Archive | Uvas Brancas

Espumante Don Arturo Brut

Espumante Don Arturo Brut

Quando eu comecei a aprender sobre vinhos, lembro-me de uma aula na ABS-SP, onde um dos professores falou sobre “litragem”. A palavra, muito usada no meio, é para referir-se à quantidade de vinhos provados e isso é muito importante para você ir formando o seu paladar e poder cada vez mais avaliar melhor um vinho, afinal de contas, para saber se algo é bom, é preciso que se compare com outros similares, não é mesmo?

don_arturo_brutE quando fui abrir o Don Arturo Brut, um espumante brasileiro feito com Chardonnay, Riesling e Pinot Noir, lembrei-me de minha litragem referente aos espumantes feitos com Riesling. Para ser bem sincero, nenhum deles até hoje me agradou totalmente. Sempre achei que a adição desta uva dava um aroma não muito agradável e algumas vezes até deixava o espumante com um final amargo. E lá fui eu, com a minha pontinha de precoceito abrir o espumante.

Nada como uma experiência atrás da outra para mudar os parâmetros. Esse Don Arturo Brut, que tem um terço da nossa uva em questão, não foi um espumante que me deixou caindo de amores, mas mostrou que essa uva pode dar sim um charme diferente ao vinho. Notas florais e levemente cítricas vieram ao nariz e na boca o floral fica mais intenso, mas sem amargor.

Da mesma linha eu ainda prefiro o Don Arturo Rosé (veja post aqui), mas esse é muito bem-vindo para começar uma festa.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in Brasil, Chardonnay, Novidade, Pinot Noir, Riesling0 Comments

Castello di Pomino Bianco DOC 2011 – um vinho branco espetacular

Castello di Pomino Bianco DOC 2011 – um vinho branco espetacular

Outro dia me peguei pensando que eu já tinha provado uma boa quantidade de vinhos do Frescobaldi. Fiquei lembrando todos os que eu já conhecia e achei que tinha então um bom painel. Mas depois de ir a um evento realizado pela Ravin com a presença do Stefano Begnini, que nada mais é do que membro da 30ª geração da Familia Frescobaldi (isso mesmo, 30ª. Dá pra imaginar o know-how dos caras?), percebi que eu ainda tinha muitos a provar.

pomino_bianco_2011E o Castello di Pomino Bianco DOC 2011 foi um que estava lá naquele dia e eu pude beber com mais calma, porque apesar de já conhecer, foi em um momento de um evento e que não deu para prestar muita atenção à ele. Pois é, deveria ter feito isso, porque o vinho é espetacular. Há tempos que eu não ficava tão impressionado com um vinho branco como com esse. Começando pelo belíssimo rótulo que já chama a atenção, esse é feito com Chardonnay e Pinot Bianco e tem uma complexidade e ao mesmo tempo uma facilidade para beber de se tirar o chapéu.

Frutas brancas, flores e toques de fermento deixam o vinho muito bacana no nariz. Na boca, apesar de ter uma leve passagem (só parte do vinho) por barrica, não fica nem perto daqueles enjoativos que as vezes pegamos por aí. É fresco e muito saboroso. Enquanto o sr. Stefano falava sobre a família, que tem mais de 1.000 anos de história, eu estava lá me deliciando com esse vinho branco que eu realmente recomendo. Nem vou pensar em harmonização, porque desta vez eu queria só beber o vinho, sem acompanhamento mesmo.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2011, Chardonnay, Itália, Pinot Blanc0 Comments

Foloi 2011 – vinho grego branco

Foloi 2011 – vinho grego branco

Não é muito comum eu beber vinhos da Grécia. Já provei alguns antes (veja todos os posts sobre vinhos gregos aqui) e sempre que bebo algo daquele país, fico criando um cenário no meio dos vinhedos um tanto quanto paradisíaco. Imagino o pessoal feliz, numdia ensolarado, trabalhando nos vinhedos felizes e contentes. Depois prepararam uma bela refeição super saudável, com ingredientes muito frescos e todos muito saborosos.

foloi_2011É, pode ser que não seja exatamente assim (e infelizmente, em tempos de crise, sabemos que o cenário em alguns lugares da Grécia é o oposto), mas eu gosto de manter a fantasia quando bebo vinhos gregos.

