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Clos de Fous – vinícola chilena que expressa bem o terroir

Clos de Fous – vinícola chilena que expressa bem o terroir

Se tem um cara no mundo do vinho que podemos dizer que realmente dedica a sua vida ao estudo dos terroirs, esse cara é o Pedro Parra. O homem é PhD nesse assunto (de verdade, não é força de expressão não) e quem já teve a oportunidade de assistir a uma de suas palestras, pôde ver a sua paixão pelo assunto. Desenhos, fotos de satélites, calicatas (que são buracos feitos no vinhedo para ver como é o solo em diversas camadas) e tudo o que tem direito, Pedro faz.

E como consultor de vinícolas em diversos países, Pedro Parra já se destacou bastante, mas como qualquer bom enólogo, tinha a vonta de ter o seu próprio negócio, seu próprio vinhedo, para poder produzir os vinhos à sua maneira e talvez até fazer alguns experimentos.

Foi assim que surgiu a vinícola Clos de Fous, que em parceria com mais 3 sócios vem desenvolvendo vinhos com a intenção de expressar o terroir desde 2008.

Provei alguns deles quando Pedro esteve no Brasil. Gostei de alguns, mas o Pinot Noir Latuffa particularmente me encantou. Um vinho complexo, que me parece que vai se desenvolver ainda mais com o tempo e que vale a pena ficar de olho. Abaixo estão os vinhos provados e as minhas impressões sobre eles.

Pinot Noir Paleozóico 2012
Sem madeira, bastante intenso no nariz e na boca. Deixa um toque mineral bem bacana no final. Um Pinot diferente, porque ele mescla força e potência.

Pinot Noir Pucalan Single Vineyard 2012
Fruta mais aparente, mostrando mais vivacidade. Leve toque de madeira no nariz e na boca, taninos bem redondos e acidez na medida.

latuffa_2010Pinot Noir Latuffa 2012
Bem delicado, leve toque floral, um belo vinho. Lembra a delicadeza da Pinot. Final marcado e bem saboroso. 24 meses de barrica. Esse é da safra atual, mas a que está sendo vendida hoje (Maio/2012) na importadora é a 2010.

Cabernet Sauvignon Grillos Cantores 2010
Vinho bem perfumado mas sem enjoar que não passa por madeira,. Bem seco com taninos maduros mas que podem até ficar mais um tempinho que talvez ganhe um pouco de complexidade.

Cabernet Sauvignon Grillos Cantores 2011
Um pouco mais mineral, mais leve e fresco que o anterior.

Old Vines Blend Cauquenina 2011
É uma mescla das uvas Carignan, País, Português Bleu, Malbec, Syrah e Carmenere. Tem aqueles aromas de frutas bem fortes e na boca tem uma boa acidez e frescura, que talvez seja o seu principal fator positivo. É um vinho que termina mostrando todos os seus taninos e acidez sem agredir muito.

Quem importa os vinhos da Clos de Fous é a Ravin no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2010, 2011, 2012, Cabernet Sauvignon, Carignan, Chile, Malbec, País, Syrah0 Comments

Salentein – provando nova safra

Salentein – provando nova safra

Ja estive na Salentein pelo menos 2 vezes (veja as outras visitas, inclusive com vídeo aqui). A bodega é grande, muito bem construída e muito bonita. É possível fazer visitas turísticas e conhecer a galeria de arte que eles têm por lá, por exemplo. Além disso há um restaurante muito bem conceituado, para que você possa passar algum tempo na Salentein e que esse tempo seja agradável.

Em minha última visita pude provar safras novas de vinhos que eu já conhecia e conhecer alguns novos e continuo com a boa impressão de que a Salentein sempre mantém sua qualidade e é uma vinícola que merece atenção em seus vinhos desde os mais básicos até os tops.

Killka Chardonnay 2011
Pensado para ser um Chardonnay jovem. No nariz é bem de um Chardonnay padrão, com abacaxi e frutas tropicais. Na boca tem até um pouco de frescor. Nada muito encantador, mas é um vinho correto.

Salentein Chardonnay 2011
Tem mais toque de madeira, com toques cítricos, menos acidez, final mais marcado e mais longo.

