Sabe quando o pai fala sobre seus filhos e você vê perfeitamente aquele amor saindo de dentro dele? Pois é isso que eu vejo quando converso com um enólogo e ele começa a contar sobre seus vinhos. E foi assim também que aconteceu quando o grande Roberto de la Mota veio ao Brasil para apresentar seus vinhos. Roberto está à frente da Mendel, que fica em Mendoza, na Argentina. Já participei de outra degustação veritical dos vinhos dele e gostei bastante (ver o post aqui).
E dessa vez eu tive a grande oportunidade de participar de outra vertical, dessa vez dos vinhos Finca Remota, que são os tops da vinícola. Provei o 2006, o 2007, o 2008 e o 2009 (que ainda nem está sendo comercializado). Sem dúvida é um privilégio poder participar de um evento com um enólogo que sabe tanto e que pode passar pra gente a emoção da elaboração dos vinhos.
Roberto esteve em São Paulo a convite da Expand e falou sobre todas as safras, que eu comento rapidamente aqui.
Finca Remota 2006 – Foi a primeira safra desse vinho e de todas, foi a que eu mais gostei. Infelizmente não tem mais para vender. Tem uma cor violeta muito presente, começou com aromas fechados (não aparecendo muito), mas depois se abriu para frutas vermelhas e um toque de evolução bem interessante. Mostrou bastante acidez, o que demonstra que daria para guardar ainda muito tempo esse vinho.
Finca Remota 2007 – Também tinha bastante acidez e toque de frutas maduras (cereja, amora). Tinha um pouco menos de aromas na taça.
Finca Remota 2008 – Segundo de la Mota, foi um ano muito particular, mais frio que 2007. Aromas de amora verde me vieram logo à cabeça, lembrando quando eu pegava esses frutos direto do pé da chácara da minha família (bons tempos). Taninos muito presentes e ainda um pouco verdes o que denota que o vinho ainda precisa evoluir e pode ser guardado. O final apresentou um pouquinho de álcool sobrando. Se tiver um desses aí, recomendo decantar um pouco.
Finca Remota 2009 – Uma porrada. Mais adocicado que os outros e ainda muito jovem, mas para quem gosta de Malbecs potentes, vai se deliciar com esse. Não sei quando virá para o mercado ainda.
Meus dois preferidos foram os das pontas: 2006 pela sua complexidade e o 2009 pela sua potência.
Os vinhos Finca Remota custam R$ 248,00 na Expand.
Estive em uma degustação promovida pela Wines of Chile, onde a idéia era apresentar os melhores vinhos chilenos. Ou melhores ou pelo menos os que são “ícones” por lá. Infelizmente me atrasei para chegar e perdi a apresentação dos vinhos, que foi feita pelo Pedro Parra, o famoso “Doutor Terroir“.
Mas como tudo sempre tem um lado bom, eu provei os vinhos todos no final e sem nenhuma influência de qualquer explicação que pudesse me deixar pensando que um fosse melhor ou pior que o outro. E melhor ainda, provei às cegas, pois o garçom que estava me servindo não estava nada contente de ter que me atender no final do evento e não queria dar muita informação.
Bem, o fato é que eram todos muito bons, mas quando cheguei nesse, tomei um baque. Era realmente muito bom e pra mim se destacava dos outros pela sua qualidade e elegância. A primeira coisa que me veio à cabeça foi: “Como ele pode ser tão potente e tão elegante ao mesmo tempo?”.
Depois fiquei sabendo que era o El Principal 2006, o vinho top da vinícola de mesmo nome, que fica no Maipo. O El Principal só é feito em anos excepcionais e o último, antes do 2006, foi feito em 2001. Realmente um vinho especial.
Talvez a elegância venha do seu corte (83% Cabernet Sauvignon e 17% Carmenere), talvez venha do terroir ou talvez venha do enólogo. Como eu perdi a explicação, só sei dizer que é um dos melhores vinhos chilenos que eu provei.
