Archive | 2007

Miolo Cuvée Tradition Brut

Miolo Cuvée Tradition Brut

Esse novo espumante produzido pela Miolo utiliza-se do método tradicional, ou champenoise para desenvolver a segunda fermentação. A técnica é relativamente simples de explicar, mas não tão fácil de fazer. Após a primeira fermentação o vinho é engarrafado e são adicionadas leveduras, que vão iniciar uma segunda fermentação. Essa é feita dentro da garrafa. Após certo período, determinado pelo enólogo, as leveduras são retiradas através de um processo de resfriamento e a garrafa é então comercializada. Parece fácil, mas não é. Fazer um bom champenoise não é pra qualquer um, pois requer muito cuidado com o processo e controle de vários fatores, além de investimento, pois o vinho fica descansando por muito mais tempo.

E me parece que o pessoal da Miolo acertou ao produzir o Cuvée Tradition Brut, que tem em sua composição as uvas Pinot Noir e Chardonnay, que é a composição básica de Champagne.

Perlage fina e persistente, boa espuma ao ser servida e uma coloração bem clara fazem a formação de uma boa impressão dos aspectos visuais.

miolo_cuvee_traditionNo nariz ressaltaram aromas de frutas frescas como damasco, frutas secas e passas e com um final com uma pontinha de adocicado lembrando amêndoa. Eu não consegui perceber nenhum aroma de fermentação, que é característico nesse tipo de bebida, talvez pela sua jovialidade.

Em boca muita acidez e boa espuma, como era de se esperar. Final não muito longo, mas sem nenhum traço de amargor. É um espumante leve e delicado, mas com bastante força.

Facilmente encontrado em lojas especializadas e supermercados, custa em torno de 30 reais. Um bom preço para esse espumante, principalmente diante do que estamos vendo por aí.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Brasil, Chardonnay, Pinot Noir2 Comments

la Vigne blanche 2007

la Vigne blanche 2007

Eu já tinha me encantado por esse vinho no encontro Papo de Vinho, que aconteceu no ano passado. Provado às cegas por mim e por mais alguns conhecedores, foi o vencedor em qualidade, dentre dezenas de outros tintos.

É mais uma prova de que a Cave Jado é um ótimo lugar para se encontrar vinhos de qualidade e principalmente com preço justo. Esse custa só 58 reais. Um preço mais do que adequado para esse vinho.

Produzido pelo domaine d´Escausses, em Gaillac, tem em sua composição as uvas Syrah, Braucol e Duras. A primeira é velha conhecida nossa, mas as outras não são encontradas tão facilmente por aí. Um corte muito feliz, resultando num vinho de ótima qualidade.

lavigneblancheDe coloração púrpura muito viva e brilhante, é um vinho que nos encanta já na taça. No nariz apresenta aromas de frutas vermelhas logo no começo do serviço. Após algum tempo de decantação, libera mais aromas interessantes, com destaque para baunilha e uma ponta de especiaria. Tudo muito presente e franco no nariz. Uma delícia.

Em boca tem uma correta acidez, taninos macios e um final de média persistência. Acompanha muito bem carnes nobres como um cordeiro ao forno, queijos curados (não muito fortes).

O la vigne blanche me encantou pela sua delicadeza e tipicidade. Se tiver oportunidade de ir à Cave Jado, procure por esse vinho. Não vai se arrepender.

 

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Braucol, Duras, França, Syrah1 Comment

Farnese Trebbiano D´Abruzzo

Farnese Trebbiano D´Abruzzo

Falar que vinho branco combina perfeitamente com o calor que tem feito nesse verão é praticamente chover no molhado. Não precisa ser nenhum expert para perceber que os vinhos brancos, bem gelados e refrescantes, são uma ótima pedida para aplacar as altas temperaturas.

Pensando nisso, abri a minha garrafa Magnum desse Farnese Trebbiano D´Abruzzo, da safra de 2007. Pra falar a verdade eu já estava ficando preocupado com a idade desse vinho. Três anos, mesmo para a garrafa magnum (que geralmente agüenta mais tempo), já são suficientes para o vinho estar em plena maturidade, ou até mesmo em decadência.

Para minha felicidade, esse estava na primeira opção.

A Farnese é famosa pelo seu vinho chamado “Edizione”, que é o um grande vinho. Esse que eu provei é bem mais simples, mas não deixa a desejar. Produzido com as uvas Trebbiano d´Abruzzo e Malvasia , mostrou um amarelo dourado, bastante límpido e brilhante. No nariz, aromas cítricos com predominância de flor de laranjeira e com destaque para um toque final adocicado, lembrando baunilha.

farnese_trebEm boca eu imaginava que teria mais acidez. Não deixou a desejar, mas também não foi nada muito forte. Os aromas adocicados se repetiram no final de boca. Final curto.

