Uvas Brancas

Brancott Estate B – Um Sauvignon Blanc diferente (e muito bom)

A uva Sauvignon Blanc é para mim uma das que mais combina com o verão, com calor, com aperitivos frescos (queijos brancos principalmente). Sou fã dessa uva e declaro sempre que posso.

E recentemente provei o Brancott Estate Letter Series “B” Sauvignon Blanc, que é feito lá na Nova Zelândia, mais especificamente em Marlborough, uma região famosa pela produção de vinhos com essa uva e com a Pinot Noir.

Antes de beber eu pensava que seria “mais do mesmo”, mas mesmo assim estava animado, afinal de contas, os vinhos feitos por lá são na maioria, muito interessantes. Mas eu estava enganado. Esse é diferente, e exatamente por isso é muito bacana. Quando o pessoal vai fazer a fermentação dele, usam fudres, que são grandes tonéis de mais ou menos 5 mil litros. Isso faz com que o vinho fermente já direto em contato com a madeira, mas que não fique com aquele aroma e sabores pesados. Além disso, para quem gosta, esse só utiliza as leveduras da própria uva para fermentar, ou seja, é mais natural.

letter-series-heroO resultado é um vinho com corpo, mas com uma excelente acidez. Dá para beber agora ou guardar por mais uns 4 anos até se quiser. Esse vinho com uma bruschetta de queijo de cabra e figo fica uma maravilha. Para beber e comer devagarinho, só apreciando.

O Brancott Estate está no Brasil pela Casa Flora, mas se tiver um tempo, visite o site deles, que é bem legal.

Um abraço

Daniel Perches

 

Espumante Rhein Brut Imperial direto da Romênia

Com o calor que está fazendo (e sabendo que está vindo mais por aí), eu tenho a desculpa perfeita para abrir mais e mais espumantes. É refrescante, combina com vários tipos de comida e faz qualquer reunião ou festa ficar mais animada.

rhein_brut_imperialEstou então liberando espaço na minha adega e abrindo o que tenho guardado e neste final de semana foi a vez do Rhein Brut Imperial, produzido na Romênia com as uvas Chardonnay, Feteasca Regala e Rhein Riesling. País diferente, uvas diferentes e uma história legal. Conta-se que esse é o espumante que serve à família real romena.

Um bom espumante, que tem bons aromas, é fresco e não é doce no final. Acompanhou carnes de churrasco sem muita gordura, mas certamente vai bem com uma boa salada (no dia eu queria mesmo era ter provado com alguns camarões) ou até com uma massa leve.

Esse está vindo pela Winelands (clube de vinhos), que pelo jeito está se especializando em países exóticos (o que me agrada bastante).

Um abraço

Daniel Perches

Por dentro da Champagne Barnaut

Estive na região de Champagne em fevereiro/2014. Foram dois dias intensos e eu fechei o terceiro dia na Edmond Barnaut, que fica em Bouzy.

Já vou contar sobre os champagnes, mas antes vale a pena contar algumas coisas que me chamaram a atenção ao conversar com o Philippe Secondé, enólogo e proprietário da casa. Esse cara foi sem dúvida um dos mais apaixonados pelo que faz que eu vi (e olha que paixão pelo vinho é algo muito comum em Champagne). Como ele mesmo disse, ele teve o privilégio de nascer e ter terras em Bouzy, que é um dos poucos Grand Crus de Champagne tanto para Chardonnay quanto para Pinot Noir. E o que isso significa na prática? Significa que ele pode fazer um Grand Cru misturando essas duas castas, só com uvas dele e da mesma região. Ainda não entendeu? Simples: ele tem um champagne de altíssima qualidade, controlado por ele e com um excelente apelo de vendas.

É, Monsieur Philippe é realmente um cara de sorte. Mas ele não faz só champagne, pois como disse, ele é daqueles caras que amam muito o que fazem e por esses privilégios de terreno, ele pode fazer até o Rouge de Bouzy, um vinho tinto em uma das raríssimas apelações de vinhos tranquilos dentro de Champagne.

É, amigos. Champagne tem vinho tinto (e rosé também, vamos ver já) e até destilado.

A visita à Barnaut é bem bacana, principalmente quando se vai às caves. Elas são parecidas com todas as outras da região, mas algo diferente é o “problema com água” que ele tem por lá. No inverno a água sobe até quase encher a cave inteira. Antigamente ele tinha que esperar a água baixar para poder entrar, mas agora está reformando para resolver isso.

