. É um espumante para combinar tanto com um happy hour quanto com uma boa carne, por exemplo.

Eu bebi devagar e guardei para duas refeições. Até nas bruschettas ele foi companheiro. E o melhor é o preço: 31 reais no site da Perini.

Quer mais? Visite os caras e almoce ou jante na Taverna Perini. Aposto que vai gostar. Mas agende antes, para não correr riscos. ;)

Um abraço

Daniel Perches

Espumante da Eslovênia – Peneca Rebula Brut

Ja comentei aqui e não canso de falar que o que me agrada muito no Winelands é a variedade que eles trazem para o clube de vinhos. Recebi recentemente 4 vinhos da Eslovênia e claro, fiquei bastante curioso. Assim que tirei da caixa, mandei já esse espumante para a geladeira e na primeira oportunidade, provei. Pela descrição que veio junto com o vinho, já achei que curtiria, mas dessa vez superou as minhas expectativas.

Que espumante bacana! Com ótimos aromas, lembrando pão, frutas brancas e um leve toque floral, esse esloveno, que é feito com a uva Ribola Gialla, não faz nem um pouco feio. Dá para beber ele sozinho, mas se quiser ter um bom queijo junto, vai ficar bem legal.

Como a oferta de vinhos eslovenos aqui no Brasil é bem pequena, é difícil de comparar, mas esse, independente da concorrência, me parece muito bom.

Um abraço

Daniel Perches

Vinho grego feito com Riesling e Lagorthi

Eu sempre simpatizei com vinhos gregos e não sei bem porquê. Não dá nem pra dizer que foi por conta de algum dia especial ou algum vinho fantástico que eu bebi. Nenhuma das duas opções seria verdadeira e pra falar a verdade, a maioria dos vinhos daquele país que eu bebi foram medianos. Mas talvez seja algo que esteja além desses fatores. Vai saber.

Fato é que quando eu tenho a oportunidade de provar um vinho grego, não hesito. Vou rapidinho. E desta vez vieram quatro numa tacada só, na caixa de vinhos da Winelands, o clube de vinhos que eu assino. Resolvi começar pelo branco chamado Atelier, feito com uma uva conhecida, a Riesling e outra que eu nunca ouvi falar, a Lagorthi.

atelier_white

Não sei bem as características dessa segunda uva, mas o fato é que o vinho ficou bem interessante. Ele é um riesling mais leve, sem aqueles aromas tão “petroláceos” (gostou da palavra?) que a gente conhece, como borracha. Esse é mais no estilo de flores e frutas brancas. Ficou ótimo com uma massa com recheio de queijo de cabra e também com o aperitivo, que era um queijo Gruyere.

Esse vinho deve custar em torno de 50 reais.

Um abraço

Daniel Perches

Riesling da Alsace – Cave de Ribeauvillé Vielles Vignes 2012

Riesling é uma uva que em geral resulta em vinhos bem frescos e refrescantes e que a gente pode usar tranquilamente nos dias quentes aqui em nosso país tropical.

E foi o que eu fiz recentemente com esse Cave de Ribeauvillé Vielles Vignes 2012 (Chez France, R$ 85). Produzido na Alsace, região famosa por fazer belos brancos com essa uva, esse é leve, fácil de beber, com os aromas tradicionais e esperados como um toque de frutas brancas, alguma coisa lembrando as “borrachas” e uma excelente acidez.

riesling_vielles_vignesCom frutos do mar fica perfeito. Eu gostaria de ter experimentado com vieiras, mas não deu. Quem sabe numa próxima.

Se estiver buscando um vinho para o seu dia quente, esse pode ser uma boa.

Um abraço

Daniel Perches

Espumantes da Nieto Senetiner chegam ao Brasil para competir com os brasileiros

Se tem algo na produção vinífera brasileira da qual nos orgulhamos é a qualidade de nossos espumantes. Realmente temos coisas bem boas por aqui. É fato que às vezes saem bem caros, mas se garimpar bem (e aqui no Blog tem um monte) dá para encontrar boas garrafas por até menos do que R$ 50.

