Archive | 2002

Visitando a Don Laurindo

Visitando a Don Laurindo

Estive em Bento Gonçalves para o evento de Redes Sociais que o Ibravin promoveu e aproveitei para visitar algumas vinícolas. Tive a oportunidade de rever o Ademir Brandelli, que comanda a Don Laurindo. Ademir recebe muito bem todos que chegam lá. Ele tem uma “prisão” onde guarda os seus vinhos antigos. Só abre quando acha que deve. E dessa vez eu dei sorte. Não só abriu pra mim como gravamos lá de dentro, provando um Tannat 2002.

Posted in 2002, Brasil, Tannat0 Comments

Familia Deicas agora na Interfood / TodoVino

Familia Deicas agora na Interfood / TodoVino

Em um almoço que contou com a ilustre presença de Fernando Deicas, a Interfood / TodoVino apresentou seu novo integrante do portfólio. Os vinhos da Família Deicas são bem conhecidos pelos brasileiros e mostram bem que o Uruguai tem uma boa vocação para a produção de vinhos, em especial os feitos com Tannat.

Fomos surpreendidos com uma vertical do vinho Preludio, passando pelas safras de 1997, 1999, 2002 e 2005. Eu já havia provado o Preludio Barrel Select 2004, mas esses que me foram apresentados eu não conhecia. Até então só sabia da sua fama de serem bons vinhos.

Comprovei a fama e fiquei realmente impressionado com a força e longevidade dos vinhos. De todas as safras provadas, a que mais me agradou foi a de 1999, que estava mais viva e mais intensa que a de 1997 (que estava muito boa também, mas já que temos que escolher uma, fiquei com a 99). As safras mais novas estão excelentes, mas eu guardaria mais alguns anos para obter mais complexidade. Os vinhos Preludio seguem um corte regular de Tannat, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot. Em 2005 eles acrescentaram um pouquinho de Marselan, mas foi um percentual muito pequeno e acredito que imperceptível. São coisas que o enólogo faz para melhorar o vinho, amaciá-lo, mas que para nós, ao provar, não há muito como perceber. Mas o que importa mesmo é que o vinho seja bom, não é mesmo?

Pude também provar finalmente o Preludio Branco, que eu queria conhecer. É um vinho com uma estrutura de impressionar. Passa um bom tempo por barricas e isso dá a ele uma complexidade que não se encontra facilmente por aí. Se você gosta de vinhos brancos mais amadeirados, esse é uma boa pedida.

E pra terminar com chave de ouro, provei o Família Deicas Tannat Premier Cru d’Exception 2005, um vinho que tem uma qualidade excepcional. Apesar de ainda jovem, o vinho mostrou que tem muito a oferecer, com aromas bem complexos, muito corpo e taninos de ótima qualidade. Um verdadeiro Premier Cru.

Esperamos que a vida da Familia Deicas seja boa junto com a Interfood e que possamos sempre ter esses bons vinhos à mesa.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 1997, 1999, 2002, 2005, Uruguai0 Comments

Pérez Cruz Liguai envelhece bem

Pérez Cruz Liguai envelhece bem

Nada melhor do que uma degustação vertical para saber o potencial de envelhecimento de um vinho. Provam-se, num mesmo evento, diversas safras dele e aí fica fácil de perceber as suas modificações ao longo do tempo.

E foi assim que eu pude comprovar que o Pérez Cruz Liguai, um vinho feito com Syrah, Carmenere e Cabernet Sauvignon tem um grande potencial de envelhecimento. Provei as safras 2002, 2003, 2005, 2006, 2007 e 2008, sendo que só a 2007 está sendo comercializada atualmente.

O mais interessante foi que ao olhar para todas as taças com todos os vinhos, nenhum estava “envelhecido”. Todos os vinhos estavam com uma cor bem viva e mostrando bastante força.

