Archive | 2007

O Sul da França e suas maravilhas

O Sul da França e suas maravilhas

Pra mim, a França é um país mágico. Eu poderia ficar falando sobre os seus vinhos por quilômetros de palavras, mas acho que na França tem muito mais do que bons vinhos. E uma das belezas é a diversidade dentro do mesmo país. Do norte ao sul, diferentes culturas dentro de uma mesma matriz, que se respeitam e conversam entre si. Cada um com sua cultura, seu jeito de ser, suas comidas, seus hábitos.

E um dos lugares mais interessantes me parece ser o Sul da França, que é uma das mais antigas (se não a mais antiga de todas) em produção de vinho do país.

E falar em Sul da França é falar do Languedoc-Rousillon.Para nos situarmos, o Languedoc fica nas beiras ensolaradas do Mediterrâneo. São mais de 200 quilômetros de costa, da Camargue até a fronteira espanhola.

E por lá não tem só bons vinhos não. Não é nada difícil você sair nas ruas em um dia ensolarado e cruzar com famílias, em praças públicas, fazendo um piquenique, com aqueles deliciosos produtos locais e bebendo um belo vinho. Da culinária local a gente pode destacar os embutidos catalães, pêssegos, nectarinas e damascos de Roussillon, alcachofras, anchovas de Collioure e, naturalmente, as rousquilles!

As rousquilles são rosquinhas cobertas com uma camada de açúcar e o impressionante é a leveza desse doce. Se você pensou em algo melado e extremamente doce, pode inverter tudo. É doce sim, mas numa medida que não enjoa e que até pede uma nova mordida. Poderia falar também sobre seus patês, tapenades e outros produtos, que também são deliciosos e leves.

Ah, é importante lembrar também do tradicional Cassoulet. Por lá esse prato é que nem “arroz com feijão” pra gente. Já pensou?

E pra falar nos vinhos, eu provei alguns que o pessoal do Festival Sud de France me enviou e confesso que fiquei encantado. Veja os vinhos que eu provei e dessa vez você pode escolher entre ler e assistir ao video! :)

Domaine Rimbert Le Mas au Schiste 2008
Produzido em Saint-Chinian, o produtor é conhecido por trabalhar muito bem com a Carignan. Esse tem Carignan (35%), Syrah (30%), Grenache (30%) e Mourvèdre (5 %) e com um toque vegetal de início, mostra que é um vinho potente e ainda um pouco “selvagem”, precisando ser domado. Nada que um tempo de decantação e uma boa comida com um toque de gordura não resolva. Conheça o site do produtor. É importado pela De La Croix.
Domaine des Salices Pinot Noir 2008
Com cor e aroma típico de um bom Pinot Noir francês, tem cor clara e toques de morangos e cerejas. Recomendo que se abra e espere uma meia hora, pois logo de cara aparece um toque herbáceo que esconde um pouco a fruta do vinho, mas depois ele torna-se muito elegante. Esse é produzido por Francois Lurton e importado pela Zahil.

 

Ego de Cazes 2007
Esse é um vinho biodinâmico do Domaine Cazes produzido com as uvas Syrah (40%), Grenache (20%) e Mourvédre (20%) e foi, dos 3 dessa lista, o mais elegante e complexo. Tem aromas de frutas vermelhas doces, contrastando com um toque terroso e leve toque mineral. Muito estruturado e com acidez na medida, é daqueles que a gente se encanta no nariz e depois quando bebe fica ainda mais impressionado. Acompanha muito bem comidas fortes sem nenhum problema. Esse é importado pela Mistral.

 

Provei esses vinhos e com isso pude conhecer um pouco do Sul da França. Para mim ficou essa impressão: povo alegre, clima gostoso, alegria, bons vinhos e boa comida. Esse é o Sul da França pra mim.

