Archive | 2004

Montefino Reserva 2004

Montefino Reserva 2004

Com tanta oferta de vinhos portugueses (bons), não é fácil se decidir pelo qual vai beber. E foi assim, meio suspeito, que eu resolvi comprar esse Montefino Reserva 2004, que é um vinho feito no Alentejo com as castas Touriga Nacional, Trincadeira, Aragonês e Alicante Bouschet (sendo 25% cada uma). Eu já conhecia o Monte da Penha Fino Reserva, que apesar de eu acreditar que abri o vinho depois de seu auge, eu achei que tinha algo interessante por lá e resolvi provar esse outro, do mesmo produtor.

Sorte a minha! O vinho mostrou-se também evoluído, mas menos do que o anterior, com uma coloração já tendendo ao granada, mas com aromas muito presentes de frutas vermelhas compotadas, contrastando com aromas de madeira, chocolate e um leve defumado. Em boca mostrou uma acidez boa, mas nada muito forte, taninos ainda bem presentes, bom corpo e um final médio, mas com um retrogosto bem agradável. Com o tempo o vinho evoluiu consideravelmente, partindo para aromas de nozes e ressaltando o aroma de chocolate.

Provado com queijos defumados ficou ainda melhor, fazendo um belo par com o amanteigado dos queijos. Importado também pela Vinea por 54 reais é um bom vinho coringa, daqueles que você pode levar na casa de amigos ou parentes para acompanhar a maioria das comidas, que não vai fazer feio.

Agora que me animei, quero provar mais vinhos desse produtor. Vamos ver o que dá.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2004, Alicante Bouschet, Aragonez, Portugal, Touriga Nacional, Trincadeira0 Comments

Structura Ultra 2004

Structura Ultra 2004

O vinho Strucutra Ultra é feito pela Navarro Coreas, uma das “gigantes” de Mendoza, na Argentina. Com um corte de Malbec, Cabernet Sauvignon e Merlot, é um vinho que tem uma ótima estrutura, taninos ainda jovens (pela sua idade) e bons aromas.

Posted in 2004, Argentina, Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot1 Comment

Os famosos vinhos de Jean-Baptiste Audy

Os famosos vinhos de Jean-Baptiste Audy

Tive a oportunidade de conhecer o bisneto do grande Jean-Baptiste Audy, um grande produtor de vinhos da França. Jean-Baptiste Bourotte esteve no Brasil para apresentar seus belos vinhos em almoço promovido pela Ravin, que é a importadora de seus rótulos.

Com vinhos de ótima qualidade e também de preço acessível (claro que considerando os preços dos bons vinhos de Bordeaux), pudemos ter não só um belo almoço, mas também a oportunidade de conversar um pouco com Jean-Baptiste, que nos contou algumas curiosidades sobre a sua família (como por exemplo que ele não tem “Audy” em seu nome pois sua avó casou-se com uma outra família que também produzia vinhos e teve seu nome incorporado) e também sobre a safra 2010 em Bordeaux, que segundo ele, salvo algum milagre, não será uma safra histórica.

Provamos toda a sua linha que vem para o Brasil. Nesse mesmo dia o Beto Duarte (http://papodevinho.blogspot.com) entrevistou Jean-Baptiste e ofereceu um Merlot brasileiro para ele provar. Em breve coloco o vídeo aqui.

Vamos aos vinhos:

Château La Croix du Duc 2008
(50% Cabernet Sauvignon, 35% Merlot e 15% Cabernet Franc)
49,00
Um verdadeiro Best-buy. Esse é pra quem quer começar a explorar a região de Bordeaux. Um vinho descomplicado, fácil de entender e claro, de apreciar. No nariz notas de frutas negras e vermelhas, cereja e leve toque de alcaçuz.

Château Rocher Calon 2007
(95% Merlot, 5% Cabernet Franc)
99,00
Um vinho com boa estrutura e taninos bastante elegantes. No nariz apresentou aromas de frutos negros bem integrados com tostados e um leve toque de couro.
Em boca mostrou taninos muito macios e final longo. Um vinho bem elegante.