Os mais antigos (02 e 03 principalmente) já estavam com aromas mais evoluídos e em boca também tinham traços do tempo, com taninos mais amaciados. Mas não se engane, pois a acidez ainda estava lá presente.

Segundo o enólogo da bodega que esteve acompanhando a degustação, o 2006 é um que deve ser bastante longevo. Sábias palavras e comprovadas pela sua grande acidez e taninos ainda bem amarrados.

O 2007 e o 2008, claro, estavam muito jovens. São vinhos que se forem consumidos hoje, trarão prazer e sem dúvida, eu beberia tranquilamente, mas se você tiver um e conseguir guardar, vai ter um vinho ainda mais complexo. Ou faça o que eu sempre digo (mas nem sempre faço), que é comprar duas garrafas.

Eu já gostava dos vinhos da Pérez Cruz. Agora gosto mais ainda, sabendo que tem mais potencial do que eu imaginava.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2002, 2003, 2005, 2006, 2007, 2008, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Chile, Syrah0 Comments

Degustação Vertical de Liguai com a Winet e Abflug

Degustação Vertical de Liguai com a Winet e Abflug

Degustações verticais (aquelas em que se bebe o mesmo vinho de safras diferentes) são muito boas para se ver a evolução do vinho ao longo dos anos. E quando o vinho é um ícone, é melhor ainda.

Então para os sortudos que conseguiram reservar seus lugares, a Winet (do meu amigo André Rossi) e a Abflug trazem para o Brasil as safras de 2002, 2003, 2005, 2006, 2007 e 2008. Digo que são “sortudos” porque as vagas estão esgotadas, então quem reservou, reservou. Só espero que não tenha cambista na porta vendendo com preço mais elevado! :)

Eu estarei lá e em breve conto aqui as minhas impressões. Veja abaixo o flyer do evento (e clique nele para ampliar).

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2002, 2003, 2005, 2006, 2007, 2008, Chile0 Comments

Château Pavie 2002

Château Pavie 2002

O Château Pavie é o “queridinho” do Sr. Robert Parker. Eu provei o vinho da safra 2002, que nem foi tão bem avaliado por ele, ganhando “míseros” 94 pontos. Bem, pra quem não sabe, levar 94 pontos não é pra qualquer vinho.

Mas o Château Pavie merece. É um vinho pra se beber com calma, abrir muito antes para ele se abrir (senão você corre o risco de beber um vinho tão fechado que só sentirá o aroma da madeira) e claro, pelo menos para os pobres mortais, para um dia especial. Deixemos as brigas sobre a qualidade, o uso exagerado de madeira, a quantidade de álcool para os grandes como o Sr. Parker, Jancis Robinson e outros. Aqui vamos só avaliar o vinho como ele é e não vamos dar pitaco no que o enólogo poderia ou não fazer.

Feito com uma mescla de Merlot, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon lá em Boerdeaux, mais exatamente em Saint-Emillion, o Château Pavie é um dos grandes vinhos que integra o time dos 1er Grand Cru Classé. Eu provei esse vinho lá na França e realmente fiquei encantado com o seu potencial. É sim um vinho corpulento, com muito caráter. Aromas de creme de cassis, frutos negros e claro, madeira, integraram o bouquet que insistia em se apresentar de forma muito forte e franca. O vinho ainda estava jovem e poderíamos deixar por mais algumas décadas envelhecendo, mas quem é que aguenta?

Em boca tem taninos muito redondos (mas de novo, ainda um pouco verdes, mas que com o tempo ficarão fantásticos), nenhum amargor e um final muito longo. Eu sinceramente não sei de onde o Sr. Parker tirou aqueles 6 pontos, dando “só” 94 para esse grande vinho.

Aqui no Brasil não é fácil de achar o vinho e tampouco é barato, mas é daqueles que nem precisamos falar muito. O vinho fala por si só. E fala alto!