Então, pensando nesse clima maravilhoso que eu acabei de contar, eu abri o Foloi Peloponnese 2011, um vinho branco feito com a uva Roditis, típica da região. E o interessante é que a Roditis é tinta, mas esse foi vinificado em branco, ou seja, colheram as uvas, prensaram e tiraram rapidinho as cascas, pois estas é que dão cor ao vinho (a polpa da uva é branca).

Desse trabalho surgiu um vinho delicado e leve, com alguns toques cítricos muito legais no nariz. Na boca é um vinho que não tem muito corpo, mas que segura a onda se for preciso acompanhar uma comida leve. Para mim foi ótimo como aperitivo mesmo, sendo provado com alguns queijos leves. Dessa forma ele harmonizou bem e pela sua leveza, acabou até rápido demais. E isso para mim é um bom sinal.

O Foloi foi trazido pela Winelands como Seleção do mês de Abril/2013.

Um abraço

Daniel Perches

 

Posted in 2011, Grécia, Roditis0 Comments

Amalia Brut – o espumante grego

Amalia Brut – o espumante grego

Provar vinhos e espumantes de países exóticos é algo que me agrada muito. Infelizmente perdi de conhecer alguns russos na última ExpoVinis, mas tudo bem.

Dessa vez me apareceu esse espumante grego vindo da seleção mensal da Winelands. Produzido pela vinícola Tselepos com a casta autóctone (que significa que é uma uva originária daquele país) chamada Moschofilero, é um espumante bem interessante, porque foge do convencional.

amalia_brutNo nariz ele tem um floral muito forte, que se sobressai a qualquer aroma de fruta que possa ter. Me lembra um pouco a Torrontés, mas de longe. Na boca ele é relativamente seco (eu até gostaria que fosse mais seco, mas sou tendencioso nesse aspecto) e tem um final que deixa um toque floral também, mas diferente do que se sente no nariz. Bacana, por sinal.

Eu provei esse espumante sozinho e depois com um aperitivo que era uma linguiça apimentada. É fato que ele tem o seu charme ao ser bebido sozinho, mas eu gostei muito dele como acompanhamento (de novo, posso estar sendo tendencioso).

O fato é que é muito legal conhecer vinhos e espumantes de países diferentes. Eu já bebi outros vinhos da Grécia – veja todos aqui - e gostei. Acho que o pessoal sabe bem o que está fazendo por lá e por mais que a gente não tenha muito contato com os vinhos gregos, eles têm uma boa tradição e fazem coisas legais. É preciso entendê-los, pois algumas vezes são um pouco “diferentes” do que estamos acostumados.

Esse, para quem curte espumante floral, é um prato cheio.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, Grécia, Moschofilero2 Comments

Salentein – provando nova safra

Salentein – provando nova safra

Ja estive na Salentein pelo menos 2 vezes (veja as outras visitas, inclusive com vídeo aqui). A bodega é grande, muito bem construída e muito bonita. É possível fazer visitas turísticas e conhecer a galeria de arte que eles têm por lá, por exemplo. Além disso há um restaurante muito bem conceituado, para que você possa passar algum tempo na Salentein e que esse tempo seja agradável.

Em minha última visita pude provar safras novas de vinhos que eu já conhecia e conhecer alguns novos e continuo com a boa impressão de que a Salentein sempre mantém sua qualidade e é uma vinícola que merece atenção em seus vinhos desde os mais básicos até os tops.

Killka Chardonnay 2011
Pensado para ser um Chardonnay jovem. No nariz é bem de um Chardonnay padrão, com abacaxi e frutas tropicais. Na boca tem até um pouco de frescor. Nada muito encantador, mas é um vinho correto.

Salentein Chardonnay 2011
Tem mais toque de madeira, com toques cítricos, menos acidez, final mais marcado e mais longo.

