Archive | 2006

Espumante Maria Valduga 2006 – a garrafa até brilha

Espumante Maria Valduga 2006 – a garrafa até brilha

Já provaram o Maria Valduga, o espumante top da Vinícola Casa Valduga? Recomendo fortemente. É feito com Chardonnay e Pinot Noir e a garrafa vem numa apresentação digna de uma grande festa. Até brilha.

Posted in 2006, Brasil, Chardonnay, Pinot Noir10 Comments

Valtravieso VT 2006

Valtravieso VT 2006

Sabe aqueles vinhos que você já imagina que vão ser “porrada” logo de cara? Aconteceu isso comigo quando eu vi o Valtravieso VT. Garrafa pesadona, rótulo preto, imponente. Aí vi que era um vinho da região de Ribera de Duero, na Espanha e feito 100% com a uva Tempranillo. Não que isso seja uma regra (e alías, longe disso), mas algo me dizia que vinha algo bem potente por alí.

Dito e feito. Quando abri a garrafa e coloquei na taça já senti que ele não estava para brincadeira. 5 anos de vida e o vinho parecia que tinha sido feito ontem. Sabe aqueles vinhos com aquela cor densa, que você não vê do outro lado da taça? É ele!

No nariz tem aqueles aromas de frutas negras, um pouco de pimenta e um toque de barrica, lembrando baunilha. Na boca é super potente, mostrando que os seus 14,5% de álcool estão ali, firmes e fortes.

Eu bebi esse vinho com um risoto de funghi com um medalhão de filé bem temperado. Foi muito bem. É bem verdade que eu acho que o vinho ainda passou um pouco por cima da comida, mas tudo bem. Como era um dia especial (aniversário da minha esposa),  tinha muito mais em jogo do que o vinho e a comida. E assim ficou tudo perfeito.

É um vinho que eu recomendo para quem gosta daqueles bem fortes, estrututurados. Ah, se quiser deixar ele na adega por mais alguns anos, acho que não vai ter problema nenhum. E se quiser saber mais sobre o vinho, veja o site da Valtravieso. A importadora é a Wine Society.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Espanha, Tempranillo0 Comments

Gazur 2006

Gazur 2006

Gosto de vinhos evoluídos. Infelizmente bebo menos deles do que eu gostaria (por questão de oportunidades e também por conta dos valores. Custam caro). Vinhos antigos são paixões que muitos têm e quem já procou um vinho com mais idade deve ter sentido aquele sabor diferenciado, aquela sensação de estar “bebendo história”.

E em uma de minhas garimpagens, caí na Mistral, uma das melhores importadoras do Brasil. Eles têm uma ponta de estoque que fica bem escondidinha. Não contam pra ninguém, mas os vinhos estão lá, pra quem quiser pegar. Como eu já sei dessa história, sempre vou lá. E foi assim que eu encontrei o Gazur 2006, um vinho produzido por Telmo Rodriguez em Ribera de Duero. Só pra ter uma idéia, em 2011 a Mistral está com a safra 2009 sendo vendida.

Não é exatamente um vinho “antigo”, mas com certeza já tem alguma evolução. Resolvi arriscar e trouxe ele pra casa. Ao pesquisar sobre o vinho, vi que esse é feito com a uva Tempranillo e o mais interessante é que o produtor resolveu usar um método de plantação chamado “Bush vine”, ou seja, “vinha arbusto”. Ao contrário do que se pratica em geral, essa forma de plantação deixa a vinha parecendo um pequeno arbusto mesmo, com um monte de galhos.

Vinho aberto e parti com ansiedade para ver o que tinha, mas para a minha (infeliz) surpresa, o vinho já estava em total declínio. Ele soltou um último suspiro de aromas logo que foi aberto, mas um minuto depois já tinha ido tudo embora. Mais nada! Interessante que na boca estava até legal , mas só isso.

É, meus amigos. Nem sempre a gente acerta. Pensei que teria um vinho que estaria no ponto, mas não foi bem isso. Nem sempre a gente acerta e isso faz parte desse belo mundo do vinho. Então se você encontrar um Gazur de safra mais antiga, pense duas vezes. Talvez não encontre um vinho tão esplendoroso como imaginava.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Espanha, Tempranillo0 Comments

Batasiolo é Barbaresco, Barolo e algumas coisas mais

Batasiolo é Barbaresco, Barolo e algumas coisas mais

Batasiolo é um grande nome quando se fala em Barolo e Barbaresco. Mas quando eu digo que é um grande nome, não é só aqui no Brasil. É no mundo inteiro. Para se ter uma idéia, eles possuem 124 hectares  de vinhedos e são os maiores proprietários privados de vinhedos do Langhe (região italiana que engloba Barolo e Barbaresco). É muita coisa, quando se fala de Itália, que é um país pequeno e que tem muitos produtores. O comum é encontrar produtor que tem 2 ou 3 hectares, mas não mais do que isso.

