Uvas Brancas

Salton Volpi Sauvignon Blanc 2013 – aproveite que é a última safra com esse nome

A linha Volpi vai parar de ser fabricada. Eles terminaram o contrato com a família do artista e agora o vinho vai ter outro nome. Para me garantir, eu comprei algumas garrafas desse vinho, que eu gosto tanto.

salton_Volpi

Veja aqui minha despedida do Salton Volpi e se ficar até o final vai ver o crédito que a “Vinhos de Corte Produções Artísticas” preparou para você.

Um abraço

Daniel Perches

Espumante Salton Brut Reserva Ouro de cara nova

Recentemente estive na Vinícola Salton para fazer mais um Winebar, a nossa degustação virtual (veja o projeto aqui) e um dos vinhos provados foi o espumante Reserva Ouro, que agora está de cara nova, tanto no formato da garrafa quanto no rótulo.

salton_reserva_OuroO vinho base continua praticamente o mesmo (Chardonnay, Pinot Noir e Riesling), feito pelo método Charmat. A diferença é só no visual, que para mim ficou muito mais atraente. Eu sempre gostei muito desse espumante, não só pela qualidade mas também pelo preço. Agora tenho um motivo a mais para comprar.

Veja mais sobre ele na loja virtual da Salton.

Um abraço

Daniel Perches

Aracuri Sauvignon Blanc 2013

Acho sempre interessante quando me perguntam “se eu gosto de vinho brasileiro”, porque a minha resposta é sempre a mesma. Eu gosto de vinho bom! Pode ser de qualquer país. Se for brasileiro, ótimo. Não vou favorecer (nem desfavorecer) porque é produzido aqui.

E há algum tempo eu estive com a Paula Schenato, enóloga da Aracuri, um projeto novo e bem bacana, para provar os vinhos dela. Provamos vários, mas o Sauvignon Blanc me chamou bastante a atenção, por ser diferente e por isso resolvi destacá-lo da degustação.

aracuri_Sauvignon_Blanc_2013Produzido com uvas de Campos de Cima da Serra, uma região alta no sul do Brasil e bem promissora, esse vinho tem aqueles aromas já bem conhecidos dos vinhos feitos com a Sauvignon Blanc, mas tem um toque que me encantou, que foi algo mais mineral e até um pouco salgado.

E foi exatamente isso que deixou o vinho diferente e marcante. Quando provamos foi em um jantar e não tínhamos nada para harmonizar especificamente com esse vinho, mas deve ser um exercício bem bacana fazer alguns testes com diferentes comidas.

A Aracuri produz outros vinhos e você pode ver no site deles aqui. O que mais me agradou foi o branco, mas vale a pena provar a linha inteira e tirar suas conclusões.

Um abraço.

Daniel Perches

Montchenot Branco 2013

Como eu já fui para a Argentina algumas vezes, tive a oportunidade de conhecer várias vinícolas. Mas como sempre digo, eu poderia ir mais umas 200 vezes e ainda assim teria novidade para ver. Em algumas viagens eu vou já sabendo que vou visitar vinícolas conhecidas aqui no Brasil, mas em outras eu tenho no meu roteiro algumas bem desconhecidas (por mim pelo menos).

Foi o que aconteceu há 2 anos, quando eu estive na Bodegas Lopez, que eu nem tinha ouvido falar ainda. Dei uma olhada no site deles e vi que eram grandes e fiquei curioso e fiquei ainda mais animado quando cheguei lá. Contei tudo o que vi no post aqui e você pode ver que é bem bacana mesmo.

vino-montchenot-blanco-xlDepois disso não bebi mais nenhum vinho deles, até que me chegou esse Montchenot Branco 2013 pela Winelands. Não pensei duas vezes e abri logo.

Vinho bacana, feito com Chenin Blanc, bem aromático (toques cítricos leves, um pouco de fruta) e na boca é fácil de beber. Nada de complexidade ou de um vinho super gastronômico, mas supriu bem a necessidade em um dia de calor.

