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Casa Venturini Reserva Cabernet Sauvignon 2005

Casa Venturini Reserva Cabernet Sauvignon 2005

Esse vinho foi levado pelo meu amigo Álvaro Galvão (Divino Guia), que é não só uma assumidade no mundo dos vinhos como também na gastronomia. É impressionante o que esse cara conhece de comida e de vinhos. Qualquer bate papo com ele vira aula.

E o mais interessante não foi nem a degustação às cegas que ele propôs, mas sim as impressões que eu e o Celso Frizon (Rancho do Vinho) tivemos ao prová-lo. Eu chutei que seria um vinho italiano e o Celso acreditava ser um chileno.

Nenhum dos dois acertou e todos ficamos pasmos ao saber que era um vinho nacional, produzido pela Góes Venturini, com o intuito de entrar de cabeça no mundo dos vinhos finos. Fantástico beber um vinho que tenha a participação da Góes e que não me lembre aqueles vinhos simples, bebidos pelo meu pai e comprados por bem menos do que 10 reais a garrafa.

casa_venturiniEsse tinha uma coloração rubi muito intensa e viva, com um pequeno halo de evolução, mostrando até jovialidade. Suas lágrimas eram pintadas, grossas e lentas. Tudo muito harmônico.

No nariz, começou com frutas vermelhas maduras e um leve herbáceo. Algum tempo em taça e surgiram aromas mais evoluídos como um toque de chocolate e tabaco. Mais tempo de descanso (o vinho não morria nunca) e vieram mais terciários interessantes, agora tendendo à madeira fresca. Um show de aromas.

Em boca, muita maciez, taninos aveludados e acidez na medida. O final não é tão longo quanto eu esperava, mas claro que eu já estava encantado com o vinho nos aromas, o que me influenciou, com certeza.

Provei com a costela de ripa do Rancho do Vinho e foi muito bem. É um vinho que eu acredito que agrade muito aos brasileiros pela sua qualidade. Quem está acostumado com os vinhos Góes pode esquecer tudo quando provar esse vinho. É uma outra categoria.

Infelizmente não é fácil de achar esse vinho aqui em São Paulo, mas no sul é bem freqüente. Se alguém encontrar, pode comprar que não vai se arrepender.

Um abraço

Daniel Perches

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Boscato Gran Reserva Merlot 2005

Boscato Gran Reserva Merlot 2005

Tive a grande felicidade de provar novamente esse vinho. Já havia provado anteriormente – mesma safra inclusive – em minha ida anterior ao sul do país e tinha adorado. Tirei a prova e aprovei com louvor.

A Boscato, como já falei aqui é uma de nossas grandes vinícolas nacionais. Grande em qualidade, diga-se de passagem.

E esse Merlot 2005 é uma de suas obras-primas na minha opinião. Um vinho extremamente redondo, equilibrado e saboroso.

Na taça apresenta uma coloração muito forte, com um leve halo de evolução, mas ainda muito vivo e aparentando jovialidade. Suas lágrimas são lentas, grossas e muito bonitas.

boscato_gran_merlotNo nariz, uma explosão de aromas, com forte tendência às frutas doces em calda. Um leve toque de madeira e terroso completam o quadro geral. Se você deixar esse vinho em taça, ele evolui bastante e é possível identificar muitos outros aromas.

Em boca, acidez equilibrada, taninos macios e já bem domados, retrogosto de frutas vermelhas, leve toque de chocolate e praticamente sem amargor. Um vinho muito correto.

Infelizmente não consigo achar esse vinho aqui em São Paulo, mas no Sul é fácil de encontrar. Recomendo comprar quando encontrar. Se não tiver o Merlot, prove o Cabernet Sauvignon, que também é muito bom. Os da linha Gran Reserva não são muito baratos (devem girar em torno de 70 reais), mas valem o investimento.

Um abraço

Daniel Perches

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Chateau Grand Tuillac Elégance 2005

Chateau Grand Tuillac Elégance 2005

Já comentei aqui sobre como as meias garrafas são uma boa opção em vários momentos (quando estamos bebendo sozinhos, quando queremos beber pouco ou até mesmo para economizar). E numa situação dessas – bebendo sozinho – resolvi abrir a minha meia garrafa desse Grand Vin de Bordeaux, que é produzido com as castas Merlot e Cabernet Franc e é comercializado pelo Empório Vila Buarque, em São Paulo.

Esse vinho é uma boa pedida para quem quer provar bons vinhos de Bordeaux (mais especificamente de Saint-Emillion), pois reúne boas características típicas dos grandes vinhos de lá. Com uma coloração rubi não muito forte, ainda não apresenta sinais de envelhecimento.