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2002, França0 Comments

Stellenzicht Shiraz 2002

Stellenzicht Shiraz 2002

A uva Syrah é plantada no mundo inteiro. Junto com a Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Sauvignon Blanc e mais algumas outras, são consideradas já “uvas internacionais”. Qualquer país produtor de vinho tem essas variedades.

E justamente por esse motivo eu gosto de comparar vinhos feitos com essas uvas, desses diferentes países. Outro dia provei um Syrah da Sicília que estava fantástico. Leve, bem frutado, praticamente sem madeira e descendo como uma seda pela boca. Bem diferente dos Syrah que temos na Ámerica do Sul, por exemplo, que são mais encorpados e como é também o caso desse sulafricano, feito na região de Stellenbosch. Corpo, estrutura e vivacidade é o que não falta para esse vinho.

Apesar de seus 8 anos, em taça mostrou-se bastante vivo e ainda jovem, mesmo com um leve halo de evolução. No nariz deixou claro a sua marca, trazendo bastante especiaria e madeira.

Em boca, muita estrutura e taninos bastante finos, mas que ainda não estavam no auge da maturidade.

É um vinho denso e “pesado”, necessitando uma boa comida pra acompanhar. Pela sua estrutura, não é fácil combinar um bom prato. Eu iria com uma carne com bastante tempero e um molho forte, para não correr o risco do vinho nem tomar conhecimento do alimento e reinar sozinho.

Se gosta de vinho estruturado bem ao estilo novo mundo, essa é uma boa pedida!

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2002, África do Sul, Syrah0 Comments

Cimbolo IGT 2002

Cimbolo IGT 2002

Beber esse vinho me fez lembrar um jantar muito gostoso que tive no restaurante Friccó. Quando fui escolher o vinho, tinha um Chianti da safra de 2002 que estava mais barato que os outros e o sommelier me falou que custava menos porque a safra não tinha sido boa.

Fiquei compadecido com o vinho que estava lá renegado e resolvi provar. É claro que o momento deve ter ajudado muito (era comemoração de aniversário de casamento), mas o fato é que o vinho me supreendeu. E desde então, quando provo um vinho italiano desse ano, lembro-me desse episódio e sempre paro para pensar sobre essa questão de tabela de safras. Como isso é relativo, não é mesmo? Não só de região para região, mas também de produtor para produtor, numa mesma região. Sem dúvida, temos que tomar cuidado com isso.

E dessa vez, ao provar o Cimbolo 2002, que é feito com a uva Sangiovese na região da Umbria (Itália Central) pelo produtor Poggio Bertaio eu também me surpreendi positivamente. O vinho estava ainda bem vivo e potente.

Esse eu provei na Vinea, que por sinal tem um bom catálogo de vinhos da Itália. Apesar de na taça já aparentar um certo envelhecimento, caracterizado pela sua cor rubi escura com grande reflexo granada, no nariz estava parecendo mais jovem. Aromas de frutas em geléia, terroso, um pouco de couro e um leve herbáceo fizeram a dança dos aromas.

Em boca mostrou os taninos ainda um pouco “indomados”, ou seja, ainda amarravam um pouco a boca. Boa acidez e final longo, com toques adocicados e defumados. Essa “amarrada” na boca com certeza deve sair e dar lugar a um final muito mais prazeroso com uma boa comida. Dessa vez eu provei só o vinho, mas não tenho dúvidas que é um vinho gastronômico e que se bem harmonizado, só trará boas surpresas.

Custa 110 reais na Vinea, o que me parece um bom preço para esse vinho que já tem certo envelhecimento e complexidade.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2002, Itália, Sangiovese2 Comments

Chateau Desclau Cuvée Marguerite 2002

Chateau Desclau Cuvée Marguerite 2002

Estava com esse vinho em minha adega há mais de um ano, quando estive na Vinea (importadora de vinhos em São Paulo) para fazer uma grande compra. Vieram ótimos vinhos, como o Chateau DEsclau Cuvée Marguerite, que é produzido na região de Bordeaux, na França.