É um vinho para o dia a dia, que pode ser servido com aperitivos ou até mesmo com um filé de peixe grelhado, por exemplo. Quando comprei essa garrafa, me custou 66 reais. Um valor bem justo para uma garrafa magnum (que tem a quantidade de duas garrafas normais). Essa eu comprei na Via Vini (pela internet), mas é um vinho que é facilmente encontrado nas lojas especializadas.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Itália, Malvasia Bianca, Trebbiano d´Abruzzo0 Comments

Nederburg The Winemaster´s Reserve Pinotage 2007

Nederburg The Winemaster´s Reserve Pinotage 2007

Em tempos de Copa do Mundo na África do Sul, temos um bom motivo para conhecer os vinhos daquele país. Para os mais desavisados, eles são muito melhores produtores de vinho do que de cornetas, apesar dessa última ser mais popular nesses últimos tempos (mais popular, mas não mais prazerosa, que fique bem claro).

A Pinotage é uma uva que se desenvolveu muito bem naquele país, devido às condições de solo e de clima, tornando-se inclusive a uva símbolo da África do Sul.

Esse vinho reserva da vinícola, que utiliza a vedação por screwcap (tampa de rosca) ao invés de rolha de cortiça ou mesmo sintética é um ótimo exemplar tanto da uva quanto do terroir do país. Em taça apresenta uma coloração rubi muito intensa, com um pequeno halo de evolução, praticamente imperceptível.

nederburg_pinotageNo nariz há uma explosão de aromas francos, com destaque para frutas negras frescas e um toque de especiarias, com o cravo aparecendo mais fortemente.

Em boca muita maciez em seus taninos e apesar de seus 14% de álcool, não houve sobreposição. O final é relativamente longo e agradável. É um vinho que pode ser degustado até sozinho, mas que fica muito melhor com uma comida. Sugiro queijos curados, brusqueta de shitake e arriscaria até uma comida mais apimentada.

Esse foi comprado no FreeShop mas acredito que seja encontrado nos mercados especializados e sei que a Casa Flora importa alguns deles.  É um vinho que merece ser provado e uma boa opção para comemorar, por exemplo, um belo gol do Brasil na Copa. Isso pra quem conseguir comprar e esperar para beber.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Pinotage, África do Sul2 Comments

Degustação de vinhos da Borgonha – Domaine Ballorin&F

Degustação de vinhos da Borgonha – Domaine Ballorin&F

Convidados pelo Beto Duarte, fomos novamente ao Empório Vila Buarque, que é cuidado com muito carinho pelo Marcelo di Morais, que é uma figura sem igual, alguns blogueiros tiveram a oportunidade de provar os belíssimos vinhos produzidos pela bodega Domaine Ballorin&F.

Certificado como vinícola biodinâmica, a Ballorin & F é comandada pelo Gilles, um francês meio maluco que gosta mesmo é de por a mão na massa, ou melhor, na terra. Conta-se que quem o visita encontra-o sempre nos vinhedos, cuidando da sua pequena plantação e inclusive se der mole, ele coloca o visitante para trabalhar também. Nosso amigo Beto teve que ajudá-lo a amarrar videiras por um bom tempo e sabe bem o que é isso…

Provamos 6 vinhos e todos produzidos com colheita manual em caixas de 20 kg, com uvas na maturação completa e triagem minuciosa e com passagem de 1 ano em barrica francesa. Todos muito interessantes e com ótimo custo X benefício. Importante ressaltar que as sugestões de harmonizações são dadas pelo Beto e pelo João Filipe Clemente e me parecem muito boas.

Todos os vinhos são importados pela Santa Ceia e podem ser encontrados também no Empório Vila Buarque.

Vamos aos vinhos:

Marsannay Rosé “Couer de Rose”

Elaborado com Pinot Noir 100%, com uvas provenientes de vinhedos com cerca de 40 anos
É um rosé diferente de todos que já provei. Sua coloração tende para o granada, com um toque terroso (na cor). No nariz, aromas de frutas passas, amêndoas e damasco. Em boca é possível perceber seu leve tanino, mas muito bem trabalhado.

