Archive | 2003

Brunello di Montalcino Ceretalto Casanova di Neri em vertical

Brunello di Montalcino Ceretalto Casanova di Neri em vertical

Quando falamos em Brunello di Montalcino, 9 entre 10 enófilos brilham os olhos. E não é pra menos. Em geral os vinhos de lá são excepcionais. E pra quem não sabe do que estamos falando, Montalcino é uma cidade que fica no coração da Toscana e faz vinhos tintos com a uva Sangiovese. Para o vinho poder sair com essa denominação (Brunello di Montalcino) deve seguir alguns critérios, dentre eles que o vinho fique estagiando por pelo menos 24 meses em barricas e que seja colocado a venda só depois de 5 anos da colheita. Dá pra perceber que estamos falando de grandes vinhos, não?

Mas mesmo entre os produtores de Brunello, tem alguns que se destacam ainda mais, como é o caso da Casanova di Neri, que é um produtor tradicional, que desde 1971 faz vinhos de excelente qualidade por lá. Seus vinhos só saem quando o Giacomo Neri (proprietário e enólogo) acredita que estão no ponto de qualidade ideal para a nossa plena satisfação.

E se você quiser comprovar a qualidade desse produtor, sugiro provar os vinhos da linha Cerretalto.

Cerretalto é o nome do vinhedo (que fica a oeste de Montalcino). Esse terreno foi identifdicado em 1954 e é muito rico em ferro. É também o nome da sua linha premiada de vinhos. Prêmios que pra mim são mais do que merecidos, dada a sua qualidade. São vinhos de grande potencial de envelhecimento. Provei alguns, numa vertical e abaixo estão as minhas impressões:

Brunello di Montalcino Casanova di Neri Cerretalto 2004
Foi uma safra muito equilibrada. O vinho ainda está muito jovem, mas não está “duro”. Dá pra beber tranquilamente. No nariz tem muita fruta, muito presente e equilibrada. Ameixa preta, leve toque mineral. Boca com muito tanino ainda. Boa acidez, final longo. Se conseguir guardar, é daqueles que dá pra “esquecer na adega” sem problemas.

Brunello di Montalcino Casanova di Neri Cerretalto 2003
Foi uma safra bem quente. Não é tão potente quanto o 2004, mas mantém a elegância. Tem um toque ferroso, cor mais evoluída, aromas mais doces, boca redonda, acidez na medida, excelente para a gastronomia.

Brunello di Montalcino Casanova di Neri Cerretalto 2001
Esse levou 100 pontos da Wine Spectator.
Tem um toque evoluído, bálsamo, ainda com acidez no topo. Muito equilibrado, elegante. Final muito longo que deixa lembranças.
O interessante desse vinho é que quando foi servido, estava muito fechado, ou seja, os seus aromas ainda estavam bem leves e escondidos. Abriu muito com o tempo, ficando cada vez melhor. Surgiram aromas de couro, animal, mineral. Um belíssimo vinho que está no ponto para o consumo.

Brunello di Montalcino Casanova di Neri Cerretalto 1999 
Era pra ser uma safra regular, mas que o Giacomo Neri acreditou (e teve sorte). Toque balsâmico, fruta passa, erva. Evoluído, mas com acidez ainda presente. Se você gosta de vinhos mais evoluídos, esse é um deleite.

Em 2011 pude provar vários vinhos de Brunello di Montalcino e dos que eu conheci, o Casanova di Neri é um que se destaca pela sua qualidade, regularidade e elegância. É aquela aposta certa. Pode comprar sem erro.

Um abraço
Daniel Perches

 

Posted in 1999, 2001, 2003, 2004, Itália, Sangiovese4 Comments

Rio Bom Touriga Franca 2003

Rio Bom Touriga Franca 2003

Descobrir bons vinhos em feiras e eventos do setor não é fácil. Muitas vezes você passa por centenas de garrafas e dezenas de produtores (quando não são centenas também) e tem que decidir pelo vinho que vai provar, pois provar todos é humanamente impossível (a não ser que você tenha todo o tempo do mundo).

Então quando eu escolho o certo, fico muito contente.

E foi passeando pela feira do IVDP (Instituto de Vinho do Douro e Porto) realizada em São Paulo que eu encontrei o Rio Bom Touriga Franca.

