Archive | 2004

Casa Silva Carmenère Reserva 2004

Casa Silva Carmenère Reserva 2004

Falar desse vinho para mim tem um sabor especial. Não só pela qualidade dele, mas pelo momento e circunstância que foi provado. Tentarei aqui ser fiel às suas características, mas desde já informo que posso estar sendo parcial. E já explico o porquê da cautela.

Há aproximadamente dois anos eu estava com meu grande amigo Rafael quando ele me mostrou esse vinho, que havia ganhado. Ao notar meu interesse, ele prometeu que abriríamos em um momento especial. Por diversas razões, não tivemos oportunidade de prová-lo até então. O vinho ficou lá, guardado, esperando a hora certa de nos brindar.

Tive então o grande prazer de receber não só o Rafael, mas também o Renato e o Marcelo em minha casa, quando pudemos fazer um belo churrasco e degustar esse vinho. E como eu sempre digo, o vinho na companhia de amigos (e nesse caso, são amigos muito queridos, que eu aguardava há tempos que viessem me visitar), torna-se muito mais saboroso.

Vinho aberto, taças em mãos, brindes feitos. Agora é a hora da avaliação. Produzido em sua totalidade com a uva Carmenère proveniente do Vale do Colchagua, mostrou uma coloração rubi intensa, com um pequeno halo de evolução. Lágrimas grandes e lentas pintaram a taça, mostrando a força do vinho. Acredito que ainda tinha bastante vida pela frente.

No nariz, aromas adocicados de frutas vermelhas em compota contrastando com um toque animal, puxado para o couro. Final com toque de especiaria. Um belo bouquet, sem dúvida.

Em boca apresentou taninos muito arredondados e macios, ótimo volume e final longo e praticamente sem amargor. Um vinho bastante encorpado e que merece um bom acompanhamento.

Não diria nem que o churrasco seria a melhor opção para ele, mas como o que mais me valeu na noite foi a companhia dos amigos, para falar a verdade, a carne foi uma mera coadjuvante.

Termino essa matéria agradecendo: Obrigado, meus amigos, pela noite maravilhosa que passamos juntos. Espero que possamos nos encontrar muitas e muitas vezes aqui e degustar sempre bons vinhos. A noite foi especial, e dessa vez, não foi por causa do vinho.

Um abraço

Daniel Perches

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Angelica Zapata Malbec 2004

Angelica Zapata Malbec 2004

Esse vinho habitou minha adega por mais de um ano e finalmente chegou a hora de abri-lo. A ocasião era especial, afinal de contas era aniversário da minha esposa. Decidimos ficar em casa e comemorar só nós dois. Ocasião perfeita para se conhecer esse Malbec argentino que é tão comentado e premiado. O nome é uma homenagem à esposa do Sr. Nicolás Catena. Quando os dois se casaram, deram início ao “império” do vinho na Argentina. Suas uvas são plantadas em vinhedos em grande altitude e as uvas são super selecionadas, que junto com o processo de vinificação, dá origem a um vinho de guarda.

Abri e como já sabia um pouco sobre ele, mandei direto para o decanter para aerar por pelo menos 30 minutos antes de começarmos a degustar. Sem dúvida isso é necessário para esse vinho, que tem uma coloração escura quase intransponível. Mostrou-se pesado, forte e de muito caráter. Já deu pra notar um leve halo de evolução, mas que demonstra também que o vinho pode ser guardado por muito mais tempo. Eu diria que por até mais 5 anos.

No nariz vieram notas de mato verde, geléia de jabuticaba, madeira seca, fumo e chocolate. Todos os aromas foram tornando-se mais intensos e equilibrados com o passar do tempo (bebemos o vinho em aproximadamente 2 horas). Até o seu final os aromas estavam muito presentes.

Em boca, muita maciez e equilíbrio. Um vinho muito sedoso, que me lembrou os bons vinhos franceses. A grande diferença para os vinhos do velho mundo é sem dúvida o seu corpo. É um vinho que apesar de muito equilibrado, pede uma boa comida, pois seus taninos estão muito presentes e marcantes. Deve ficar muito bom com uma boa carne assada ou até mesmo uma massa com molho forte.

Custando aproximadamente 90 reais na Mistral, hoje só encontramos a safra 2005, mas que também deve ser muito boa. Acho que a de 2004 só na Argentina ou no varejo especializado.

Como falei, o vinho pode ser guardado por mais tempo, mas também está muito bom agora. Só é necessário um pouco de paciência com ele. Abra, decante e espere. Com certeza, terá muito prazer ao bebê-lo.

Um abraço

Daniel Perches

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Rutini Vin Doux Naturel 2004

rutini_vin_douxPra quem, como eu, é fã da Rutini, provar o vinho de sobremesa deles é quase que uma obrigação. E assim foi então o meu encontro com o Vin Doux Naturel, um vinho produzido pela Bodega La Rural, feito com as uvas Semillon e Verdicchio, botritizadas e supermaturadas. Botrytis, pra quem não sabe, é aquele fungo que deixa a uva podre, mas com um alto teor de açúcar. É o mesmo fungo que ataca as tão aclamadas uvas da região de Souternes, na França.

Esse vinho, que vem em uma longa e fina garrafa de 500ml foi comprado pra mim no Free Shop do Uruguai. Bom lugar para se comprar vinhos, por sinal. Esse saiu por 22 dólares.

