Posted on 10 março 2010.
Essa vale a pena, pois o Storia é o Merlot Premium da Casa Valduga e seu sucesso na primeira edição (safra 2005) foi tão grande que acabaram as garrafas. Quem tem, está vendendo a um preço altíssimo.
Pra quem se interessar, a segunda edição (safra 2006) está começando a ser “pré-vendida”. Não sei o preço, mas sugiro aos apreciadores que se adiantem. Quando estive lá na Valduga na semana no final de fevereiro eu vi as garrafas “descansando” e confesso que fiquei morrendo de vontade de provar.
Seguem informações sobre o produto:
Com garrafas numeradas e edição limitada de 9.983 garrafas, a Casa Valduga inicia as reservas da safra 2006, com certificado oficial, a partir de março.
Faça parte desta “Storia” e deguste o Merlot mais desejado deste século!
Para reservar o seu, clique aqui.
Posted in 2006, Brasil, Merlot
Posted on 08 março 2010. Tags: Loire, vinho francês
Mais um vinho da Cave Jado provado e aprovado, atestando a qualidade e cuidado com os produtos que o pessoal tem por lá.
A Cave Jado, para quem não sabe, é uma importadora de vinhos franceses e foca em “boas compras”, ou seja, vinhos que têm um bom custo X benefício. Quem puder visitar o show-room deles (fica na Vila Mariana) vai encontrar ótimos rótulos como esse que falamos hoje, por valores entre 55 e 90 reais. Boa pedida!
Mas falando especificamente desse vinho, esse é produzido no Loire (noroeste da França), uma região famosa pelos seus vinhos brancos.
Feito 100% com a casta Cabernet Franc (uma uva que me agrada muito), é muito macio e persistente na boca.
Em taça mostrou-se com um rubi intenso, mas já com um leve halo de evolução (suas bordas já se mostram mais alaranjadas. Sinal do tempo de envelhecimento). Lágrimas lentas e numerosas.
No nariz, aromas francos de frutas vermelhas com um toque adocicado, leve toque de madeira molhada e um pouco de especiaria.
Em boca, acidez bastante controlada, taninos macios e redondos e retrogosto confirmando as frutas. Final de média persistência, mas muito saboroso.
É um vinho bastante interessante e que merece ser harmonizado com cuidado. Se compararmos com os Cabernet Franc produzidos aqui no Brasil ou no Chile por exemplo, vamos notar uma grande diferença. Esse francês é muito mais delicado, envolvendo a boca de forma leve.
Acompanha bem um queijo também não muito curado (mas que seja amarelo), carnes grelhadas e até um prato com molho vermelho. Eu provei com o meu prato preferido lá no Emporio Vila Buarque, que é o nhoque recheado com polpetone. O molho vermelho me pareceu sobressair-se ao vinho, talvez por conta da acidez. Sugiro algo mais leve.
Resumindo, mais um ótimo vinho da Cave Jado que eu recomendo. Esse custa R$ 56. Nem precisava falar que é um ótimo preço.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2006, Cabernet Franc, França
Posted on 07 março 2010. Tags: Merlot, vinho nacional
Esse é um vinho que compõe o portfólio da Miolo e é produzido na Serra Gaúcha. É jovem, básico e não passa por madeira. Um companheiro ideal para o dia a dia. Vendido a aproximadamente 18 reais, é uma boa alternativa para os tradicionais Miolo Seleção e Salton Classic (mencionando só os nacionais).
Bom corpo, aromas francos e bastante presentes, bom equilíbrio de acidez, álcool e taninos. Essas características fazem com que o Lovara deva ser considerado ao se procurar vinhos básicos nacionais. Ideal para acompanhar comidas simples e até petiscos como queijos, mas com possibilidade de arriscar até outras harmonizações, como embutidos como o salame, por exemplo. É provar para ver.
E depois de se acostumar com a Merlot nacional, podemos pensar em subir um pouco o nível, degustando vinhos como o Salton Desejo e o Casa Valduga Storia, dois grandes representantes dessa casta aqui no Brasil.