No nariz, aromas de frutas vermelhas frescas contrastando com um leve herbáceo. Depois de algum tempo, as frutas se abriram e aromas como de ameixa preta surgiram com mais força. É um vinho que tende a evoluir, então sugiro deixar um tempo descansando para que ele se mostre melhor em taça.

eleganceEm boca tem um bom corpo, de leve a médio. Sua acidez é bem controlada, seus taninos mostram-se ainda um pouco verdes e o final é bastante adstringente, mas sem amargor.

É um vinho que vale a experiência. Beba esse, entenda e depois parta para algo “maior”. Em breve comento sobre o Gran Bert, que é do mesmo produtor, mas está numa categoria superior.

Um abraço

Daniel Perches

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Rutini Malbec 2005

Rutini Malbec 2005

Mais um vinho da família Rutini degustado e obviamente, aprovado.

Ganhei esse vinho de presente da minha esposa, que trouxe diretamente da Argentina. Ela não foi ao vinhedo. Comprou em uma loja, em Buenos Aires, mas ainda assim tem um gostinho especial. Pelo presente e por ter sido comprado na Argentina.

Vinho aberto, deixado para descansar um pouco (algo em torno de 30 minutos) e os resultados foram muito bons. Em taça apresentou uma coloração rubi intensa, com um halo de evolução médio, denotando sua idade mas sua possibilidade de evolução e guarda ainda por mais alguns anos.

rutini_malbec_2005No nariz, aromas iniciais intensos de frutas vermelhas. Depois de algum tempo, evoluiu para aromas terciários com destaque para o tabaco e couro.

Em boca, um bom corpo, taninos muito presentes e um final médio/longo com um bom sabor.

É um vinho que custa em torno de 60 reais e é importado pela Zahil aqui no Brasil, mas é facilmente encontrado em lojas especializadas. É uma boa pedida para um churrasco, que foi o que eu fiz. Carne e vinho formaram uma ótima combinação, tornando o conjunto muito agradável.

Altamente recomendado, como todos os outros da Rutini.

Um abraço

Daniel Perches

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Gillmore “Hacedor de Mundos” Cabernet Franc Reserva 2005

Gillmore “Hacedor de Mundos” Cabernet Franc Reserva 2005

Conheci esse vinho em minha viagem ao Chile. Fui a uma das grandes lojas especializadas, a CAV, onde conheci um simpático Sommelier que me atendeu muito bem. O resultado foi a compra de bons rótulos e alguns que não são fáceis de encontrar aqui no Brasil.

Um dos vinhos comprados foi esse, o Gillmore Cabernet Franc, que é feito no Maule, mais especificamente em Loncomilla, lá no sul do Chile. Uma região bem interessante e que será alvo de minha próxima viagem ao país, sem dúvida . Já sou fã dessa uva, o que facilita o convencimento. Ao me contar que esse vinho, considerado um vinho de autor, estava com uma qualidade superior e que era um rótulo de certa forma desconhecido no Chile, fui completamente convencido e comprei a garrafa.

Provei na companhia dos amigos Alexandre (Diário de Baco) e Cristiano (Vivendo Vinhos), que também ficaram entusiasmados com a idéia desse vinho.

Em taça mostrou uma coloração púrpura intransponível e um leve halo de evolução. Logo após ser servido, provei e o vinho me pareceu estar ainda “verde”, ou seja, que precisaria de mais tempo em garrafa.

Com um breve tempo de aeração, minha percepção mudou e o vinho mostrou-se mais leve, menos tânico e mais harmônico.

No nariz, percebi notas herbáceas, frutas como cereja e um final de aroma com um toque de couro e pelo de animal.

Em boca, bom equilíbrio e taninos macios. Um final relativamente longo e saboroso fechou a ficha técnica, mostrando que o Sommelier vendedor tinha razão. Importante informar que esse vinho não é filtrado, então pode aparecer sedimentos na garrafa. Algo totalmente normal e que não prejudica a qualidade do vinho.

Um bom vinho, que me custou 46 reais lá no Chile. Aqui no Brasil é importado pela Anaimport. Se quiserem conhecer o site da vinícola, cliquem aqui.

 Um abraço

Daniel Perches

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Alain Brumont Tannat Merlot 2005

Alain Brumont Tannat Merlot 2005

Tenho escrito algumas resenhas sobre vinhos franceses de bom custo e tenho tido bom retorno dos leitores. Seguindo nessa vertente, encontrei esse vinho básico do famoso Alain Brumont, que faz vinhos excepcionais.