Não é um vinho barato pelo que eu vi. Como já sabia de sua qualidade e estava de passagem (em trânsito) pelo Chile comprei uma garrafa no Freeshop de lá por aproximadamente 100 reais. Não sei quem importa e tenho até medo de perguntar. Só sei que tenho um aqui guardado, me esperando. Resta coragem de abrir e ficar sem nenhum.
Acho que vou ter que voltar ao Chile buscar outra!
Costumo pensar que os vinhos “caros”, ou seja, os que custam acima de 150 reais, tem a obrigação de serem bons. Afinal de contas, já pensou gastar essa boa quantia por um vinho ruim? Seria uma lástima. Eu ficaria muito chateado com o meu vendedor e com certeza, não voltaria nem na loja e provavelmente nem beberia outros vinhos da vinícola.
Mas de vez em quando encontro vinhos MUITO BONS, que mesmo sendo caros, merecem a nossa atenção. São aqueles que a gente paga com gosto (quando pode, é claro. Não vá se endividar por conta disso. Há belíssimos vinhos bem mais baratos também).
E foi assim que eu classifiquei o Altos Las Hormigas Malbec Single Vineyard 2006: MUITO BOM! E não é pra menos. Esse vinho faz parte de um projeto de micro terroir desenvolvido pela vinícola e pelo Ph.D Pedro Parra (veja o post com entrevistas com o enólogo e com o proprietário aqui).
Eles trabalharam duro até encontrar o terroir perfeito para fazer um belíssimo malbec e a região escolhida foi Vista Flores, em Mendoza. O resultado foi um vinho excepcional, muito potente, forte, estruturado e com um enorme potencial de guarda. É daqueles vinhos que a gente vai bebendo devagarinho e sempre pensando no próximo gole.
Tem aromas intensos de frutas negras com um leve floral ao fundo e ao mesmo tempo passando por aromas das barricas, que estão bem integradas ao vinho, mas mostrando a sua força também.
O projeto Vista Flores é bem interessante e vale a pena ser conhecido, nem que seja através do site da Altos Las Hormigas.
Esse vinho é trazido pela Mistral e custa 179 dolares.
Finalmente tive a oportunidade de provar esse vinho. Esse foi um dos 5 melhores vinhos selecionados pelo júri técnico do Encontro de Vinhos de Ribeirão Preto, em 2010.
Como de costume, nos Encontros de Vinhos (que são organizados por mim e pelo Beto Duarte, do Papo de Vinho) a gente não consegue provar nada, nem os Top5. Pra não dizer que eu não provo nada, eu até bebo alguma coisa quando acaba a feira, mas o cansaço é tão grande que não dá pra avaliar vinho nenhum naquele momento.
Mas foi num evento aqui em São Paulo, com a presença do produtor, que eu enfim conheci o Cinco Tierras Cabernet Sauvignon 2006. As uvas desse vinho são provenientes da região de Maipú e Barracas, em Mendoza, Argentina. O vinho passa 10 meses em barricas de carvalho antes de ser engarrafado.
E eu entendi porque ele ficou entre os Top5: é um vinho muito correto.
Tem ótimos aromas de frutas, tem a tipicidade esperada do Cabernet Sauvignon, lembrando pimentão e algumas especiarias, na boca tem boa concentração e tem um bom final.
Não é daqueles vinhos que você precisa aerar e deixar ele descansando por muito tempo. Eu diria que é um vinho até relativamente leve. O que encanta é o conjunto.
E o valor também é justo. Custa R$ 78 (base São Paulo / 2011). Pra um vinho reserva com essa qualidade, me pareceu uma boa compra.
O EPU é o segundo vinho da famosa vinícola Almaviva, do Chile. O Almaviva é um vinho ícone não só chileno, mas mundial. Tive a oportunidade de provar uma só vez (até agora) a safra de 1999 e fiquei impressionado com o vinho. É muito bom.