Se for viajar para Mendoza, vale a pena visitar essa vinícola. Vai se impressionar com os caras.

Um abraço

Daniel Perches

Champagne Besserat de Bellefon Brut – equilíbrio para a gastronomia

Houve um tempo que eu achava que a maioria dos Champagnes tinham uma mesma característica e que seguiam os mesmos aromas e sabores. Felizmente eu aprendi logo que isso está longe de ser verdade e que existem vários estilos dentro de Champagne, para a nossa felicidade.

Há champagnes mais frescos, outros mais estruturados e complexos, outros feitos para envelhecer, para a gastronomia, para entrada e até os que são chamados de “para o dia a dia”, mas isso obviamente só para quem mora por lá e tem uma boa condição financeira. E quanto mais você provar, mais diversidade encontrará.

besserat-de-bellefon-brut-cuvee-des-moines-blancE quando estive na região, em Outubro/2013, eu provei o champagne Brut non vintage da Besserat de Bellefon que eu gostei bastante e depois ainda tive o privilégio de receber uma garrafa do pessoal da Sowine, uma agência de marketing para o vinho que fica baseada em Paris.

Trouxe para casa, deixei descansar um pouco e finalmente abri a garrafa para relembrar o que tinha provado anteriormente e o resultado foi muito bom. Esse é feito com o corte clássico de Champagne, usando as uvas Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier, todas vinificadas em branco. O resultado é um champagne que eu coloco na categoria “gastronômico”, porque ao mesmo tempo em que ele é leve e fresco, tem algumas notas de complexidade e um bom corpo, o que ajuda com a comida.

O que era para durar para o almoço, terminou rapidamente só nas entradas. Bom sinal, mostrando que é possível (e agradável) beber esse champagne sem necessidade de acompanhamento, mas ao mesmo tempo não deu para fazer a minha experiência.

Quem sabe eu não trago outra garrafa na minha próxima viagem e tiro a dúvida? Se você for para a França e quiser uma dica de um bom champagne leve e com um preço bem acessível, esse Besserat de Bellefon Brut é uma boa.

Um abraço

Daniel Perches

Golan Heights, a vinícola de Israel (e de respeito)

As discussões em torno das origens do vinho são grandes. São vários os países e regiões que dizem serem os primeiros a vinificar uvas. Eu fico só acompanhando essa “briga” de longe e aproveitando para provar vinhos feitos nessas áreas mais antigas da civilização, o que é sem dúvida interessante.

E recentemente eu provei os vinhos da Golan Heights, lá de Israel. O pessoal esteve aqui no Brasil para uma série de apresentações e eu pude comprovar a qualidade que eu já tinha ouvido falar e na verdade até provado um dos vinhos deles, há um bom tempo. Essa vinícola é uma das maiores daquele país e produz mais de 6 milhões de garrafas por ano, com aproximadamente 30 castas diferentes. Essa grande variedade de uvas tem um motivo: há alguns anos, por questões políticas (e de guerras), os campos foram devastados. Depois disso, não sabiam ao certo qual uva seria mais apropriada para o plantio, então a solução foi fazer testes com várias cepas para voltar a conhecer o terreno. Coisas da humanidade, que nem sempre é muito racional. Ainda bem que os vinhos perdoam e voltam a florescer por lá.

Veja abaixo um pouco sobre cada um deles, prepare a sua taça e se tiver interesse, aprofunde-se na história da Golan Heights ou até mesmo do país, ambas interessantes. Todos os vinhos são feitos seguindo a filosofia Kosher.

Yarden Chardonnay 2012
R$ 99
Um Chardonnay que expressa bem as características da uva, com aquele toque clássico de abacaxi. Passa por madeira, mas não é enjoativo, mantendo um bom frescor. Gastronômico e que pede um bom prato para acompanhar.