Sugestão de harmonização: Charcuteria, grelhados e como aperitivo.
Preço: R$ 95,00

Passetoutgrains Le Temeraire 2007
Elaborado com Pinot Noir e Gammay com uvas de vinhedos de 35 anos. Apresentou muita fruta fresca no nariz, com destaque para morango e cereja. Ótima acidez, com um final suave, mas curto. É um vinho para ser degustado jovem e despretensiosamente. Uma boa introdução à Borgonha.
Sugestão de harmonização: Charcuteria, grelhados de porco e peixe ao vinho tinto.
Preço: R$ 94,00

Pinot Noir Le Bon 2007
Produzido com Pinot Noir de vinhedos com 50 e 45 anos, é um Best buy. Coloração cereja clara, com aromas muito agradáveis de frutas vermelhas. Depois de algum tempo em taça evoluiu para aromas tostados tendendo para o café. Muito elegante. Estimativa de guarda de 5 anos.
Sugestão de harmonização: coelho ao estragão, carnes brancas (principalmente vitela) e carnes vermelhas.
Preço: R$ 110,00

Cote de Nuits Villages 2007
Outro excelente vinho, que tem um final muito longo e persistente. Bastante equilíbrio tanto no nariz (notas complexas de frutas em compota com um toque animal) e uma pontinha de especiaria. Vale a pena provar principalmente pelo preço (encontramos muitos borgonhas simples mais caros do que esse por aí). Estimativa de guarda de 5 anos
Sugestão de harmonização: perdiz e outras aves de caça
Preço: R$ 126,00

Fixin 2007
Esse foi um dos melhores vinhos que eu já provei. Extremamente elegante e suave, com notas tão complexas que a cada momento que se volta à taça, elas tem uma leve mudança, nos deixando maravilhados com o seu potencial. Tem uma estimativa de guarda de 10 anos, mas acredito que possa ser até mais. Abrimos esse vinho ainda jovem e já estava ótimo. Daqui a alguns anos, deve estar melhor ainda.
Sugestão de harmonização: Bochechas de Porco (prato português) e carré de cordeiro
Preço: R$ 249,00

Nuits St Georges 2007
O vinho mais longevo da noite e também o mais complexo. Degustado agora, com apenas 3 anos de vida, já mostrou todo o seu potencial, apesar de ainda estar bastante fechado no começo. Após bom tempo em taça mostrou aromas tostados, inclusive na boca. Um super vinho, que merece ser comprado e guardado para daqui 10 anos pelo menos.

Sugestão de harmonização:  carnes vermelhas, costela de boi, carnes brancas e carnes de caça (principalmente javali).
Preço: R$ 349,00

Mais uma vez agradeço ao Beto e ao Marcelo, que nos brindaram com uma degustação fantástica. E parabéns para o Gilles, que com certeza terá muito sucesso com seus vinhos.

foto

Abraços

Daniel Perches

Posted in 2007, França, Gammay, Pinot Noir0 Comments

Vinhos Alemães Dyade52

Vinhos Alemães Dyade52

Tive a oportunidade de provar alguns vinhos alemães da linha Dyade52, da região de Baden-Wurttemberg. A degustação foi promovida pelo nosso amigo Jeriel, com o apoio da Fabiana Cherubim, a representante desses rótulos aqui no Brasil.

Tenho que confessar que eu bebo pouquíssimos vinhos desse país e essa degustação me fez pensar o quanto estou deixando para trás bons rótulos. Sabemos da grande fama dos Rieslings de lá, mas sabemos também que há muito mais a ser explorado.

Os vinhos foram degustados na companhia de amigos blogueiros Beto Duarte (Papo de Vinho), João Filipe Clemente (Falando de Vinhos), Cristiano Orlandi (Vivendo Vinhos), do Jeriel (Blog do Jeriel) e do Marcelo di Morais (MarcelodiMorais.com), além da ilustre presença do Roberto Ventura, representante da SBAV-SP, que abrilhantou o encontro com ótimas considerações e idéias sobre o futuro da comunicação do vinho no Brasil.

Em geral os vinhos agradaram pela sua qualidade. Sem dúvida, quando uma linha mais básica é confrontada com um exemplar mais top da mesma bodega, é inevitável a comparação, mas todos tiveram seus pontos positivos.

Comento aqui sobre os vinhos degustados. Quem quiser saber mais detalhadamente, é só me escrever que eu conto.