Seu nome já diz tudo: Tannat-Merlot. É um corte dessas duas uvas, produzido em Madiran, França, prometendo ser um vinho fresco e de bom agrado para todos. Comprei na busca por um vinho não muito tânico para churrasco.

O vinho me entregou exatamente o que eu havia pedido, mas confesso que eu esperava um pouco mais, não só por ser desse grande produtor, mas também por ser lá da terra berço de toda a cultura vitivinífera do mundo.

Vamos falar um pouco sobre o vinho: em taça mostrou uma coloração violácea bem clara, lembrando até um Gammay ou um Pinot Noir. Não vi traços de envelhecimento aparente na taça, apesar de já ter 5 anos de idade, o tempo de guarda recomendado pelo produtor e pelo importador.

No nariz, aromas bem delicados de morango, cassis, frutas passas e um traço lembrando algo metálico (que esse me incomodou um pouco).

Em boca, bastanta macio, mas ligeiro. Seus taninos me chamaram a atenção pela qualidade, mas a persistência deixou a desejar um pouco.

Importado pela Decanter e vendido a aproximadamente 46 reais, não dá pra dizer que é um Best buy, mas não deixa de ser um vinho bem produzido e com traços interessantes.

Provei com maminha na brasa e foi bem, mas é bom informar que ao perceber que o vinho não tinha tanta estrutura, também preparei a carne mais suavemente. Nada brigou, mas acredito que em um churrasco típico, esse vinho vá perder um pouco para a carne. É ver pra crer.

Um abraço

Daniel Perches

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Porca de Murça Reserva 2005

Porca de Murça Reserva 2005

Eu já havia provado o Porca de Murça (sem ser o reserva) antes e não tive a melhor das impressões. Achei um vinho bem simples e sem muito a mostrar.

Por ocasião de um arroz de pato que eu preparei, chamei alguns amigos para compartilharem essa ocasião e um deles nos trouxe esse português, produzido no Douro, com as uvas Touriga Nacional, Touriga Francesa, Tinta Roriz, Tinto Cão.

Tenho que confessar publicamente aqui que fiquei com um pé atrás ao ver o vinho, mas como os preconceitos devem ser sempre quebrados, lá fui eu experimentar esse vinho, de cabeça aberta. Considerando-se que esse vinho é produzido pela Real Companhia Velha, um grande produtor de vinhos de Portugal e também pensando que é um dos vinhos mais vendidos em Portugal, acredito que tenha seu valor, não é mesmo?

Vinho então provado e aprovado. Bem melhor que o seu irmão “não reserva”, esse tem uma ótima qualidade e merece destaque.

Em taça, mostrou uma coloração rubi intensa e um leve halo de evolução. Pareceu-me ainda jovem, agüentando mais alguns anos em garrafa (talvez dois, no máximo).

No nariz, notas de especiarias, terra molhada, frutas vermelhas em calda, madeira molhada e um leve toque de baunilha foram percebidos. Tudo bem harmônico, sem nenhum sobressair.

Em boca, boa acidez. Seu final não é muito longo e tem uma pontinha de amargor, mas nada que comprometa o vinho.

Provamos esse (e outros) com o arroz de pato, mas acredito que pela força do prato, ele tenha sumido um pouco. Melhor tentar com algo um pouco menos forte e menos gorduroso, mas eu gostaria de arriscar com uma lingüiça portuguesa, só pra saber como ele se comportaria.

Infelizmente não sei o preço, pois foi trazido por amigos, mas é fácil encontrar esse vinho na rede Carrefour. Eu vou procurar e depois informo o valor.

E se quiser conhecer mais sobre os vinhos da Real Companhia Velha, veja o site deles aqui.

Um abraço

Daniel Perches

PorcaReserva

Posted in 2005, Portugal, Tinta Roriz, Tinto Cão, Touriga Franca, Touriga Nacional2 Comments

Redondo Branco 2005

Redondo Branco 2005

Encontrei esse vinho português quando estava em busca de outro do mesmo país, para a resenha do mês para a Confraria Brasileira de Enoblogs. Não encontrei o que queria, mas esse acabou me chamando a atenção. E isso aconteceu por dois motivos: pelo seu rótulo, que como podem ver abaixo é bem interessante, com dois peixes cruzados, com uma espécie de ramo de arruda por trás e também pelas suas uvas. É produzido a partir de um corte de Roupeiro, Rabo de Ovelha, Fernão Pires e Arinto, pela vinícola Roquevale, no Alentejo.

Eu só fã confesso das uvas portuguesas (e por conseqüência, dos nomes delas. São de uma criatividade ímpar), então não resisti a esse.

