Uvas Brancas

Bernaví NotteBianca 2013 – vinho especial da Catalunha

Caso não esteja planejando uma viagem para a Espanha, recomendo nem continuar a ler esse post, porque esse vinho não tem no Brasil e acho que não vai pra lá tão cedo. Mas se estiver indo para o país, aí sim acho que deveria realmente ler com atenção.

Só para explicar: eu pedi para a cavista da loja Verol (que eu frequentei quase que diariamente por uma semana) me sugerir um vinho branco que fugisse do tradicional e que fosse leve, fresco e nada pesado. Muito astuta e rápida, ela nem pensou muito e me mandou o NotteBianca 2013, da Bodega Bernaví, feito com as uvas Garnacha Blanca e um pouco de Viognier.

NotteBianca_e2013E como sempre, ela acertou. Esse é demais, com uma combinação matadora de aromas frescos com sabores que ficaram perfeitos com um queijo semi-curado que eu tinha de ovelha. Não sei se dá para guardar muito tempo esse vinho e eu nem levaria embora da Espanha. Compraria e abriria (bem, foi o que eu fiz) para aproveitar seu frescor. Se estiver calor, pegue a garrafa, compre uma baguete, uns queijos e leve para um dos inúmeros parques na cidade e aproveite. Outra opção é aproveitar a mineralidade dele bebendo com umas ostras ou até mexilhões. Como preferir.

Já me deu saudades de Barcelona…

Um abraço

Daniel Perches

Espumante Salton Intenso Malvasia me surpreendeu

Gosto bastante dos espumantes da Vinícola Salton. A linha deles é grande e tem vários tipos e estilos, para os mais diversos gostos. Sou fã do Reserva Ouro e do Salton Evidence, mas gosto em geral da maioria.

salton_Intenso_Brut_MalvasiaE recentemente provei mais um que achei bem legal, que foi esse Salton Intenso Malvasia, que para mim combinou perfeitamente com um dia super quente de dezembro. Essa uva não é muito comum no Brasil ou pelo menos não é usada como espumante feito só com ela (em geral colocam um pouco de Malvasia na hora de elaborar, principalmente para dar mais aromas).

Gostei da experiência. Aromas bem florais e leves e na boca tinha uma mistura de adocicado com floral (mas atenção, o espumante é seco) que me ganhou.

Para mim, é um espumante que não precisa de harmonização. É abrir a garrafa, beber e ser feliz. Aliás, guardei um pouco para acompanhar um filme na TV e foi uma delícia. Além de tudo tem uma graduação alcóolica não muito alta – 12%.

Dá pra comprar pelo site da Salton ou em lojas especializadas.

Um abraço

Daniel Perches

Vinho branco do jeito que eu curto – 1865 Single Vineyard

Com o verão bombando, meu estoque de vinhos brancos e rosés praticamente acabou. Em casa o que menos eu abri foi tinto (e ainda assim, os que abri foram bem leves). Com isso, não me sobrou nenhum Sauvignon Blanc, que é de longe a minha uva preferida nos brancos.

E o último que eu tive o prazer de abrir foi o 1865 Single Vineyard, da Viña San Pedro (Chile) e foi um daqueles que eu bebi e pensei: é o meu estilo!

1865_SB_2013Vinho super frutado, com bastante aroma e na boca tem aquela acidez altíssima, que praticamente seca a boca. Excelente para beber gelado e com um queijo de cabra para acompanhar e depois ficar só esperando o calor passar.

Esse é importado pela Interfood/TodoVino e custa em torno de 100 reais (mas vale).

Um abraço

Daniel Perches

Milmanda 2011 – Chardonnay feito na Espanha

Ao lado dos vinhedos do Grans Muralles (um dos vinhos top da Bodegas Torres), estão os campos de Milmanda, de onde sai o vinho branco que leva esse nome. Eu estive lá e visitei a região. Veja o vídeo.