Sua coloração amarelo escuro é bem viva e bonita. Parece ouro misturado com mel. No nariz, encontramos aromas de flor de laranjeira, mel, um toque de baunilha e pêssego. Seus aromas são obviamente doces, mas não são daquela doçura que estamos acostumados com os vinhos de sobremesa em geral. É um adocicado mais contido.

Em boca tem um bom corpo e seu álcool não se sobressai, mostrando um vinho bastante equilibrado. Final longo, mas que apresentou uma pontinha bem pequena de amargor.

Deve acompanhar sobremesas não muito doces. Provei com uma goiabada cascão e não deu certo. A sobremesa era muito mais doce (e na verdade devemos ter o contrário). Talvez um cheesecake com cobertura leve de calda de damasco, por exemplo, possa ser uma boa pedida. Aliás, damasco me parece ser a melhor fruta para esse vinho.

Deixo a dica do vinho e aceito dicas de sobremesas.

Um abraço

Daniel Perches

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Villard Grand Vin Chardonnay 2004

villard_grandvin_chardonnaySe você gosta de Chardonnay, guarde esse nome.  Ou melhor, compre esse vinho!

Provei o Villard Chardonnay lá no Continue Reading

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Quinta de Cabriz Reserva 2004

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Imagem by João Filipe - Falando de Vinhos

Comprei esse vinho  em uma promoção que a Loja Empório Frei Caneca fez, há mais de um ano. Era um Pack com 6 unidades, sendo uma delas o Quinta de Cabriz Reserva. Por recomendação do gerente da loja, guardei o vinho por um tempo, pois ele me disse que ainda estava “verde”.

E ele estava corretíssimo. Abri o vinho agora e ele estava muito bom, mas ficou a impressão de que ainda estava precisando de mais tempo em garrafa para se mostrar plenamente. Note que o vinho não estava ruim, de forma alguma. É só que se eu o guardasse por mais alguns anos, acho que teria um vinho melhor ainda.

 

 

 

Mas vamos às impressões: esse corte de Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta-Roriz é feito no Dão. Em taça, um vermelho escuro, com um halo mínimo de evolução. Muito denso.

No nariz, aromas de frutas frescas, mato verde, algum terroso e um pouco de madeira depois de aerado por mais de uma hora. Apareceram notas de baunilha também.

Em boca, seus taninos estavam “amarrando” um pouco, mas dava pra notar que o vinho tem boa qualidade, pois praticamente não tinha amargor no final. O que tinha, eu atribuí à sua curta maturação. Espero que eu esteja correto. Li bastante sobre o vinho e ninguém comentou isso, aliás vi alguns falando muito bem de uma safra ainda mais jovem, a de 2005. Talvez essa safra tenha uma maior longevidade, quem sabe?

Quando comprei, o vinho custava em torno de 70 reais e era importado pela Expand. Não sei como está agora.

Uma outra boa dica é o Quinta de Cabriz (sem ser o reserva). Um bom tinto, que tem um bom valor.

Um abraço
Daniel Perches

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Cordilheira de Santana Reserva Especial Merlot 2004

cordilheira_santana_merlot_2004Conheci essa vinícola lá do sul do Brasil na Feira Vinho Outlet do ano passado. Conversei com a Rosana, a enóloga responsável e ao provar os vinhos deles confesso que Continue Reading

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Arriero Syrah Reserva 2004

vinhos_de_corte_arriero_reserva_syrahEsse vinho estava em minha adega já há algum tempo, pedindo para ser aberto. E chegou a hora dele nessa semana.  Aliás, uma semana de muito calor, o que nos incita a beber um bom branco ou espumante, bem gelados, mas contrariei todas as tendências e resolvi abrir esse tinto.

Aliás, não só era um tinto, mas como tinha 15% de álcool. Se considerarmos que os tintos têm em média 13 ou 13,5%, esse chegou num nível alto. E isso só despertou ainda mais a minha curiosidade. Vamos ao vinho:

Produzido 100% com uvas Syrah em Mendoza, na Argentina. Essa safra foi de 3.000 garrafas.

Na taça, uma coloração vermelha escura, bem densa e com um leve halo de evolução, demonstrando seu potencial de guarda, afinal, é um vinho de 2004 e ainda estava bem jovem.

No nariz, o álcool apareceu bastante, mas depois de um tempo melhorou (mas não sumiu). Notas de frutas vermelhas maduras, madeira molhada, tabaco e um final adocicado, lembrando baunilha foram as que eu consegui identificar.

Em boca, muita potência. É um vinho que precisa de uma comida gordurosa e forte como ele, senão ele vai “passar por cima do prato” e só sentiremos os sabores do vinho. Notei uma pontinha bem leve de amargor no final.

Em geral, eu gostei do vinho. Gosto de vinhos potentes e esse me agradou. É um vinho que custa em torno de 70 reais na importadora (Vinea).

Um abraço

Daniel Perches

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Rutini Syrah 2004

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Mais um Rutini degustado. Já comentamos aqui sobre o Malbec, que foi muito bem avaliado e é um daqueles que ficam na memória. Esse Syrah entra para a mesma Continue Reading

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Tempus Syrah 2004

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Mais um vinho conhecido na Feira Vinho Outlet, que é importado pela KMM. Apesar de serem “especialistas” em australianos, esse Continue Reading

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Pizzato Alicante Bouschet Reserva 2004

pizzato_alicante_bouschetMais um belo vinho da Pizzato, uma ótima vinícola nacional. Não conheço outro produtor aqui no Brasil que trabalhe essa casta, que é um cruzamento entre Continue Reading

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