Archive | 2001

[Vinícolas da Argentina] Bodegas López

[Vinícolas da Argentina] Bodegas López

Se você gosta de vinhos evoluídos e daquelas degustações verticais, onde se prova várias safras de um mesmo vinho, para saber como é a evolução dele ao longo dos anos, você precisa conhecer a Bodega López, que fica em Mendoza.

Os caras são enormes e têm mais de 1.000 hectares de uvas plantadas. Mas pra mim o grande diferencial da López nem é esse, é ter safras antigas. Os donos gostam de fazer os vinhos ao estilo europeu, mais austeros e elegantes. Eles têm lá uma linha de vinhos jovens, que é amplamente comercializada na Argentina e que são bons, mas nada de espetacular. O que é bom mesmo é o tal do Montchenot, que é o vinho deles que é envelhecido pelo menos 10 anos antes de ser comercializado.

Visitar a vinícola é aprendizado certo. com mais de 100 anos de história, eles têm até um pequeno museu com os carros e instrumentos de épocas passadas, muito interessantes. Alguns vinhos (como o Montchenot) são guardados em pipas de madeira enormes, para envelhecer por muito tempo.

E se você for visitar, recomendo que almoce no restaurante deles, que tem uma comida muito boa e que harmoniza muito bem com os vinhos da casa (eles servem os mais jovens), mas também recomendo que você pesquise as safras que quer comprar. Lá tem Montchenot 1958, 62, 71, 78, etc. É um verdadeiro parque de diversões para quem quer provar vinhos mais evoluídos.

Gostei muito de provar o Montchenot 2001, que é feito com Cabernet Sauvignon, Merlot e Malbec. O pessoal de lá criou esse corte  para ser o “corte típico argentino”. é um vinho que já tem uma cor mais evoluída, tijolo. Pela sua idade, ele estava com o aroma ainda fechado, que depois foi se abrindo e ficando cada vez melhor. Toques de cereja, frutas secas, terra, poeira, também evoluídos. O mais legal é que ainda tem acidez e de sobra nesse vinho, mostrando-se ainda vivo, bem marcante.

Outro vinho que me chamou a atenção foi o Federico Lopez Jerez, que é feito pelo método de Solera com as uvas Pedro Ximenes e Palomino, as típicas do Jerez “original”, da Espanha. O legal desse vinho é que ele é muito parecido com o seu primo espanhol, mas não tem toda aquela salinidade, então pode ser que agrade a alguns paladares mais sensíveis a esse tipo de aroma e sabor.

Dessa vez eu não consegui trazer nenhuma garrafa, mas com certeza na minha próxima viagem à Mendoza, trarei uma vertical para apreciar. Vale a pena. Veja mais informações no Site da Bodega López. Infelizmente não tem importador no Brasil (ainda)

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2001, 2008, 2011, Argentina, Cabernet Sauvignon, Novidade, Palomino, Pedro Ximenes2 Comments

Brunello di Montalcino Ceretalto Casanova di Neri em vertical

Brunello di Montalcino Ceretalto Casanova di Neri em vertical

Quando falamos em Brunello di Montalcino, 9 entre 10 enófilos brilham os olhos. E não é pra menos. Em geral os vinhos de lá são excepcionais. E pra quem não sabe do que estamos falando, Montalcino é uma cidade que fica no coração da Toscana e faz vinhos tintos com a uva Sangiovese. Para o vinho poder sair com essa denominação (Brunello di Montalcino) deve seguir alguns critérios, dentre eles que o vinho fique estagiando por pelo menos 24 meses em barricas e que seja colocado a venda só depois de 5 anos da colheita. Dá pra perceber que estamos falando de grandes vinhos, não?

Mas mesmo entre os produtores de Brunello, tem alguns que se destacam ainda mais, como é o caso da Casanova di Neri, que é um produtor tradicional, que desde 1971 faz vinhos de excelente qualidade por lá. Seus vinhos só saem quando o Giacomo Neri (proprietário e enólogo) acredita que estão no ponto de qualidade ideal para a nossa plena satisfação.