Yarden Pinot Noir 2008
R$ 187
O mais interessante desse Pinot Noir é que ele é diferente de qualquer outro Pinot que eu já tenha provado. Notas tostadas e de especiarias e uma cor bem forte marcam esse vinho. Vale a pena e duvido que alguém descobriria que é um Pinot Noir às cegas.

Golan Heights Yarden Cabernet SauvignonYarden Cabernet Sauvignon 2009
R$ 203
Vinho muito potente e também expressando bem a característica da uva. Boa acidez e muito corpo. Para mim, ou vai com uma boa comida ou tem que ser bebido devagar, até porque é um vinho longo e que fica marcado na boca por um bom tempo.
No mesmo dia provamos também o Cabernet Sauvignon 2001, para comprovarmos a longevidade. O vinho estava perfeito e ainda em plena forma. Pelo jeito, dá para guardar esses vinhos para um envelhecimento e para ganhar mais complexidade de aromas.

Yarden Muscat 2011
R$ 87
Vinho de sobremesa que tem aqueles toques de laranja, mel e macadâmia. Não foi o que mais me chamou a atenção, mas é um bom vinho de sobremesa. Valeu mais pela curiosidade de provar um vinho de sobremesa de Israel.

Se você também gosta de desbravar novos países no mundo do vinho, vale a pena conhecer os da Golan Heights. Eles são comercializados pela Inovini no Brasil. E se for a Israel, talvez seja interessante visitar essa vinícola. Dá uma olhada como é por lá nesse link.

Um abraço

Daniel Perches

 

Icewine – Uma degustação lá no Canadá para explicar o que é esse vinho

Recentemente me perguntaram sobre Icewine. O “vinho do Gelo” é um tipo raro que é produzido na Alemanha, Áustria e no Canadá, este último o mais famoso nesse quesito.

Icewine é um vinho feito com uvas congeladas. Ela é colhida super madura (e doce) e levada congelada ainda para a vinícola. Tira-se a água e fica o suco super doce.

O Marcio, blogueiro super bacana do A Janela Laranja esteve no Canadá e gravou pra gente uma degustação de alguns vinhos em uma loja que parece ser bem interessante.

Veja o vídeo abaixo, tire suas dúvidas e aproveite para programar sua próxima viagem vendo as dicas que o Marcio dá no blog dele, que é muito bacana.

Um abraço

Daniel Perches

Coppola Rosso e Bianco Chardonnay 2012

Os vinhos têm muita semelhança com os filmes. Talvez essa seja (além de sua história familiar) uma das razões pela qual o renomado diretor de cinema Francis Ford Coppola tenha se aventurado por esse mundo.

Coppola veio de uma família que tem “tradição” no meio. Agostino Coppola, avô de Francis Coppola, fazia seu próprio vinho nos porões de seu apartamento em Nova Iorque em tanques de concreto. De acordo com o tio de Francis, Mickey, os vinhos não eram sofisticados e sim vinhos para beber todos os dias, sem grandes pretensões. Francis diz que a vinícola é um mundo de maravilhas do vinho, um parque de diversão aonde pessoas de todas as idades podem desfrutar o que existe de melhor na vida: comida, vinho, música, dança, jogos e natação. Um lugar para celebrar o amor e a vida.

coppola_Rosso_Bianco_Chardonnay_2012É, acho que o romantismo emprestado do cinema se encaixa bem no vinho. E esse vinho branco feito com a uva Chardonnay me pareceu um grande filme quando provei. Começou de forma mais leve, sem grande emoções, como um começo de filme que você ainda não sabe bem o que vai esperar. Cheguei até a dizer que não tinha achado nada de extraordinário nesse vinho. Mas eis que surgem as cenas de ação e o vinho começou a se transformar e virou um grande ator principal na degustação, pois seus aromas estavam cada vez mais vivos, mais interessantes. Frutas e toques leves de barrica em excelente harmonia, fazendo uma bela cena. Saia a barrica, voltava o aroma de frutas. Na boca, uma bela acidez, sem cansar e também sem ser um vinho “sem graça”. Na medida.