As uvas que compõem o seu corte são a Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Malbec e Petit Verdot. Um típico corte bordalês.

O vinho, que já tem 8 anos de vida, mostrou-se num ótimo ponto para consumo. Acredito até que seja possível guardar mais alguns anos, mas já está bastante evoluído agora. Era minha única garrafa, mas se eu tivesse mais uma, não guardaria mais tempo.

Em taça apresentou uma coloração rubi intensa, com um bom halo de evolução (vemos isso ao deitar a taça levemente e notar que nas bordas o vinho torna-se mais claro.)

No nariz aromas complexos, que se misturavam a cada volta. Frutas vermelhas maduras como ameixa preta, frutos silvestres, amora. Notas de couro, fumo e um leve toque de chocolate amargo também apareceram.

Em boca, muita maciez e taninos muito redondos. Um final longo e sem amargor.

Um belo vinho que pode ser degustado com calma, deixando-o descansar um pouco (com aeração), pois seus aromas tem grande persistência e merecem um tempo de descanso para apresentarem “surpresas” a cada momento.

Esse custa em torno de 100 reais, o que me parece um ótimo preço para sua qualidade. Pra quem gosta de Bordeaux “clássico”, esse é um bom exemplar.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2002, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, França, Malbec, Merlot, Petit Verdot0 Comments

Rutini Apartado 2002

Rutini Apartado 2002

Em tempos de sustentabilidade, sei que o que eu vou dizer agora pode ser considerado quase um crime, mas eu tenho que confessar que eu adoro os vinhos com aquelas garrafas imponentes, super pesadas e grossas. Me dão a impressão, já de cara, que o vinho tem uma força e estrutura enormes. O último que eu provei foi o Farnese Edizione No 8 Cinque Autoctone. A garrafa é do mesmo tipo e pesa quase dois quilos.

Mas com uma grande garrafa, vem uma grande expectativa. E foi assim que eu me preparei para beber esse vinho, que é um corte de 50% de Cabernet Sauvignon, 30% de Malbec e 20% de Syrah vindas de Tupungato e é um dos tops da Familia Rutini, que eu já comentei várias vezes aqui que é uma das minhas preferidas da Argentina.

Vinho aberto e lá fui eu para a prova. A coloração do vinho apresenta um rubi com toques alaranjados nas bordas, sugerindo que o vinho já atingiu o seu ápice (e afinal de contas, são 8 anos em garrafa. Pode ser muito para um vinho do novo mundo).

No nariz o vinho apresentou aromas de cereja e de ameixa bem maduras, mas o que sobressaiu foi o de madeira seca, que permaneceu por mais tempo inclusive.

Em boca eu esperava mais corpo. O vinho tem bastante adstringência, taninos muito presentes ainda e praticamente nenhum amargor, mas achei-o um pouco “magro”. Seu final também não foi dos mais longos que eu já provei.

Não sei se a minha expectativa estava muito alta ou o vinho realmente não é tudo o que falam.

Foi provado com uma polenta com ragú e a combinação foi muito boa e o vinho ficou muito melhor. Guardei um pouco para provar depois e bebi-o sem comida e a falta de corpo se comprovou. Uma pena.

É um excelente vinho, corretíssimo e que merece altas notas, mas pra mim, que esperava algo mais “potente”, ficou devendo alguma coisa.

O Rutini Apartado é encontrado na Zahil e custa em torno de 200 reais.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2002, Austrália, Cabernet Sauvignon, Malbec, Syrah0 Comments

Bajoz Reserva 2002

Bajoz Reserva 2002

Esse vinho foi comprado na World Wine, por ocasião do Bota Fora que eles fazem anualmente. Garimpando, é possível encontrar boas ofertas e vinhos interessantes para se provar. Eu uso sempre o critério “vinhos que eu gostaria de provar mas não pagaria o preço” para escolher os meus.