Mas isso não intimidou a Nieto Senetiner, produtora argentina de vinhos e espumantes. Eles, que já estão fortes no mercado com a sua linha de tintos, brancos e rosés, agora chegam com vários espumantes para competir com os brazucas.

Provei a linha toda que vem para o Brasil, mas o destaque para mim ficou por conta deste Grand Cuvée Brut Nature.

nieto_senetiner_grand_Cuvee_brut_nature

Como você já sabe, quando se fala “Nature” ele é produzido sem adição de açúcar na hora de tirar a tampinha e colocar a rolha para ir para o mercado. Isso deixa o espumante bem seco mesmo e para quem gosta, é uma maravilha. Tem uns bons aromas de frutas secas e uma acidez impressionante. Para acompanhar um steak tartar foi excelente.

Quem importa é a Casa Flora e esse custa em torno de R$ 110.

Eu acho que dá para competir bem com os brasileiros. E você?

Um abraço

Daniel Perches

 

Veja também outros posts que eu já fiz da Nieto Senetiner.

 

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Intipalka Chardonnay, lá do Peru

Depois de provar dois vinhos tintos do mesmo produtor (veja os posts aqui), foi a vez de provar esse Chardonnay feito lá no Peru. E como eu não sou um grande fã dessa uva, naturalmente esses brancos vão ficando para o fim. Mas como apareceu a oportunidade de fazer uma casquinha de siri em casa durante o carnaval, resolvi ver se ele harmonizava bem.

intipalka_ChardonnayE harmonizou. O Intipalka Chardonnay 2013 é um vinho leve, com bons aromas, com aquele toque de abacaxi que a gente sente geralmente nos vinhos feitos com essa uva, mas como não passa por madeira, não tem aquela parte pesada, de aromas e sabores mais amanteigados.

Combina com a casquinha, mas combina também com uma massa recheada de nozes, por exemplo, com um molho branco. Dá pra beber no verão e no inverno.

Esse veio pela Winelands e fez parte de uma seleção mensal de vinhos para quem é associado.

Um abraço

Daniel Perches

Cava Gramona Imperial Gran Reserva Brut

Você pode até ser um pouco desconfiado em relação aos cavas (espumantes espanhóis) e eu até entendo. Tem uns que são realmente bem simples e muitas vezes pagamos só pelo nome, por ser importado, etc.

Mas se você quer beber algo sério, prove o Gramona Imperial Gran Reserva Brut. Esse está definitivamente em outra categoria.

CavaGramonaImperialGranReservaBrut

Esse eu trouxe lá da Espanha mas tem para vender no Brasil. Não é barato (custa em torno de R$ 150) mas é um excelente espumante. Delicado, elegante e complexo, é daqueles que você tem vontade de beber devagarinho, apreciando cada gole. Dá para harmonizar com um bom prato à base de frutos do mar ou então com queijos, mas eu ainda beberia ele sem acompanhamento, refrescando e alegrando o dia.

Veja mais no site deles em www.gramona.com

Um abraço

Daniel Perches

 

Qual foi a melhor harmonização da sua vida até hoje?

Essa é uma pergunta que muitos me fazem e eu sempre conto a mesma história. Dessa vez, como eu tinha um vinho feito com a uva que eu bebi no dia, resolvi contar em vídeo. Veja:

O vinho Domaine des Lauriers Bourgogne Aligoté 2011 é importado pela Chez France e custa R$ 79.

Um abraço

Daniel Perches

Bernaví NotteBianca 2013 – vinho especial da Catalunha

Caso não esteja planejando uma viagem para a Espanha, recomendo nem continuar a ler esse post, porque esse vinho não tem no Brasil e acho que não vai pra lá tão cedo. Mas se estiver indo para o país, aí sim acho que deveria realmente ler com atenção.

Só para explicar: eu pedi para a cavista da loja Verol (que eu frequentei quase que diariamente por uma semana) me sugerir um vinho branco que fugisse do tradicional e que fosse leve, fresco e nada pesado. Muito astuta e rápida, ela nem pensou muito e me mandou o NotteBianca 2013, da Bodega Bernaví, feito com as uvas Garnacha Blanca e um pouco de Viognier.