Vinho comprado, degustado e aprovado. É um vinho bastante justo, eu diria. Vamos a ele: com uma coloração amarelo ouro, já denota sua certa idade, que para vinhos brancos, tem que ser verificada com mais cautela. No contra-rótulo o produtor alerta para o consumo desse vinho jovem. Eu resolvi arriscar, mas o vinho não estava ruim. Aliás, estava em seu auge, acredito.

No nariz, aromas de frutas brancas maduras e em calda, com destaque para pêssego, melão e um certo cítrico, lembrando um maracujá mais fraquinho. O final dos aromas é envolto em uma cremosidade/untuosidade, lembrando manteiga de cacau. Em boca, sua acidez não foi tão forte quanto eu esperava, mas mostrou-se bem equilibrado. Seu final não é longo, mas é saboroso, confirmando a cremosidade percebida nos aromas.

Degustado com um queijo parmesão bem curado, foi muito bem, mas acredito que vá melhor com um prato de frutos do mar, como calamares.

É sem dúvida um vinho para ser bebido despretensiosamente, mas que não fará feio em momento algum. E o melhor é que custa em torno de 25 reais. Pareceu-me um preço justo para o que ele oferece.

Um abraço

Daniel Perches

redondo_branco

Posted in 2005, Arinto, Fernão Pires, Portugal, Rabo-de-ovelha, Roupeiro0 Comments

Beauvallet Cuvee Prestige 2005

Beauvallet Cuvee Prestige 2005

la_razeUma das regiões vinícolas mais famosas do mundo é Bordeaux. E os fatores são diversos: tem um controle de qualidade rigorosíssimo e imitado por muitos lugares do mundo, vinhos de altíssima qualidade e sem dúvida, um bom marketing.

E frequentemente me pego a pensar sobre o marketing de Bordeaux. Tenho amigos que só querem beber vinhos de Bordeaux. Pode ser até um vinho simples, mas que seja de Bordeaux.

Bem, cada um tem a sua opinião e aqui nós respeitamos todas.

Pois então, motivado talvez por esse marketing, resolvi comprar esse vinho de lá, que é produzido em uma safra histórica e é feito com as uvas Cabernet Sauvignon, Merlot, Petit Verdot e Cabernet Franc (um típico corte bordalês). Pra ser mais específico, esse é um vinho do Medoc e tem a classificação de “Cru Bourgeois”.

Deixei-o descansando por algum tempo em minha adega (cerca de 1 ano) para que ele pudesse amadurecer um pouco, e chegou então o momento de degustá-lo.

Ao abrir a garrafa, aromas bastante marcantes de frutas negras e um certo terroso vieram com força. Na taça, uma coloração rubi escura, com um pequeno halo de evolução e lágrimas grossas e lentas, bastante pintadas. Um vinho até mais encorpado do que eu esperava.

Depois de algum tempo aerado (sempre é bom deixar o vinho respirar um pouco, afinal ele ficou “preso” por um tempão…), sobressaíram notas de geléia de amora, ameixa preta, terra molhada, madeira e pimenta do reino.

Em boca um bom equilíbrio, mas com um pouco de álcool sobrando. Com o passar do tempo eu acreditei que esse álcool fosse embora, mas isso infelizmente não aconteceu. Nada muito forte, mas estava lá, chamando a atenção.

Passado um bom tempo, seus aromas evoluíram para os terciários, como caixa de charuto, tabaco e mais terra molhada.

Foi degustado com um risoto de camarão que é feito com molho de tomate. O prato foi testado com um vinho branco e com esse tinto e acreditem o tinto foi bem melhor. Interessante ver como as harmonizações ditas “clássicas” devem ser respeitadas, mas entendendo-se todo o prato e não simplesmente um dos ingredientes.

Importado pela Vinea tem um valor médio de R$ 130,00. Considerando-se a procedência e a sua qualidade, acredito que seja um vinho que vale esse preço, mas como sempre digo, ficaria muito contente se ele fosse um pouco mais barato.

Se você também prová-lo, me conte o que achou.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2005, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, França, Merlot, Petit Verdot0 Comments

Beringer Sauvignon Blanc 2005

Beringer Sauvignon Blanc 2005

84504_mdSe você está atento aos meus posts, poderá notar que no anterior eu tinha falado que a degustação de vinhos californianos tinha acabado. E como temos então um outro vinho da California aqui, logo na sequência?

Bem, esse vinho era a minha Continue Reading

Posted in 2005, Estados Unidos, Sauvignon Blanc0 Comments

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