Archive | 2008

Salton Evidénce

Salton Evidénce

Considerando que o Brasil vem se destacando na produção de espumantes, resolvi provar esse da Salton, que é feito através do método champenoise. Já estava há algum tempo de olho nele e até então não tive oportunidade. Esse carnaval foi o momento que eu precisava (afinal de contas, com o calor que fez em São Paulo nessa época, só com espumante ou um branco bem gelado).

É um espumante que nitidamente tem um ótimo tratamento e já pela garrafa podemos ver isso. Produzido com as castas Pinot Noir e Chardonnay, apresenta uma coloração amarelo dourado, com perlage fina e constante, além de uma boa espuma ao ser servida. Mesmo após um bom tempo de serviço, seu cordão de borbulhas continuava firme e forte.

No nariz apresenta aromas de frutas frescas, seguido por um fermentado tendendo ao brioche. Sem dúvida, algo com o Champagne.

salton_evidenceEm boca apresentou um bom corpo, mas senti que faltou acidez, além de aparecer um leve amargor no final (praticamente imperceptível, mas que estava lá). Nada disso desabona a grande qualidade desse espumante, mas se tivesse mais acidez, seria perfeito.

Apesar de sua excelente qualidade, o que me decepcionou um pouco foi o preço. Comercializado a aproximadamente 50 reais na rede Carrefour, compete com espumantes de outros países e até com nacionais de ótima qualidade. Independente disso é um excelente companheiro para os dias quentes e melhor ainda se for degustado à beira da piscina ou então acompanhado de frutos do mar bem frescos. Já imaginou?

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, Brasil, Chardonnay, Pinot Noir8 Comments

Vinhos Alemães Dyade52

Vinhos Alemães Dyade52

Tive a oportunidade de provar alguns vinhos alemães da linha Dyade52, da região de Baden-Wurttemberg. A degustação foi promovida pelo nosso amigo Jeriel, com o apoio da Fabiana Cherubim, a representante desses rótulos aqui no Brasil.

Tenho que confessar que eu bebo pouquíssimos vinhos desse país e essa degustação me fez pensar o quanto estou deixando para trás bons rótulos. Sabemos da grande fama dos Rieslings de lá, mas sabemos também que há muito mais a ser explorado.

Os vinhos foram degustados na companhia de amigos blogueiros Beto Duarte (Papo de Vinho), João Filipe Clemente (Falando de Vinhos), Cristiano Orlandi (Vivendo Vinhos), do Jeriel (Blog do Jeriel) e do Marcelo di Morais (MarcelodiMorais.com), além da ilustre presença do Roberto Ventura, representante da SBAV-SP, que abrilhantou o encontro com ótimas considerações e idéias sobre o futuro da comunicação do vinho no Brasil.

Em geral os vinhos agradaram pela sua qualidade. Sem dúvida, quando uma linha mais básica é confrontada com um exemplar mais top da mesma bodega, é inevitável a comparação, mas todos tiveram seus pontos positivos.

Comento aqui sobre os vinhos degustados. Quem quiser saber mais detalhadamente, é só me escrever que eu conto.

Dyade52 Pinot Grigio 2008
Um vinho bastante fresco e aromático, mas sua coloração pareceu-me um pouco mais escura do que deveria ter um Pinot Grigio tão novo. Acreditamos que essa garrafa estivesse um pouco prejudicada, pois em geral, os vinhos feitos com essa uva são muito mais frescos e claros.
Preço: 43,00

 

Dyade52 Riesling Winemakers Edition
Coloração palha clara e aromas de frutas brancas com um leve toque petroláceo. Um bom riesling, com um final de boca levemente adocicado. Bom corpo e boa acidez.
Preço: R$ 60,80

Dyade52 Riesling 2008 Conosseur´s Choice
Esse mostrou aromas mais minerais, que são típicos dos bons rieslings. Além do mineral, encontramos frutas brancas e floral forte também. Em boca, bastante potência e persistência. Um ótimo vinho.
Preço: R$ 130,00

Dyade52 Pinot Noir 2007 Winemakers Edition
Esse passa 9 meses no carvalho. É um Pinot Noir agradável e com aromas típicos dessa uva (frutas vermelhas frescas) muito persistentes. Deixamos na taça por horas e os aromas continuaram. Vale a pena provar.
Preço: R$ 60,80

 

Dyade52 Lemberger 2007 Conosseur´s Choice
Eu não conhecia essa uva – Lemberger – e pra mim, foi o melhor vinho. Taninos intensos mas macios, boa acidez e final muito agradável. Vale a compra não só para conhecer essa uva, mas também para provar o vinho, que é excelente.
Preço: R$ 124,00

Para saber mais sobre os vinhos, veja o site aqui.