Salentein Pinot Noir 2011
Cor cereja. No nariz é até bem típico, mas na boca falta um pouco de corpo e de final. Tem toques minerais, mas não é tão expressivo.

Portillo Malbec 2011
Malbec para beber sem muito compromisso, tem taninos bem redondos e acidez OK. Um vinho bem feito e barato.

Killka Cabernet Sauvignon 2011
Aromas mais frutados, menos toques de evolução. Na boca é bem fácil de beber. Tem bastante tanino. Fácil de beber.

Salentein Malbec Reserva 2011
No nariz não tem tanta fruta, mas na boca é bem potente.

numina_malbec-merlotNumina Gran Corte 2010
Significa número, essência. Malbec 65%, Cabernet Sauvignon 14%, Merlot 8%, Petit Verdot 8%, Cabernet Franc 5%. Se sente mais complexidade, mas também o verdor do Cabernet Franc, mesmo que tendo pouco no corte. É potente e com bastante acidez. Fica um tempo sendo lembrado.

Primus Malbec 2010
Tem fruta, tem flor, mas tem também um toque balsâmico, na boca é forte, estruturado, com final longo e sem arestas. Não é o meu estilo de Malbec, mas é um bom vinho. Prefiro os Malbecs que seja mais potentes mas que tenham mais fruta.

Espumante Salentein Brut Nature
Chardonnay, Pinot Noir, Pinot Meunier. Aroma bem elegante. Me pareceu que estão ainda testando essa idéia de fazer espumantes, mas acho que tem futuro.

Os vinhos da Salentein são importados pela Zahil no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2010, 2011, Argentina, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Malbec, Merlot, Petit Verdot, Pinot Noir0 Comments

Lambrays Morey Saint Denis 1er Cru Les Loupes 2008

Lambrays Morey Saint Denis 1er Cru Les Loupes 2008

Lembro-me quando mudei para São Paulo e fui morar perto da loja da Grand Cru, nos Jardins. Passava em frente todos os dias e ficava namorando os vinhos e pensando e na verdade pensando em comprar algum de lá.

O tempo passou, eu estudei um pouco sobre o assunto e hoje tenho o prazer de ter vários amigos por lá. E de vez em quando tem algumas degustações que realmente valem a pena, como uma promovida só com os produtores de Borgonha do portfólio deles. Provei 10 grandes vinhos e alguns se destacaram, como o Lambrays Morey Saint Denis 1er Cru Les Loupes 2008. Esse vinho é realmente um grande exemplar de Côtes-de-Nuits. Obviamente é feito com Pinot Noir e é um vinho que esbanja elegância. Mais do que falar sobre as qualidades visuais, aromáticas e de sabores, é melhor pensar em como esse vinho pode ser bebido.

morey_St_Denis_2008Apesar de já ter alguns anos de vida, ele está jovem ainda. Li no site do produtor que ele deve ser consumido entre 2013 e 2018 (ou mais) e realmente acredito que seja um vinho que possa durar bastante tempo.

É daqueles que enganam a gente de cara, pois pensamos que pode ser potente (afinal de contas, estamos com um 1er  Cru da Borgonha), mas ainda assim dá para se surpreender. Ele vai mostrando a força aos poucos e depois de dar um gole é que você percebe todo o seu potencial.

Esse vinho acompanhando um belo Cassoulet deve ser algo espetacular. Essa combinação clássica foi a primeira que me veio quando provei o vinho e não saiu da minha cabeça.

Para quem curte um bom vinho da Borgonha, essa é sem dúvida uma boa pedida. O preço acompanha a qualidade (em torno de 550 reais na Importadora). Mas se você estiver disposto a gastar um pouco e beber outro vinho top do mesmo produtor, pode procurar o Clos de Lambrays Grand Cru 2008. Esse também está espetacular e custa “só” 790 reais.

E aí, encara a harmonização?

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, França, Pinot Noir0 Comments

Carm Tinto 2010

Carm Tinto 2010

Na semana do Encontro de Vinhos, ExpoVinis e todos os outros eventos que tivemos no final de abril, eu tive a oportunidade de provar muitos vinhos legais. Aos poucos vou contando por aqui, mas um fato me chamou a atenção: por coincidência (ou não), eu tive contato e provei muitos vinhos portugueses. E com todas as provas veio também o pensamento e reflexão de quanto vinhos de lá que eu tenho bebido ultimamente. A resposta é até fácil: bem poucos.