NotteBianca_e2013E como sempre, ela acertou. Esse é demais, com uma combinação matadora de aromas frescos com sabores que ficaram perfeitos com um queijo semi-curado que eu tinha de ovelha. Não sei se dá para guardar muito tempo esse vinho e eu nem levaria embora da Espanha. Compraria e abriria (bem, foi o que eu fiz) para aproveitar seu frescor. Se estiver calor, pegue a garrafa, compre uma baguete, uns queijos e leve para um dos inúmeros parques na cidade e aproveite. Outra opção é aproveitar a mineralidade dele bebendo com umas ostras ou até mexilhões. Como preferir.

Já me deu saudades de Barcelona…

Um abraço

Daniel Perches

Espumante Salton Intenso Malvasia me surpreendeu

Gosto bastante dos espumantes da Vinícola Salton. A linha deles é grande e tem vários tipos e estilos, para os mais diversos gostos. Sou fã do Reserva Ouro e do Salton Evidence, mas gosto em geral da maioria.

salton_Intenso_Brut_MalvasiaE recentemente provei mais um que achei bem legal, que foi esse Salton Intenso Malvasia, que para mim combinou perfeitamente com um dia super quente de dezembro. Essa uva não é muito comum no Brasil ou pelo menos não é usada como espumante feito só com ela (em geral colocam um pouco de Malvasia na hora de elaborar, principalmente para dar mais aromas).

Gostei da experiência. Aromas bem florais e leves e na boca tinha uma mistura de adocicado com floral (mas atenção, o espumante é seco) que me ganhou.

Para mim, é um espumante que não precisa de harmonização. É abrir a garrafa, beber e ser feliz. Aliás, guardei um pouco para acompanhar um filme na TV e foi uma delícia. Além de tudo tem uma graduação alcóolica não muito alta – 12%.

Dá pra comprar pelo site da Salton ou em lojas especializadas.

Um abraço

Daniel Perches

Vinho branco do jeito que eu curto – 1865 Single Vineyard

Com o verão bombando, meu estoque de vinhos brancos e rosés praticamente acabou. Em casa o que menos eu abri foi tinto (e ainda assim, os que abri foram bem leves). Com isso, não me sobrou nenhum Sauvignon Blanc, que é de longe a minha uva preferida nos brancos.

E o último que eu tive o prazer de abrir foi o 1865 Single Vineyard, da Viña San Pedro (Chile) e foi um daqueles que eu bebi e pensei: é o meu estilo!

1865_SB_2013Vinho super frutado, com bastante aroma e na boca tem aquela acidez altíssima, que praticamente seca a boca. Excelente para beber gelado e com um queijo de cabra para acompanhar e depois ficar só esperando o calor passar.

Esse é importado pela Interfood/TodoVino e custa em torno de 100 reais (mas vale).

Um abraço

Daniel Perches

Milmanda 2011 – Chardonnay feito na Espanha

Ao lado dos vinhedos do Grans Muralles (um dos vinhos top da Bodegas Torres), estão os campos de Milmanda, de onde sai o vinho branco que leva esse nome. Eu estive lá e visitei a região. Veja o vídeo.

Com vinhas plantadas em 1978, eles fazem por lá esse Chardonnay, que é incomum na região, mas que – mesmo para mim que não sou grande fã de chardonnay – acertaram em cheio. É um vinho rico, cheio de aromas, daqueles que passa por barrica mas não fica aquele aroma de baunilha super forte (aliás, tem pouquíssimo aroma de barrica) e que por sua acidez bacana, dá para beber sem enjoar. Com um bom queijo acompanhando ou com uma mariscada, por exemplo, desce muito redondo. Se puder provar esse brando da Torres, eu acho que vai gostar.

E se estiver pela Espanha, vale conhecer o vinhedo, que é um show à parte. Situado à base do Castello de Milmanda, que já foi monasterio e depois de uma desapropriação do Estado passou por vários donos até chegar à família Torres, agora recebe turistas (sob agendamento pelo site). É pequeno e você vai conhecer tudo em menos de meia hora, mas vai valer a visita, para ver, por exemplo, como eles tinham um compartimento para derramar azeite fervendo em quem tentasse invadir o castelo.

Veja algumas fotos e quem sabe, prepare a sua viagem.