E pra você, como é? Para celebrar o final de ano, vamos fazer um Concurso Cultural aqui. Pra participar é fácil, você só precisa responder a frase Pra mim, o sul da França é…

A melhor frase ganha um dos vinhos. Você escolhe. É só soltar a sua criatividade.

O resultado sai no dia 16 de dezembro. Boa sorte!

Um abraço
Daniel Perches

Posted in 2007, 2008, Carignan, França, Grenache, Mourvedre, Syrah27 Comments

Pangea 2007 – Viña Ventisquero

Pangea 2007 – Viña Ventisquero

Eu gosto de falar sobre a diferença que se pode encontrar nos vinhos feitos com Syrah pelo mundo. É claro que isso acontece com todas as uvas, mas a Syrah pra mim é a campeã de “adaptações de acordo com o terroir”. Já provei Syrah italiano, da Austrália, brasileiro, chileno, americano, e por aí vai. Cada lugar produz com uma forma muito característica.

E o Pangea é um vinho da Viña Ventisquero que tem uma produção muito limitada, feito com Syrah (100%) que não foge à regra, ou melhor, faz a sua própria regra de acordo com o seu terroir. Cultivado em Apalta, no Vale do Colchagua, é um vinho muito intenso, com aquela cor bem forte e quase intransponível.

No nariz é doce, lembrando frutas vermelhas e negras em calda, com um pouco de chocolate amargo. Tem aquele toque adocicado que a gente geralmente reconhece nos vinhos chilenos. Na boca e a sua acidez é bem controlada e tem um bom corpo. De novo aparece a doçura aí e o final é bem correto, sem amargor.

Pra quem gosta de vinhos amadeirados (esse passa 20 meses antes de ser engarrafado), o Pangea é um prato cheio. É sem dúvida um vinho de excelente qualidade, que tem características bem definidas. Mas se aceitam uma sugestão, é recomendável beber esse vinho com pelo menos umas 3 ou 4 pessoas junto. Não só pelo seu álcool, mas por ele ser mais pesadão e sem tanta acidez, ele não é tão fácil de beber. Precisa de tempo e claro, se tiver uma boa comida acompanhando, é melhor.

A linha Ventisquero é importada no Brasil pela Cantu.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Chile, Syrah0 Comments

Galileo Barbera d’Asti 2007

Galileo Barbera d’Asti 2007

Que tal esse Barbera d’Asti (obviamente produzido com a uva Barbera) pra acompanhar uma pizza?

O produtor é o Vigne dei Mastri e o importador é a Winelands no Brasil e o vinho custa em torno de 50 reais. Um bom preço.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Barbera, Itália6 Comments

Morandé Edición Limitada Carignan 2007

Morandé Edición Limitada Carignan 2007

Eu tenho uma “história de amor” com a Morandé. Foi um dos primeiros vinhos que eu comprei em uma loja especializada e que tinha uma qualidade superior e que eu pude começar a reconhecer aromas, sabores, etc.

Além disso, na ExpoVinis 2010 eu tive o grande prazer de conhecer o Pablo Morandé, que é praticamente uma lenda viva do vinho chileno e conversar um pouco com ele. Don Pablo já está com a idade avançada, mas na sua conversa calma e pausada tem muita sabedoria.

E um dos vinhos que eu gosto muito deles é o Carignan. Dizem que Pablo Morandé soube domar a casta como poucos. Se isso é verdade ou lenda eu não sei. Só sei que o vinho é realmente muito legal e vale a prova.

O Edición Limitada Carignan 2007 é produzido no Vale do Maipo e tem aromas de frutas vermelhas, especiarias e um toque animal (como carne mesmo), tudo integrado e fazendo uma dança na taça.

Na boca tem um corpo médio e taninos muito macios e um final levemente adocicado. Em geral eu não gosto dos finais adocicados para os vinhos tintos, porque acho que dificulta um pouco a harmonização, mas esse em especial não me incomoda. Acho que faz parte do vinho e que confere a ele um certo caráter.