Não sei dizer porquê, afinal de contas eu gosto bastante dos vinhos portugueses, tenho vários em minha adega e tenho amigos (e meu pai inclusive) que gostam muito do que vem lá do Douro, Alentejo, Vinhos Verdes, etc.

carm-douro-tinto-2010Mas vamos deixar as reflexões de lado e falar sobre esse vinho que eu ganhei no final do Encontro de Vinhos OFF. É o CARM Colheita Tinto 2010, que é produzido lá no Douro com as uvas Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional. Três uvas características da região que quando juntas fazem vinhos bem legais e equilibrados.

Rótulo bacana, limpo e leve, fácil de identificar as informações. No nariz é muita fruta fresca, cereja, fruta negra. Na boca ele tem uma acidez gostosa e é até leve para o que eu esperava. É daqueles vinhos fáceis de beber e que a gente sempre quer o próximo gole.

Acompanhou uma massa com molho de linguiça calabresa de forma espetacular. Não passou por cima e não se escondeu. Foi um belo parceiro para o prato e a prova de que era bom é que eu ia beber só uma pequena taça e acabei bebendo duas taças “grandes”.

Esse é importado pela World Wine e tem um preço muito acessível. Custa em torno de 65 reais. Se quiser ver mais sobre o produtor (e entender por que chama CARM), acesse o site deles aqui.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2010, Portugal, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional0 Comments

Borsa Vini in Brasile mostrou a diversidade dos vinhos italianos

Borsa Vini in Brasile mostrou a diversidade dos vinhos italianos

Os vinhos italianos são realmente cativantes. Conheço pessoas que se pudessem beberiam só vinhos desse país e só não fazem isso porque entendem que a beleza do vinho é justamente a diversidade.

Mas engana-se quem pensa que vinho italiano é tudo igual. Dentro daquele pequeno país é possível fazer vinhos brancos, espumantes (aliás, muitos são sensacionais), tintos e até fortificados. Se você pegar um Chianti por exemplo vai perceber aquela bela acidez e vivacidade. Se partir para um Amarone verá como podem ser complexos, estruturados mas sempre chamando para o próximo gole, isso sem falar em Barolos, Barbarescos, etc.

E com a idéia de mostrar um pouco essa diversidade o Instituto Italiano para o Comércio Exterior trouxe para o Brasil o evento Borsa Vini, que já acontece há 31 anos e é a primeira vez que vem ao Brasil. Neste evento eu participei de uma Master Class para conhecer um pouco mais sobre a Itália que foi apresentada por Barbara Tamburini, italiana que já foi eleita 2 vezes como melhor enóloga da Itália. Artur Azevedo (http://www.artwine.com.br/)fez uma breve apresentação com os dados da Itália, para que pudessemos entender melhor e depois partir para a degustação (afinal de contas, era a intenção principal).

Lumà Grillo 2011
100% Grillo. Vinho interessante porque mostra um toque herbáceo no nariz, mas na boca se mostra mais doce do que se imagina. Ótimo corpo e boa acidez, com um final bem marcado. Parece gastronômico para um peixe com um molho levemente adocicado. Agüenta comidas mais pesadas.
Importado pela Casa Flora

Ronco delle Ginestre 2002
100% Sangiovese. Muito aromático, caixa de charuto, mogno, Daquelas madeiras escuras que lembram até os moveis antigos. Ameixa, leve erva. Na boca tem bastante tanino, bom corpo.
Importado pela Interfood/TodoVino

Brunello di Montalcino Fattoria dei Barbi 2007
Sangiovese. No nariz apresenta aromas típicos mas não é daqueles que enchem a taça. É mais discreto e provavelmente vai se abrir com o tempo. Na boca ele no começo parece mais leve, mas depois de alguns segundos mostra que tem muita forca. Terroso vai aparecendo devagar no nariz.
Importado pela Interfood/TodoVino

Eilio Grasso Barolo Gavarini Chiniera 2005
Nebbiolo. No nariz aparecem os aromas de frutas secas e na boca vem toda a força. Fica longo na boca por muito tempo, deixando um toque de fruta seca muito saboroso.
Importado pela Interfood/TodoVino

Yume Montepulciano d’Abruzzo
Montepulciano d’Abruzzo. Aromas mais adocicados tanto com a taça parada quanto depois de aerar. Na boca é até fácil de beber por conta dos taninos, mas essa fruta doce, que é típica da uva e não é defeito não deixa de enjoar com o tempo. Lembra um pouco de baunilha, de amora. Não sei se eu beberia mais de meia garrafa.
Importado pela Casa Flora.