Vale uma prova para ver a diferença que pode haver mesmo com a mesma uva cultivada dentro do mesmo país.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2006, Brasil, Merlot
Posted on 01 março 2010. Tags: CBE, Confraria Enoblogs, Tempranillo
Esse vinho foi degustado para a avaliação para a Confraria Brasileira de Enoblogs. Cada mês é a vez de um dos confrades escolher o vinho e degustamos, cada um em sua cidade, e postamos no blog preferencialmente no mesmo dia, para avaliarmos as impressões. Essa edição ficou a cargo do Marcus, do blog Azpicuelta, escolher. E acho que ele mandou bem.
Esse vinho é produzido na região de Castilla Y Leon , na Espanha e é feito 100% com a casta Tempranillo, considerada a mais emblemática desse país.
Apresentou-se bastante equilibrado e pronto para o consumo, com uma coloração rubi com reflexos já um pouco evoluídos.

No nariz destacaram-se os aromas de frutas vermelhas frescas, um toque amadeirado e um pouco de especiarias. Houve uma leve evolução de aromas na taça durante o tempo de aeração (em torno de 30 minutos), mas nada muito significativo. É um vinho que dá pra abrir e já beber.
Seus taninos são bem equilibrados e já evoluídos, boa acidez e um final um pouco alcoólico e uma pontinha de amargor, mas que com uma comida bem estruturada, vai ser até equilibrado. Seu retrogosto remete a frutas e um pouco de madeira fresca, jovem.
Importado pela Zahil, o vinho custa em torno de 43 reais. Considerando a procedência do vinho e a sua qualidade, acredito ser um bom valor. Pra quem se interessar em se aventurar pelos vinhos espanhóis, esse é uma boa entrada. Mas prepare-se, pois é só procurar um pouco mais que vai encontrar vinhos bastante complexos e estruturados, pra se beber de joelhos.
Um abraço e até a próxima edição da Confraria Brasileira de Enoblogs.
Daniel Perches
Posted in 2006, Espanha, Tempranillo
Posted on 01 março 2010. Tags: douro, Vinho português
Tenho a sorte de ter amigos que conhecem muitos vinhos do Velho Mundo e sempre me dão dicas que valem ouro. Essa foi mais uma delas, que dessa vez quem sugeriu foi o Beto Duarte (Papo de Vinho) e o Marcelo di Morais (MarcelodiMorais.com). Os dois me falaram muito bem desse produtor e eu resolvi trazer para provar.
Vinho provado e aprovado. O Bafarela, do Brites Aguiar, é tudo o que eles me falaram e para mim, muito mais.
Com uma coloração muito forte, potente e brilhante, é um típico vinho do Douro. Produzido com as castas Tinta Roriz (60%), Touriga Franca (20%), Tinta Barroca (15%) e Touriga Nacional (5%) , tem muita potência e vivacidade. É um vinho jovem, que não passa por madeira.
No nariz apresenta aromas de frutas vermelhas em geléia, mirtillo, um toque ligeiramente defumado e de bosque molhado. Tudo com boa harmonia entre eles.
Em boca a potência se comprova, mas sem deixar o álcool passar por cima. Taninos redondos, mas mostrando ainda a jovialidade. É um vinho que pode ainda ser guardado por um ou dois anos que vai continuar muito bom.
Acompanha muito bem churrasco, carnes grelhadas, massas com molho vermelho e provavelmente carnes suínas.
Encontrado no Empório Vila Buarque (em São Paulo) e importado pela Santa Ceia por aproximadamente 75 reais, é um ótimo custo X benefício para quem quer um bom vinho do Douro.
O próximo que eu vou provar por indicação deles é o Bafarela Reserva. Já estou até imaginando como vai ser… Conto em breve.
Abraços
Daniel Perches
Posted in 2006, Portugal, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional
Posted on 25 fevereiro 2010. Tags: Cachapoal, Chile, vinho sobremesa
Os vinhos de sobremesa não são muito populares. Eu até arriscaria alguns palpites do porque desse baixo consumo, mas prefiro deixar isso para os especialistas em estatísticas. Faço aqui a minha parte e divulgo alguns sempre que posso, para que as pessoas possam conhecer e quem sabe, consumir também.