É possível visitar e depois, ao lado, tem uma loja dele que tem todos os champagnes, o vinho tinto e o rosé que ele faz e mais um monte de coisas bacanas, como souvenirs e até comidas da região.

Apesar de ser fora do circuito “Reims-Epernay”, a Barnaut é uma que vale a visita.

Veja abaixo os que eu provei, com destaque para o Blanc de Noirs, que foi um dos que eu provei, desse tipo de champagne (Pinot Noir vinificado em branco) mais bacanas até hoje.

Edmond Barnaut 2007
Único com Pinot Meunier. Muito clássico e elegante. Para beber sem erro.

Barnaut Grand Cru 2004
Excelente qualidade, mas ainda estava jovem. Não adiciona Meunier então os dele demoram mais para ficar no ponto.

Barnaut Classic
2/3 Pinot, 1/3 de Chardonnay. Foi o primeiro a ser produzido e é assim até hoje. Clássico de Champagne com boa elegância.

Grand Cru Non Dosage
Usa 30% de Chardonnay “fresco”. Não é muito agressivo, ficando bem fácil de beber e muito interessante, principalmente para acompanhar comidas.

Grand Cru Blanc de Noir
O melhor. Muito elegante, expressa a fruta. Se for escolher só uma garrafa deste produtor, vá com esse.

Barnaut Rosé Autenthique
Feito com maceração. No final ele adiciona vinho para recuperar a acidez (10% Chardonnay). Diferente e peculiar. Vale a pena conhecer (não vem para o Brasil)

Cuvee Douceur Séc
Fez para o nascimento do filho. Leve e não muito doce. Vai bem com Foies Gras.

Bouzy Rouge 2004
Tinto feito com Pinot Noir. Esse é muito legal e eu queria trazer uma caixa para casa (não deu, mas eu volto e compro). Se passar na loja dele, compre! Custa só 21 euros.

Um abraço

Daniel Perches

Moet e Chandon So Bubbly para o final de ano com estilo

O final de ano está chegando e está na hora de começar a pensar nos presentes. Pensando nisso, a Moët & Chandon lança, especialmente para as celebrações de fim de ano, a coleção “Moët So Bubbly”, que adorna o champagne icônico Moët Impérial para inspirar e animar as festas mais luxuosas da temporada.

“Moët So Bubbly” é apresentada em duas versões: “So Bubbly Bath” e “So Bubbly Bag”. Com Moët & Chandon este final de ano vai borbulhar com muito estilo.

MOËT JEROBOAM “SO BUBBLY BATH”

SO-BUBBLY-BATH_smallArrojada e glamurosa, a “So Bubbly Bath” é acima de tudo um ritual único que apresenta a generosa garrafa Jeroboam (3 litros) do icônico Moët Impérial em uma banheira luminosa e uma profusão de borbulhas douradas – as ice bubbles – para gelá-lo delicadamente, além de seis taças douradas para brindar com o champanhe mais amado do mundo. A edição “Moët Jeroboam So Bubbly Bath” transborda borbulhas douradas, que elevam os momentos mais importantes da vida com estilo.

“Moët Jeroboam So Bubbly Bath é o nosso brinde à vida com grandiosidade e estilo”, diz o diretor internacional de marketing e comunicação para Moët & Chandon, Arnaud de Saignes. “Suas borbulhas são um símbolo da marca, que tornam as celebrações de fim de ano ainda mais especiais”, completa.

O estilo acompanha também a campanha da edição limitada, com visuais grandiosos criados pela fotógrafa italiana Ilaria Orsini.

Onde encontrar: A partir de dezembro de 2014 em casas noturnas e dining clubs selecionados como Bagatelle Bistrot (SP) ou pelo e-mail moet@lvmh.com.br

Preço sugerido ao consumidor: R$ 12 mil

 

MOËT BUBBLY BAG

SO-BUBBLY-BAGNesta edição limitada para as festas de fim de ano, o champanhe Moët & Chandon Impérial Brut 750ml é apresentado em uma exclusiva sacola de presente, acompanhado por seis borbulhas douradas que podem ser utilizadas como gelo,  mantendo sua Moët perfeita para os brindes mais especiais.