A feira do IVDP é famosa já aqui em São Paulo e sempre traz coisas interessantes. Dessa vez ela aconteceu na mesma semana do Encontro de Vinhos OFF e da ExpoVinis, então dá pra imaginar o meu cansaço, mas sabia que tinha coisa boa por lá e não poderia perder.

O Rio Bom Touriga Franca é produzido pela casa Quinta do Mourão no Douro. A casa iniciou sua história fazendo vinhos do Porto, mas depois do falecimento do seu fundador, seus filhos decidiram modernizar a produção e incluir vinhos tintos tranquilos também.

O Rio Bom Touriga Franca que eu provei era da safra de 2003 e não estava mostrando sinais de que estava cansado com o tempo em garrafa não. O vinho estava com uma coloração muito intensa e com aromas complexos e finos de frutas vermelhas e negras, chocolate, defumados em abundância. Em boca o vinho mostrou também até certa jovialidade. Seus taninos estavam muito finos, mas muito presentes.

É um vinho muito estruturado e que tem uma longa vida pela frente. Coisa de vinho bom do Douro, sem dúvida.

Esse vinho está chegando ao Brasil pela Hannover e quando conversamos, ainda não havia preço. Parece que chegará em torno de 100 reais. Se for isso mesmo eu acho que vai ser um grande best buy.

Vale provar.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2003, Portugal, Touriga Franca0 Comments

Pérez Cruz Liguai envelhece bem

Pérez Cruz Liguai envelhece bem

Nada melhor do que uma degustação vertical para saber o potencial de envelhecimento de um vinho. Provam-se, num mesmo evento, diversas safras dele e aí fica fácil de perceber as suas modificações ao longo do tempo.

E foi assim que eu pude comprovar que o Pérez Cruz Liguai, um vinho feito com Syrah, Carmenere e Cabernet Sauvignon tem um grande potencial de envelhecimento. Provei as safras 2002, 2003, 2005, 2006, 2007 e 2008, sendo que só a 2007 está sendo comercializada atualmente.

O mais interessante foi que ao olhar para todas as taças com todos os vinhos, nenhum estava “envelhecido”. Todos os vinhos estavam com uma cor bem viva e mostrando bastante força.

Os mais antigos (02 e 03 principalmente) já estavam com aromas mais evoluídos e em boca também tinham traços do tempo, com taninos mais amaciados. Mas não se engane, pois a acidez ainda estava lá presente.

Segundo o enólogo da bodega que esteve acompanhando a degustação, o 2006 é um que deve ser bastante longevo. Sábias palavras e comprovadas pela sua grande acidez e taninos ainda bem amarrados.

O 2007 e o 2008, claro, estavam muito jovens. São vinhos que se forem consumidos hoje, trarão prazer e sem dúvida, eu beberia tranquilamente, mas se você tiver um e conseguir guardar, vai ter um vinho ainda mais complexo. Ou faça o que eu sempre digo (mas nem sempre faço), que é comprar duas garrafas.

Eu já gostava dos vinhos da Pérez Cruz. Agora gosto mais ainda, sabendo que tem mais potencial do que eu imaginava.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2002, 2003, 2005, 2006, 2007, 2008, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Chile, Syrah0 Comments

Degustação Vertical de Liguai com a Winet e Abflug

Degustação Vertical de Liguai com a Winet e Abflug

Degustações verticais (aquelas em que se bebe o mesmo vinho de safras diferentes) são muito boas para se ver a evolução do vinho ao longo dos anos. E quando o vinho é um ícone, é melhor ainda.

Então para os sortudos que conseguiram reservar seus lugares, a Winet (do meu amigo André Rossi) e a Abflug trazem para o Brasil as safras de 2002, 2003, 2005, 2006, 2007 e 2008. Digo que são “sortudos” porque as vagas estão esgotadas, então quem reservou, reservou. Só espero que não tenha cambista na porta vendendo com preço mais elevado! :)

Eu estarei lá e em breve conto aqui as minhas impressões. Veja abaixo o flyer do evento (e clique nele para ampliar).

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2002, 2003, 2005, 2006, 2007, 2008, Chile0 Comments

Degustação Vertical de Marques de Casa Concha Chardonnay

Degustação Vertical de Marques de Casa Concha Chardonnay

Degustação vertical é aquela que se faz com um mesmo vinho, mas com safras diferentes. É legal para ver como o vinho evoluiu com o tempo, qual o seu potencial de envelhecimento e também para conhecer como foram as safras mais antigas, afinal de contas, muita coisa pode mudar durante os anos.