Mas hoje vou falar sobre o EPU, que de segundo não tem muita coisa. Ele é tão bom quanto o Almaviva e faz bonito frente a grandes vinhos e poderia tranquilamente ser o promeiro vinho da vinícola. É daqueles achados que a gente fica doido para encontrar mais. Fiquei sabendo através de amigos antes de ir para o Chile e consegui comprar umas garrafas lá. Aliás, foi o meu melhor vinho no Chile.
Tenho uma garrafa ainda guardada na adega esperando um bom momento, mas não é que o meu grande amigo Cristiano Orlandi resolveu ser generoso e me brindou, junto com alguns outros amigos, com uma vertical desse vinho? Pois é, provamos as safras 2001, 2006 e 2007.
Posso garantir que as 3 safras provadas foram suficientes para mostrar que o vinho é realmente muito bom. Ficamos todos impressionados com a qualidade desse vinho.
Todos eles tinham uma elegância enorme, com aromas muito bem integrados ao vinho, ótimo corpo e final daqueles que a gente fica lembrando por minutos. Muito mais do que descrever as características de aroma e de paladar, acho que posso resumir tudo em poucas palavras: O EPU continua sendo o meu vinho preferido do Chile!
Obrigado, Cris. Sua generosidade é gratificante. Fico contente de ter dividido um momento tão legal com você.
Olha aí uma boa oportunidade para provar o famoso Pingus, um vinho espanhol de Ribera del Duero que é extremamente cultuado pelos enófilos e pela crítica. A Grand Cru da Bela Cintra (São Paulo) vai promover no dia 07 de julho uma degustação com os vinhos do famoso vinhateiro Peter Sisseck. Serão 5 vinhos (conforme lista abaixo) e claro que a estrela será o Pingus 2008, que recebeu 99 pontos do famoso crítico Robert Parker. Se considerarmos que a garrafa desse vinho custa quase 4 mil reais, vale a pena pagar a degustação para conhecer esse ícone. Mas não se prenda só ao Pingus, pois todos são altamente pontuados.
Se você pensa em comprar um desses vinhos, talvez essa seja uma boa chance de conhecer antes. Esses eu não conheço, mas não faltam (boas) credenciais. Se alguém aí for, depois me conte.
Wine list:
- Quinta Sardonia 2005 l RP 95
- Quinta Sardonia 2006 l RP 93
- Flor de Pingus 2007 l RP 95
- Flor de Pingus 2008 l RP 96
- Pingus 2008 l RP 99
Serviço:
Peter Sisseck – O gênio da Ribera Del Duero
Local: Grand Cru Bela Cintra – Rua Bela Cintra, 1799 – Jardins
Brunello di Montalcino. Esse nome deserta suspiros em qualquer enófilo. E não é pra menos, pois os vinhos produzidos na região de Montalcino, na Itália, são considerados por muitos como os melhores daquele país. São feitos dois tipos de vinhos por lá: o Rosso di Montalcino (um vinho mais jovem e que as vezes nem passa por barricas) e o Brunello di Montalcino (que é um vinho mais encorpado e mais potente. Tem que ter passagem por barrica e descansar por um bom tempo antes de ser liberado para a comercialização). Os vinhos de lá são feitos com a uva Sangiovese e obedecem alguns critérios de produção para poderem ter o selo com esse nome tão famoso.
E recentemente o Conzorcio del Vino Brunello di Montalcinotrouxe ao Brasil alguns produtores para apresentar sua safra 2006. Estive lá e pude comprovar a belíssima qualidade e claro, escolher alguns que eu considerei os mais representativos e interessantes. Se encontrar algum desses em importadoras ou em lojas, acredito que não vai se arrepender ao comprar.
Banfi 2006
É um produtor que faz juz à fama. Seus vinhos são muito elegantes e têm muita classe. A safra 2006 me pareceu muito jovem ainda, mas possível de beber agora. Apesar da jovialidade, dá pra notar que é um vinho muito bem feito, com um belíssimo final, bem longo.