Não é um vinho barato (custa em torno de 120 reais na Expand), mas é um vinho que eu acho que vale a pena. Não só pela casta diferente (eu provei poucos vinhos feitos 100% com Carignan até hoje), mas também por ser um dos vinhos tops do Chile (na minha humilde opinião, é claro).

Se provar, depois me diga se estou sendo influenciado pelo meu “amor” pela Morandé ou se o vinho é bom mesmo.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Carignan, Chile0 Comments

Ferrer Bobet 2007

Ferrer Bobet 2007

Conheço pessoas que seguem quase religiosamente as pontuações dos grandes críticos. Mas conheço também aquelas que têm verdadeira aversão e acham que isso é só uma jogada comercial ou que eles têm um gosto tendencioso, etc, etc.

Pra falar a verdade, eu não sou grande seguidor de notas, mas tenho que admitir que nunca me deparei com um vinho que recebeu nota alta dos grandes críticos e que era ruim.

Falo isso porque provei o Ferrer Bobet 2007, um vinho que recebeu 94 pontos do Robert Parker. E o nosso amigo Parker pode ser qualquer coisa, menos bobo. O vinho é realmente muito bom!

Produzido na região do Priorato com as uvas Cariñena (65%), Garnacha Negra (34%) e Cabernet Sauvignon (1%), esse é um vinho que impressiona. Quando eu provei ele estava no decanter já por uma meia hora mais ou menos, mas ainda estava com aromas um pouco fechados. Deixei um pouco na taça e vi que o vinho estava evoluindo, mas mesmo assim ainda tinha muito para mostrar.

É daqueles vinhos que têm um toque forte de frutas negras contrastando com os aromas vindos da barrica, mas o que mais me agradou foi o aroma que é típico da Carignan, que é o balsâmico. Tenho que confessar que sou apaixonado pela Carignan por seu toque balsâmico que me deixa quase que hipnotizado. E esse não fugiu à regra e mostrou toda a sua força com esses aromas.

Como eu disse, o vinho estava no decanter e é o que eu recomendo que se faça, caso você queira bebê-lo logo, pois é um vinho que com certeza pode evoluir muito ainda se guardado (coisa que eu não sei se aguento fazer por muito tempo).

E se for beber, acho que seria legal você ter também uma boa comida por perto, para acompanhar, pois ele merece. Tenho certeza que não vai se arrepender.

Esse é da Wine Society.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Cabernet Sauvignon, Carignan, Espanha, Grenache0 Comments

Nipozzano Riserva Chianti Rufina DOCG 2007

Nipozzano Riserva Chianti Rufina DOCG 2007

Alguns nomes no mundo do vinho são tão reconhecidos que criam até mitos. Pra mim Frescobaldi é um desses casos. Situada na Toscana, a Marchesi de Frescobaldi tem 700 anos de história. Não é à toa que fazem tão bons vinhos. E com o tempo veio também praticamente um império. Os caras têm várias propriedades em diversas regiões e fabricam milhões de litros de vinhos todos os anos.

O Nipozzano Riserva Chianti Rufina é um deles. Feito com 90% de Sangiovese e o restante de Cabernet Sauvignon, Colorino, Malvasia Nera e Merlot, é daqueles vinhos italianos que encantam.

Tem aquela cor viva mas com toques mais atijolados (até típicos da Sangiovese) na taça que deixam a gente pensando sobre o seu envelhecimento (eu chutaria que o vinho pode ficar ainda mais 10 anos). No nariz é muita fruta que se mistura com os aromas da barrica, trazendo toques de baunilha.

Na boca a sua acidez e taninos também não passam despercebidos. Seu final é daqueles que pedem mais um gole, deixando a gente sempre com água na boca.

Nem preciso comentar sobre a vocação gastronômica do vinho, não é mesmo? Mas algo a se comentar é o seu preço. Custa R$ 115,00 na Ravin. Um belíssimo valor para um vinho dessa qualidade.