Château La Croix Chantecaille 2004 – Grand Cru de Saint-Emilion
(65% Merlot, 35% Cabernet Franc)
169,00
Se considerarmos a sua qualidade, é outro que eu chamaria até de Best buy. Toques herbáceos, um leve floral, frutas em compota e toques de couro se revezavam e a cada volta à taça. Na boca é bastante equilibrado e um final longo. Tudo o que se espera de um verdadeiro Grand Cru

Château Bonalgue 2004
(80% Merlot e 20% Cabernet Franc)
399,00
Esse é um vinho que dispensa muitas apresentações. Produzido no Pomerol, que é o “berço da uva Merlot”, é um vinho que esbanja elegância e qualidade. Sem defeitos. Vale o preço. Se quiser beber agora, decante por um bom tempo. Se puder (e conseguir) segurar por mais alguns anos, com certeza ficará melhor.

Um abraço

Posted in 2004, 2007, 2008, França2 Comments

Rosso di San Gimignano DOC Sottobosco 2004

Rosso di San Gimignano DOC Sottobosco 2004

Mais um daqueles vinhos que estavam habitando a minha adega e pedindo para serem abertos. E eu relutando, sempre procurando uma melhor ocasião.

Mas com o frio que estava fazendo em São Paulo, resolvi fazer uma boa lasagna à bolognesa, que é um prato que eu adoro, mas que nem sempre dá pra fazer, não só pelo peso do prato mas também porque por mais que se faça pouco, qualquer pacote pequeno de massa, para um casal, sobra.

Bem, mas resolvi fazer mesmo assim e achei então a oportunidade para abrir o meu Rosso di San Gimignano DOC Sottobosco, que foi comprado na Vinea há algum tempo.

Esse é um vinho produzido na Toscana, composto por Sangiovese, Cabernet Sauvignon e Syrah. Um belo corte, diga-se de passagem.

O vinho apresentou uma coloração rubi com reflexos granada, mostrando já a sua “média” idade. No nariz, uma explosão de belíssimos aromas, passando por toques de frutas passas, damasco seco, geléias. Mais um tempo em taça e surgiram aromas mais evoluídos como caixa de charutos e até um toque de chocolate.

Em boca, muita maciez, taninos em ótima forma, nenhum amargor e final longo. Um belíssimo vinho, que sem dúvida ficou melhor ainda com comida, mas que na verdade eu queria mesmo era degustá-lo sozinho, para poder aproveitar melhor.

Se você aprecia um bom vinho italiano, essa é uma belíssima pedida.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2004, Cabernet Sauvignon, Itália, Sangiovese, Syrah0 Comments

Vinea apresenta os vinhos da Tedeschi

Vinea apresenta os vinhos da Tedeschi

Em almoço descontraído e regado a bons vinhos e boa comida, a importadora Vinea apresentou sua novidade: a Tedeschi passa a fazer parte do seu portfólio de vinhos italianos. Já consagrada por trazer vinhos de qualidade, a Vinea agora tem mais um produtor de peso para nos deliciar.

Foram provados 05 vinhos (e mais um surpresa, no final). Todos muito bons, dentro de suas categorias. Vamos aos detalhes de cada um.

Valpolicella DOC Clássico Superiore 2006
R$ 59
Esqueça os Valpolicellas que você encontra em supermercados. Esse é um verdadeiro Valpolicella. Um vinho de cor rubi claro, com um leve halo de evolução. No nariz aromas de cereja, framboesa e um leve toque amadeirado, bem no final e bem discreto.
Na boca, contrariando a sua “leveza” na cor, o vinho é encorpado, tem boa estrutura e taninos finos. Interessante notar a sua composição de uvas: é feito com 30% de Corvina, 30% de Corvinone, 30% de Rondinella e os 10% restantes são compostos pelas uvas Rossignola, Oseleta, Negrara e Dindarella. Para se produzir o Valpolicella é necessário que se tenha em sua composição as 3 primeiras uvas, mas é permitido que se tenha também 10% do vinho feito com outras uvas. O produtor aproveitou isso e nos brindou com um blend bem diferente.