Sagrantino di Montefalco 2007
Sagrantino. Um vinho muito potente no nariz e na boca. Taninos ainda jovens e pegando bastante. É um vinho que definitivamente precisa de comida. Vale a pena testar ele com uma boa carne ou uma massa com molho forte, pesado, de tomate. Dizem que é um dos vinhos mais taninos da Itália e se comparado com outros Sagrantinos, até que está relativamente macio.
Importado pela Casa Flora.

Amarone Tedeschi 2008
Corvina, Corvinone, Rondinella. No nariz ainda não esta tão aromático, mas provavelmente porque precisa de mais tempo. Na boca já esta mais redondo do que no nariz, mas ainda não está tão doce quanto um Amarone típico. Provavelmente vai evoluir bem e será mais adocicado.
Importado pela Wine Brands

Já deu para ter uma idéia da diversidade, não é?

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2002, 2005, 2007, 2008, 2011, Corvina, Corvinone, Grillo, Itália, Montepulciano, Nebbiolo, Rondinella, Sagrantino, Sangiovese0 Comments

Solá Fred Rosat 2011

Solá Fred Rosat 2011

Mais um rosé degustado num final de domingo, quando a gente quer algo mais leve para poder começar bem a semana sem grandes “molezas” que poderiam ser causadas por um porre no dia anterior.

Esse Solá Fred Rosat 2011 é um vinho feito com 90% de Garnacha e 10% de Syrah e que quando vi a composição, achei que seria daqueles mais pesados, difíceis de beber. Pelo contrário, o vinho é leve, até delicado e fresco.

sola_fred_rosat_2011Tem aqueles aromas de frutas frescas de sempre como morango e cereja e na boca tem um bom frescor, o que ajudou a combinar bem com umas bruschettas descompromissadas, com um molho leve e um pouco de queijo por cima.

Produzido no Priorato, é um vinho diferente e que vale a pena ser provado. E mais legal é acessar o site deles e tentar ler em Catalão. Se você acha que entende um pouco de espanhol e é tudo a mesma coisa, pode tentar aqui. :)

Esse vinho é importado pela Winelands no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2011, Espanha, Grenache, Syrah0 Comments

Vinhos para o Dia das Mães

Vinhos para o Dia das Mães

Está chegando mais um Dia das Mães, que é uma das datas mais comemoradas, afinal de contas, todo mundo tem mãe, não é mesmo? E vai chegando perto desse dia começam a aparecer pedidos de dicas para o vinho que vai acompanhar a comida porque ninguém quer fazer feio e deixar a sua mãezinha chateada.

Então eu fiz um compilado de informações de forma bem genérica para você usar como referência. Se não achar especificamente o vinho ou não for fazer exatamente esse prato não tem problema. Use as uvas como referência e assim fica tudo resolvido e todos bem servidos no dia.

Harmonização 1 – Massa com molho vermelho
Essa é clássica e praticamente uma unanimidade entre os brasileiros. Quantas e quantas famílias não se reunem no domingão para comer aquele macarrão com molho bolognesa (com carne moída)? Se esse é o seu caso, aí vão algumas dicas.
Tipos de Vinhos: tintos encorpados, que podem até ter passagem por madeira. As uvas Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah são fáceis de encontrar e vão bem com esses pratos, mas se quiser algo bem bacana mesmo, vá de italiano.

sassoaloro_IGT_2008Sugestão de vinho para harmonizar com o molho vermelho
Sassoaloro IGT 2008
Uva: Sangiovese Grosso
Importador: Mistral
Preço: R$ 170,00