Se quiser provar um bom vinho italiano, pode buscar esse. Acho que não vai se arrepender.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Cabernet Sauvignon, Colorino, Itália, Malvasia Nera, Merlot4 Comments

Barbera D’Alba Amabilin 2007

Barbera D’Alba Amabilin 2007

Provei esse vinho em uma degustação na Abflug (importador). A prova, feita em companhia dos importadores e também de alguns amigos jornalistas, foi como sempre muito descontraída e cheia de risadas, alegria e festividade. Mas foi assim só até chegarmos nos vinhos italianos que eles tinham para nos oferecer. Foi servir o primeiro vinho e o pessoal foi ficando sério e impressionado a cada gole.

Mas essa seriedade não é por algo que não gostamos. Muito pelo contrário, é porque gostamos muito! Eu ainda não conhecia os vinhos da Cascina Adelaide, o produtor desse e de outros como o Barolo Cannubi 2005, que eu também adorei. Foi começar a provar e perceber, de imediato, a alta qualidade dos vinhos.

O Amabilin 2007 é um Barbera D’Alba muito bem trabalhado, daqueles que tem acidez alta, frutas em explosão no nariz e na boca e final que você fica curtindo e já pensando em beber o próximo gole.

Dizem que esse vinho vai muito bem com pizza e eu não discordo. Com uma boa calabresa deve ser uma maravilha. É sem dúvida um vinho muito gastronômico, mas se você conseguir, pode bebê-lo sozinho que vai ter um enorme prazer.

E pra comprovar a sua qualidade, não bastasse o pessoal que provou no dia aprovar com louvor, o vinho ficou em 1o lugar na degustação às cegas no Encontro de Vinhos de Ribeirão Preto, num painel de 17 vinhos degustados por aproximadamente 20 profissionais da área.

Ah, o Amabilin tem um segredo em sua composição. Eu fiquei sabendo, mas jurei não contar. Se você quiser, pode perguntar para o pessoal da Abflug. E se quer uma dica, coloque uma pressão por lá que eles contam.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Barbera, Itália2 Comments

Mendel Finca Remota – de 2006 a 2009

Mendel Finca Remota – de 2006 a 2009

Sabe quando o pai fala sobre seus filhos e você vê perfeitamente aquele amor saindo de dentro dele? Pois é isso que eu vejo quando converso com um enólogo e ele começa a contar sobre seus vinhos. E foi assim também que aconteceu quando o grande Roberto de la Mota veio ao Brasil para apresentar seus vinhos. Roberto está à frente da Mendel, que fica em Mendoza, na Argentina. Já participei de outra degustação veritical dos vinhos dele e gostei bastante (ver o post aqui).

E dessa vez eu tive a grande oportunidade de participar de outra vertical, dessa vez dos vinhos Finca Remota, que são os tops da vinícola. Provei o 2006, o 2007, o 2008 e o 2009 (que ainda nem está sendo comercializado). Sem dúvida é um privilégio poder participar de um evento com um enólogo que sabe tanto e que pode passar pra gente a emoção da elaboração dos vinhos.

Roberto esteve em São Paulo a convite da Expand e falou sobre todas as safras, que eu comento rapidamente aqui.

Finca Remota 2006 – Foi a primeira safra desse vinho e de todas, foi a que eu mais gostei. Infelizmente não tem mais para vender. Tem uma cor violeta muito presente, começou com aromas fechados (não aparecendo muito), mas depois se abriu para frutas vermelhas e um toque de evolução bem interessante. Mostrou bastante acidez, o que demonstra que daria para guardar ainda muito tempo esse vinho.

Finca Remota 2007 – Também tinha bastante acidez e toque de frutas maduras (cereja, amora). Tinha um pouco menos de aromas na taça.