Preço sugerido: R$ 300,00

A partir de 15 de outubro de 2014

Onde encontrar: Lojas especializadas em todo o Brasil

 

BORBULHANDO ONLINE E AO REDOR DO MUNDO

Para elevar as festividades do período com espírito e estilo da coleção “Moët So Bubbly”, o champanhe Moët & Chandon lança também um guia de estilo de A a Z, em formato digital, para compartilhar, por meio das redes sociais, dicas para os amantes do champanhe ao redor do mundo. A novidade está disponível  a partir deste mês nos perfis da Moët & Chandon no Facebook (facebook.com/MoetBrasil),  Instagram ( instagram.com/MoetBrasil), além de um filme no YouTube. A temporada de final de ano nunca foi tão borbulhante e inspiradora – aprecie e compartilhe a magia glamurosa do universo “So Bubbly Bath” em seu #moetmoment.

 

SOBRE MOËT & CHANDON

Moët & Chandon é o champanhe do sucesso e glamour desde 1743. Conhecida por suas conquistas, estreias e por seu lendário espírito pioneiro, Moët & Chandon é a Maison que apresentou o champanhe ao mundo. Sinônimo das mais veneradas tradições e dos mais modernos prazeres, Moët & Chandon vem celebrando por mais de 270 anos momentos triunfantes com grandiosidade e generosidade.

Moët & Chandon compartilha a magia do champanhe com o mundo, oferecendo uma gama única para cada ocasião, estado de espírito ou paladar. Do icônico Moët Grand Vintage ao extrovertido Moët Rosé Impérial cada champanhe surpreende com frutado refrescante, paladar sedutor e maturidade elegante.

 

Hoje tem Winebar ao vivo com Bellini, o drink do verão

Se você ainda não conhece o Bellini, vale a pena ver hoje o nosso programa ao vivo, as 20h, no site do Winebar – www.winebar.com.br – e comprovar o sucesso que ele vem fazendo no mundo inteiro. É a cara do verão e certamente vai animar sua festa.

Conversaremos com o responsável da vinícola e falaremos sobre harmonizações, formas de beber esse drink e muito mais. Não perca.

BELLINI

Screen Shot 2014-11-02 at 11.10.53 PM

Sobre a Vinícola
A vinícola Canella foi fundada por Luciano Canella em 1948 e desde o início a inovação foi a característica principal da empresa. Atualmente a empresa é administrada pelos filhos. Nos anos 80, Canella especializou-se na produção de vinhos espumantes, utilizando as melhores uvas da região de Piave, assim como Prosecco em Conegliano e Valdobbiadene. A paixão de Canella pelo Prosecco e o seu amor pelo desafio e pioneirismo o levou a criar coqueteis de vinho com frutas, como o Bellini que tornou-se um sucesso internacional.

Vinificação
Bellini é um coquetel composto de duas partes de prosecco e uma parte de suco de pêssego branco (obtido após uma rigorosa seleção de pêssego branco maduro), e algumas gotas de framboesa. Bellini é o resultado de um processo tecnológico perfeito desenvolvido por Canella após muitos anos de pesquisa para garantir todo o frescor.

Preço: R$ 85,00
Onde comprar: Expand

Tem champagne guardado e não sabe se está na hora de abrir?

Champagne é um tipo de vinho que pode ter uma longa vida dentro da garrafa. Há alguns vintages que duram décadas e quando são abertos, parecem até que foram feitos há poucos anos, esbanjando acidez, um monte de borbulhas e aromas sem fim. Mas como acontece com os vinhos, esses borbulhantes não são diferentes e os mais longevos são a minoria e infelizmente,, bem caros.

Então se você tem uma garrafa de champagne há algum tempo guardada, vale a pena revisar sua adega, pois você pode estar perdendo o melhor que ele pode oferecer.

Para facilitar a memorização, replico aqui o que ouço frequentemente dos produtores: Os champagnes são colocados no mercado sempre no seu auge, então teoricamente, o melhor é que você consuma no ano que chegou para você. Em geral os Bruts e Rosés non Vintage ficam 3 anos guardados e os Vintages ficam um pouco mais, variando bastante dependendo da safra e de como foram vinificados (mais tempo em madeira, tipo de fermentação, etc).