Site: http://www.castellobanfi.it/
Importador: World Wine
Barbi 2006
Vou reproduzir a minha anotação do dia: equilíbrio e força. É assim o Barbi Brunello di Montalcino 2006.
Site: http://www.fattoriadeibarbi.it/
Importador: Épice
Poggio di Sotto 2006
Muita fruta no nariz, com um corpo impressionante e final bem agradável. É um vinho muito bem pontuado pelo famoso crítico Robert Parker.
Site: http://www.poggiodisotto.com/
Importador: Tahaa Vinhos
Siro Pacenti 2006
Esse consta na minha lista sempre, pois foi o primeiro vinho de Montalcino que eu provei (e aprovei). Gosto muito do produtor e acho que ele faz bem o vinho todos os anos. Vale provar.
Site: http://www.siropacenti.it/
Importador: Fasano
Le Chiuse 2006
Gostei muito da acidez desse vinho, o que mostrou que ele tem força para ser guardado por muito tempo (se é quem vamos conseguir fazer isso). Um final muito longo e prazeroso. Esse é orgânico.
Site: http://www.lechiuse.com/it/
Importador: sem importador no Brasil
Capanna 2006
Muito tanino nesse vinho. É pra ser guardado por décadas tranquilamente, pois junto tem bastante acidez também, mas revelou-se com aromas muito bem marcados de frutas e toques de barrica.
Site: http://www.capannamontalcino.com/
Importador: sem importador no Brasil
Castello Romitorio 2006
Adorei os rótulos desse produtor. Pra mim foi um dos melhores se considerar “o conjunto da obra”. Desde seu rótulo até o final, tudo é muito bem feito. Vale a pena conhecer as criações desse produtor.
Site: http://www.castelloromitorio.com/
Importador: fechou recentemente com um importador brasileiro que será anunciado em breve.
Espero que aproveitem. Um bom Brunello di Montalcino com uma bela comida italiana é algo fora do comum, de tão bom!
Visitar Mendoza e querer conhecer todos as vinícolas é impossível, a não ser que você tenha alguns meses pra ficar por lá.
Estive na região em 2010 e visitei algumas delas, mas nem perto de conhecer tudo. E sempre que eu me deparo com um belo vinho produzido naquele deserto que fica ao lado da bela Cordilheira dos Andes, eu me lembro da viagem e penso que devo voltar logo para conhecer mais.
E o Vistalba Corte “A”2006 é um daqueles vinhos que me traz esse sentimento. Provei na companhia de alguns amigos na loja Vino&Sapore, que sempre nos acolhe muito bem e fiquei impressionado com a sua força, potência e ao mesmo tempo elegância.
Esse é um vinho do Carlos Pulenta, que além de um grande produtor de vinhos, é apaixonado por carros. É só entrar nas suas vinícolas para ver vários motores, fotos e até alguns carros mesmo sendo expostos. Pelo jeito ele tem duas paixões muito interessantes: vinhos e carros.
Mas falando sobre o Vistalba Corte “A”, esse é um vinho feito com as uvas Malbec (90%) e Cabernet Sauvignon (10%) em Lujan de Cuyo. Com uma cor muito intensa, demonstra que mesmo a safra 2006 é ainda jovem e que merece ser guardada por alguns anos para mostrar toda a sua complexidade.
Como não quisemos esperar tanto, quando abrimos o vinho estava com aromas intensos da Malbec, lembrando a clássica violeta, toques de frutos negros, chocolate, um bom defumado lembrando bacon e até um pouco terroso. Tudo muito bem integrado e formando um belo bouquet.
Como falei, o vinho tem muita estrutura então harmonizar comida com ele não é algo fácil. Alguns falaram que ele se daria bem com um churrasco, mas eu acho que precisa mais do que uma simples carne no sal. Tentaria algo temperado com ervas, especiarias e até um pouco de pimenta.
Se vai dar certo eu não sei, mas se não der, você pode beber ele sozinho. Não vai se arrepender.