E para comprovar a qualidade de seus vinhos, provei alguns (abaixo). Todos tinham muita qualidade, mas conto logo pra vocês qual foi o que eu mais gostei e me impressionei.

Pinot Chardonnay Spumante Brut
Feito através do método Charmat longo, tem 60% Pinot Bianco e 40% Chardonnay. É um espumante leve e fácil de beber, com bastante fruta, boa acidez e um leve adocicado na boca.

Roero Arneis DOCG 2008
Roero é uma região que está fora de Langhe, mas a uva Arneis é autóctone do Piemonte. é um dos vinhos mais jovens que eles têm. A Arneis sempre foi vinificada junto com o Moscato e era usada pra fazer um corte, para deixar o moscato um pouco mais leve. Decidiram então mudar e fazer só de Arneis, o que, na minha opinião, foi uma decisão muito boa, porque o vinho é bem interessante.
Tem um toque de marrom glacê, fruta branca, leve vegetal, mineral. É um branco bBem diferente, que pode lembrar (de longe) o  Chardonnay. Boca com acidez na medida, final médio e marcante.

Barbeara d’Alba DOC Sovrana 2007
Sovrana significa rainha, soberana e não é o nome do vinhedo. É só um nome que decidiram colocar no vinho. Tem um primeiro ataque lembrando muita fruta doce, cereja, chocolate, potente na boca, boa acidez. Depois ele vai se abrindo e tornando-se mais austero, com toques de madeira seca. Bem intenso e com um bom final, sem amargor.

Barbaresco DOCG 2006 *
Pra mim foi o melhor de toda a prova. Adorei esse Barbaresco, que tem potência e elegância. Esse passa 12 meses em barrica e 12 meses em garrafa.
Tem uma cor já evoluída, alaranjada. No nariz sentimos muitas frutas passas, chocolate, leve toque de fumo. Muito potente na boca, com tanino muito presente, final persistente e muito agradável. Esse tem ainda um benefício a mais: custa 130 reais. Um excelente preço para um vinho de ótima qualidade.

Barolo DOCG Vigneto Boscareto 2004
É um Barolo que tem grande capacidade de envelhecimento. Com cor alaranjada típica, tem toques de anis, fruta seca. É mais  forte em boca do que o barbaresco e também mais presente. Tem tanino forte e muito presente e com certeza precisa de uma boa comida.

Barolo DOCG Vigneto Corda Della Briccolina 2004
Vinhedo muito pequeno. Produz só 9.000 garrafas. É um dos tops da vinícola. Um grande Barolo, com  muita fruta seca bem marcada, o vinho mostrou-se com os aromas fechados no começo e precisou de um bom tempo para liberar mais coisas pra gente. Depois surgiram aromas de baunilha e especiarias de leve. Tanino presente e final muito marcado.

Para quem já gosta dos vinhos do Piemonte, não é preciso dizer muita coisa, mas para quem quer entrar nesse maravilhoso mundo, a Batasiolo é uma boa marca para se buscar. São vinhos de ótima qualidade e didáticos, ou seja, expressam bem o caráter das uvas e da forma de se produzir na região.

Os vinhos da Batasiolo são importados pela MaxBrands no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2004, 2006, 2007, 2008, Arneis, Barbera, Chardonnay, Itália, Nebbiolo1 Comment

Tops 2011 Vinhos de Corte – 5o Lugar

Tops 2011 Vinhos de Corte – 5o Lugar

Começamos hoje com os Tops 2011 e o primeiro a ser revelado está aí.

Amanhã tem mais, com o 4o lugar

Posted in 2006, 2011, Brasil, Chardonnay, Pinot Noir, Videopost0 Comments

Barbi Brunello di Montalcino DOCG 2006

Barbi Brunello di Montalcino DOCG 2006

Conversar com produtores de vinhos tradicionais da França, Itália, Portugal e Espanha é surpreender-se a cada momento. Tive a oportunidade de conhecer a Rafaella, a gerente de exportação da Fattoria dei Barbi, uma das vinícolas mais tradicionais de Montalcino, no coração da Toscana, Itália. A história da família Colombini, segundo ela, vem de muito tempo atrás. Em 1790 a família adquiriu a propriedade e começou a fazer vinhos por lá. É, meus amigos, estamos falando de mais de 200 anos de história.