Provei esse vinho chileno no empório Vila Buarque, lugar que eu já virei fã convicto. Produzido no Vale do Cachapoal, em Rapel, é feito com as uvas Gewurztraminer (92%) e Sauvignon Blanc (8%) e passa 16 meses em barril de carvalho francês antes de ser engarrafado.
Não é um vinho que tem um aroma extremamente doce como alguns mais famosos. Esse tem algumas características diferentes e aromas mais contidos, tendendo ao cítrico, um leve floral, mel, e damasco.
Em boca tem boa doçura e persistência média. É um vinho de sobremesa para o dia a dia, que vai muito bem com doces em calda ou até um mousse que não esteja muito doce. Não recomendo a harmonização com chocolates ou sobremesas muito fortes, pois com certeza passarão por cima do vinho.
Fica então uma dica de um vinho de sobremesa que pode ser uma boa para quem está iniciando nesse tipo de bebida, mas tenho que informar que é praticamente um caminho sem volta. Falo por experiência própria…
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2006, Gewurztraminer, Sauvignon Blanc
Posted on 23 fevereiro 2010. Tags: vinho brasileiro, vinho nacional
Escrevo sobre esse vinho diretamente de Flores da Cunha-RS, onde estou fazendo um curso (assunto para outro post). No hotel onde estou, a carta, diminuta, apresenta somente 2 rótulos. Boscato e o Roncoferraro.
Como eu já conheço os vinhos da Boscato – e comentarei mais sobre eles em breve – eu resolvi provar o Roncoferraro.
Produzido pela Vinícola Bassanesi, é uma incursão pelo mundo dos vinhos finos. Tradicionais produtores de vinho de mesa, resolveram colocaram no mercado esse rótulo para marcar a entrada no trabalho de varietais, trabalhando com Cabernet Sauvignon e Merlot. Provei então o Cabernet Sauvignon.
O vinho apresentou uma coloração rubi, denotando a jovialidade do vinho, porém com corpo leve e alguma transparência.
No nariz aromas de frutas vermelhas, algum vegetal e um leve toque adocicado no final. Em boca, mostrou uma alta acidez e uma boa tanicidade. Sobrou um pouco de amargor no final, mas nada que incomodasse.
É sem dúvida um ótimo início para o pessoal da Bassanesi. O vinho tem grande potencial de ser um ótimo vinho nacional e apesar de não conhecer a vinícola, pelo que conversei com alguns amigos por aqui, acredito que eles tenham plena capacidade de fazer o Roncoferraro melhorar a cada safra produzida.
Não tenho informações sobre distribuição, mas se alguém tiver interesse, busco mais detalhes e publico.
Abraços
Daniel Perches
Posted in 2006, Brasil, Cabernet Sauvignon
Posted on 21 fevereiro 2010. Tags: Sangiovese, toscana, vinho italiano
Esse é uma boa dica para quem gosta dos vinhos italianos, principalmente os que são feitos com a uva Sangiovese. Essa uva é famosa por ser a principal na produção de vinhos muito conhecidos como o Brunello de Montalcino, por exemplo, além de ser parte integrante obrigatória nos supertoscanos.
Produzido pela Cantina di Montalcino utilizando somente essa casta, é um vinho que tende a agradar muitos paladares, devido à sua leveza. Diferentemente do que pensamos em primeira instância quando falamos da Sangiovese, esse não é um vinho extremamente tânico, com aquela acidez alta. É um vinho mais suave. Eu diria que é uma “sangiovese domada”.
Com uma coloração rubi brilhante e lágrimas numerosas, mostrou-se um vinho ainda jovem, apesar de seus 4 anos de idade. É o que se espera dessa uva, pelo menos.
No nariz trouxe aromas de frutas vermelhas já em compota, especiarias como canela e um toque de baunilha no final. Não foram aromas muito complexos nem um grande bouquet, mas todos muito francos e persistentes, mesmo depois de algum tempo em taça.
Na boca apresentou boa acidez (mas não passando do ponto) e bom corpo. Seu final não é dos mais longos, mas é justo.