Capitel Dei Nicalo Appassimento Breve Valpolicella 2005
R$ 89
Com uma coloração rubi intenso e brilhante, é um pouco mais complexo que o anterior, mostrando bem o seu apassitamento. As uvas que compõem esse vinho passam um mês “secando”, para perder a água e ressaltar o açúcar.
Notas de frutas vermelhas já em geléia, terra e um leve toque adocicado compõem os seus aromas. Em boca tem boa estrutura e boa acidez. Um ótimo vinho, com um ótimo preço. Possui também a mesma composição de uvas do Valpolicella e passa de 18 a 24 meses em barrica antes de ser engarrafado.

Capitel San Rocco Rosso Valpolicella DOC Classico Superiore Ripasso 2005
R$ 113
Outro vinho que tem leve passagem pelo apassitamento, portanto mostra em seus aromas e em boca notas adocicadas. Um vinho bastante equilibrado e fácil de beber, sendo uma bela companhia para um bom prato à altura. Vale a pena provar pela sua qualidade e preço justo. A sua composição de uvas é a mesma dos dois vinhos anteriores.

Amarone DOC Clássico 2004
R$ 248
Os Amarones são vinhos que despertam paixões (a minha inclusive). Vinhos complexos e que merecem ser bebidos com calma, contemplando a sua beleza. Esse não foge à regra, apresentando no nariz aromas de geléia de frutas vermelhas, algumas frutas secas, groselha e outras. Em boca tem ótimo corpo e final adocicado e elegante. Um ótimo vinho, que merece decantação/aeração, pois se torna melhor depois de algumas horas aberto.

Capitel Monte Olmi Amarone della Valpolicella DOC Classico
R$ 496
O Amarone top da casa, que vale o seu preço (ou até mais). Um vinho extremamente elegante e complexo, para se ficar um bom tempo apreciando.
Coloração rubi com um leve halo com reflexos granada. No nariz um festival de frutas passitas mescladas com geléia de amora, groselha e framboesa.
Em boca é forte, potente, com final longo e muito agradável. Um grande vinho. Mas se você resolver comprar um, sugiro que tente guardar por mais algum tempo. O vinho ainda está jovem e se conseguir esperar mais uns 5 anos (ou até mais), vai ter uma grata surpresa.

E quando pensávamos que o dia estava completo, nos serviram o Amarone La Fabrisseria Classico 2003. Um vinho raro e que não há mais aqui no Brasil para comprar. A Vinea importou apenas 24 garrafas que foram vendidas muito rapidamente. A Adriana e o Aguinaldo então resolveram nos presentear com um pouco desse néctar, abrindo a sua última garrafa. É um vinho que custa em torno de mil reais e esse eu me privo de comentar, porque qualquer coisa que eu falar, será desnecessária, pois o vinho é perfeito! Um final fechado com chave de ouro, sem dúvida.

Parabéns à Vinea pela aquisição do novo produtor para seu catálogo. Quem tiver oportunidade, deve provar os vinhos, que têm uma excelente qualidade.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2004, 2005, 2006, Corvina, Corvinone, Croatina, Dindarella, Forselina, Itália, Negrara, Oseleta, Rondinella, Rossignola0 Comments

Vinhos Altaïr apresentados na Grand Cru

Vinhos Altaïr apresentados na Grand Cru

Estive na semana passada na Grand Cru da Bela Cintra (São Paulo) para uma degustação / apresentação dos vinhos da chilena Altaïr. Seus vinhos são bem conhecidos dos enófilos e muito apreciados devido à sua excepcional qualidade.