Com vinhas plantadas em 1978, eles fazem por lá esse Chardonnay, que é incomum na região, mas que – mesmo para mim que não sou grande fã de chardonnay – acertaram em cheio. É um vinho rico, cheio de aromas, daqueles que passa por barrica mas não fica aquele aroma de baunilha super forte (aliás, tem pouquíssimo aroma de barrica) e que por sua acidez bacana, dá para beber sem enjoar. Com um bom queijo acompanhando ou com uma mariscada, por exemplo, desce muito redondo. Se puder provar esse brando da Torres, eu acho que vai gostar.

E se estiver pela Espanha, vale conhecer o vinhedo, que é um show à parte. Situado à base do Castello de Milmanda, que já foi monasterio e depois de uma desapropriação do Estado passou por vários donos até chegar à família Torres, agora recebe turistas (sob agendamento pelo site). É pequeno e você vai conhecer tudo em menos de meia hora, mas vai valer a visita, para ver, por exemplo, como eles tinham um compartimento para derramar azeite fervendo em quem tentasse invadir o castelo.

Veja algumas fotos e quem sabe, prepare a sua viagem.

Vinho branco do Vale do Loire – Domaine Chatelain Sancerre Sélection 2011

Dia desses, em meio à semana entre o Natal e o Ano Novo, quando a gente consegue dar uma relaxada, eu estava em casa e estava a fim de beber um bom vinho branco, de preferência da uva Sauvignon Blanc (que é uma das minhas preferidas) e lembrei que eu tinha o Domaine Chatelain, um vinho feito no Vale do Loire (Sancerre) e que cairia perfeitamente.

chatelain_sancerre_2011Dito e feito. Garrafa gelada, alguns queijos leves para acompanhar e a minha tarde ficou realmente muito mais interessante. O vinho tem uns aromas leves e fáceis de identificar, com um destaque legal para aquele estilo cítrico e até um pouco mineral.

Tem intensidade, mas não enjoa. Se estiver em 4 pessoas, prepare-se para a garrafa acabar rapidinho. Com um queijo de cabra vai super bem, mas se quiser, beba ele sozinho que vai ser super agradável.

Um abraço

Daniel Perches

 

Esse vinho é importado pela Chez France no Brasil.

Cava Chozas Carrascal me surpreendeu com a qualidade

Os vinhos da Chozas Carrascal já são meus “velhos” conhecidos dos Encontros de Vinhos. Não é difícil ver o pessoal saindo carregando caixas do stand do Alfredo, o cara que eu considero um dos mais bacanas e simpáticos de todos os tempos. Converse 10 minutos com ele e você estará certamente com uma taça com vinho numa mão e a outra em direção à sua carteira para comprar. Mas fique tranquilo que os preços são bons e você não vai se arrepender.

cava_chozasE recentemente eu provei o Cava deles, feito com as uvas Macabeo e Chardonnay. Esse espumante me surpreendeu, pois é leve, super aromático, fácil de beber e daqueles que tem um toque cítrico no fundo bem bacana. Para beber em um dia quente, com uns aperitivos, é demais.

A Chozas Carrascal tem vinhos tintos e brancos, mas até agora, dos que eu provei com calma, esse Cava foi o que mais me agradou.

Se quiser falar com o Alfredo e conhecer mais, mande um e-mail pra ele – alfredoteixeirasf@uol.com.br

Um abraço

Daniel Perches

Borgonha branco – Maison Auvigue Mâcon Villages 2011

A Borgonha é famosa pelos seus tintos feitos com Pinot Noir, mas tem branco por lá também. E esse que eu provei é de lá. Leve e fácil de beber e combina com um monte de pratos, além de ter um preço bem bacana (R$ 79 na Chez France).

 

Um abraço

Daniel Perches

Pajarete, o vinho doce feito no deserto do Atacama

Em minha viagem para o Chile, conversei com alguns produtores pequenos, que integram o MOVI (Movimento dos Vinhateiros Independentes), um projeto muito bacana que está ganhando cada dia mais força.
Dentre os muitos vinhos legais que eu provei por lá, o Pajarete da Viña Armidita foi um que me chamou a atenção, tanto pela sua qualidade quanto pela sua história, pois é feito por uma família apaixonada por vinhos e que tem à frente 3 irmãs que agora fazem até Pisco.pajarete_armidita
Esse é um vinho doce natural, não é colhido tardiamente e é feito com a uva Moscatel. Conta a história que ele chegou através de monges espanhóis, que faziam dessa forma para ser o vinho da missa. Depois de algumas mudanças e leis da Denominação de Origem, ele passou a ser feito como é hoje, com uma graduação alcóolica bem alta (tem que ter pelo menos 14 graus de álcool natural e não se pode adicionar aguardente).
O resultado é um Moscatel diferente de todos os que eu já provei até hoje. Eu estava acostumado com aqueles levinhos, com pouco álcool, muito aroma floral e às vezes até enjoativo. Esse é bem mais encorpado, menos floral, mais mineral e na boca, apesar de sentir o álcool presente, não é enjoativo.
Para minha surpresa, ele que foi servido durante o almoço (e não com sobremesas, como estamos acostumados) e foi muito bem. É um bom companheiro para comidas gordas como pato ou até mesmo um tartar de salmão, que foi o que eu provei e vi que deu certo mesmo.
Esse vinho está chegando no Brasil, então fique de olho e se puder, prove. Vai valer a pena conhecer esse Moscatel feito no meio do deserto.
Um abraço
Daniel Perches

Chardonnay Antiguas Reservas

Com as altas temperaturas, nada melhor do que um bom vinho branco para refrescar. Provei esse, da Cousiño Macul, que tem um ótimo custoxbenefício (custa aproximadamente R$ 50,00).

Um abraço

Daniel Perches

Brancott Estate B – Um Sauvignon Blanc diferente (e muito bom)

A uva Sauvignon Blanc é para mim uma das que mais combina com o verão, com calor, com aperitivos frescos (queijos brancos principalmente). Sou fã dessa uva e declaro sempre que posso.

E recentemente provei o Brancott Estate Letter Series “B” Sauvignon Blanc, que é feito lá na Nova Zelândia, mais especificamente em Marlborough, uma região famosa pela produção de vinhos com essa uva e com a Pinot Noir.

Antes de beber eu pensava que seria “mais do mesmo”, mas mesmo assim estava animado, afinal de contas, os vinhos feitos por lá são na maioria, muito interessantes. Mas eu estava enganado. Esse é diferente, e exatamente por isso é muito bacana. Quando o pessoal vai fazer a fermentação dele, usam fudres, que são grandes tonéis de mais ou menos 5 mil litros. Isso faz com que o vinho fermente já direto em contato com a madeira, mas que não fique com aquele aroma e sabores pesados. Além disso, para quem gosta, esse só utiliza as leveduras da própria uva para fermentar, ou seja, é mais natural.

letter-series-heroO resultado é um vinho com corpo, mas com uma excelente acidez. Dá para beber agora ou guardar por mais uns 4 anos até se quiser. Esse vinho com uma bruschetta de queijo de cabra e figo fica uma maravilha. Para beber e comer devagarinho, só apreciando.

O Brancott Estate está no Brasil pela Casa Flora, mas se tiver um tempo, visite o site deles, que é bem legal.

Um abraço

Daniel Perches

 

Espumante Rhein Brut Imperial direto da Romênia

Com o calor que está fazendo (e sabendo que está vindo mais por aí), eu tenho a desculpa perfeita para abrir mais e mais espumantes. É refrescante, combina com vários tipos de comida e faz qualquer reunião ou festa ficar mais animada.

rhein_brut_imperialEstou então liberando espaço na minha adega e abrindo o que tenho guardado e neste final de semana foi a vez do Rhein Brut Imperial, produzido na Romênia com as uvas Chardonnay, Feteasca Regala e Rhein Riesling. País diferente, uvas diferentes e uma história legal. Conta-se que esse é o espumante que serve à família real romena.