Agradeço novamente ao Jeriel, à Fabiana e ao Marcelo, que fizeram com que esse encontro fosse possível e nos deram a chance de conhecer bons vinhos. Ao final, o Marcelo ainda nos brindou com um vinho que, de tão especial, merece um post separado. Em breve será publicado, aguardem.

Abraços

Daniel Perches

Posted in 2007, 2008, Alemanha0 Comments

Loios Tinto 2008

Loios Tinto 2008

Certos produtores são realmente muito bons e merecem nossa atenção. Já comentei sobre alguns que me encantam, como a Bodegas Callia e Catena Zapata na Argentina, Concha Y Toro no Chile e agora, o João Portugal Ramos, em Portugal.

O motivo é simples: desde os vinhos mais básicos até os tops, eles são todos muito bons. É claro que cada um tem uma proposta diferente (e valores bem diferentes, diga-se de passagem), mas não deixam de ser bem produzidos, nos trazendo um grande prazer ao beber.

E posso dizer então que o Loios é um deles. Produzido com as castas Aragonês, Trincadeira e Castelão, é um vinho muito saboroso e fácil de beber. Produzido no Alentejo, é um vinho que não passa por madeira. Sua fermentação é feita em tanques de inox e depois é engarrafado.

Em taça, mostrou uma coloração rubi bastante viva e até mais leve do que os tradicionais vinhos portugueses. No nariz, aromas de frutas vermelhas frescas e um caráter vegetal bem interessante, lembrando grama e terra molhada, mas bem de leve.

Em boca, boa acidez e taninos redondos. Seu final é curto, mas agradável. Não me pareceu sobrar álcool. Após algum tempo de garrafa aberta, o vinho ainda melhorou um pouco, mas nada expressivo. É realmente um vinho para se abrir e beber, sem necessidade de aeração.

É sem dúvida um ótimo vinho para o dia a dia, não só pela sua qualidade como pelo seu preço. Na Casa Flora (importadora) está em torno de 30 reais. Vale a pena comprar e provar.

Um abraço

Daniel Perches

loios_2008

Posted in 2008, Aragonez, Castelão, Portugal, Trincadeira0 Comments

Varanda do Conde 2008

Varanda do Conde 2008

Uma das coisas que eu mais gosto no mundo dos vinhos é quando estamos em busca de algum tipo específico e nos deparamos com um daqueles que poucos conhecem ou que nem dão tanta importância (muitas vezes pelo seu preço) e que quando é aberto, só rende elogios.

Sabe do que eu estou falando? Já aconteceu com você? Espero que sim, pois a sensação é fantástica.

E foi assim que aconteceu com o Varanda do Conde. Esse teve a ajuda do nosso amigo e mestre em vinhos portugueses, o João Filipe Clemente, do blog Falando de Vinhos. A busca era por um Vinho Verde bom que custasse até R$ 50,00. Ele não só me indicou um excelente vinho, como ainda me fez pagar menos. Esse custou R$ 27,00 na Casa Flora.

Produzido com Alvarinho e Trajadura da Sub-Região de Monção, Região Demarcada dos Vinhos Verdes, mostrou-se com uma coloração amarelo palha bem límpida.

No nariz predominaram os aromas cítricos, sempre bem frescos e leves. Em boca, boa acidez e final bem interessante, não muito longo, mas saboroso.

Foi utilizado para iniciar uma recepção que tinha como tema Vinhos Portugueses. Acompanhado de petiscos e queijos, foi muito bem e deixou um gostinho de “quero mais” para todos os convidados. Para o verão é uma ótima pedida. Mas o mais interessante é que esse vinho, como a maioria dos Vinhos Verdes, tem uma maior versatilidade, podendo acompanhar diversos pratos, até mesmo uma feijoada, como o próprio João Filipe testou e aprovou.

Produzido pela Provam (Produtores de Vinho Alvarinho de Monção), faz parte de uma gama de produtos maior e que me deixou com vontade de conhecer. Se você quiser saber mais, acesse o site deles.

Um abraço

Daniel Perches

 varanda_conde

Posted in 2008, Alvarinho, Portugal, Trajadura2 Comments

Salton Virtude 2008

Salton Virtude 2008

Salton_virtudeEstive na Vinícola Salton há um ano e quando visitei a adega, perguntei sobre o tão esperado Salton Virtude, que prometia, na época, ser o “Desejo Branco”. Explico: o Desejo, produzido por eles, é uma espécie de referência em vinhos nacionais. Decidiram então que precisavam também de um vinho branco à altura. E foi então que nasceu o “Virtude”. Infelizmente, naquela época o vinho já estava até engarrafado, mas ainda não estava à disposição para degustação. Voltei sem conhecer o tão esperado “Virtude”.

Passado um ano, tive a oportunidade de comprar esse vinho em uma feira. Como não estavam degustando por lá, tive que trazer na confiança, mas pelas referências que eu tinha, não haveria como dar errado. Abri então o vinho e tive uma surpresa positiva. É realmente bom.