Ao final da segunda taça, eu já estava como no final de um belo filme, quase triste porque ele estava acabando. Para a nossa sorte e nisso o vinho se destaca em relação aos filmes, ano que vem tem continuação, e no outro tem mais, e mais…

Coppola sabe dirigir filmes e acredito que a sua equipe na vinícola seguiu à risca sua qualidade das telas. Esse Chardonnay é prova disso. Mais um grande candidato ao Oscar.

Um abraço

Daniel Perches

Vinícolas do Brasil – os vinhos da Pizzato

Lembro-me quando estive pela primeira vez no Vale dos Vinhedos, alguns anos atrás e que visitei a Pizzato. Estava com minha esposa e fui lá porque queria conhecer mais sobre os vinhos. Gostei do que vi e do que provei. Vinhos fortes, potentes, tânicos e com bom potencial de envelhecimento. Acho até que trouxe uma garrafa do Egiodola para casa, mas com certeza já foi bebido.

Depois disso pude voltar algumas vezes e sempre me alegro em provar os vinhos e espumantes deles, porque continuam com a mesma qualidade (e alguns até melhoraram). Nessa minha última visita estive com o Flávio Pizzato, que é o enólogo responsável pela produção e em meio a muita conversa, pude provar toda a linha de produtos, que mostro abaixo para você se balizar para a sua próxima compra ou visita à vinícola.

Desta vez eles estavam em plena época de colheita e as parreiras estavam cheias de cachos, como pode ver nas fotos abaixo. Essas são de Cabernet Sauvignon e estavam uma delícia. A Pizzato também faz uma festa da colheita, com direito a pisa da uva, almoço tematizado e uma tarde que parece ser muito agradável.

A vinícola tem uma duas linhas de vinhos (Fausto e Pizzato) e cada uma tem um monte de rótulos. É preciso atenção para não se perder e um bom olfato/paladar para distinguir um do outro.

Chardonnay 2013 – leve e fresco, não passa por barrica.

Legno Chardonnay 2013 – vinho com boa estrutura, passa por barrica. Tem aqueles toques mais amanteigados típicos, mas não muito fortes. Fica na boca por um bom tempo, mas sem enjoar.

Fausto de Pizzato Merlot Rosé 2013 – bem intenso, na cor e nos aromas. Boa acidez.

Fausto Merlot 2011 – é um dos mais vendidos e é redondo, fácil de beber. Vale a pena provar.

Fausto Cabernet Sauvignon 2011 – encorpado e potente, um pouco simples. Bom vinho de entrada.

Fausto Tannat 2010 – não é muito aquele estilo “lixa” que encontramos em alguns Tannat’s e pode ser uma boa opção para quem não gosta muito de algo muito agressivo, mas também não me parece tão gastronômico com carnes quanto aqueles uruguaios.

Pizzato Reserva Merlot 2010 – aroma de framboesa que conquista pela sua delicadeza e facilidade no nariz e na boca.

Pizzato Reserva Cabernet Sauvignon 2008 – vinho correto e que tem os aromas típicos da Cabernet. Para beber sem grandes compromissos.

Pizzato Reserva Tannat 2008 – Um pouco mais sério e mais intenso, esse precisa de uma boa carne.

Fausto Verve 2010 – Cabernet, Merlot, Tannat. Bem concentrado e com toques de madeira. Para quem gosta, é uma boa pedida.

Pizzato Concentus 2008 – bom vinho para o preço (65,00). Boa concentração, aromas tostados. Um dos que eu mais gostei na relação preço x qualidade.

Pizzato Egiodola Reserva 2008 – a palavra vem do basco, que significa “sangue de verdade”. Muito intenso, com frutas negras. Pinta o dente. Para os mais fortes.