Esse vinho é encontrado no Empório Vila Buarque e importado pela Santa Ceia Vinhos por aproximadamente 60 reais. Um preço justo para um bom vinho italiano da região da Toscana. Vale o investimento para provar e conhecer os vinhos de lá, para depois se aventurar, talvez, pelos Rossos e Brunellos de Montalcino.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2006, Itália, Sangiovese
Posted on 20 fevereiro 2010. Tags: rose, vinho francês, vinho rose
Esse é mais um fruto das minhas compras no último Bota Fora da World Wine. A tradicional liquidação que a importadora faz todo começo de ano é um bom momento para se conhecer alguns vinhos que durante o ano foram objetos de desejo, mas que o preço não permitia a realização dessa vontade.
E foi assim que eu comprei o Le “C” des Domaines Tari 2006, um rosé de Mourvedre, Cinsault, Grenache e Carignan, produzido na propriedade de Blanquefort, na Côtes de Provence, na França. Dessa vez, a compra foi muito mais por interesse em conhecer um rosé feito com essas uvas do que pelo preço atrativo, mas agora que provei, fico contente de ter pago mais barato, pois o vinho não foi tudo aquilo que eu imaginava.
Em taça apresentou uma coloração salmão clara, tendendo ao alaranjado. No nariz apresentou aromas de frutas secas com destaque para damasco e tamarindo. Identifiquei um leve floral, mas bem passageiro.
Em boca, corpo leve, um pouco de álcool sobrando e ficar com um leve amargor que incomodou um pouco.
O preço normal desse vinho é 58 reais. Eu comprei por 29 na liquidação. Sinceramente, mesmo pelo preço de liquidação ele não valeria a pena, diante de tantos outros rosés muito interessantes que existem por aí, com preços similares.
Para que eu não cometa uma injustiça perante o vinho, vou procurar uma safra mais recente dele para comparar, pois pode ser que eu esteja com um exemplar que já tenha passado do ponto. Farei isso e conto em breve aqui.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2006, Carignan, Cinsault, França, Grenache, Mourvedre
Posted on 16 fevereiro 2010. Tags: Brasil, Sul, vinho brasileiro
Aceitei o desafio do meu amigo Claudio (Le Vin au Blog), que é um grande farejador de vinhos diferentes. Ele já havia me apresentado o Hex Von Wein que eu já comentei aqui e então resolvi provar o Villa Bari, que é produzido pelo senhor Luiz Alberto Barichello (qualquer semelhança com o piloto é mera coincidência). A princípio eu estava em busca do Merlot deles, que foi muito bem indicado. Por não encontrar, fiquei com o Granrosso mesmo. Esse é um corte de Cabernet Sauvignon e Merlot, produzido com uvas colhidas tardiamente. Mas não se engane, pois não se trata de um Late Harvest (ou vinho de sobremesa), mas sim de um tinto seco.
Para alguém mais desavisado, é possível levar um susto. O vinho tem algumas características bem diferentes e interessantes e que precisam ser bem compreendidas antes de serem julgadas, pois pela característica da colheita da uva, o vinho torna-se um pouco diferente.
Com uma coloração tendendo ao granada e com um bom halo de evolução, o vinho é límpido e cristalino. Suas lágrimas não são as mais lentas, mas são bem distribuídas e permanecem descendo por um bom tempo as paredes da taça.
No nariz surgem aromas muito interessantes, partindo do vegetal, passando por frutas (muito doces) e um toque animal, como couro.
Mas é na boca que percebemos a diferença. Por suas uvas serem colhidas um pouco depois de sua maturação completa, há um pouco mais de açúcar nelas. E está aí a diferença desse vinho. Apresenta uma boa acidez e taninos bem resolvidos, mas o que mais é ressaltado é o final adocicado. Um tanto diferente, sem dúvida.
Produzido propositalmente dessa forma, é o resultado da tentativa de reproduzir o que o Sr. Luiz Alberto faz em parceria com um produtor em Valpolicella, na Itália. Lá eles produzem um Amarone que já foi inclusive premiado.
O Granrosso custa em torno de R$ 60,00 e só é encontrado (por enquanto) no Sul e no Rio de Janeiro. Aqui em São Paulo, só por encomenda. Quem se habilita?
Abraços
Daniel Perches
Posted in 2006, Brasil, Cabernet Sauvignon, Merlot