Note, por exemplo, que em geral as casas de champagne soltam seus vintages ao mesmo tempo, “inundando” o mercado com suas garrafas do mesmo ano. Nos anos passados vimos bastante Vintage 2004 chegando, se você se lembrar bem. Estavam todos prontos para beber.

Mas o que vai acontecer se você guardar por muito tempo? Bem, pode ser que aconteça o mesmo que se passou comigo, quando abri esse Michel Gonet Blanc de Blancs 1998. Já estava “passado”, com bem pouco perlage, aromas lembrando até o oxidado e quando ficou mais quente na taça, parecia até um Jerez. Eu adorei e não vou me esquecer da experiência, mas sem dúvida esse champagne era bem diferente há uns 5 anos.

 

champage_michel_Gone_1998

 

Então não perca tempo, vá até a sua adega e reveja tudo o que tem. O final de ano está chegando e oportunidades não faltarão.

Um abraço

Daniel Perches

Colheita de Champagne em 2014 – Report da Deutz

O período da colheita é sempre tenso e é nessa época que podem acontecer grandes desastres, ou em alguns casos, até mudanças inesperadas que melhorem bastante a qualidade dos vinhos colhidos.

Segundo a Deutz, uma casa de Champagne clássica e de grande qualidade, em 2014 podemos esperar bons vinhos, que virão a ser champagnes em alguns anos. Talvez tenhamos até um vintage. Apesar das chuvas que chegaram próximo da data da colheita, eles conseguiram bons rendimentos nos vinhedos e o pessoal que vai produzir os vinhos agora está bem contente com os resultados.

É aguardar para ver (e comprovar). Abaixo está o comunicado na íntegra, inclusive com os índices técnicos, para quem quiser se aprofundar.

Um abraço

Daniel Perches

Champagne-Deutz--2014-Harvest-Report

Dal Pizzol apresenta seu novo espumante Nature em comemoração aos 40 anos

Para continuar a comemoração de seus 40 anos, a vinícola Dal Pizzol acaba de lançar seu espumante Brut Nature, feito com as uvas Chardonnay e Pinot Noir.

Conversei com o Dirceu Scottá, o enólogo responsável e ele contou que está bem contente com o resultado obtido. Hoje aproximadamente 40% da produção total da Dal Pizzol é de espumantes, mas eles não tinham ainda um Brut Nature, sem adição de açúcar.

Espumante-Quarenta-Anos-Nature-2

Esse espumante de garrafa bonita é bem interessante. Bastante seco, tem aromas que lembram os fermentos e um toque de frutas brancas. Na boca é fácil de beber (principalmente se considerarmos que é um Nature). Em breve deve estar nas lojas que as Dal Pizzol tem representação e vale a prova.

Um abraço

Daniel Perches

Crédito foto: Fabiano Mazzotti

* Esse post está participando da Confraria Brasileira de Enoblogs, que mensalmente publica um vinho dentro de um tema sugerido por um dos participantes. Dessa vez foi a Juliana Gonçalves, do blog Vou de Vinho.

Domaine Chatelain Pouilly-Fumé Harmonie 2011

Se você gosta da uva Sauvignon Blanc, vale a pena provar esse.

O Domaine Chatelain Harmonie 2011 é importado pela Chez France no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

Prosecco 1000 Bolle, que vem numa garrafa bem legal

Gosta de Prosecco? Se gosta, vale a pena provar. Se tem preconceito, é bom rever suas opiniões.

Veja esse:

Um abraço

Daniel Perches

Vinhos Anakena, do Chile

Os vinhos da Anakena (Chile) chegam ao Brasil pela Winebrands, que tem um bom portfólio e sabem escolher bem os seus rótulos representados.

E para contar um pouco mais sobre essa vinícola chilena, esteve aqui no Brasil o enólogo Gavin Taylor, que é sulafricano, mas que já entendeu bem o terroir chileno. Provei alguns vinhos e gostei de todos, mais especificamente de três: o Sauvignon Blanc, o Pinot Noir e o Carignan. Veja abaixo um pouco mais sobre eles e se puder, prove. Têm bons preços e ótima qualidade.

anakena_Enco_sauvignon-blancEnco Sauvignon Blanc
Vinho super fresco e intenso, para beber gelado e com boa comida como pescados. Bastante fruta e menos herbáceo, deixando ele muito fácil de beber.
R$ 60,00