Os vinhos Vistalba são importados pela Domno do Brasil.
Nada melhor do que uma degustação vertical para saber o potencial de envelhecimento de um vinho. Provam-se, num mesmo evento, diversas safras dele e aí fica fácil de perceber as suas modificações ao longo do tempo.
E foi assim que eu pude comprovar que o Pérez Cruz Liguai, um vinho feito com Syrah, Carmenere e Cabernet Sauvignon tem um grande potencial de envelhecimento. Provei as safras 2002, 2003, 2005, 2006, 2007 e 2008, sendo que só a 2007 está sendo comercializada atualmente.
O mais interessante foi que ao olhar para todas as taças com todos os vinhos, nenhum estava “envelhecido”. Todos os vinhos estavam com uma cor bem viva e mostrando bastante força.
Os mais antigos (02 e 03 principalmente) já estavam com aromas mais evoluídos e em boca também tinham traços do tempo, com taninos mais amaciados. Mas não se engane, pois a acidez ainda estava lá presente.
Segundo o enólogo da bodega que esteve acompanhando a degustação, o 2006 é um que deve ser bastante longevo. Sábias palavras e comprovadas pela sua grande acidez e taninos ainda bem amarrados.
O 2007 e o 2008, claro, estavam muito jovens. São vinhos que se forem consumidos hoje, trarão prazer e sem dúvida, eu beberia tranquilamente, mas se você tiver um e conseguir guardar, vai ter um vinho ainda mais complexo. Ou faça o que eu sempre digo (mas nem sempre faço), que é comprar duas garrafas.
Eu já gostava dos vinhos da Pérez Cruz. Agora gosto mais ainda, sabendo que tem mais potencial do que eu imaginava.
Esse é o vinho ícone da bodega Pérez Cruz, que fica no Chile, mais precisamente no Maipo Alto (bem perto de Santiago, a uns 45 km de distância).
A bodega é famosa e produz vinhos aclamados pela crítica. Pude provar a linha toda que está no Brasil e esse foi um dos que me impressionou pela sua classe e elegância. É um corte de Petit Verdot, Carmenere e Cot (também conhecida como a boa e velha Malbec) que foi muito bem balanceado pelo enólogo para produzir um vinho longevo e que lembra o estilo de Bordeaux.
Apesar de já ter 5 anos de vida, é um vinho muito jovem ainda. No nariz apresentou aromas muito vivos de frutas vermelhas mesclados com os aromas vindos das barricas, onde fica por 14 meses antes de ser engarrafado. Desse processo de envelhecimento surgem aromas de chocolate, tabaco e um toque mentolado. Não senti aquele aroma típico de goiaba, que eventualmente encontramos nos vinhos chilenos. Ficamos com o vinho aberto por pouco tempo, mas acredito que se decantado por algumas horas antes de beber, ele vai soltar ainda mais aromas.
Em boca é muito macio e sedoso e realmente parece um vinho do velho mundo. Apesar de ser jovem (e potente) é possível beber agora. Eu só gostaria de saber como esse vinho estará daqui alguns anos. Com certeza ganhará ainda mais complexidade. E se você tiver paciência, não hesite em guardá-lo por uns 5 anos ou mais. Ele com certeza aguentará e retribuirá.
Degustações verticais (aquelas em que se bebe o mesmo vinho de safras diferentes) são muito boas para se ver a evolução do vinho ao longo dos anos. E quando o vinho é um ícone, é melhor ainda.
Então para os sortudos que conseguiram reservar seus lugares, a Winet (do meu amigo André Rossi) e a Abflug trazem para o Brasil as safras de 2002, 2003, 2005, 2006, 2007 e 2008. Digo que são “sortudos” porque as vagas estão esgotadas, então quem reservou, reservou. Só espero que não tenha cambista na porta vendendo com preço mais elevado!
Eu estarei lá e em breve conto aqui as minhas impressões. Veja abaixo o flyer do evento (e clique nele para ampliar).