Harmonização 2 – Churrasco
Sim, é possível fazer churrasco no Dia das Mães e ser feliz. Aliás, aposto que a maioria das mães fica feliz de ter os filhos por perto, independente do que vai ser servido. E se for para a alegria geral, então que se mande as carnes para a grelha.
Tipos de Vinhos: Aí dá para pensar em vários, porque com certeza você terá carnes diferentes, mas em geral as linguiças pedem um vinho que tenha uma certa picância como os feitos com Syrah. Se for uma carne mais magra dá até para ter um Barbera italiano talvez. E dependendo do molho que você tiver é bom pensar em algo mais potente como um Malbec por exemplo.

haven_point_ShirazSugestão de vinho para harmonizar com o churrasco:
Haven Point Shiraz 2011
Uva: Syrah
Importador: Qual Vinho?
Preço: R$ 55,00

Harmonização 3 – Pernil de Porco assado
Por que pernil? Porque eu tinha que escolher uma parte do porco para falar, só por isso. Mas essa idéia vale também para as partes “magras” do porco como a picanha, por exemplo.
Tipos de Vinhos: brancos! Sim, os brancos vão muito bem com a carne do porco. Pode ser um bom riesling que vai dar certo.

cave_spring_rieslingSugestão de vinho para harmonizar com o pernil de porco:
Cave Spring Riesling
Uva: Riesling
Importador: Casa Flora
Preço: R$ 90,00

Harmonização 4 – Cassoulet
Aqui vocês me permitam falar sobre um prato que eu adoro. Neste ano não será feito no Dia das Mães na minha casa, mas um dia isso vai acontecer. E quando acontecer, já sei qual é o vinho.
Tipos de Vinhos: borgonha ou Beajoulais. Essas uvas são leves mas harmonizam perfeitamente com o prato. Na verdade a mais clássica é a pinot noir, mas se você estiver sem grana, vai de beajoulais que vai dar certo também.

mongeard_mugneret_cotes_NuitSugestão de vinho para harmonizar com o cassoulet:
Mongeard-Mugneret Hautes Côtes-de-Nuits 2008
Uva: Pinot Noir
Importador: Ravin
Preço: R$ 90,00

Curtiu? Tem alguma outra idéia? Manda que a gente vai complementando. O importante é comer e beber bem!

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, 2011, África do Sul, Canadá, França, Geral, Itália, Pinot Noir, Riesling, Sangiovese, Syrah0 Comments

Fermasa prova que é possível fazer vinho bom com preço acessível

Fermasa prova que é possível fazer vinho bom com preço acessível

Certa vez eu passei pela loja Barrica Negra, que fica na Rua Rocha, em São Paulo. Por estar com pressa, entrei só para conhecer e acabei nem tendo tempo de provar nenhum vinho e nem mesmo de saber os preços. Por conta disso fiquei sem conhecer belos vinhos. Mas por sorte tive a oportunidade de estar com a Giovanna, que é a proprietária da loja e também da vinícola Fermasa, lá de Mendoza em um jantar para poder provar com calma seus vinhos, conversar e entender o projeto. Sorte mesmo, porque aí percebi o que tinha perdido naquele dia, pois os vinhos são muito bons e com preços realmente bacanas.

Foi o pai de Giovanna que começou a Fermasa, por conta de um sonho antigo de produzir vinhos de qualidade. Após seu falecimento ela assumiu os trabalhos e agora vive entre o Brasil e a Argentina. Mulher de raça e determinada a continuar o sonho do pai, para a nossa alegria.

Lá na Barrica Negra eles só comercializam a linha de produtos da Fermasa, e por conta de não ter “atravessadores”, o preço é quase inacreditável pela qualidade dos vinhos. Eu provei praticamente a linha toda e quer saber? Voltei lá para comprar mais depois. Já fiz uma festa de família e foi sucesso.