Anakena Tama Pinot Noir 2012
Vinho que tem bastante frescor e bastante fruta. Sem amargor no final, leve e com excelente acidez, tornando-o muito vivo. Pode até acompanhar bem um salmão.
R$ 82,00

Enco Carmenere 2013
Não tem aquele toque herbáceo e doce que a gente está acostumado, mas mesmo assim não me encantou muito. O enólogo espera bastante para colher as uvas para fazer o Carmenere pois quer que elas fiquem realmente maduras. Segundo ele, isso é fruto de uma “lavagem cerebral” que teve quando trabalhou nos Estados Unidos. Realmente o vinho é mais macio, mas ainda assim traz toques mais adocicados.
R$ 60,00

anakena_tama_pinot_noirTama Carignan
Para mim, foi o melhor da degustação. Tem corpo, potência, maciez e um excelente final, além de ser bem gastronômico. É vinho para beber com calma e com uma boa carne cozida com molho forte (de especiarias) junto.
R$ 82,00

Ona Special Reserve Red Blend
Sempre que fazem um blend, a tendência é que o vinho fique mais completo e macio. É o que acontece com esse, que além disso ganha ainda mais corpo e longevidade. Se gostar de vinhos bem estruturados, prove.
R$ 98,00

Alwa 2010
É o vinho top da vinícola. Só fazem em anos especiais. Esse é só com Carmenere, mas a partir do próximo (2013) será feito um blend. É um Carmenere bem encorpadão, com muito aroma de café, tostado, madeira.
R$ 206

 

Um abraço

Daniel Perches

Ventus – o vinho branco da Patagônia que me surpreendeu

Se você ainda não conhece a Patagônia argentina e não tem planos de ir para lá (e eu entendo se não tiver, não é um dos meus top10 destinos), vale a pena pelo menos dar uma olhada na web para ver algumas imagens. O lugar é lindo, com paisagens deslumbrantes, uma história que envolve dinossauros e acredite, bons vinhos.

É de lá que saem bons Pinot Noir, alguns Sauvignon Blanc interessantes e esse Ventus, que eu provei recentemente e fiquei impressionado. Produzido pela Bodega del Fin del Mundo, esse é feito com duas uvas: Sauvignon Blanc e Chardonnay.
05-VENTUS-S.BLANC--CHARDONNAYEssa mescla pouco vista nos vinhos resultou em um vinho muito bacana. Conseguiu juntar a frescura da Sauvignon Blanc com o corpo da Chardonnay, mas sem ficar aqueles vinhos sérios, que a gente precisa parar, cheirar e pensar. Ele é descompromissado, daqueles que você abre, começa a beber com os amigos em uma festa e em poucos minutos vê que a garrafa acabou. Dá para acompanhar uma boa salada, uns camarões com um molho rosé, um atum gratinado ou umas frutas secas. Para o verão, nada mais justo.

E o melhor para mim foi quando o meu amigo Marcelo Miras, que faz o vinho e com quem eu degustei, me falou o preço: em torno de 35 reais.

No meu próximo verão certamente terá bastante Ventus. E se você procura algo bom nessa faixa, prove esse e depois me diga o que achou. Eu curti muito.

Provei também alguns outros vinhos da Bodega del Fin del Mundo (que é importada pela Mr.Man no Brasil) e você pode ver abaixo sobre eles.

Bodega del Fin del Mundo Reserva Viognier 2010
Vinho mais sério sem ser chato. Os cachos ficam metade maduros e metade verde. É assim que funciona e ela não mexem nisso. Final dele é muito interessante.
R$ 85

Postales Malbec 2013
Um Malbec mais leve, sem muito chocolate ou aromas mais fortes. Fácil de beber.
R$ 39

Reserva Del Fin del Mundo Cabernet Sauvignon 2010
Começa a ser mais baixa produção, colheita manual. Sente-se muito a fruta e um toque mais resinoso bem interessante, passa pro barrica,  sente-se muito bem o Cabernet.
R$ 85

Cabernet Franc 2008
Baixa produção e cuidados especiais com essa casta fazem dele bem especial. Tem aquele toque herbáceo característico da uva, mas nada que incomode. Pelo contrário, é bem potente e deixa um final longo.
R$ 175

Special Blend 2007
Malbec, Cabernet Sauvignon e Merlot. É o top da vinícola e campeão de vendas, não por acaso. Um vinho muito redondo, estruturado e gastronômico.
R$ 245