E foi assim que eu encontrei o Bajoz Reserva 2002. Eu já havia provado o Bajoz normal (linha de entrada da casa) e de uma safra mais jovem. Esse, por ser reserva e também pelo ano, me chamou a atenção.

Produzido na região de Toro, na Espanha e com a uva Tinta de Toro, apresentou um grande halo de evolução e sua coloração estava viva e brilhante, mas com bons reflexos atijolados, demonstrando que o vinho já estava no ponto para ser bebido e no início de seu declínio. Acredito que seja possível guardar por até mais um ano, mas só se você gostar de vinhos já bem maduros.

No nariz aromas de couro, tabaco, chocolate, fruta passa e um toque de especiaria. Em boca, bom equilíbrio e final interessante, não muito longo, mas equilibrado.

Não acho que seria uma boa combinação com comidas muito fortes, pois o vinho já não tem tanta potência.

Deixo então a dica para quem quiser conhecer esse vinho, que me agradou dentro do esperado. O preço dele na promoção foi de R$ 60,00, mas o normal é R$ 140.

Um abraço

Daniel Perches

imagem_Bajoz_v

Posted in 2002, Espanha, Tinta de Toro0 Comments

Montevalle Reserva 2002

montevalleMotivado por uma promoção, comprei esse vinho na wine.com.br, site que comercializa diversos rótulos de vinhos e que cresceu muito em seu primeiro ano de vida. Eles têm uma boa Continue Reading

Posted in 2002, Portugal, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca1 Comment

Prado Rey Crianza 2002

Estive nessa quinta-feira com o meu amigo José Hilton, Sommelier do Tokay Vinhos, em Campinas. O restaurante e Wine Bar oferece os rótulos da Zahil e da Decanter aos mesmos preços da importadora, sendo assim uma excelente opção para os campineiros. Tive a oportunidade (sempre sob a sugestão do Zé, que é um sommelier muito promissor) de provar o Prado Rey Crianza 2002, um Tempranillo (na verdade é um corte de 95% Tempranillo, 3% Cabernet Sauvignon, 2% Merlot),que estava excelente. Esse vinho é produzido pela Real Sitio de Ventosilla, uma propriedade lendária, que foi inicialmente da família real e depois foi doada. Na verdade, eu até estava esperando provar um outro vinho da sugestão da semana, mas o Zé nem precisou se esforçar muito pra me convencer, quando me falou que esse Crianza tinha um estilo do Vega Sicília. Aí não deu pra resistir. É claro que esse vinho não tem a menor pretensão de ser como Vega Sicília (que como o próprio rótulo diz bem, é “Unico”), mas sem dúvida, me surpreendeu. Com uma cor muito viva com aura não muito desenvolvida e lágrimas bem coloridas e lentas, já me encantou desde o começo. No nariz, aromas principalmente doces, de baunilha, amêndoas, côco e até um pouquinho de madeira, mas nada muito forte. O Prado Rey custa atualmente R$ 114,00 a garrafa, mas sem dúvida, vale a pena. Tenho visto (e provado) alguns Tempranillos por valores menores, mas que realmente não valem nem metade. Esse sim, vale isso, sem dúvida. A safra 2002 em Ribera Del Duero, segundo a Wine Spectator, teve 86 pontos. Não é nada espetacular, mas esse crianza pareceu se destacar. Só pra lembrar, as melhores safras dessa região são as de 2004 e 2005, sendo que essa última, se o vinho for bom, pode ser guardado por um bom tempo ainda. Os mais novos – 2006, 2007 e eventualmente 2008 – se forem de boa qualidade, apesar de não terem grandes pontuações, podem ser guardados por um bom tempo também. Uma ótima pedida para acompanhar uma carne grelhada sem acompanhamentos muito fortes. Prado Rey parecido com Vega Sicília? É, lembra um pouco… Talvez uma degustação às cegas seria um bom desafio…

Posted in 2002, Espanha, Tempranillo0 Comments


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