Dyade52 Pinot Grigio 2008
Um vinho bastante fresco e aromático, mas sua coloração pareceu-me um pouco mais escura do que deveria ter um Pinot Grigio tão novo. Acreditamos que essa garrafa estivesse um pouco prejudicada, pois em geral, os vinhos feitos com essa uva são muito mais frescos e claros.
Preço: 43,00

 

Dyade52 Riesling Winemakers Edition
Coloração palha clara e aromas de frutas brancas com um leve toque petroláceo. Um bom riesling, com um final de boca levemente adocicado. Bom corpo e boa acidez.
Preço: R$ 60,80

Dyade52 Riesling 2008 Conosseur´s Choice
Esse mostrou aromas mais minerais, que são típicos dos bons rieslings. Além do mineral, encontramos frutas brancas e floral forte também. Em boca, bastante potência e persistência. Um ótimo vinho.
Preço: R$ 130,00

Dyade52 Pinot Noir 2007 Winemakers Edition
Esse passa 9 meses no carvalho. É um Pinot Noir agradável e com aromas típicos dessa uva (frutas vermelhas frescas) muito persistentes. Deixamos na taça por horas e os aromas continuaram. Vale a pena provar.
Preço: R$ 60,80

 

Dyade52 Lemberger 2007 Conosseur´s Choice
Eu não conhecia essa uva – Lemberger – e pra mim, foi o melhor vinho. Taninos intensos mas macios, boa acidez e final muito agradável. Vale a compra não só para conhecer essa uva, mas também para provar o vinho, que é excelente.
Preço: R$ 124,00

Para saber mais sobre os vinhos, veja o site aqui.

Agradeço novamente ao Jeriel, à Fabiana e ao Marcelo, que fizeram com que esse encontro fosse possível e nos deram a chance de conhecer bons vinhos. Ao final, o Marcelo ainda nos brindou com um vinho que, de tão especial, merece um post separado. Em breve será publicado, aguardem.

Abraços

Daniel Perches

Posted in 2007, 2008, Alemanha0 Comments

I balzini Green Label 2007

I balzini Green Label 2007

Em meus garimpos habituais, estive na Casa Flora, que fica próxima ao Mercado Municipal, em São Paulo. A busca era por vinhos portugueses bons e baratos. Encontrei e comprei vários, mas ao terminar minha busca, perguntei ao vendedor o que mais ele tinha de interessante, numa faixa de preço de até 50 reais.

Foi assim que eu conheci o I balzini, que é feito com as uvas Sangiovese e Mammolo. Bem, só por essa segunda uva, que é diferente das tradicionais, eu já me encantei. Quando ele me disse que a garrafa utiliza rolha de vidro, não tive dúvida. Era esse que eu levaria.

Como já comentei aqui, há uma corrente de pesquisadores (e palpiteiros) trabalhando com a idéia de se utilizar rolhas de vidro para os vinhos. A justificativa é que com essa tampa não há risco de contaminação por fungos (como acontece com a rolha de cortiça) e também não há distorção no sabor do vinho (como nas rolhas sintéticas), sem contar que as cascas das árvores que produzem a cortiça são preservadas. Discussões à parte, eu sou fã da rolha de vidro pelo seu visual, sua estética. Mas vamos ao vinho, que é o que importa de verdade nesse momento.

Produzido pela D ´Isanto& D ´Isanto na região da Toscana Central, é um vinho que mostrou uma evolução muito bacana de se acompanhar, desde a sua abertura até o final da garrafa. Quando abri, vieram aromas muito intensos de frutos vermelhos como cereja e framboesa. Após algum tempo, apareceu um aroma herbáceo, como grama molhada, acompanhado de um floral. Mais tarde foi possível identificar aromas de charuto, couro e um final de chocolate. Tudo isso em 1 hora e meia de vinho. Fantástico, não?

Em boca, boa acidez (como é de se esperar de um bom italiano), taninos macios e final relativamente longo. Só me incomodou um pouco o álcool sobrando na boca no começo e que me intrigou, pois o vinho tem só 12,5% de álcool, mas depois de algum tempo esse álcool foi embora também.

Resumindo, um ótimo vinho que merece destaque e atenção. E o melhor de tudo é que custa em torno de 46 reais. Uma ótima compra, sem dúvida.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Itália, Mammolo, Sangiovese0 Comments

Meandro do Vale Meão 2007

Meandro do Vale Meão 2007

Mais um belo vinho português degustado. Esse é da região do Douro, de onde saem grandes e famosos vinhos para o mundo.