Baladero Extra Brut 2012
Feito 100% com Chardonnay, é um espumante bem seco. Não tem aquela complexidade de um espumante mais top, mas serve muito bem para uma recepção. Na boca tem a acidez na medida. Final legal. Fácil de beber para um extra-Brut.
R$ 39,00

Baladero Chardonnay 2012
Sim, eu sei que não sou grande fã de Chardonnays, mas mesmo tirando o meu gosto pessoal, esse foi o mais simples de toda a linha para mim. Básico nos aromas e nos sabores. Um vinho que não enjoa com os aromas que poderiam ser mais fortes.
R$ 26,00

baladero_malbecBaladero Malbec 2009
Simples no aroma, mas na boca traz uma nota tostada e de chocolate interessante. Um bom vinho para 28 reais. Simples, mas bem feito.
R$ 26,00

Baladero Cabernet Sauvignon 2009
Notas mais doces e na boca é leve. Ainda está novo e precisa de mais um tempo para ficar no ponto.
R$ 26,00

Jerarquia Malbec Reserva 2007
Passa 2 anos em barrica nova. Malbecão com todo o estilo. Custa 44 reais e vale mais. Um belo custo beneficio. Passou por cima da carne que comi lá no restaurante (mesmo com uma boa dose de gordura), mas vale a harmonização.
R$ 42,00

Baladero Cabernet Sauvignon 2007
Esse sim, mais evoluído mas ainda na medida. Para quem curte o vinho já com mais evolução e um toque de complexidade por conta disso, é excelente.
R$ 26,00

Vinserus Malbec 2007
Vinho doce. Tem um doce natural legal, sem grande dulçor. Final médio mas que é bem gastronômico.

 

Nem sei se eu deveria contar isso, mas acho que se comprar mais de 6 garrafas, eles até dão desconto. :)

Eu curti bastante e gostei da bravura da proprietária. Vou levá-la lá no Desafio ao Vinho para fazermos alguns testes com o vinho dela. Vamos ver o que vai dar.

Um abraço

Daniel Perches

 

Posted in 2007, 2009, 2012, Argentina, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Malbec0 Comments

Nova campanha Casillero del Diablo e a tentativa de roubo de um vinho

Nova campanha Casillero del Diablo e a tentativa de roubo de um vinho

Ontem fui convocado para assistir em primeira mão a nova campanha global de divulgação do vinho Casillero del Diablo. Como o próprio Diablo já foi meu chefe (no Guia do Diablo), eu tinha que comparecer.

Com uma super produção de pregar os olhos na tela, conheci a “Wine Legend“. Criada pela agência DAF (Chile), a campanha, que relata a clássica lenda deste rótulo, foi produzida em formato de trailer cinematográfico e é realmente muito boa.

“A Campanha tem como objetivo transmitir a lenda do Casillero del Diablo, que está presente em mais de 135 países, para todos os seus mercados, tornando a marca, que já é uma das mais conhecidas do mundo, ainda mais presente.

winelegend_cartazO resultado: um trailer inédito, produzido com peculiar charme e mistério, o que nos traz muita satisfação”, destaca Danielle Rossini, gerente de Marketing de Casillero del Diablo no Brasil.
O trailer conta a história da lenda que nasceu no século XIV, onde Don Melchor de Santiago Concha y Toro, para evitar que seus melhores vinhos fossem roubados, fez correr um rumor de que “el diablo” protegia sua adega. Trazendo para os tempos atuais, uma apreciada garrafa de Casillero del Diablo chega a um museu de objetos preciosos. Quando sofre uma nova ameaça de roubo, a antiga lenda acorda em sua mais conhecida forma: o fogo.

Desde a criação do conceito, a elaboração dos personagens, sua produção e pós-produção, a agência trabalhou cada aspecto da campanha como se fosse um longa-metragem. Essa história chilena, de várias gerações atrás, tem todos os componentes dos gêneros mais interessantes contemporâneos: o roubo e o suspense de um filme policial, além da força e magia de um filme de ação”, salienta Nick Sotolongo, diretor criativo da DAf. A campanha global chamada Wine Legend será veicula em seu formato tradicional nos cinemas, em uma versão adaptada para televisão e ainda poderá ser vista em outros formatos como sites, veículos impressos e ativações em pontos de venda.

Depois de ver esse trailer pude assistir ao filme “Em Transe” que vai estrear em breve, do diretor Denys Boyle. Se puder, veja os dois e sinta a emoção de ver uma campanha bem integrada.

É, como eu sempre disse, melhor não brincar com o Diablo!

Veja o filme aqui – http://www.winelegendmovie.com/

Um abraço

Daniel Perches

 

Posted in 2011, Cabernet Sauvignon, Chile1 Comment

Crognolo IGT 2009

Crognolo IGT 2009

Se tem algo que deixa qualquer amante de vinhos animado é um “bota-fora”. As importadoras costumam fazer isso e eu estou sempre ligado, porque nessas eu consigo coisas bem legais.