O Sr. Renée Vasquez apresentou os 3 vinhos (que descrevo abaixo) mostrando grande conhecimento de seu produto e principalmente amor por ele. Aliás, não só amor pelos vinhos, mas também pelo Chile. Ao final, nos mostrou a camisa da seleção chilena. Até então eu estava concordando em tudo com o que ele dizia, mas quando nos disse que o Chile ganharia a Copa do Mundo, tive que ser contra. Mas vamos deixá-lo feliz por enquanto, pois sonhar não custa nada, não é mesmo? :)

Ainda um pouco sobre a vinícola, Altaïr é o nome de uma estrela. É a estrela mais brilhante da constelação de Áquila e é a única estrela que em setembro pode ser vista pelo hemisfério sul e norte ao mesmo tempo. E realmente a vinícola Altaïr brilha. Situada no vale de Cachapoal, mais precisamente no “Alto Cachapoal”, como eles mesmos denominam, está a 800 metros acima do nível do mar e sobre grande influência da sua situação climática, tendo uma grande amplitude térmica com grande fator. No alto Cachapoal há uma grande variedade de solos também, e todos foram mapeados pela vinícola, para que se possa aproveitar o melhor possível de cada um deles. Os vinhos produzidos lá possuem uma alta graduação alcoólica natural, mas mostram-se muito bem equilibrados, talvez pela sua acidez também acentuada. São vinhos de excepcional qualidade e que valem a prova. Vamos a eles:

Icono 2004
R$ 58,00
Produzido somente com Cabernet Sauvignon, o vinho apresentou-se em sua maturidade plena, com reflexos já granada em suas bordas. Aromas de frutas vermelhas, toques de baunilha, pimentão e um pouco de chocolate. Em boca mostrou-se bastante redondo e com um final médio, mas sem amargor.

Sideral 2005
R$ 139,00
Esse vinho é produzido com Cabernet Sauvignon (87%) e Carmenere (13%) e fica de 12 a 15 meses em barricas para afinamento. Um vinho muito elegante, já tendendo ao estilo do velho mundo. O vinho mostrou-se bastante jovem ainda em taça, com coloração rubi intensa e pequeno halo de evolução. Seus aromas lembram frutas vermelhas em compota e um leve toque balsâmico. O corte desse vinho não é fixo a cada safra. Nesse só tivemos 2 castas, mas em outros anos produziu-se com algumas outras. O vinho evoluiu muito em taça depois de algum tempo, mostrando toques fortes de chocolate, tanto no nariz quanto na boca. Muito bom!

Altaïr 2004
R$ 290,00
É o vinho mais clássico da vinícola e é produzido a partir de plantas que produzem somente 1kg de fruta por pé. Há um cuidado muito especial para a produção desse vinho. A safra desse ano foi feita com um corte de 73% de Cabernet Sauvignon, 15% de Syrah, 11% de Carmenere e 1% de Cabernet Franc. Lembra o estilo de Bordeaux pela sua classe e porte. Novamente encontramos as frutas vermelhas, mas agora mescladas com toques de chocolate, defumados, madeira molhada e bosque. Seu final é bastante longo e suave. Um vinho muito interessante e que apesar de seu alto preço, vale a pena.

Fica então a dica para quem está procurando bons vinhos chilenos. Esses não têm como errar.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2004, 2005, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Chile, Syrah2 Comments

Pisano Arretxea 2004

Pisano Arretxea 2004

Recentemente estive com algumas pessoas falando sobre vinhos uruguaios. Um deles disse algo que me deixou intrigado. Ele não tinha provado, até então, nenhum vinho uruguaio que tivesse feito ele se animar. Ou seja, todos os que ele conhecia, eram muito simples e não valiam a pena.

Depois disso eu fui em busca de alguns vinhos daquele país, para mudar essa percepção. E foi assim que eu “me encontrei” com o Pisano Arretxea, que é um dos vinhos tops da vinícola, que, aliás, é uma das maiores e mais conhecidas vinícolas do Uruguai.

Com vinhedos na região de Canelones, a Pisano produz esse vinho com as castas Cabernet Sauvignon, Merlot e Tannat, um corte típico daquele país.

A diferença desse vinho está em seu cuidado, sua produção e claro, a qualidade das suas uvas. O Pisano Arretxea é um vinho muito, mas muito tânico. Na verdade, acredito que eu tenha aberto ele muito antes do tempo, pois como o próprio produtor e também o importador dizem, esse vinho é de longa guarda. Não resisti (e até hoje conheci poucos que conseguem guardar seus vinhos por muito tempo).