E como o intuito era apresentar os vinhos deles que são importados aqui no Brasil, degustamos alguns rótulos e esse me chamou a atenção. Não é o mais caro (mas também não é o mais barato). É o que a Rafaella chamou de “Rótulo regular”. Se isso é regular, imagina o extraordinário…

O Barbi Brunello di Montalcino DOCG 2006 é potente, elegante, complexo e ao mesmo tempo macio, bem produzido. Apesar de seus já quase 6 anos de vida, o vinho estava muito jovem e dava para perceber que daria para guardar por muito tempo ainda.

No nariz eu senti aromas de frutas vermelhas misturada com toques de barrica, chocolate, amêndoas, fumo e até um toque animal. Na boca é o tipo do vinho que dá uma porrada mas faz carinho ao mesmo tempo. Sabem do que eu estou falando? Tem taninos muito presentes mas que são muito bons, aí a gente pensa que vai ser um vinho duro, mas não é.

Provei esse vinho com um gnocci com ragú e ficou perfeito! Provei depois com uma carne grelhada e ficou bom, mas o ragú, talvez pela sua estrutura, gordura e temperos, tenha se dado melhor.

Tive a sorte de provar vários Brunellos di Montalcino nesse ano e posso afirmar que pra mim esse foi um dos melhores, principalmente se pensar no custo x benefício. Esse sai por aproximadamente 180 reais na Todovino.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Itália, Sangiovese5 Comments

Enira Reserva 2006 – Mais um vinho da Bulgária

Enira Reserva 2006 – Mais um vinho da Bulgária

Mais um vinho da Bulgária provado. Só faltou uma coisa: ele tem 5% de Petit Verdot na composição. Faltou colocar na lousa.

Posted in 2006, Bulgária, Cabernet Sauvignon, Merlot, Petit Verdot, Syrah0 Comments

Espumante Maria Valduga. Elegância desde a garrafa.

Espumante Maria Valduga. Elegância desde a garrafa.

Esse espumante teve seu lançamento no Encontro de Vinhos OFF de 2011.

A promessa era de um espumante top e a expectativa, altíssima. O pouco que eu tinha ouvido sobre ele já tinha me deixado muito atento, sempre pensando quando eu provaria para comprovar (ou não) a sua qualidade.

Só para nos situarmos: o Maria Valduga é produzido com 80% de Chardonnay e 20% de Pinot Noir, pelo métodos Champenoise e fica 48 meses em contato com as leveduras. Esse foi feito em 2006 e só agora é que veio para o mercado, pois depois dos 48 meses de descanso ele ainda teve mais um tempinho de descanso da garrafa para depois vir para nossas mãos.

Eu consegui provar um pouco no Encontro de Vinhos OFF e gostei muito, mas como sempre digo, nos eventos que eu organizo é difícil de avaliar. Chegou então a minha outra oportunidade quando estive com alguns amigos blogueiros e jornalistas para degustar alguns espumantes brasileiros lá na Vino&Sapore. E o melhor é que iríamos provar às cegas, junto com outros 16 espumantes (todos brasileiros). Melhor forma de saber se era tudo o que eu esperava.

E com anotações em mãos, partimos para a abertura das garrafas e o Maria Valduga ficou entre os 3 melhores pra mim. Pude comprovar a sua qualidade, que realmente é impressionante.

É daqueles espumantes que me lembram os champagnes, com uma grande complexidade aromática, com toques minerais, frutas brancas e toques de fermento e panificação. Na boca tem uma acidez muito equilibrada e as frutas ainda aparecem, mas o que mais impressiona é sua cremosidade. É forte e ao mesmo tempo macia. Gostei muito também do seu final, que é longo e sem nenhum amargor.

É, pelo jeito a Dona Maria Valduga iria se orgulhar desse espumante. E iria se orgulhar da garrafa também, que é muito elegante e luxuosa.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Brasil, Chardonnay, Pinot Noir0 Comments

Mitchelton Print Shiraz 2006 (agora com tampa-rosca)

Mitchelton Print Shiraz 2006 (agora com tampa-rosca)

Depois de tentar provar o Mitchelton Print Shiraz 2004 e não conseguir porque ele estava bouchonée (veja aqui o post Identificando um vinho bouchonée ao vivo), comprei uma garrafa do mesmo vinho, mas de safra nova, que agora vem com a tampa rosca (ou screwcap). Acabou o problema!

 

E se quiser saber mais, a importadora é a Wine Society e o site da Michelton está aqui.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Austrália, Syrah0 Comments

Villa-Lobos Cabernet Sauvignon – uma ode ao vinho

Villa-Lobos Cabernet Sauvignon – uma ode ao vinho

A Casa Valduga dedicou esse vinho ao Heitor Villa-Lobos. Uma boa dedicatória.