Finca Remota 2008 – Segundo de la Mota, foi um ano muito particular, mais frio que 2007. Aromas de amora verde me vieram logo à cabeça, lembrando quando eu pegava esses frutos direto do pé da chácara da minha família (bons tempos). Taninos muito presentes e ainda um pouco verdes o que denota que o vinho ainda precisa evoluir e pode ser guardado. O final apresentou um pouquinho de álcool sobrando. Se tiver um desses aí, recomendo decantar um pouco.

Finca Remota 2009 – Uma porrada. Mais adocicado que os outros e ainda muito jovem, mas para quem gosta de Malbecs potentes, vai se deliciar com esse. Não sei quando virá para o mercado ainda.

Meus dois preferidos foram os das pontas: 2006 pela sua complexidade e o 2009 pela sua potência.

Os vinhos Finca Remota custam R$ 248,00 na Expand.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, 2007, 2008, 2009, Argentina, Malbec0 Comments

Dr. Loosen Riesling Qualitatswein 2007

Dr. Loosen Riesling Qualitatswein 2007

Fazia tempo que eu não bebia um Riesling alemão. Gosto dessa uva e gosto ainda mais quando encontro um bom riesling que tenha um bom preço. Falo isso porque, em geral, esses vinhos são mais caros. Os da Alemanha então, mais caros ainda.

Mas o Dr. Loosen Riesling Qualitatswein 2007 é um vinho com um preço bem acessível. Vendido no Brasil pela Expand, custa em média 50 reais.

E como um bom riesling, tem aqueles aromas típicos de fruta branca com um forte toque do que chamamos de “petroláceo”. É aquele aroma de borracha, mas que não é ruim não. Aliás, pra mim, é muito bom. Percebo que dá uma certa complexidade pro vinho.

A acidez desse vinho também é muito boa, o que faz com que ele torne-se um bom parceiro para comidas mais gordurosas. Acho até que pra combinar com uma comida daquele país, nada melhor do que tentar com um joelho de porco ou até mesmo com aquelas salsichas grandes, brancas.

Se você pretende se aventurar pelo mundo dos vinhos brancos (que vai muito além do Chardonnay e do Sauvignon Blanc), recomendo esse riesling. Depois me diga se a dica foi boa.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Alemanha, Riesling5 Comments

Pouilly-Fumé Les Pierres Fines 2007

Pouilly-Fumé Les Pierres Fines 2007

Quando se fala em vinhos, a França tem algumas regiões que realmente têm algo mágico na terra. Em determinadas regiões, um vinho adquire características que nem adianta tentar imitar em qualquer outro lugar do mundo porque não vai dar certo.

E é o que acontece com os vinhos de Pouilly-Fumé. Essa apelação fica dentro do Vale do Loire, a oeste da França. É a região dos castelos e é praticamente obrigatória para quem quer conhecer as belezas do país. Passear pelo Loire é sentir-se dentro de um conto de fadas e as paisagens são tão exuberantes que confundir a janela com um quadro não é nada difícil.

Mas falando do vinho, para se produzir com o nome dessa apelação é preciso que seja feito com a uva Sauvignon Blanc. Então sempre que você encontrar uma garrafa com esse nome no rótulo, já sabe qual casta encontrará.

O Pouilly-Fumé Les Pierres Fines 2007 é produzido pela Domaine Balland-Chapuis. É um vinho bem estruturado, que mantém as características da Sauvignon Blanc como frutas brancas, abacaxi e maracujá, mas tem também alguns toques particulares, puxando para o mineral.

Na boca é um vinho com um ótimo corpo. Com acidez na medida, mostrou que a Sauvignon Blanc feita por lá pode durar sim muitos anos.

É um excelente vinho para acompanhar comida, podendo ser desde pratos mais leves até algo mais condimentado. Deve ir muito bem com queijos curados amarelos.