O Pisano Arretxea possui uma coloração muito intensa, um halo muito pequeno de evolução, aromas ainda fechados (que com aeração de mais de uma hora se mostraram mais abertos) e em boca, como falei, taninos ainda verdes. Sim, taninos verdes, mas muito interessantes. Nenhum amargor e final longo e saboroso.

Beber esse vinho sem comida é como comer caju. Sua boca vai amarrar e você vai pedir água, com certeza. Mas quando acompanhado de uma boa carne de churrasco, o negócio muda completamente. O vinho “lava” a boca de uma forma impressionante, fazendo um belíssimo casamento. Aí você quer sempre mais e mais. Pena que eu tinha só uma garrafa.

Importado pela Mistral, esse vinho custa em torno de 130 reais. Não é um preço baixo, mas sua qualidade está à altura do preço.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2004, Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat, Uruguai14 Comments

Produtor dos vinhos Ostatu vem ao Brasil

Produtor dos vinhos Ostatu vem ao Brasil

A convite da CultVinho, uma importadora especializada em vinhos espanhóis de ótima qualidade – e principalmente de ótimos preços – estive em um belo almoço que contou com a ilustre presença do Sr. Gonzalo Sáenz de Samaniego, que é o produtor dos vinhos Ostatu, na Rioja Alavesa.

Provamos 4 vinhos que eu conto melhor abaixo e já adianto que fiquei muito bem impressionado com todos. Como sabemos que a oferta de bons rótulos espanhóis não é tão farta, vale a pena guardar a dica e provar os vinhos.

Ostatu Blanco Jovem 2008
Preço: 46,00
Produzido com 90% de Viura e 10% de Malvasia, é um vinho muito fresco e bem aromático, imperando os cítricos, com destaque para maçã verde. Boa acidez e final bastante correto. É um ótimo vinho para o calor, para a beira da piscina ou até mesmo para iniciar um belo almoço, acompanhado de saladas. Destaque para o seu ótimo preço.


Ostatu Tinto Jovem 2008
Preço: 54,00
Eu já conhecia esse vinho e tive a oportunidade de provar novamente e constatar que realmente é um belo vinho para se beber no dia a dia ou até mesmo em um churrasco. Bastante aromático com destaque para morango e framboesa. Final médio e com boa acidez. Produzido 100% com Tempranillo. Uma boa compra.

Ostatu Reserva 2004
Preço: 138,00
Agora já estamos falando de um vinho mais estruturado. Produzido 100% com Tempranillo, é um belo tinto, muito encorpado e aromático. Sentimos já toques de carvalho, baunilha e um leve defumado depois de algum tempo. Acompanhou muito bem o cordeiro servido.

Preço: 395,00
Esse é o vinho top da vinícola e é produzido a partir de vinhas velhas com mais de 80 anos de idade. Belíssimo em taça, com uma estrutura impressionante. Um vinho para se beber com calma, apreciando sua qualidade. Ótima estrutura em boca e final muito longo e saboroso. Um primor!
Como sempre, fomos recebidos pelos simpáticos Armando e Sandra, que com certeza estão no caminho certo, pois não só tem ótimos produtos, mas tem bons preços também.

Gloria de Ostatu 2005

Se estiver procurando vinhos espanhóis, vale a pena dar uma olhada no portfólio da CultVinho. O site deles está aqui.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2004, 2005, 2008, Espanha, Malvasia, Tempranillo, Viura0 Comments

Chateau Musar Cuvée 2004

Chateau Musar Cuvée 2004

Esse vinho habitava a minha adega há quase 2 anos e eu estava sempre a procura de algum dia especial para abri-lo. Finalmente consegui me convencer de que o dia tinha chegado e agora me vem aquela sensação de “por que não abri antes”?

Fiquei realmente impressionado com a qualidade desse vinho. Produzido no Vale do Bekaa (região vinícola mais expressiva e conhecida do Líbano) com as uvas Cinsault, Cabernet Sauvignon, Carignan e Syrah, é um vinho muita elegante.