Pizzato Alicante Bouschet 2007 – esse vinho precisa de bastante tempo para amadurecer na garrafa. Esse ainda está precisando de tempo. Se comprar, pode guardar.

DNA99  2008 – vinho muito elegante e que tem uma acidez na medida e que vai embora lentamente. Belo vinho, que mostra toda classe da Merlot.

Pizzato Brut – o Chardonnay aparece bem forte mostrando-se na sua versão espumante.

Pizzato Brut Rosé – cor leve e na boca é fácil de beber.

Fausto Brut – seco, mas com um toque legal de dulçor que da uma alegria para o espumante.

Fausto Demi-Sec – maioria de Chardonnay, um pouco de Pinot Noir e um pouco de Moscato Giallo (mas que vai sair nas próximas edições).

Violette – suave feito com Cabernet Sauvignon, Merlot e Alicante Bouschet.

Viu como tem bastante vinho? Tem que ir com tempo para provar tudo. E se for para lá, espero que dê sorte de encontrar o Flávio. Enérgico e eloquente, ele é daqueles que não foge de nenhuma conversa e tem uma excelente cultura, então vai ser difícil arrumar um assunto que ele não conheça.

Mesmo que você tenha pouco tempo, recomendo que dê uma passadinha por lá. Além dos bons vinhos e da conversa, você vai ganhar de quebra essa vista bonita aí da foto acima.

Um abraço

Daniel Perches

Zahil anuncia redução de preços em vinhos da Casa Marin

Em tempos em que reclamamos (com toda razão) dos altos preços dos vinhos no Brasil, dos impostos, das altas taxas de rolha e de praticamente tudo o que ronda o universo do vinho, eu recebi uma notícia que achei pertinente compartilhar com todos. A Zahil, uma das grandes importadoras e dona de um excelente portfólio (e que tem um dos meus Ribera del Duero favoritos) anunciou, junto com a chegada de mais alguns vinhos a seu portfólio, a redução de preços em alguns rótulos da Casa Marin, do Chile. Um bom exemplo é o Laurel Sauvignon Blanc, que custava R$ 175,00 e agora custa R$ 125,00. O Lo Abarca Pinot Noir é outro, que custava R$ 285,00 e agora custa R$ 225,00.

Sim, já sei que vão falar que “ainda é um preço alto” e outras reclamações. É, eu concordo. Não são vinhos baratos, mas é fato que esses são vinhos de excelente qualidade do Chile, dignos de serem degustados com calma e seriedade, pois merecem.

Recentemente bebi um Lo Abarca Pinot Noir, fruto de uma barganha com um amigo. Foi a terceira vez que provei o vinho (mesma safra) e ele só melhora com o tempo. É daqueles Pinots que podem envelhecer por vários anos e com certeza ficarão melhores depois de uma década.

Independente da Casa Marin estar em seus planos para as próximas compras, considere dar uma olhada no portfólio da Zahil. Não vai se arrepender. Quem sabe eles não se animam com esse negócio de baixar preços e reduzem outros também, não é mesmo? Sonhar não custa nada.

Um abraço

Daniel Perches

Babor Sauvignon Blanc 2013 – o vinho que tem a cara do verão

Vinho branco não pode faltar na minha casa. E não é porque estamos em pleno verão e o calor está forte, mas porque eu gosto mesmo. E se for Sauvignon Blanc, melhor ainda. É a minha uva preferida (não que eu não beba das outras, mas se eu tiver que escolher, será Sauvignon Blanc, com certeza).

Babor Sauvignon BlancE como meu estoque estava baixo, comprei algumas garrafas desse Babor Sauvignon Blanc 2013 lá no Selo Reserva. Esse vinho é produzido pela vinícola Odjfell, que tem outras duas linhas de vinhos que eu gosto muito, que é o Armador e o Orzada, principalmente os que são feitos com a uva Carignan.