E se você quiser comprovar a qualidade desse produtor, sugiro provar os vinhos da linha Cerretalto.

Cerretalto é o nome do vinhedo (que fica a oeste de Montalcino). Esse terreno foi identifdicado em 1954 e é muito rico em ferro. É também o nome da sua linha premiada de vinhos. Prêmios que pra mim são mais do que merecidos, dada a sua qualidade. São vinhos de grande potencial de envelhecimento. Provei alguns, numa vertical e abaixo estão as minhas impressões:

Brunello di Montalcino Casanova di Neri Cerretalto 2004
Foi uma safra muito equilibrada. O vinho ainda está muito jovem, mas não está “duro”. Dá pra beber tranquilamente. No nariz tem muita fruta, muito presente e equilibrada. Ameixa preta, leve toque mineral. Boca com muito tanino ainda. Boa acidez, final longo. Se conseguir guardar, é daqueles que dá pra “esquecer na adega” sem problemas.

Brunello di Montalcino Casanova di Neri Cerretalto 2003
Foi uma safra bem quente. Não é tão potente quanto o 2004, mas mantém a elegância. Tem um toque ferroso, cor mais evoluída, aromas mais doces, boca redonda, acidez na medida, excelente para a gastronomia.

Brunello di Montalcino Casanova di Neri Cerretalto 2001
Esse levou 100 pontos da Wine Spectator.
Tem um toque evoluído, bálsamo, ainda com acidez no topo. Muito equilibrado, elegante. Final muito longo que deixa lembranças.
O interessante desse vinho é que quando foi servido, estava muito fechado, ou seja, os seus aromas ainda estavam bem leves e escondidos. Abriu muito com o tempo, ficando cada vez melhor. Surgiram aromas de couro, animal, mineral. Um belíssimo vinho que está no ponto para o consumo.

Brunello di Montalcino Casanova di Neri Cerretalto 1999 
Era pra ser uma safra regular, mas que o Giacomo Neri acreditou (e teve sorte). Toque balsâmico, fruta passa, erva. Evoluído, mas com acidez ainda presente. Se você gosta de vinhos mais evoluídos, esse é um deleite.

Em 2011 pude provar vários vinhos de Brunello di Montalcino e dos que eu conheci, o Casanova di Neri é um que se destaca pela sua qualidade, regularidade e elegância. É aquela aposta certa. Pode comprar sem erro.

Um abraço
Daniel Perches

 

Posted in 1999, 2001, 2003, 2004, Itália, Sangiovese4 Comments

O EPU ao longo do tempo

O EPU ao longo do tempo

O EPU é o segundo vinho da famosa vinícola Almaviva, do Chile. O Almaviva é um vinho ícone não só chileno, mas mundial. Tive a oportunidade de provar uma só vez (até agora) a safra de 1999 e fiquei impressionado com o vinho. É muito bom.

Mas hoje vou falar sobre o EPU, que de segundo não tem muita coisa. Ele é tão bom quanto o Almaviva e faz bonito frente a grandes vinhos e poderia tranquilamente ser o promeiro vinho da vinícola. É daqueles achados que a gente fica doido para encontrar mais. Fiquei sabendo através de amigos antes de ir para o Chile e consegui comprar umas garrafas lá. Aliás, foi o meu melhor vinho no Chile.

Tenho uma garrafa ainda guardada na adega esperando um bom momento, mas não é que o meu grande amigo Cristiano Orlandi resolveu ser generoso e me brindou, junto com alguns outros amigos, com uma vertical desse vinho? Pois é, provamos as safras 2001, 2006 e 2007.

Posso garantir que as 3 safras provadas foram suficientes para mostrar que o vinho é realmente muito bom. Ficamos todos impressionados com a qualidade desse vinho.

Todos eles tinham uma elegância enorme, com aromas muito bem integrados ao vinho, ótimo corpo e final daqueles que a gente fica lembrando por minutos. Muito mais do que descrever as características de aroma e de paladar, acho que posso resumir tudo em poucas palavras: O EPU continua sendo o meu vinho preferido do Chile!