Apresentou uma coloração vermelha clara, lembrando os Pinot Noirs da Borgonha. Já no nariz trouxe uma infinidade de aromas pra encantar qualquer um. Frutas vermelhas frescas, especiarias, tabaco, um leve toque de couro e tudo envolvido por um aroma leve de madeira molhada. Realmente, um show.

musar_cuvee_2004Mas o mais interessante desse vinho é que na boca ele é melhor ainda. Com um peso médio, taninos macios e acidez e adstringência muito equilibrados, mostrou ainda mais elegância do que no nariz. Final longo e persistente, chamando para o próximo gole.

Foi degustado com um frango assado empanado. Achei que a combinação de uvas seria interessante com o bacon que cobria o frango assado. Deu certinho. A comida e o vinho se combinaram muito bem e eles formaram um belíssimo par para um almoço.

Esse é o segundo vinho da bodega, sendo que o primeiro, o Chateau Musar, é ainda mais famoso e quem já provou diz que vale realmente a pena.

O Cuvée (este que foi provado) custa em torno de 90 reais e é trazido para o Brasil pela Mistral. Se tiver oportunidade, prove, pois por esse preço, deu baile em muito vinho que eu já provei (e que foram muito mais caros).

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2004, Cabernet Sauvignon, Carignan, Cinsault, Líbano, Syrah0 Comments

Sandalford Chardonnay 2004

Sandalford Chardonnay 2004

Esse é para quem gosta daqueles vinhos brancos que ficam em barricas de carvalho antes de serem engarrafados. Se você não sabe bem do que eu estou falando, é só lembrar de algum vinho branco que tenha tomado (provavelmente um feito com Chardonnay) que tem aromas tostados, untuosos, e não tão frescos quanto aqueles chardonnays mais novos.

Produzido pela grande Sandalford e importado pela KMM aqui no Brasil, esse é feito em Margareth River, na Austrália.

Esse vinho tem uma coloração amarelo ouro e um corpo bem pesado em taça, mas muito límpido e brilhante. Só pra se ter uma idéia, no contra-rótulo o produtor sugere que seja guardado por 10 anos. Eu não agüentei esperar e abri com 6 anos mesmo.

Sandalford Chardonnay 2004No nariz, aromas de fruta amarela em calda com destaque para abacaxi, tostados de carvalho e aromas adocicados, com um toque de baunilha. Como disse no começo, pra quem gosta desse tipo de vinho, é um prato cheio, pois seus aromas são muitos. Deixei propositalmente um pouco de vinho ao final da degustação em uma taça, que ficou descansando por aproximadamente 6 horas. Quando voltei, os aromas estavam todos lá ainda, perfeitos.

Em boca, seria até desnecessário falar sobre a sua untuosidade. Muito corpo e qualidade excepcional. Só me pareceu que faltou um pouco de acidez, mas nada que comprometesse.

É um vinho que seguramente acompanha comidas mais pesadas do que um branco fresco (aqueles vinhos que não passam por madeira, por exemplo). Eu arriscaria dizer até que dá para harmonizar com um prato de bacalhau.

Essa garrafa me custou 99 reais em uma feira outlet, mas sei que o preço dele é mais alto. É um pouco caro, mas sem dúvida vale pela sua qualidade.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2004, Austrália, Chardonnay0 Comments

Casa Silva Carmenère Reserva 2004

Casa Silva Carmenère Reserva 2004

Falar desse vinho para mim tem um sabor especial. Não só pela qualidade dele, mas pelo momento e circunstância que foi provado. Tentarei aqui ser fiel às suas características, mas desde já informo que posso estar sendo parcial. E já explico o porquê da cautela.

Há aproximadamente dois anos eu estava com meu grande amigo Rafael quando ele me mostrou esse vinho, que havia ganhado. Ao notar meu interesse, ele prometeu que abriríamos em um momento especial. Por diversas razões, não tivemos oportunidade de prová-lo até então. O vinho ficou lá, guardado, esperando a hora certa de nos brindar.