O vinho tem a medida certa para mim: boa acidez, bons aromas de frutas (maracujá de cara, depois você encontra outras coisas) e um frescor e final muito bacanas. É daqueles vinhos que você pode beber até sem acompanhamento, mas se quiser harmonizar com algo, tem que ser coisa leve também, no máximo um queijinho. Para mim, o melhor mesmo é beber ele com calma num dia quente e relaxar. Com certeza você vai até esquecer do calor que fez e vai achar o dia até mais bonito.

E o melhor, esse custa em torno de R$ 30. Justo!

Um abraço

Daniel Perches

 

Os vinhos da Bodega Navarro Correas

Dizem que os enólogos são sempre os “pais” dos vinhos. Essa analogia sempre me pareceu muito verdadeira, em todas as oportunidades em que estive conversando com esses profissionais. Mas eu iria até mais além, dizendo que os vinhos têm muitos pais e incluiria nessa família os agrônomos, os podadores, os funcionários das bodegas, o pessoal do marketing, do comercial, ou seja, todo mundo que está envolvido com o vinho, tem uma parcelinha na construção da identidade desse vinho.

Obviamente, o enólogo é o “pai principal” (vamos deixar isso claro antes que eu sofra algum atentado).

E ao provar os vinhos da Navarro Correas, vinícola argentina que está no Brasil já há alguns anos com seus vinhos, eu tive essa lembrança. Foi só o enólogo Fernando Ravera chegar e o ambiente ficou mais descontraído, beirando até a bagunça. Enquanto uns provavam o vinho, outros conversavam, uns tiravam dúvidas e outros escreviam. Tudo numa perfeita orquestra da bagunça. E se você pensa que Fernando, ou seu colega Santiago (responsável pelas vendas) estavam incomodados, pelo contrário. Pareciam duas crianças brincando conosco.

O resultado não poderia ser diferente: vinhos mais básicos descontraídos e vinhos sérios e de respeito nas linhas premium e ícone.

Provei os vinhos, gostei e fiquei com vontade de conhecer a bodega (essa da foto aí em cima). Se no almoço foi assim, acho que em um happy hour na bodega deve ser ainda mais divertido.

Veja abaixo os vinhos que provei, com destaque para o espumante Grand Cuvée e para o Structura (vinho ícone).

Espumante Grand Cuvée Navarro CorreasEspumante Grand Cuvée
R$ 170,90
Espumante top da vinícola e que é feito com 80% de Pinot Noir e 20% Chardonnay. Não passa por barrica, mas tem um toque bem estruturado, com bom frescor. Um espumante sério, que pede comida e que pode ser harmonizado com frutos do mar com molhos encorpados.

Colección Privada Chardonnay
R$ 62,90
O vinho passar rapidamente por barrica, o que da um toque elegante,  mas ao mesmo tempo tira um pouco do frescor dele. Final bem marcado. Foi muito bem com a costeleta de tambaquí servida no Varanda Grill.

Colección Privada Malbec
R$ 62,90
Vinho leve e fácil de beber. Nada de grandes aromas, mas muito honesto.

Alegoria Malbec
R$ 110,40
Um pouco mais potente e com mais taninos e intensidade. Esse pede uma boa carne para acompanhar e bebê-lo sozinho deve ser uma terefa difícil. Prepare seu bife de chorizo e chame os amigos.

Structura
R$ 218,90
Vinho ícone, feito com Malbec, Cabernet Sauvignon e Merlot. Muita estrutura e potência para guarda. Dá para beber agora, mas se quiser guardar por mais alguns anos, pode ser que tenha uma bela surpresa. Se o dinheiro der, compre duas garrafas, abra uma agora e guarde a outra.

Alegoria Tardio
R$ 110,90
Vinho doce de colheita tardia feito com Semillón e Sauvignon Blanc. Fresco e leve, ótimo para acompanhar sobremesas leves também.

Os vinhos da Navarro Correas são comercializados pela Interfood/TodoVino no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches