Esse é para quem gosta daqueles vinhos brancos que ficam em barricas de carvalho antes de serem engarrafados. Se você não sabe bem do que eu estou falando, é só lembrar de algum vinho branco que tenha tomado (provavelmente um feito com Chardonnay) que tem aromas tostados, untuosos, e não tão frescos quanto aqueles chardonnays mais novos.
Produzido pela grande Sandalford e importado pela KMM aqui no Brasil, esse é feito em Margareth River, na Austrália.
Esse vinho tem uma coloração amarelo ouro e um corpo bem pesado em taça, mas muito límpido e brilhante. Só pra se ter uma idéia, no contra-rótulo o produtor sugere que seja guardado por 10 anos. Eu não agüentei esperar e abri com 6 anos mesmo.
No nariz, aromas de fruta amarela em calda com destaque para abacaxi, tostados de carvalho e aromas adocicados, com um toque de baunilha. Como disse no começo, pra quem gosta desse tipo de vinho, é um prato cheio, pois seus aromas são muitos. Deixei propositalmente um pouco de vinho ao final da degustação em uma taça, que ficou descansando por aproximadamente 6 horas. Quando voltei, os aromas estavam todos lá ainda, perfeitos.
Em boca, seria até desnecessário falar sobre a sua untuosidade. Muito corpo e qualidade excepcional. Só me pareceu que faltou um pouco de acidez, mas nada que comprometesse.
É um vinho que seguramente acompanha comidas mais pesadas do que um branco fresco (aqueles vinhos que não passam por madeira, por exemplo). Eu arriscaria dizer até que dá para harmonizar com um prato de bacalhau.
Essa garrafa me custou 99 reais em uma feira outlet, mas sei que o preço dele é mais alto. É um pouco caro, mas sem dúvida vale pela sua qualidade.
Um abraço
Daniel Perches



Pra quem, como eu, é fã da Rutini, provar o vinho de sobremesa deles é quase que uma obrigação. E assim foi então o meu encontro com o Vin Doux Naturel, um vinho produzido pela Bodega La Rural, feito com as uvas Semillon e Verdicchio, botritizadas e supermaturadas. Botrytis, pra quem não sabe, é aquele fungo que deixa a uva podre, mas com um alto teor de açúcar. É o mesmo fungo que ataca as tão aclamadas uvas da região de Souternes, na França.
Se você gosta de Chardonnay, guarde esse nome.
Conheci essa vinícola lá do sul do Brasil na Feira Vinho Outlet do ano passado. Conversei com a Rosana, a enóloga responsável e ao provar os vinhos deles confesso que
Esse vinho estava em minha adega já há algum tempo, pedindo para ser aberto. E chegou a hora dele nessa semana.






