Uvas Brancas

Champagne Vollereaux traz novidade para o Brasil

Já falei algumas vezes aqui sobre o Champagne Vollereaux (veja mais posts aqui). Acho que eles fazem um ótimo champagne e o melhor, chega pra gente por um preço realmente bacana.

O Julien Breuzon, responsável pelas exportações, esteve no Brasil para divulgar o lançamento, um Champagne safrado que é demais e eu conversei com ele.

Veja no vídeo abaixo. Está em inglês, mas ele fala devagar e fácil de entender.

Os Champagnes Vollereaux são importados pela Chez France no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

The Crossings Sauvignon Blanc

Você gosta de Sauvignon Blanc? Então prove esse The Crossings, da Nova Zelândia. O vinho acabou de chegar no Brasil e é um espetáculo. É daqueles que a gente tem vontade de acabar a garrafa e ter outra na adega. Foi o que eu fiz, quando comprei algumas garrafas.

Os vinhos da The Crossings são importados pela Max Brands no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

Valduero faz belos vinhos em Ribera del Duero, na Espanha

Uma vez me ensinaram que eu deveria ter bastante atenção quando provasse vinhos espanhóis, principalmente os bons. Em geral eles estão acima da média de qualidade e com bom preço em relação à sua entrega, ou seja, mesmo os caros, se comparados com outros de mesma qualidade, têm preços mais acessíveis.

Guardei esse conselho e sempre que provo vinhos assim, lembro dele. E foi assim com a Valduero, que é uma vinícola que tem um cuidado elevado com os seus vinhos, desde a vinícola, passando pela quantidade de produção por pé de uva, até o tempo de guarda antes de engarrafar, sempre pensando no melhor para o vinho. Tudo isso resulta em vinhos que “envelhecem lentamente”, como bem disse Carolina Garcia Viadeiro, que esteve no Brasil para apresentar seus rótulos que agora estão sendo importados pela Inovini.

Provei alguns rótulos e gostei muito. Veja abaixo e se puder, prove também, principalmente o branco e o Reserva, que foram os que eu achei mais interessantes.

 

Valeiro Garcia Viadeiro Blanco de Albillo
R$ 87
Feito com a uva Albillo, vindo da única plantação de uvas brancas dentro de Ribera del Duero. Um branco que tem aromas doces no nariz, mas que não é enjoativo. Na boca é mineral e longo, muito diferente e interessante. Gastronômico.

Valduero Crianza 2010
R$ 178
Um vinho intenso, potente, com toques de café, madeira bem aparente. Na boca é forte e com ótima acidez. Sem dúvida um vinho que precisa de comida para ficar ainda melhor. Pode colocar uma comida bem forte que vai dar certo.

Valduero Reserva 2009
R$ 260
Mais austero, mas não por isso mais leve. Tem mais aromas de frutas do que o Crianza. Na boca, apesar de passar 30 meses descansando em barricas e depois em garrafas, é “nervoso”, com boa acidez, bom corpo e excelente final. Um belíssimo vinho, que com certeza pode e deve ser harmonizado com comida, mas que eu até beberia sozinho.

Valduero Gran Reserva 2004
R$ 645
Impresisionante como o vinho pode manter-se tão potente mesmo depois de todo o tempo em madeira. Um vinho para se beber lentamente. Já com toques de maturidade, trazendo também algumas frutas secas, tabaco, defumado.

Lovico Chardonnay 2011 – mais um vinho da Bulgária que eu provei

Tenho provado alguns vinhos da Bulgária, pois eles têm vindo pela Winelands, um dos clubes de vinho que eu assino. Já provei outros tintos, rosés e espumantes e tenho gostado da maioria. Não sei se o pessoal da Winelands que seleciona muito bem, se o país faz vinhos realmente bons ou as duas coisas. De qualquer forma, é sempre bom ter vinho de qualidade na taça.

E eu sempre digo que não sou grande fã de Chardonnay. Minha questão com essa uva é que muitas vezes encontro vinhos sem muita graça, com aqueles aromas típicos de abacaxi, acidez bem média e um final que não deixa lembranças. Sim, você pode me dizer que eu não devo ter bebido bons chardonnays e eu vou concordar plenamente.

lovico_chardonnay_2011Mas quando encontro um diferente, acho interessante. Esse Lovico Chardonnay 2011 é um caso desses, que além dos aromas típicos, ele traz um toque mineral, lembrando aromas de pedras, bem bacana. Na boca ele continua com esse toque diferentão, com um bom corpo e pedindo comida. Tentei beber ele sozinho mas não deu. Busquei depois alguns aperitivos e depois acompanhou uma massa recheada de brie e zucca, que aí foi perfeito.

O Lovico Chardonnay é um vinho para sair um pouco do óbvio, se não pelos aromas e sabores, no mínimo pelo país de origem. Para saber mais sobre a vinícola, veja o site deles aqui.

Um abraço

Daniel Perches

Pedro Ximenez Solera 1927

Sim, você leu certo e esse vinho que eu provei é da safra 1927. Mas ele é feito não só com uma safra, mas com várias, pelo método “solera“, ou seja, eles começaram a fazer esse vinho em 1927 e depois foram tirando um pouco e adicionando mais, no ano seguinte. Isso significa que na garrafa que eu bebi tem pelo menos umas 40 safras diferentes (inclusive a de 1927) misturadas.

O método Solera não só é muito interessante, como quando bem feito – que é o caso desse vinho – produz coisas sensacionais. Esse foi feito com a uva Pedro Ximenez, uma uva branca, mas que com o passar de tantos anos, acabou ficando bem escura.

alvear_solera_1927O resultado é fantástico. Um vinho que mais parece um xarope licoroso, denso e muito intenso. No nariz tem aromas de frutas secas e algumas toques tostados, mas a verdade é que você vai deixando ele na taça e ele vai mudando a cada vez que você sente os aromas ou que dá um gole. Um vinho realmente muito bacana, que merece ser provado com calma e tranquilidade. É daqueles vinhos de sobremesa de meditação, ou seja, para você beber devagarinho, sentindo os sabores e esperando ele ir embora lentamente (e demora, viu?).

Se você curte vinhos de sobremesa, vale muito comprar e provar esse, que é importado no Brasil pela Península Vinhos. A garrafa é de 375ml, mas certamente você vai conseguir dividir com bastante gente, porque de tão intenso, uma taça é o que basta para satisfazer uma pós-refeição tranquilamente.

Beba e seja feliz com o Solera 1927. E se quiser saber mais sobre a produção ou sobre a vinícola, veja o site da Alvear aqui.

Um abraço

Daniel Perches

Peverella Cattacini 2012

Aqui estamos nós falando de novo da Peverella. Essa uva não é muito comum no Brasil, apesar de, segundo conta a história, ter sido a primeira uva vinífera branca plantada por aqui.

Peverella é uma uva diferente, que tem casca branca mas saem umas pintinhas nela quando está madura e é de fácil cultivo. Tem até produtor achando peverella “selvagem” no meio dos seus campos, que foi deixada de lado por anos a fio, sem tratamento nenhum, e resistiu.

Eu sempre me interessei por essa uva e em um dos Encontros de Vinhos eu estava conversando com o Cattacini, o cara que produz esse vinho e ele me ofereceu essa garrafa. Cattacini é um cara bacana, daqueles simpáticos, sempre sorridente e animado e que tem uma característica interessante: ele acredita MESMO nos vinhos brasileiros. Para você ter uma ideia do que eu estou falando, ele compra uvas, vinifica em um vinícola alugada (no caso desse Peverella, foi na Salvati&Sirena) e depois rotula e vende com o seu nome. Cara arrojado, não?

cattacini_peverellaE não é que o Peverella dele é interessante? Não sei o que ele faz, mas parece que esse tem algo mais “alegre” no vinho e até um toquezinho de mais complexidade, com um pouco mais de aromas do que os outros Peverellas que eu já provei.

Na boca continua com aquele toque picante no final, que também é característica da uva, mas sem ficar muito forte, então não espante se você sentir esse toque mais “apimentado”, que na verdade é o que dá a graça para essa uva.

Como eu disse, já provei alguns Peverella e esse do Cattacini me pareceu um dos mais interessantes. Ele ainda tem uma distribuição bastante focada no Rio de Janeiro, mas se você entrar no site dele, pode ser que consiga mais infos para entrega, por exemplo.

Um abraço

Daniel Perches

A Copa do Mundo começa hoje – então é hora de abrir a sua Taittinger edição especial

Pronto, finalmente vai começar a Copa do Mundo no Brasil. Independente de você ter feito manifestação, ter sido contra ou a favor da realização da Copa aqui no nosso país, o fato é que o grande evento do futebol vai acontecer (e não sei como alguém ainda acreditava que conseguiria parar isso, mas tudo bem).

Eu nem sou grande fã de futebol, mas vou assistir a abertura e os jogos do Brasil. Os outros jogos realmente não terão a minha atenção integral, mas farei um esforço para deixar passando na TV enquanto trabalho, por exemplo. É sempre interessante ver partidas de futebol onde os jogadores se esforçam de verdade.

Mas o fato é que hoje, dia 12 de junho (dia dos Namorados também, eu não esqueci) eu vou comemorar a abertura da Copa com um Champagne Taittinger especial da Copa. Os caras são patrocinadores e fizeram um rótulo especial só para o evento. A verdade é que não muda muito do tradicional Brut NV (Non Vintage) deles, que é o champagne de entrada. A principal diferença é que no gargalo tem um colar com a taça e no rótulo tem um símbolo da Copa. O champagne é o mesmo do tradicional, que por sinal, eu gosto bastante.

Se eu precisava de alguma desculpa para abrir uma garrafa de champagne hoje (fora o dia dos Namorados), aí está a minha. Daqui a pouco a rolha estoura e vamos torcer para o Brasil. E farei como Napoleão e beberei na alegria e na tristeza, então vai lá Brasil! Honre a camisa. Se não honrar, farei um brinde à nossa derrota também! :)

Um abraço

Daniel Perches

 

 

O Champagne Taittinger é comercializado pela TodoVino no Brasil

Lamothe Vincent Sauvignon Blanc 2012

Sei que a Chardonnay é a uva branca mais plantada e mais consumida no mundo inteiro, mas eu quero fazer aqui uma convocação aos meus amigos leitores: provem mais Sauvignon Blanc!

Essa uva faz vinhos incríveis, com um aromas mais cítricos, de flores brancas e de frutas tropicais. Mas nem é só por isso que eu gosto desses vinhos. Mais do que os aromas e sabores, eles sempre me parecem muito alegres. São vinhos que eu bebo e fico contente. São vinhos para dias quentes, ou para ocasiões alegres, descontraídas.

Chateau_Lamonthe_Vincent_Bordeaux_BlancTudo isso que estou dizendo é generalizado, afinal de contas o mundo do vinho é muito vasto e há vinhos feitos com Sauvignon Blanc que são mais pesadões e pedem também uma comida mais forte e talvez até um pouco mais de tempo para degustar, mas tenho certeza que se você se deparar com um desses Sauvignon Blanc “sérios”, você saberá.

E como gosto muito do tema, sempre que tenho um diferente para abrir, fico bem curioso. Foi o que aconteceu com o Lamothe Vincent Sauvignon Blanc 2012, um vinho feito na região de Bordeaux, que é famosa pelos seus vinhos tintos, mas que também faz vinhos brancos.

E esse, por sinal, é bem legal. Tem todas essas características acima e ainda guardou o frescor por 2 anos (eu abri agora, em 2014). Acompanhou super bem uns petiscos de queijo e no final fiquei só com ele e tive só que tomar cuidado com a quantidade, porque se deixar vai uma boa quantidade e você nem percebe.

Mesmo que você seja fã de Chardonnay, prove um bom Sauvignon Blanc. Vale a pena. Pode ser que um novo mundo se abra.

Um abraço

Daniel Perches

Província de São Pedro Chardonnay 2012 – #CBE

Como fazemos todo mês, cada uma dos membros da Confraria Brasileira de Enoblogs escolhe um tema e escrevemos e postamos no dia 01. Sim, eu estou atrasado, postando no dia 02, mas tenho certeza que meu amigo Victor Beltrami, do blog Balaio do Victor vai me perdoar dessa vez. Um dia de atraso, mas estou aqui com o vinho dentro do tema que ele escolheu: vinho branco com passagem por barrica.

Escolhi falar sobre o Província de São Pedro Chardonnay 2012, um vinho que eu estava curioso para provar, pois é feito pela Routhier&Darricarrère, vinícola brasileira que tem nome difícil, mas que pelo jeito faz vinhos fáceis, pois tenho ouvido bastante sobre eles (e bem).

Antes de falar sobre o vinho, um pouco sobre a vinícola: eles ficam no sul do Brasil, mais especificamente em Rosário do Sul e o nome complicado vem das duas famílias que se uniram para fazer o vinho. A família Darricarrère inclusive tem tradição há várias gerações lá na França, o que facilitou as coisas para os jovens enólogos que vieram para o Brasil para produzir brancos e tintos.

provincia_sao_pedro_Chardonnay_2012Esse chardonnay me pareceu bem bacana. Provei ele no Top5 do Encontro de Vinhos e fiz minhas anotações na hora, pois sabia que poderia guardar para uma ocasião especial. É um vinho que percebe-se a madeira, mas ela não é enjoativa. O vinho mantém algumas características frescas, com aromas de frutas, leve toque cítrico e um bom final. É um vinho que me parece ter um toque bem gastronômico.

Eu já falei aqui que eu não sou muito fã de Chardonnay e muito menos com barrica, mas tenho repensado meus conceitos e talvez eu tenha bebido muitos desses vinhos com excesso de utilização de madeira. Isso tornava o vinho enjoativo demais. Esse deve ser o terceiro vinho brasileiro feito nessa linha mais leve que tem me agradado bastante. O legal desses vinhos é que dá para beber com um queijo amarelo, como aperitivo, mas dá para acompanhar bem também uma comida como uma massa com molho branco, uma salada com frutos do mar e até um fondue de queijo.

Não sei quanto custa o vinho, mas você pode ver mais sobre o projeto no site da Routhier&Darricarrère.

Um abraço

Daniel Perches

Marichal Sauvignon Blanc 2013 – Um vinho branco do Uruguai bem bacana

Outro dia fiz um evento de harmonização para um grupo de empresários e eu tinha a tarefa de escolher os vinhos para acompanhar os pratos e a entrada era uma salada tradicional, de folhas e tomates, com os temperos bem leves.

E quando eu penso em harmonização, quanto mais amplo é o prato – e nesse caso, uma salada como essa é bem ampla, podendo harmonizar com muitos vinhos – mais difícil fica escolher, diante de tantas possibilidades.

marichal_Sauvignon_Blanc_2013Aí lembrei de um que eu tinha provado recentemente, que é esse Marichal Premium Varietal Sauvignon Blanc 2013 (importado pela Ravin no Brasil) e decidi por ele, dentre outras coisas, porque o restaurante onde seria o jantar é uruguaio, então nada mais justo.

Mas o principal motivo foi porque quando eu bebi esse vinho eu gostei bastante dele. Com aromas que lembram as frutas brancas e toques florais muito leves, ele não é nada enjoativo. Pelo contrário, é um vinho muito convidativo.

Na boca também é leve, com uma acidez muito boa e controlada, o que me fez pensar que pode agradar muito mais pessoas. É daqueles vinhos que você pode abrir e ir bebendo devagarinho, até sem acompanhamento e quando olhar, vai ver que a garrafa acabou.

E dizem que os brasileiros não curtem muito vinho branco, não é mesmo? Nesse jantar eu não vi isso. Quase ficamos sem estoque e a harmonização foi muito bacana.

Tanto para sair da rotina do Chardonnay (caso você esteja acostumado a beber mais dessa uva branca) quanto para mudar um pouco de país, o Marichal Premium Varietal Sauvignon Blanc 2013 é uma boa pedida. E vale também dar uma olhada nos outros vinhos da Marichal. São bem interessantes.

Um abraço

Daniel Perches

Poggiotondo – vinícola orgânica de Alberto Antonini na Toscana

Alberto Antonini esteve no Brasil para apresentar seu projeto na Toscana. A vinícola Poggiotondo, que significa colina redonda em dialeto antigo fica a noroeste de Florença, perto de Vinci (de Leonardo da Vinci), é toda orgânica e em breve será certificada como biodiâmica também.

Antonini é fã dos vinhos naturais e da tecnologia a favor da melhoria do processos e é daqueles caras que quando fazem algo, você pode apostar que é coisa boa. Se você ainda não sabe quem é, talvez já tenha bebido outros vinhos dele, como o Altos las Hormigas, por exemplo.

Provei os vinhos dele e todos estavam impecáveis, redondos, macios e daqueles que a gente tem vontade de beber a garrafa inteira. O cara sabe das coisas e se você também gosta de um bom vinho italiano, recomendo fortemente provar esses da Poggiotondo (importados pela WorldWine no Brasil)

Veja abaixo um pouco sobre os vinhos que eu provei e escolha o seu.
Vermentino 2012
Leve cítrico e calcário e na boca começa com um toque que lembra baunilha. Um vinho muito fácil de beber e que vai muito bem para um começo de reunião. Tem corpo e fica bastante tempo na boca. Um vinho que apesar de leve, não passa despercebido.
R$ 116

Chianti Riserva 2008
90% Sangiovese, 10% Merlot.
Super elegante, com aromas que combinam com o sabor. Muita acidez. No nariz é aquele típico Chianti, com fruta e toques de madeira seca, bosque, folha seca. Lembra um toque calcário, que é típico do solo.
R$ 198

Chianti Riserva Vigna delle Conchiglie 2008
Vinho mais estruturado no nariz e na boca tem toques mais complexos que lembram geléias. A acidez continua alta, mas o vinho é mais redondo. Chama comida. Final longo e que vai embora devagar.
R$ 420

marmorecciaMarmoreccia Syrah 2008
A Syrah como sempre surpreende em terroirs diferentes. Aqui ela aparece calcária, com toques de frutas negras tímidas, boa pimenta e tudo misturado por um toque de fruta seca. O vinho parece melhorar a cada minuto. É daqueles para colocar no decanter e deixar por algumas horas antes de beber.pode mandar com uma comida bem forte que não vai ter erro.
R$ 430

Um abraço

Daniel Perches

Fairview Darling Sauvignon Blanc 2012

Eu tenho uma pequena adega climatizada de vinhos brancos e que, não sei por qual motivo, eu não tenho muito controle do que tem por lá. Talvez porque o giro seja muito intenso e nem dê para controlar.

O fato é que eu gosto de ir até ela e descobrir o que há para o dia, quando estou a fim de beber um vinho branco (e isso acontece frequentemente, o que me traz problemas quando ela está vazia). E numa dessas eu encontrei o Fairview Darling Sauvignon Blanc 2012, um vinho que eu comprei na Ravin há algum tempo. Lembrei até da ocasião. Eu ia abrir mas depois optei por um outro, por conta do prato (troquei até por um vinho tinto) e ele ficou. Esqueci por alguns meses, mas o erro já está reparado e a garrafa foi devidamente aberta.

Uma coisa é certa: tenho bebido bons Sauvignon Blanc da África do Sul. Independente de preço ou de região, em geral as coisas por lá parecem funcionar bem para essa uva. (e aí os mais técnicos podem entrar e comentar sobre os melhores terroirs)

fairview_darling_SB_2012O Fairview é um desses bacanas. Com aromas leves, que não enjoam e que lembram as frutas brancas e um toque de maracujá de leve, ele encanta no nariz. Na boca eu achei que é um pouquinho mais doce do que eu gostaria (eu gosto mesmo daqueles bem secos, até vegetais, sabe?), mas fui bebendo com calma e não enjoou como eu imaginava que aconteceria. Depois peguei alguns queijos para acompanhar e ele ficou ainda melhor.

Talvez exatamente por esse toque um pouco mais doce, ele agrade. Repare. Se você gostar desse tipo, vale provar o Fairview Darling Sauvignon Blanc. Depois me conte.

Um abraço

Daniel Perches