E foi isso que fizemos com o vinho Marques de Casa Concha, da Concha Y Toro, a maior potência chilena (e uma das maiores do mundo). Os vinhos foram gentilmente oferecidos pelo nosso amigo blogueiro Jeriel da Costa, que guardou as garrafas com muito carinho e nos brindou com esse momento tão especial.

Avaliamos 3 safras do Marques de Casa Concha Chardonnay e na sequência avaliamos alguns tintos, que eu comentarei depois.

Safra 1997
 Esse vinho foi uma raridade. Não é fácil encontrar um Marques de Casa Concha com essa idade. O vinho ainda estava vivo, apesar de mostrar já claros sinais de envelhecimento, mas para muitos, foi eleito o melhor vinho da noite. Aromas de frutas maduras (abacaxi e um toque de carambola) e toques adocicados no final. Na boca já não tinha toda aquela acidez característica da Chardonnay, mas é claro que demos o desconto pela sua idade. Um vinho bem untuoso e que acompanhou muito bem as ostras em conserva que provamos para acompanhar. Vinho bastante gastronômico.

Safra 2003
Talvez uma das melhores safras do Chile. É claro que esse estava menos evoluído e mais vivo que o 1997, mas já apresentou algum sinal de complexidade tanto de aromas quanto de sabores, que com certeza vieram com o tempo em garrafa. As frutas no nariz estavam mais frescas e apresentavam um leve toque cítrico. Na boca também estava um pouco mais vivo e o cítrico também se confirmou aí. É um vinho que está pronto para o consumo, mas se quiser, pode ser guardado ainda por mais alguns anos e terá com certeza um vinho mais complexo. Não sei se chega ao ponto do 1997, mas vale a pena tentar.

Safra 2007
O mais interessante foi provar esse vinho ao lado do 1997, feito 10 anos antes. Esse estava extremamente jovem, com todos os seus aromas muito frescos, acidez em alta e final bem forte. É claro que dá pra beber agora (e é o que nós sempre fazemos, não é?) mas acabamos de provar que dá pra guardar o Marques de Casa Concha Chardonnay por alguns anos que esse vinho não vai se perder. Pelo contrário, ele vai é ficar muito melhor. Então se você tiver uma garrafa desse vinho e conseguir esperar, não se preocupe, pois será recompensado.

 

E assim terminamos a nossa degustação dos brancos e partimos para os tintos. Em breve aqui no blog.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 1997, 2003, 2007, Chardonnay, Chile1 Comment

Porto Mediterrâneo com novidades no portfolio

Porto Mediterrâneo com novidades no portfolio

A importadora Porto Mediterrâneo apresentou na semana passada seus novos rótulos para o mercado. E o pessoal não está para brincadeira. Trouxeram muita coisa boa da Espanha. São vinhos de bastante caráter.

Eu provei 18 rótulos e pude perceber que há vinhos para todos os gostos. Tem vinhos brancos fantásticos e diferentes dos tradicionais. O pessoal procurou trazer diversos tipos de vinhos e de diversas regiões da Espanha. E com um diferencial. Todos os apresentados são orgânicos. Não é sempre que vemos por aí importadoras investindo tão pesado assim nos orgânicos. Estão de parabéns. E aí vão algumas dicas.

Se quer um bom branco, conheça o Murua Blanco Fermentado em Barrica 2006 é produzido com Viura, Malvasia e Garnacha Blanca. Aromático, exalando muita fruta branca com um toque de mel que deixa ele especial.

 

Já provou algum vinho orgânico da região de Penedés? Procure pelo Mas Irene 2003, que tem Merlot e Cabernet Franc em sua composição e encante-se pela sua complexidade aromática e de boca. Vinho pra beber agora, mas que ainda dá pra guardar bem uns dois anos.

Gosta de Garnacha? Prove então o Indígena 2008. Se você gosta de vinho com aromas bem francos de frutas vermelhas, vai se deliciar com esse. O aroma vem de longe quando você abre a garrafa. Além de ter um belo rótulo, bem diferente.

Está em buca de um bom Cava Rosé? O Parés Baltá Cava Brut Rosé 2007 é ótimo! Tem uma coloração groselha muito brilhante, com belíssimo perlage. Final complexo e convidativo para o próximo gole.

Mas se você quer um vinho mais complexo, que tem capacidade de envelhecimento e acompanha grandes refeições, prove então o Pasanau La Morena de Monsant 2006 que é feito com Garnacha Tinta, Merlot e Mazuelo e tem um toque de frutas secas que deixa qualquer um encantado.
E se ainda não estiver satisfeito, vá em busca do Pasanau Finca la Planeta 2005. Esse é anda mais intenso em coloração e está jovem, mas vai ser um grande vinho. É daqueles que você compra duas garrafas: uma pra beber agora e outra pra guardar. Terá um tesouro em casa.


Se você encontrar esses vinhos e provar, me conte depois se gostou. Veja aqui o site da Porto Mediterrâneo e conheça todo o portfolio da importadora. Alta qualidade!

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2003, 2005, 2006, 2007, 2008, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Espanha, Grenache, Grenache Blanc, Malvasia Bianca, Mazuelo, Merlot, Viura0 Comments

Simonsig Tiara 2003

Simonsig Tiara 2003

O Simonsig Tiara 2003 esteve na disputa e ficou entre os Top5 do Encontro de Vinhos, que aconteceu em Agosto de 2010, em São Paulo. Eu ainda não tinha tido oportunidade de provar o vinho. Realmente o vinho mereceu a sua colocação.

Produzido na região de Stellenbosch com as uvas Cabernet Sauvignon e Merlot, é um daqueles que fazem o bom nome da África do Sul como produtora de vinhos. Esse é importado pela Pacific.

Posted in 2003, África do Sul, Cabernet Sauvignon, Merlot6 Comments

Vinhos Casa Marin

Vinhos Casa Marin

Em mais um dos almoços para recepcionar os jornalistas e imprensa, o pessoal da Vinea nos recebeu junto com o Felipe Marín, que veio apresentar os seus vinhos, da sua tão famosa Casa Marin. Esses vinhos são famosos e cultuados aqui no Brasil e eu ainda não tinha tido a chance de conhecê-los. Provei e aprovei. São realmente muito bons e dignos de todos os comentários que fazem por aí.

Abaixo conto um pouco sobre os que eu provei:

Casa Marin Sauvignon Gris 2008
Eu só tinha provado um vinho até hoje feito com essa casta. Fiquei espantado com a sua qualidade. Com uma coloração praticamente translúcida, é um vinho muito fresco, com toques minerais e florais, acompanhando frutas brancas frescas. Tem até um leve frizante, de tanta acidez. Mas não se engane pensando que isso pode ser um defeito, pois o vinho é muito correto em boca, equilibrado e com um belo final. Acompanha perfeitamente um dia de calor, com uns petiscos como anéis de lula, por exemplo.

Casa Marin Laurel Sauvignon Blanc 2008
Com uma coloração palha um pouco mais escura que o Sauvignon Gris (mas ainda assim bastante claro), mostrou aromas típicos dessa casta, lembrando frutas brancas e um toque floral. Bastante fresco. Alta acidez e final médio a longo.

Casa Marin Cipreses Sauvignon Blanc 2008
Produzido com uvas de outro bloco de vinhedos, esse se mostrou ainda um pouco mais escuro que o anterior, mas com a mesma qualidade. Frutas bastante presentes e uma ótima acidez. Vinho para se beber tranquilamente sem se preocupar com comida (só com a companhia).

Casa Marin Riesling Miramar 2007
Acredito que se colocar esse riesling ao lado de outros da mesma casta, vindos do Velho Mundo, ele será facilmente confundido. Toque petroláceo bem presente, pedra de isqueiro, leve floral e frutas em abundância. Um belíssimo riesling, que me lembrou que eu preciso beber mais vinhos dessa casta.

Casa Marin Gewurztraminer Casona 2008
Como os anteriores, esse também apresentou as notas típicas dessa casta, destacando-se o floral bastante aberto (como pétalas de rosas) e frutas brancas, com destaque claro para a lichia.

Casa Marin Pinot Noir Três Viñedos 2009
Esse Pinot Noir mostrou-se jovem e leve, como deve ser. Destacaram-se as frutas vermelhas mais adocicadas. Seu final é um pouco quente, mas totalmente correto. Bom vinho. Ótimo para acompanhar carnes leves.

Cartagena Carmenere 2009
Frutas tropicais vermelhas deram o toque adocicado para o vinho, que me pareceu um bom representante dessa que é a casta emblemática do Chile. Sinceramente, não me chamou muito a atenção, talvez por ter provado outros tão expressivos, mas é um vinho bastante correto e para quem gosta dessa uva, é uma boa opção, com ótima qualidade.

Cartagena Cabernet Sauvignon 2008
Mais um que não me fez muito a cabeça. Apesar de ter conversado com o Felipe e perguntado pra ele sobre a acidez desses vinhos (que nos tintos me pareceu que faltou um pouco) e ele ter me dito que tem é acidez demais, me pareceu um vinho um pouco leve para o que eu gostaria de ter em um Cabernet Sauvignon. Mas foi muito bem com a carne servida no dia.

Casa Marin Lo Abarca Pinot Noir 2006
Agora a “brincadeira começou a ficar séria”. Esse é um Pinot Noir de respeito. Frutas muito presentes, acidez corretíssima e final longo. Um vinho para se beber tranquilamente, sem pressa. Belíssimo. Vale provar para conhecer bons pinots do novo mundo.

Casa Marin Litoral Pinot Noir 2003
Melhor Pinot Noir do Novo Mundo que eu já provei até hoje. Não posso deixar de falar isso. Fiquei impressionado com a sua qualidade. Um vinho com 7 anos de vida e com muitos ainda pela frente. Depois de aerado um pouco, melhorou ainda mais. Como disse o nosso amigo Ivan (da Vinea), naquela garrafa tem “uns 4 vinhos diferentes”. É só o deixar respirar um pouco e com certeza terá belas surpresas. Esse eu nem preciso comentar, porque sua qualidade fala por si.

Casa Marin Miramar Syrah 2005
Esse vinho apresentou algumas características típicas da uva Syrah, como um toque de especiarias, leve chocolate no final, mas é outro que eu achei que faltou acidez, deixando o vinho um pouco “sem graça”. Mas isso pode ter sido obra do “efeito Pinot Noir Litoral” que eu tinha acabado de provar…

Bem, depois de todos esses belos vinhos, ainda tivemos uma salada com camarões com o Riesling para acompanhar (que foi muito bem harmonizado) e na seqüência um tornedor de filé ao molho madeira, que aí sim, os vinhos Syrah e Cabernet combinaram bem.

Conseguimos uma entrevista com o Felipe Marin, que em breve estará aqui no blog também.

A Vinea tem nos fundos de sua loja um belíssimo restaurante que funciona às noites (sob reserva) e você pode comprar o vinho para beber, a preço de loja. Eu já estou me agendando para ir lá beber mais do Litoral…

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2003, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Chile, Gewurztraminer, Pinot Noir, Riesling, Sauvignon Blanc, Sauvignon Gris, Syrah5 Comments

Godwin Merlot 2003

Godwin Merlot 2003

Conheci esse vinho na degustação de apresentação da nova Importadora de Vinhos, a Smart Buy Wines. Fiquei encantando com ele e por sorte, ganhei uma garrafa de presente.

Finalmente encontrei uma ocasião para degustá-lo e pra minha surpresa, estava ainda melhor do que eu lembrava. Esse é um Merlot fantástico, que tem muito caráter e expressão. Vale a pena provar. Pode ser encontrado pelo site da importadora.

Veja o vídeo da degustação.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2003, Estados Unidos, Merlot1 Comment

Pintia 2003

Pintia 2003

Todo bom enófilo sonha com a possibilidade de provar grandes vinhos. E apesar de termos aqueles nomes franceses bem conhecidos decorados e sempre na expectativa de poder prová-los, existem muitos outros, inclusive de outros países, que estão à altura, pra não dizer até acima de sua qualidade. Mas esse é um mérito que não devemos entrar, inclusive porque envolve gosto.

A verdade é que o Pintia é um dos grandes vinhos do mundo que quem puder provar, não vai se arrepender. Ele é produzido na região de Toro, na Espanha, pela mítica empresa Veja-Sicília e é feito somente com a casta Tempranillo.

A Veja-Sicília estava em busca de um novo terroir, fora de Ribera Del Duero, para investir. Encontraram então a região de Toro e surgiu o Pintia. Desde sua primeira colheita, em 2001, vem ganhando notas altíssimas (sempre acima de 95 pontos) da crítica especializada. Não é pra menos. O vinho surpreende a cada gole.

É um vinho que mereceria páginas e páginas de descrição, mas ao mesmo tempo sinto-me pequeno diante de tantos atributos. Sua complexidade aromática é tão grande que quando provei, eu não sabia o que escrever. Isso sem falar de sua persistência, seu retro-gosto, seu NÃO amargor, enfim, tudo o que um grande vinho deve ter.

Tudo isso o Pintia tem, e tem de sobra.

Mas o mais gostoso, sem dúvida, é poder dividir essa alegria com amigos. Dizem por aí que quem tem amigos, tem tudo. Eu estava com amigos e com um belíssimo vinho à mesa. Precisa dizer mais?

Um abraço

Daniel Perches

(Para saber mais sobre o Pintia, veja o site deles aqui. No Brasil é possível comprar pela Mistral)

Posted in 2003, Espanha, Tempranillo0 Comments

Monte da Penha Fino Reserva 2003

Monte da Penha Fino Reserva 2003

Tenho um gosto especial pelos vinhos do Alentejo. Aliás, Alentejo e Ribatejo. Acho que eles ficam um pouco fora do “jet-set” do Douro, Dão e Porto. Aí sempre que encontro um fico com vontade de provar.

Foi assim que eu busquei esse Monte da Penha Fino Reserva 2003, um vinho produzido lá no Alentejo com as castas Alicante Bouschet, Trincadeira e Aragonês. Três castas típicas de Portugal e da região.

Esse vinho foi comprado no começo de 2009 e só depois de um ano que eu resolvi abri-lo. Deveria ter aberto antes (esse é, sem dúvida, um dos maiores dilemas de um enófilo que tem estoque em casa: quando abrir?)

Acho que o vinho já está em declínio e perdeu bastante de seu vigor e força. Ainda é um vinho bem interessante, diga-se de passagem, mas não está mais em seu auge de maturidade.

Em taça mostrou uma coloração rubi escura, mas com pouco brilho. Seu halo já se mostrou bastante evoluído.

No nariz apresentou aromas terciários bem marcados, com destaque para a madeira e para o fumo. É possível identificar frutas passadas também, mas sempre mescladas com a madeira.

Em boca mostrou-se com corpo leve e final de média persistência, mas com um pouco de amargor.

Acredito que tenha sido um vinho bastante interessante, cerca de dois anos atrás. Como me interessei pelo vinho, vou ficar de olho na próxima safra que soltarem, para que eu possa comparar. Depois eu conto por aqui.

Esse é importado pela Vinea e custa em torno de 100 reais.

Abraços

Daniel Perches

Posted in 2003, Alicante Bouschet, Aragonez, Portugal, Trincadeira0 Comments

Brunello de Montalcino 2003 Il Paradiso di Frassina

Brunello de Montalcino 2003 Il Paradiso di Frassina

Esse vinho foi provado num daqueles dias que você não quer nunca que acabe. Companhia de bons amigos, ótima comida e, claro, ótimos vinhos. A idéia nasceu despretensiosa e foi tomando corpo. À medida que cada um dava a idéia de um vinho para levar, a animação aumentava.

Foi assim que me reuni com o Emerson, Alexandre e Cristiano (e as respectivas esposas) para um almoço italiano.  Pra comer, um fantástico ossobuco com fetuccine na manteiga. Pra beber, alguns vinhos italianos.

Esse Brunello de Montalcino foi um deles e sem dúvida é um que vai deixar saudades. Produzido pelo Paradiso di Frassina com a uva Sangiovese Grosso, é um vinho que ainda está jovem, mas já se mostra muito macio e saboroso.

No nariz, aromas de frutas vermelhas maduras e um pouco de madeira molhada, com um leve toque herbáceo. Seus aromas são muito marcantes e duradouros. Abrimos, decantamos e bebemos depois de 2 horas talvez. Estava muito vivo e evoluído e acredito que poderia ficar ainda muito mais tempo no decanter, sem perder seus aromas.

Na boca o que impressionou foi a sua maciez de seus ótimos taninos. Final longo e sem amargor. Um excelente vinho, que se você for comprar, eu sugiro que compre duas garrafas: abra uma agora para provar e guarde a outra por quanto tempo conseguir. Deve ser um vinho que vai amadurecer por bastante tempo e ficará ainda melhor.

Esse é importado pela Santa Ceia Vinhos. Veja que seu rótulo tem notas musicais e isso tem uma história interessante. O produtor toca música nos vinhedos, para que as plantas cresçam felizes e sem o ataque de pragas. Sua teoria vem sendo estudada não só por ele, mas por universidades também. Se funciona ou não, eu não sei. Só sei que esse vinho pode ser comparado a uma bela ópera, isso pode.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2003, Itália, Sangiovese2 Comments

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