Infelizmente esse não está mais sendo importado no Brasil. Vinha pela Vinci Vinhos, mas eles pararam. Espero que voltem, pois realmente é um belo vinho.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, França, Sauvignon Blanc0 Comments

Valdivieso Éclat 2007

Valdivieso Éclat 2007

A Validivieso está em alta no mercado. Ando vendo seus vinhos em diversos lugares e conversei com alguns consumidores que falaram bem dos vinhos deles.

Concordo com o pessoal. Gostei bastante dos vinhos que já provei e já publiquei alguns por aqui (veja todos da Valdivieso aqui). São vihos muito bem produzidos e que demonstram um bom potencial de guarda. Provei inclusive algumas safras antigas, como o Valdivieso Cabernet Franc 1998 e estava realmente muito bom.

E o Éclat 2007 é um dos vinhos deles que me chamou a atenção. Feito com Carignan (65%), Mourvedre (20%) e Syrah (15%) lá no vale do Maule, é um vinho com aromas encantadores. Não sei se é o “efeito Carignan” que me agrada, mas eu realmente gostei desse vinho no nariz. Quando falo “efeito Carignan” me refiro à minha admiração por essa uva, que produz vinhos bem interessantes e que eu gosto de beber.

O Éclat tem toques de frutas secas (damasco) e um pouco de mentolado que vem depois de um certo tempo que o vinho está na taça. Na boca é leve e macio, com bons taninos. Não tem um final muito longo, mas bem correto e de fácil harmonização, pois não é um vinho muito intenso, podendo então ser pareado com vários pratos, até os que tem uma carga maior de sal e de pimentas.

Provei o vinho em uma degustação e só uma coisa me deixou um pouco intrigado. Depois de algum tempo (umas 2h mais ou menos) o vinho perdeu bastante dos aromas que tinha no começo. Pode ter sido só essa garrafa, mas vale a atenção. Só não recomendo beber apresssadamente o vinho para aproveitar os aromas, porque o efeito do álcool não vai ser tão interessante. :)

A linha da Valdivieso é importada pela Ravin no Brasil e esse vinho custa 99 reais (base site Ravin / Agosto 2011).

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Carignan, Chile, Mourvedre, Syrah0 Comments

Tsantali Rapsani 2007 #cbe

Tsantali Rapsani 2007 #cbe

Escolhi esse vinho para degustar para a Confraria Brasileira de Enoblogs. Como acontece todo mês, um dos blogueiros escolhe um tema e todos os participantes degustam e postam suas impressões no primeiro dia do mês seguinte. E dessa vez o desafio foi proposto pelo meu amigo Cristiano Orlandi, do blog Vivendo Vinhos. A proposta foi “Um vinho de até R$ 40,00 que possa ser encontrado em grandes redes de supermercados. Pode ser branco, tinto, rosé, o que for…”

Aproveitei o momento para ir ao Carrefour, pois fazia já um bom tempo que eu não comprava vinhos lá. Para minha surpresa, encontrei alguns vinhos gregos, da vinícola Tsantali. Comprei dois, sendo um de sobremesa e esse tinto que me custou R$ 24,50.

Rapsani é o nome do vinho, mas também é o nome da região onde é plantado e vinificado. Rapsani fica próxima do Monte Olimpo (sim, o famoso).

Esse vinho é feito com as uvas Xinomavro, Stavroto e Krassato. Todas autóctones e bem difíceis de pronunciar. O vinho mostrou-se com uma cor clara, num tom cereja. No nariz trouxe aromas de frutas vermelhas como cereja e um toque de morango, além de um pouco de aroma terroso.

Na boca é bem macio e com taninos bem equilibrados. Uma boa acidez garantiu um final bem agradável e sem amargor.

Sim, o vinho me surpreendeu e eu já estou pensando em comprar mais dele. Pelo que vi, tem outro tinto que tem um preço bem parecido. Vou atrás desse com certeza.

Esse vai entrar para a minha lista dos bons vinhos para o dia a dia. Ótimo achado.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Grécia, Krassato, Stavroto, Xinomavro2 Comments

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