Um bom espumante, que tem bons aromas, é fresco e não é doce no final. Acompanhou carnes de churrasco sem muita gordura, mas certamente vai bem com uma boa salada (no dia eu queria mesmo era ter provado com alguns camarões) ou até com uma massa leve.

Esse está vindo pela Winelands (clube de vinhos), que pelo jeito está se especializando em países exóticos (o que me agrada bastante).

Um abraço

Daniel Perches

Por dentro da Champagne Barnaut

Estive na região de Champagne em fevereiro/2014. Foram dois dias intensos e eu fechei o terceiro dia na Edmond Barnaut, que fica em Bouzy.

Já vou contar sobre os champagnes, mas antes vale a pena contar algumas coisas que me chamaram a atenção ao conversar com o Philippe Secondé, enólogo e proprietário da casa. Esse cara foi sem dúvida um dos mais apaixonados pelo que faz que eu vi (e olha que paixão pelo vinho é algo muito comum em Champagne). Como ele mesmo disse, ele teve o privilégio de nascer e ter terras em Bouzy, que é um dos poucos Grand Crus de Champagne tanto para Chardonnay quanto para Pinot Noir. E o que isso significa na prática? Significa que ele pode fazer um Grand Cru misturando essas duas castas, só com uvas dele e da mesma região. Ainda não entendeu? Simples: ele tem um champagne de altíssima qualidade, controlado por ele e com um excelente apelo de vendas.

É, Monsieur Philippe é realmente um cara de sorte. Mas ele não faz só champagne, pois como disse, ele é daqueles caras que amam muito o que fazem e por esses privilégios de terreno, ele pode fazer até o Rouge de Bouzy, um vinho tinto em uma das raríssimas apelações de vinhos tranquilos dentro de Champagne.

É, amigos. Champagne tem vinho tinto (e rosé também, vamos ver já) e até destilado.

A visita à Barnaut é bem bacana, principalmente quando se vai às caves. Elas são parecidas com todas as outras da região, mas algo diferente é o “problema com água” que ele tem por lá. No inverno a água sobe até quase encher a cave inteira. Antigamente ele tinha que esperar a água baixar para poder entrar, mas agora está reformando para resolver isso.

É possível visitar e depois, ao lado, tem uma loja dele que tem todos os champagnes, o vinho tinto e o rosé que ele faz e mais um monte de coisas bacanas, como souvenirs e até comidas da região.

Apesar de ser fora do circuito “Reims-Epernay”, a Barnaut é uma que vale a visita.

Veja abaixo os que eu provei, com destaque para o Blanc de Noirs, que foi um dos que eu provei, desse tipo de champagne (Pinot Noir vinificado em branco) mais bacanas até hoje.

Edmond Barnaut 2007
Único com Pinot Meunier. Muito clássico e elegante. Para beber sem erro.

Barnaut Grand Cru 2004
Excelente qualidade, mas ainda estava jovem. Não adiciona Meunier então os dele demoram mais para ficar no ponto.

Barnaut Classic
2/3 Pinot, 1/3 de Chardonnay. Foi o primeiro a ser produzido e é assim até hoje. Clássico de Champagne com boa elegância.

Grand Cru Non Dosage
Usa 30% de Chardonnay “fresco”. Não é muito agressivo, ficando bem fácil de beber e muito interessante, principalmente para acompanhar comidas.

Grand Cru Blanc de Noir
O melhor. Muito elegante, expressa a fruta. Se for escolher só uma garrafa deste produtor, vá com esse.

Barnaut Rosé Autenthique
Feito com maceração. No final ele adiciona vinho para recuperar a acidez (10% Chardonnay). Diferente e peculiar. Vale a pena conhecer (não vem para o Brasil)

Cuvee Douceur Séc
Fez para o nascimento do filho. Leve e não muito doce. Vai bem com Foies Gras.

Bouzy Rouge 2004
Tinto feito com Pinot Noir. Esse é muito legal e eu queria trazer uma caixa para casa (não deu, mas eu volto e compro). Se passar na loja dele, compre! Custa só 21 euros.

Um abraço

Daniel Perches