Salentein Pinot Noir 2011
Cor cereja. No nariz é até bem típico, mas na boca falta um pouco de corpo e de final. Tem toques minerais, mas não é tão expressivo.

Portillo Malbec 2011
Malbec para beber sem muito compromisso, tem taninos bem redondos e acidez OK. Um vinho bem feito e barato.

Killka Cabernet Sauvignon 2011
Aromas mais frutados, menos toques de evolução. Na boca é bem fácil de beber. Tem bastante tanino. Fácil de beber.

Salentein Malbec Reserva 2011
No nariz não tem tanta fruta, mas na boca é bem potente.

numina_malbec-merlotNumina Gran Corte 2010
Significa número, essência. Malbec 65%, Cabernet Sauvignon 14%, Merlot 8%, Petit Verdot 8%, Cabernet Franc 5%. Se sente mais complexidade, mas também o verdor do Cabernet Franc, mesmo que tendo pouco no corte. É potente e com bastante acidez. Fica um tempo sendo lembrado.

Primus Malbec 2010
Tem fruta, tem flor, mas tem também um toque balsâmico, na boca é forte, estruturado, com final longo e sem arestas. Não é o meu estilo de Malbec, mas é um bom vinho. Prefiro os Malbecs que seja mais potentes mas que tenham mais fruta.

Espumante Salentein Brut Nature
Chardonnay, Pinot Noir, Pinot Meunier. Aroma bem elegante. Me pareceu que estão ainda testando essa idéia de fazer espumantes, mas acho que tem futuro.

Os vinhos da Salentein são importados pela Zahil no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2010, 2011, Argentina, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Malbec, Merlot, Petit Verdot, Pinot Noir0 Comments

Borsa Vini in Brasile mostrou a diversidade dos vinhos italianos

Borsa Vini in Brasile mostrou a diversidade dos vinhos italianos

Os vinhos italianos são realmente cativantes. Conheço pessoas que se pudessem beberiam só vinhos desse país e só não fazem isso porque entendem que a beleza do vinho é justamente a diversidade.

Mas engana-se quem pensa que vinho italiano é tudo igual. Dentro daquele pequeno país é possível fazer vinhos brancos, espumantes (aliás, muitos são sensacionais), tintos e até fortificados. Se você pegar um Chianti por exemplo vai perceber aquela bela acidez e vivacidade. Se partir para um Amarone verá como podem ser complexos, estruturados mas sempre chamando para o próximo gole, isso sem falar em Barolos, Barbarescos, etc.

E com a idéia de mostrar um pouco essa diversidade o Instituto Italiano para o Comércio Exterior trouxe para o Brasil o evento Borsa Vini, que já acontece há 31 anos e é a primeira vez que vem ao Brasil. Neste evento eu participei de uma Master Class para conhecer um pouco mais sobre a Itália que foi apresentada por Barbara Tamburini, italiana que já foi eleita 2 vezes como melhor enóloga da Itália. Artur Azevedo (http://www.artwine.com.br/)fez uma breve apresentação com os dados da Itália, para que pudessemos entender melhor e depois partir para a degustação (afinal de contas, era a intenção principal).

Lumà Grillo 2011
100% Grillo. Vinho interessante porque mostra um toque herbáceo no nariz, mas na boca se mostra mais doce do que se imagina. Ótimo corpo e boa acidez, com um final bem marcado. Parece gastronômico para um peixe com um molho levemente adocicado. Agüenta comidas mais pesadas.
Importado pela Casa Flora

Ronco delle Ginestre 2002
100% Sangiovese. Muito aromático, caixa de charuto, mogno, Daquelas madeiras escuras que lembram até os moveis antigos. Ameixa, leve erva. Na boca tem bastante tanino, bom corpo.
Importado pela Interfood/TodoVino

Brunello di Montalcino Fattoria dei Barbi 2007
Sangiovese. No nariz apresenta aromas típicos mas não é daqueles que enchem a taça. É mais discreto e provavelmente vai se abrir com o tempo. Na boca ele no começo parece mais leve, mas depois de alguns segundos mostra que tem muita forca. Terroso vai aparecendo devagar no nariz.
Importado pela Interfood/TodoVino

Eilio Grasso Barolo Gavarini Chiniera 2005
Nebbiolo. No nariz aparecem os aromas de frutas secas e na boca vem toda a força. Fica longo na boca por muito tempo, deixando um toque de fruta seca muito saboroso.
Importado pela Interfood/TodoVino

Yume Montepulciano d’Abruzzo
Montepulciano d’Abruzzo. Aromas mais adocicados tanto com a taça parada quanto depois de aerar. Na boca é até fácil de beber por conta dos taninos, mas essa fruta doce, que é típica da uva e não é defeito não deixa de enjoar com o tempo. Lembra um pouco de baunilha, de amora. Não sei se eu beberia mais de meia garrafa.
Importado pela Casa Flora.

Sagrantino di Montefalco 2007
Sagrantino. Um vinho muito potente no nariz e na boca. Taninos ainda jovens e pegando bastante. É um vinho que definitivamente precisa de comida. Vale a pena testar ele com uma boa carne ou uma massa com molho forte, pesado, de tomate. Dizem que é um dos vinhos mais taninos da Itália e se comparado com outros Sagrantinos, até que está relativamente macio.
Importado pela Casa Flora.

Amarone Tedeschi 2008
Corvina, Corvinone, Rondinella. No nariz ainda não esta tão aromático, mas provavelmente porque precisa de mais tempo. Na boca já esta mais redondo do que no nariz, mas ainda não está tão doce quanto um Amarone típico. Provavelmente vai evoluir bem e será mais adocicado.
Importado pela Wine Brands

Já deu para ter uma idéia da diversidade, não é?

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2002, 2005, 2007, 2008, 2011, Corvina, Corvinone, Grillo, Itália, Montepulciano, Nebbiolo, Rondinella, Sagrantino, Sangiovese0 Comments

Vinhos para o Dia das Mães

Vinhos para o Dia das Mães

Está chegando mais um Dia das Mães, que é uma das datas mais comemoradas, afinal de contas, todo mundo tem mãe, não é mesmo? E vai chegando perto desse dia começam a aparecer pedidos de dicas para o vinho que vai acompanhar a comida porque ninguém quer fazer feio e deixar a sua mãezinha chateada.

Então eu fiz um compilado de informações de forma bem genérica para você usar como referência. Se não achar especificamente o vinho ou não for fazer exatamente esse prato não tem problema. Use as uvas como referência e assim fica tudo resolvido e todos bem servidos no dia.

Harmonização 1 – Massa com molho vermelho
Essa é clássica e praticamente uma unanimidade entre os brasileiros. Quantas e quantas famílias não se reunem no domingão para comer aquele macarrão com molho bolognesa (com carne moída)? Se esse é o seu caso, aí vão algumas dicas.
Tipos de Vinhos: tintos encorpados, que podem até ter passagem por madeira. As uvas Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah são fáceis de encontrar e vão bem com esses pratos, mas se quiser algo bem bacana mesmo, vá de italiano.

sassoaloro_IGT_2008Sugestão de vinho para harmonizar com o molho vermelho
Sassoaloro IGT 2008
Uva: Sangiovese Grosso
Importador: Mistral
Preço: R$ 170,00

Harmonização 2 – Churrasco
Sim, é possível fazer churrasco no Dia das Mães e ser feliz. Aliás, aposto que a maioria das mães fica feliz de ter os filhos por perto, independente do que vai ser servido. E se for para a alegria geral, então que se mande as carnes para a grelha.
Tipos de Vinhos: Aí dá para pensar em vários, porque com certeza você terá carnes diferentes, mas em geral as linguiças pedem um vinho que tenha uma certa picância como os feitos com Syrah. Se for uma carne mais magra dá até para ter um Barbera italiano talvez. E dependendo do molho que você tiver é bom pensar em algo mais potente como um Malbec por exemplo.

haven_point_ShirazSugestão de vinho para harmonizar com o churrasco:
Haven Point Shiraz 2011
Uva: Syrah
Importador: Qual Vinho?
Preço: R$ 55,00

Harmonização 3 – Pernil de Porco assado
Por que pernil? Porque eu tinha que escolher uma parte do porco para falar, só por isso. Mas essa idéia vale também para as partes “magras” do porco como a picanha, por exemplo.
Tipos de Vinhos: brancos! Sim, os brancos vão muito bem com a carne do porco. Pode ser um bom riesling que vai dar certo.

cave_spring_rieslingSugestão de vinho para harmonizar com o pernil de porco:
Cave Spring Riesling
Uva: Riesling
Importador: Casa Flora
Preço: R$ 90,00

Harmonização 4 – Cassoulet
Aqui vocês me permitam falar sobre um prato que eu adoro. Neste ano não será feito no Dia das Mães na minha casa, mas um dia isso vai acontecer. E quando acontecer, já sei qual é o vinho.
Tipos de Vinhos: borgonha ou Beajoulais. Essas uvas são leves mas harmonizam perfeitamente com o prato. Na verdade a mais clássica é a pinot noir, mas se você estiver sem grana, vai de beajoulais que vai dar certo também.

mongeard_mugneret_cotes_NuitSugestão de vinho para harmonizar com o cassoulet:
Mongeard-Mugneret Hautes Côtes-de-Nuits 2008
Uva: Pinot Noir
Importador: Ravin
Preço: R$ 90,00

Curtiu? Tem alguma outra idéia? Manda que a gente vai complementando. O importante é comer e beber bem!

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, 2011, África do Sul, Canadá, França, Geral, Itália, Pinot Noir, Riesling, Sangiovese, Syrah0 Comments

Fermasa prova que é possível fazer vinho bom com preço acessível

Fermasa prova que é possível fazer vinho bom com preço acessível

Certa vez eu passei pela loja Barrica Negra, que fica na Rua Rocha, em São Paulo. Por estar com pressa, entrei só para conhecer e acabei nem tendo tempo de provar nenhum vinho e nem mesmo de saber os preços. Por conta disso fiquei sem conhecer belos vinhos. Mas por sorte tive a oportunidade de estar com a Giovanna, que é a proprietária da loja e também da vinícola Fermasa, lá de Mendoza em um jantar para poder provar com calma seus vinhos, conversar e entender o projeto. Sorte mesmo, porque aí percebi o que tinha perdido naquele dia, pois os vinhos são muito bons e com preços realmente bacanas.

Foi o pai de Giovanna que começou a Fermasa, por conta de um sonho antigo de produzir vinhos de qualidade. Após seu falecimento ela assumiu os trabalhos e agora vive entre o Brasil e a Argentina. Mulher de raça e determinada a continuar o sonho do pai, para a nossa alegria.

Lá na Barrica Negra eles só comercializam a linha de produtos da Fermasa, e por conta de não ter “atravessadores”, o preço é quase inacreditável pela qualidade dos vinhos. Eu provei praticamente a linha toda e quer saber? Voltei lá para comprar mais depois. Já fiz uma festa de família e foi sucesso.

Baladero Extra Brut 2012
Feito 100% com Chardonnay, é um espumante bem seco. Não tem aquela complexidade de um espumante mais top, mas serve muito bem para uma recepção. Na boca tem a acidez na medida. Final legal. Fácil de beber para um extra-Brut.
R$ 39,00

Baladero Chardonnay 2012
Sim, eu sei que não sou grande fã de Chardonnays, mas mesmo tirando o meu gosto pessoal, esse foi o mais simples de toda a linha para mim. Básico nos aromas e nos sabores. Um vinho que não enjoa com os aromas que poderiam ser mais fortes.
R$ 26,00

baladero_malbecBaladero Malbec 2009
Simples no aroma, mas na boca traz uma nota tostada e de chocolate interessante. Um bom vinho para 28 reais. Simples, mas bem feito.
R$ 26,00

Baladero Cabernet Sauvignon 2009
Notas mais doces e na boca é leve. Ainda está novo e precisa de mais um tempo para ficar no ponto.
R$ 26,00

Jerarquia Malbec Reserva 2007
Passa 2 anos em barrica nova. Malbecão com todo o estilo. Custa 44 reais e vale mais. Um belo custo beneficio. Passou por cima da carne que comi lá no restaurante (mesmo com uma boa dose de gordura), mas vale a harmonização.
R$ 42,00

Baladero Cabernet Sauvignon 2007
Esse sim, mais evoluído mas ainda na medida. Para quem curte o vinho já com mais evolução e um toque de complexidade por conta disso, é excelente.
R$ 26,00

Vinserus Malbec 2007
Vinho doce. Tem um doce natural legal, sem grande dulçor. Final médio mas que é bem gastronômico.

 

Nem sei se eu deveria contar isso, mas acho que se comprar mais de 6 garrafas, eles até dão desconto. :)

Eu curti bastante e gostei da bravura da proprietária. Vou levá-la lá no Desafio ao Vinho para fazermos alguns testes com o vinho dela. Vamos ver o que vai dar.

Um abraço

Daniel Perches

 

Posted in 2007, 2009, 2012, Argentina, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Malbec0 Comments

Raventós i Blanc – Cavas de alta qualidade

Raventós i Blanc – Cavas de alta qualidade

Como um consumidor ávido por espumantes, eu estou sempre em busca de novidades e claro, de coisas boas. Há algum tempo estive com o pessoal do Le French Bazar que promoveu um jantar com os espumantes Cava Raventós i Blanc. E quando falamos Cava já dá para saber que é da Espanha.

O nome Cava pode inspirar baixa qualidade e alto volume para muita gente, mas como em qualquer lugar do mundo do vinho, há produtos de alta qualidade também, como é o caso do Raventós i Blanc. Com espumantes muito elegantes e que de tanta qualidade reconhecida, vão ter sua própria Denominação de Origem em breve. Então para quem só teve más experiências com Cavas, é só provar um deles e ver que a história é outra.

Provei alguns neste jantar que pra variar estava delicioso (sim, sei que sou suspeito para falar, pois sou fã da comida de lá) e que harmonizaram muito bem.

Veja abaixo o que bebi, com direito a um vinho tranquilo deles, difícil de encontrar e muito interessante.

I blanc

Elizabeth Raventós
60% Xarel.lo, 30% Chardonnay, 10% Monastrell.
Ótimo no nariz e na boca é muito delicado, com acidez na medida. A Monastrell parece que deu um toque especial ao espumante.
Preço: 203,50

denit_raventosRaventós de Nit Rosé 2009
50% Macabeo, 25% Xarel.lo, 20% Parellada e 5% Monastrell
Um rosé feito de forma “diferente” porque não tem Pinot Noir. Elegante, sem ser muito doce. Não enjoa. Final bem equilibrado.
Preço: 125,40

Silencis 2010
Vinho tranquilo (não é espumante). É difícil de encontrar um varietal de Xarelo porque tudo é usado para fazer os espumantes. Leve cítrico. Bom volume de boca. Final marcado e bem gastronômico.
Preço: 116,40

Os espumantes e vinhos da Raventós i Blanc são importados pela Decanter no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in Chardonnay, Espanha, Monastrell, Xarello3 Comments

Champagne Drappier Carte d’Or

Champagne Drappier Carte d’Or

Estive na casa do Consul da França no Brasil para a cerimônia de entrega do reconhecimento do termo Champagne como uma palavra protegida e que representa a região de mesmo nome. Ou seja, a partir de agora, quem ainda insistia em ter “Champagne” no nome do seu espumante feito aqui no Brasil vai ter que retirar. Nada mais legítimo, afinal de contas os caras trabalharam muitos séculos para terem essa fama e essa qualidade.

drappier_carte_dorE depois da cerimônia pudemos provar algumas garrafas de lá, claro. Uma delas era a Drappier Carte d’Or, que eu gostei bastante. Fazia já algum tempo que eu não bebia esse champagne e me dei conta que nunca tinha escrito sobre ele, então chegou a oportunidade. Feito com 90% Pinot Noir, 7% Chardonnay, 3% Pinot Meunier, eu considero um clássico Champagne aqui no Brasil.