Antes de falar sobre o vinho, vale destacar que a Quinta do Vale Meão é uma propriedade da Casa Ferreirinha e foi a última propriedade adquirida pela Dona Antonia (a proprietária da famosa casa), que na época foi muito criticada, pois comprou, como disseram por lá, uma terra cheia de nada. Dirigida pelo seu trineto, é hoje uma vinícola de grande prestígio e seu vinho top da casa, o Quinta do Vale Meão, é colecionador de prêmios e claro, elogios. Suas vinhas já produziram uvas para se fabricar o famoso Barca Velha.

Mas o Meandro do Vale Meão, que é o segundo vinho da casa, não deixa nada a desejar, chegando a receber inclusive 91 pontos do Robert Parker na safra 2005 e 92 pontos da Wine Spectator na safra 2006.

Para se produzir esse vinho são utilizadas as vinhas mais jovens (aproximadamente 15 anos de vida) e é um corte com praticamente todas as uvas plantadas na quinta, mas com predomínio de Tinta Roriz e Touriga Nacional.

O vinho tem uma coloração rubi intensa, com um pequeno halo de evolução. No nariz, aromas de frutas vermelhas frescas, um toque amadeirado e aromas terciários como baunilha, tabaco e também um pouco de especiarias.

Em boca, muita maciez e equilíbrio, com um final longo, persistente e praticamente sem amargor.

É um vinho que merece atenção e que deve ser degustado com calma. Recomendo algum tempo de decanter para que ele se mostre mais plenamente.

Importado no Brasil pela Mistral, custa em torno de R$ 100,00. Um ótimo preço para esse vinho.

Um abraço

Daniel Perches

meandro

Posted in 2007, Portugal, Tinta Roriz, Touriga Nacional1 Comment

Hex Von Wein Cabernet Sauvignon Reserva Especial 2007

hex_von_wein_cabernet375mlO nome Hex Von Wein significa “Vinho da Bruxa”. Como estamos acostumados a ver nomes bem diferentes em vinhos (principalmente os portugueses), esse nem seria de chamar tanta a atenção, não fosse ele brasileiro!

E as curiosidades não param por aí. Ele é um vinho 99,99% orgânico (não me perguntem o que é o 0,01% que resta, pois eu não sei), o que não é tão comum de se encontrar aqui no Brasil. Produzido em Picada Café, no sul do Brasil, pela Coopernatural, é um vinho que me chamou a atenção quando ouvi falar dele. Quem me contou foi o Claudio, do Le Vin au Blog. Quando ele começou a contar sobre o vinho, eu já fui logo anotando pra procurar aqui em São Paulo. Não achei em lugar nenhum e tive que “importar” lá do Rio de Janeiro. Aliás, quero agradecer novamente ao Claudio pelo generoso presente.

Mas vamos contar um pouco sobre o vinho, que tem também características organolépticas interessantes. Ele não é um Cabernet Sauvignon “comum” (e nem poderia ser, com esse nome). Sua coloração é bem escura, densa, pouco brilhante e com um grande halo de evolução. Reflexos atijolados já fazem parte de sua estrutura. Interessante ver isso num vinho relativamente jovem.

Seus aromas lembram bastante terra e um certo ferroso. Eu arriscaria dizer que tem muito da tipicidade do terroir brasileiro, que vejo frequentemente nos vinhos nacionais. O interessante é que com o tempo ele abriu os aromas, trazendo frutas vermelhas até frescas para seu bouquet.

Em boca, um corpo leve, taninos bem resolvidos, mas com uma sobrinha de álcool. Provei com uma lasagna a bolognesa e ele segurou muito bem e deve segurar pratos até mais ácidos.

Sem dúvida, um dos vinhos mais interessantes que já provei. Tenho a nítida sensação de estar bebendo um vinho de personalidade. Fiquei muito contente de conhecer esse que, com orgulho, posso dizer que é nacional. E se você puder provar um dia, faça-o com a cabeça aberta, pois se estiver procurando um vinho dentro dos padrões internacionais de qualidade, esse pode até deixar a desejar. Mas talvez, no fundo, seja você que não esteja entendendo a proposta do vinho. Vale a reflexão.

E tem mais: o preço dele é ótimo: R$ 15,00 no site do produtor. Vale a pena experimentar, não acha?

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Brasil, Cabernet Sauvignon1 Comment

Rispollo Rosso IGT 2007

rispollo-rosso-2007Motivado pelos comentário do Alexandre (veja aqui), eu me interessei por esse vinho. Afinal, como ele mesmo disse, não é Continue Reading

Posted in 2007, Cabernet Sauvignon, Itália, Merlot, Petit Verdot0 Comments

RSSTwitter

Photos on flickr

Newsletter