Produzido com 100% de uvas Chardonnay e estagiado em carvalho novo (francês e americano), esbanja classe e elegância. Logo de cara, percebe-se na taça um amarelo ouro muito límpido e brilhante. No nariz, aromas florais lembrando jasmim, frutas como pêra e melão, baunilha e um leve tostado. Tudo muito harmônico. Deixei o vinho descansando por um bom tempo (por volta de 2 horas) desde o início até o fim da garrafa e os seus aromas continuaram lá, sem se perder.

Em boca, um ótimo corpo, acidez muito bem controlada e um final bem saboroso e longo.

É um vinho de ótima qualidade e que merece ser sim comparado ao seu “par”, o Desejo. Percebe-se que houve bastante esmero na produção desse vinho e quem ganha somos nós, pois é mais um belo exemplar nacional.

Eu comprei a R$ 48,00 a garrafa, mas acredito que esteja até um pouco mais caro por aí. Esse talvez possa ser o único empecilho para a compra mais regular do Virtude, mas você tiver oportunidade de provar, não deixe de fazer. Vale a pena.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, Brasil, Chardonnay2 Comments

Montes Pinot Noir 2008

label_montesls_pn-300x229

Para mim, é fato comprovado que beber vinho com bons amigos torna a nobre bebida sempre melhor. Um bom papo, um ambiente agradável, boa comida pra acompanhar, tudo conspira a favor do vinho. (e o contrário também me parece verdadeiro)

Sendo assim, comento hoje sobre o Montes Pinot Noir, que foi degustado em companhia do Cristiano (Vivendo Vinhos) e da Val (esposa), no wine bar do Bianco Rosso, em Jundiaí. Aliás, comentarei sobre esse lugar em breve.

O ambiente e os amigos ajudaram a deixar esse vinho ainda melhor, mas mesmo com esses fatores positivos ajudando, faço uma análise mais imparcial e posso dizer que esse é um bom vinho.

Na taça mostrou uma coloração não muito típica de Pinot Noir: um rubi mais escuro, pouco translúcido e com um (bem) pequeno halo de evolução. Em geral vemos Pinot Noirs com uma cor mais clara…

No nariz, ótimos aromas de frutas vermelhas com destaque para morango e framboesa. Notas bem pronunciadas de carvalho também apareceram, com certeza devido aos seus 6 meses de descanso em barricas. As notas de carvalho contrastaram com algo um pouco doce como baunilha.

Em boca, bom corpo e boa acidez. Um final com uma boa persistência e bem suave.

O que me chamou a atenção nesse vinho foi que aquele aroma típico dos vinhos chilenos, a goiaba, praticamente não foi identificada nele. O que, de certa forma, me deixa contente, pois assim podemos conhecer outros aromas dos vinhos daquele país.

Foi degustado com uma pizza marguerita, que foi bem com o vinho, mas ainda acho que um brie iria melhor.

Pagamos R$ 57,00 pelo vinho, o que me parece um preço bem justo, considerando a sua qualidade (e sem falar no ótimo serviço que tivemos). Em breve conto sobre outros Pinot Noirs do Chile e em janeiro teremos um especial sobre esse país. Aguardem.

Abraços

Daniel Perches

Posted in 2008, Chile, Pinot Noir0 Comments

Montes Late Harvest 2008

montes_late_harvestSempre declaro meu fascínio pelos vinhos de sobremesa, e sempre que posso, busco uma novidade.

E foi assim que eu encontrei esse chileno, que é Continue Reading

Posted in 2008, Chile, Gewurztraminer0 Comments

Ostatu Tinto Jovem 2008

ostatu_tinto_2008Mais um belo vinho que é importado pela novíssima CultVinho. Originário da Rioja Alavesa, na Espanha, esse é feito 100% com uvas Tempranillo, a uva ícone da Espanha.

Antes de comentar sobre as suas características, vamos falar sobre uma peculiaridade Continue Reading

Posted in 2008, Espanha, Tempranillo0 Comments

Miolo Seleção Tinto 2008

miolo_selecao_tinto_2008Mais um vinho avaliado para a Confraria Brasileira de Enoblogs, capitaneada pelo Gil Mesquita, do Vinho para Todos. Dessa vez a escolha ficou por conta do Continue Reading

Posted in 2008, Brasil, Merlot0 Comments

Dádivas 2008 Chardonnay – Lídio Carraro

dadivas_chardonnayEsse é o único branco tranqüilo que a Vinícola Lídio Carraro produz. Feito 100% com uvas Chardonnay, segue a filosofia da empresa de fazer vinhos “genuínos” (como eles mesmos dizem) e não Continue Reading

Posted in 2008, Brasil, Chardonnay0 Comments

RSSTwitter

Photos on flickr

Newsletter