Posted in 2006, Brasil, Cabernet Sauvignon, Videopost4 Comments

Mendel Finca Remota – de 2006 a 2009

Mendel Finca Remota – de 2006 a 2009

Sabe quando o pai fala sobre seus filhos e você vê perfeitamente aquele amor saindo de dentro dele? Pois é isso que eu vejo quando converso com um enólogo e ele começa a contar sobre seus vinhos. E foi assim também que aconteceu quando o grande Roberto de la Mota veio ao Brasil para apresentar seus vinhos. Roberto está à frente da Mendel, que fica em Mendoza, na Argentina. Já participei de outra degustação veritical dos vinhos dele e gostei bastante (ver o post aqui).

E dessa vez eu tive a grande oportunidade de participar de outra vertical, dessa vez dos vinhos Finca Remota, que são os tops da vinícola. Provei o 2006, o 2007, o 2008 e o 2009 (que ainda nem está sendo comercializado). Sem dúvida é um privilégio poder participar de um evento com um enólogo que sabe tanto e que pode passar pra gente a emoção da elaboração dos vinhos.

Roberto esteve em São Paulo a convite da Expand e falou sobre todas as safras, que eu comento rapidamente aqui.

Finca Remota 2006 – Foi a primeira safra desse vinho e de todas, foi a que eu mais gostei. Infelizmente não tem mais para vender. Tem uma cor violeta muito presente, começou com aromas fechados (não aparecendo muito), mas depois se abriu para frutas vermelhas e um toque de evolução bem interessante. Mostrou bastante acidez, o que demonstra que daria para guardar ainda muito tempo esse vinho.

Finca Remota 2007 – Também tinha bastante acidez e toque de frutas maduras (cereja, amora). Tinha um pouco menos de aromas na taça.

Finca Remota 2008 – Segundo de la Mota, foi um ano muito particular, mais frio que 2007. Aromas de amora verde me vieram logo à cabeça, lembrando quando eu pegava esses frutos direto do pé da chácara da minha família (bons tempos). Taninos muito presentes e ainda um pouco verdes o que denota que o vinho ainda precisa evoluir e pode ser guardado. O final apresentou um pouquinho de álcool sobrando. Se tiver um desses aí, recomendo decantar um pouco.

Finca Remota 2009 – Uma porrada. Mais adocicado que os outros e ainda muito jovem, mas para quem gosta de Malbecs potentes, vai se deliciar com esse. Não sei quando virá para o mercado ainda.

Meus dois preferidos foram os das pontas: 2006 pela sua complexidade e o 2009 pela sua potência.

Os vinhos Finca Remota custam R$ 248,00 na Expand.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, 2007, 2008, 2009, Argentina, Malbec0 Comments

El Principal 2006

El Principal 2006

Estive em uma degustação promovida pela Wines of Chile, onde a idéia era apresentar os melhores vinhos chilenos. Ou melhores ou pelo menos os que são “ícones” por lá. Infelizmente me atrasei para chegar e perdi a apresentação dos vinhos, que foi feita pelo Pedro Parra, o famoso “Doutor Terroir“.

Mas como tudo sempre tem um lado bom, eu provei os vinhos todos no final e sem nenhuma influência de qualquer explicação que pudesse me deixar pensando que um fosse melhor ou pior que o outro. E melhor ainda, provei às cegas, pois o garçom que estava me servindo não estava nada contente de ter que me atender no final do evento e não queria dar muita informação.

Bem, o fato é que eram todos muito bons, mas quando cheguei nesse, tomei um baque. Era realmente muito bom e pra mim se destacava dos outros pela sua qualidade e elegância. A primeira coisa que me veio à cabeça foi: “Como ele pode ser tão potente e tão elegante ao mesmo tempo?”.

Depois fiquei sabendo que era o El Principal 2006, o vinho top da vinícola de mesmo nome, que fica no Maipo. O El Principal só é feito em anos excepcionais e o último, antes do 2006, foi feito em 2001. Realmente um vinho especial.

Talvez a elegância venha do seu corte (83% Cabernet Sauvignon e 17% Carmenere), talvez venha do terroir ou talvez venha do enólogo. Como eu perdi a explicação, só sei dizer que é um dos melhores vinhos chilenos que eu provei.

Não é um vinho barato pelo que eu vi. Como já sabia de sua qualidade e estava de passagem (em trânsito) pelo Chile comprei uma garrafa no Freeshop de lá por aproximadamente 100 reais. Não sei quem importa e tenho até medo de perguntar. Só sei que tenho um aqui guardado, me esperando. Resta coragem de abrir e ficar sem nenhum.

Acho que vou ter que voltar  ao Chile buscar outra! :)

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Chile2 Comments

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