Tive então o grande prazer de receber não só o Rafael, mas também o Renato e o Marcelo em minha casa, quando pudemos fazer um belo churrasco e degustar esse vinho. E como eu sempre digo, o vinho na companhia de amigos (e nesse caso, são amigos muito queridos, que eu aguardava há tempos que viessem me visitar), torna-se muito mais saboroso.

Vinho aberto, taças em mãos, brindes feitos. Agora é a hora da avaliação. Produzido em sua totalidade com a uva Carmenère proveniente do Vale do Colchagua, mostrou uma coloração rubi intensa, com um pequeno halo de evolução. Lágrimas grandes e lentas pintaram a taça, mostrando a força do vinho. Acredito que ainda tinha bastante vida pela frente.

No nariz, aromas adocicados de frutas vermelhas em compota contrastando com um toque animal, puxado para o couro. Final com toque de especiaria. Um belo bouquet, sem dúvida.

Em boca apresentou taninos muito arredondados e macios, ótimo volume e final longo e praticamente sem amargor. Um vinho bastante encorpado e que merece um bom acompanhamento.

Não diria nem que o churrasco seria a melhor opção para ele, mas como o que mais me valeu na noite foi a companhia dos amigos, para falar a verdade, a carne foi uma mera coadjuvante.

Termino essa matéria agradecendo: Obrigado, meus amigos, pela noite maravilhosa que passamos juntos. Espero que possamos nos encontrar muitas e muitas vezes aqui e degustar sempre bons vinhos. A noite foi especial, e dessa vez, não foi por causa do vinho.

Um abraço

Daniel Perches

casa_silva_reserva_Carmenere

Posted in 2004, Carmenere, Chile4 Comments

Angelica Zapata Malbec 2004

Angelica Zapata Malbec 2004

Esse vinho habitou minha adega por mais de um ano e finalmente chegou a hora de abri-lo. A ocasião era especial, afinal de contas era aniversário da minha esposa. Decidimos ficar em casa e comemorar só nós dois. Ocasião perfeita para se conhecer esse Malbec argentino que é tão comentado e premiado. O nome é uma homenagem à esposa do Sr. Nicolás Catena. Quando os dois se casaram, deram início ao “império” do vinho na Argentina. Suas uvas são plantadas em vinhedos em grande altitude e as uvas são super selecionadas, que junto com o processo de vinificação, dá origem a um vinho de guarda.

Abri e como já sabia um pouco sobre ele, mandei direto para o decanter para aerar por pelo menos 30 minutos antes de começarmos a degustar. Sem dúvida isso é necessário para esse vinho, que tem uma coloração escura quase intransponível. Mostrou-se pesado, forte e de muito caráter. Já deu pra notar um leve halo de evolução, mas que demonstra também que o vinho pode ser guardado por muito mais tempo. Eu diria que por até mais 5 anos.

No nariz vieram notas de mato verde, geléia de jabuticaba, madeira seca, fumo e chocolate. Todos os aromas foram tornando-se mais intensos e equilibrados com o passar do tempo (bebemos o vinho em aproximadamente 2 horas). Até o seu final os aromas estavam muito presentes.

Em boca, muita maciez e equilíbrio. Um vinho muito sedoso, que me lembrou os bons vinhos franceses. A grande diferença para os vinhos do velho mundo é sem dúvida o seu corpo. É um vinho que apesar de muito equilibrado, pede uma boa comida, pois seus taninos estão muito presentes e marcantes. Deve ficar muito bom com uma boa carne assada ou até mesmo uma massa com molho forte.

Custando aproximadamente 90 reais na Mistral, hoje só encontramos a safra 2005, mas que também deve ser muito boa. Acho que a de 2004 só na Argentina ou no varejo especializado.

Como falei, o vinho pode ser guardado por mais tempo, mas também está muito bom agora. Só é necessário um pouco de paciência com ele. Abra, decante e espere. Com certeza, terá muito prazer ao bebê-lo.

Um abraço

Daniel Perches

az_mb_alta_2004

Posted in 2004, Argentina, Malbec2 Comments

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