Seu rótulo amarelo não deixa ninguém se enganar. Dá pra ver de longe um Drappier. Tem aquele toque de fermento na medida, acidez boa (não muito viva, mas bem gastronômica) e um final muito saboroso. Provei com um foie gras do Erick Jacquin (e quem gosta e ainda não provou o dele, vale a pena) e ficou maravilhoso.

Drappier é um dos champagnes que eu considero “coringas”. Excelente qualidade e custo na média dos da mesma categoria no Brasil. Se é barato ou caro, é outra história.

Os champagnes Drappier são importados pela Zahil no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

 

Posted in Chardonnay, França, Pinot Meunier, Pinot Noir0 Comments

Sancerre Domaine Raimbault 2011

Sancerre Domaine Raimbault 2011

O Vale do Loire é a terra dos castelos, das paisagens que mais parecem quadros e claro, de excelentes vinhos, especialmente os Sauvignon Blanc. Obviamente que se faz tinto, espumante e rosé também, mas o grande lance dos caras é o vinho branco.

E esse Sancerre Domaine Raimbault é de lá. Em geral o pessoal coloca só o nome da apelação e não dá “nome ao vinho” como é feito em outros países. Ser de Sancerre já está bom! :)

sancerre_2011Produzido com Sauvignon Blanc, esse vinho é uma delícia e me faz sempre muito feliz quando eu bebo ele. O último foi o 2009 já há algum tempo e estava curioso para provar de novo uma safra mais jovem (são importados pela Cave Jado). Aliás, já bebi alguns Sauvignon Blanc mais envelhecidos, mas ainda acho que o melhor mesmo é beber ele jovem, porque assim posso sentir toda a acidez e exuberância dele.

O Domaine Raimbault tem um toque cítrico muito legal no nariz, que me faz pensar em muitas comidas, todas leves, de verão. Na boca tem uma excelente acidez mas é delicado ao mesmo tempo, fazendo um bom par com alguns queijos.

Provei esse vinho com um queijo de cabra e ficou fantástico. Combinação perfeita para um dia no parque, em um piquenique com a família.

Desta vez foi em casa, mas como eu tenho uma outra garrafa aqui guardada, vou programar meu passeio.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2011, França, Sauvignon Blanc0 Comments

Espumante Don Arturo Rosé

Espumante Don Arturo Rosé

Recebi recentemente essa garrafa de espumante para provar. O Don Arturo Rosé é produzido no Brasil e vendido pela Expand por um preço bacana (não chega a R$ 40,00 a garrafa). Tem essa versão rosé e também a brut.

A Rosé é feita com Chardonnay, Riseling e Pinot Noir. Uma só uva tint, mas que dá a coloração bem intensa para esse espumante. E não é só na cor que ele é intenso não. No nariz tem frutas doces bem presente. Na boca tem um bom dulçor, mas me surpreendeu, pois depois de sentir os aromas eu pensei que viria um espumante até mais adocicado, mas ele é bem equilibrado, com uma excelente acidez.

don_arturo_roseQue o Brasil é um bom produtor de espumantes, já sabemos. Agora precisamos aumentar mesmo é o consumo, para que possamos realmente ser o “país dos espumantes” como eu gostaria de ver. E esse Don Arturo me parece ajudar neste aspecto, pois além de ser fácil de beber tem um custo acessível considerando um espumante de qualidade.

E deixo uma dica aqui no final: o aroma “docinho” deste espumante com certeza conquistará as mulheres (e cada um usa essa dica da forma que achar mais pertinente).

Um abraço

Daniel Perches

Posted in Brasil, Chardonnay, Pinot Noir, Riesling0 Comments

Advert
Add to Google  http://www.wikio.com Bloggers - Meet Millions of Bloggers