E foi nessa liquidação da World Wine que eu comprei esse Crognolo IGT 2009, um vinho da toscana feito com Merlot e Sangiovese pela Tenuta Sette Ponti. Eu estava fazendo a minha cesta de compras e estava praticamente finalizado quando vi esse vinho lá, praticamente pedindo para ser levado. E tenho que admitir que eu nem levaria se não fosse o incentivo do meu amigo Alexandre Frias (www.diariodebaco.com.br). O cara conhece muitos vinhos da Itália e pegou uma garrafa com tanta alegria que eu fui na onda dele.

crognolo_2009O vinho ficou na adega por alguns meses até que chegou a hora dele. Eu poderia até dizer que estava descansando, deixando ele repousar ou coisas do tipo. Na verdade o que aconteceu foi que eu estava esperando a hora certa, só isso. E com uma massa caseira com molho de tomate também caseiro, me pareceu o momento ideal para ele partir para uma harmonização praticamente certeira.

Mas não foi o que aconteceu. Eu subestimei o vinho, pensando que ele já estivesse um pouco mais evoluído e não estava. O vinho é muito potente, com aromas de frutas em compota mesclado com um toque de chocolate, e na boca taninos ainda bem fortes. Passou por cima facilmente da comida, mas me deixou intrigado. Não satisfeito com o meu erro de cálculo, parti para tentar coisas mais fortes. Queijo gruyere não deu certo, porque deixou o vinho amargo. Salame até que foi bem, mas não foi algo espetacular e copa nem se fala. Não deu certo mesmo.

É, o Crognolo precisa de algo mais forte para segurar ele. Acho que uma boa carne (e me veio à cabeça um bolo de carne moída recheado com linguiça calabresa) talvez seja a solução.

Mas eu gostei bastante do Crognolo e pela sua qualidade, achei até o preço interessante. Custa em torno de R$ 150,00 (preço normal) na World Wine.

Se eu comprar outro e conseguir harmonizar, conto aqui.

Um abraço

Daniel Perches

 

Posted in 2008, Itália, Merlot, Sangiovese1 Comment

Sancerre Domaine Raimbault 2011

Sancerre Domaine Raimbault 2011

O Vale do Loire é a terra dos castelos, das paisagens que mais parecem quadros e claro, de excelentes vinhos, especialmente os Sauvignon Blanc. Obviamente que se faz tinto, espumante e rosé também, mas o grande lance dos caras é o vinho branco.

E esse Sancerre Domaine Raimbault é de lá. Em geral o pessoal coloca só o nome da apelação e não dá “nome ao vinho” como é feito em outros países. Ser de Sancerre já está bom! :)

sancerre_2011Produzido com Sauvignon Blanc, esse vinho é uma delícia e me faz sempre muito feliz quando eu bebo ele. O último foi o 2009 já há algum tempo e estava curioso para provar de novo uma safra mais jovem (são importados pela Cave Jado). Aliás, já bebi alguns Sauvignon Blanc mais envelhecidos, mas ainda acho que o melhor mesmo é beber ele jovem, porque assim posso sentir toda a acidez e exuberância dele.

O Domaine Raimbault tem um toque cítrico muito legal no nariz, que me faz pensar em muitas comidas, todas leves, de verão. Na boca tem uma excelente acidez mas é delicado ao mesmo tempo, fazendo um bom par com alguns queijos.

Provei esse vinho com um queijo de cabra e ficou fantástico. Combinação perfeita para um dia no parque, em um piquenique com a família.

Desta vez foi em casa, mas como eu tenho uma outra garrafa aqui guardada, vou programar meu passeio.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2011, França, Sauvignon Blanc0 Comments

Provando novamente o vinho mineiro – Primeira Estrada Syrah 2010

Provando novamente o vinho mineiro – Primeira Estrada Syrah 2010

Esse é um vinho feito no Sul de Minas Gerais e os caras conseguiram uma façanha: fazem a colheita invertida, ou seja, enquanto todo mundo colhe no começo do ano, eles fazem isso em agosto e setembro.

Posted in 2010, Brasil, Syrah4 Comments

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