Obrigado, Cris. Sua generosidade é gratificante. Fico contente de ter dividido um momento tão legal com você.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2001, 2006, 2007, Chile0 Comments

Zuc di Volpe Cabernet Sauvignon 2001

Zuc di Volpe Cabernet Sauvignon 2001

Esse é para quem gosta dos vinhos italianos, principalmente aqueles que estão em seu auge, já tendendo para o declínio.

O Zuc di Volpe é produzido com 85% de Cabernet Sauvignon (uma uva que tem uma boa longevidade, por via de regra) e 15% de Cabernet Franc na região do Friuli, na Itália.

O vinho apresentou-se pronto para consumo (e não recomendo guardar nem mais um ano), com uma coloração tendendo ao granada, com um grande halo de evolução.

zuc_pasini_cabernetNo nariz predominaram os aromas terciários, com destaque para o terroso, bosque, madeira e defumado. Como eu imaginava, deixei descansando um tempo o vinho e os aromas foram se dissipando. Acredito que há alguns anos esse vinho tenha sido muito mais potente, mas agora ele já estava “cansado”.

Em boca, acidez alta e taninos muito presentes (e sinceramente eu esperava que estivessem mais macios).  Final de média persistência, mas bem marcante, com os taninos nos lembrando do vinho até o último segundo.

Sugiro cuidado ao fazer uma harmonização com esse vinho, pois molhos e temperos muito fortes podem passar por cima do vinho.

Importado pela World Wine, é um vinho que custa em torno de 150 reais. Se quiser provar algo desse produtor, sugiro safras mais novas. Essas devem valer o preço.

Abraços

Daniel Perches

Posted in 2001, Cabernet Sauvignon, Itália2 Comments

Conhecendo os vinhos da EIVIN

Conhecendo os vinhos da EIVIN

Exatamente durante a semana em que me propus a escrever sobre vinhos nacionais, fui convidado para uma degustação de vinhos nacionais, representados pela EIVIN, que é capitaneada pelo Marcio Marson.

A EIVIN tem a proposta de trabalhar somente com vinhos nacionais. Proposta muito interessante e louvável. Sabemos que o Marcio e equipe têm um grande trabalho pela frente, pois ainda é nítida a dificuldade de se colocar o vinho nacional na mesa do brasileiro.

Mas eles estão fazendo um ótimo trabalho. Os vinhos representados são de excelente qualidade e recomendo fortemente que sejam provados. Comento abaixo sobre os que conheci.

 

Marson Espumante Brut Champenoise 2009
Belíssimo espumante feito com Chardonnay e Pinot Noir. A Vinícola Marson possui uma técnica diferenciada de tratamento das leveduras, que ao invés de ficarem em contato direto com o líquido no período de maturação, ficam dentro de saches (como aqueles de chás), tornando o produto final mais límpido. Vale a pena conhecer. Custa R$ 55 no mercado.

Espumante Stellato 2008
Produzido pela Vinícola Santo Emílio, esse espumante feito pelo método Charmat é composto de Cabernet Sauvignon e Merlot. Muito aromático, fresco e com boa acidez. Boa companhia para comidas mais gordurosas e concentradas. Pode ser uma boa com feijoada. Custa em torno de 53 reais.

Villaggio Grando Chardonnay 2008
Esse Chardonnay não passa por barrica, mas tem aromas muito característicos da passagem por madeira. Isso é fruto do terroir, o que me impressionou bastante. Coloração amarelo palha escura, aromas de abacaxi em calda, amanteigado, bem untuoso. Toques de fumaça. Um belo vinho. Custa em torno de 60 reais.

Cordilheira de Sant´Ana Gewurztraminer Reserva Especial 2008
Um vinho com bastante tipicidade da gewurztraminer, que é uma uva muito aromática. Toques muito presentes de lichia e de pétalas de rosas. Retrogosto confirmando o nariz. Vinho um pouco ligeiro (seu retrogosto termina rapidamente após ser bebido), mas tem tendência para evolução. Minha sugestão é comprar duas garrafas. Beba uma agora com uma bela salada e guarde outra por 2 anos. Acho que vai ter uma boa surpresa. Preço em torno de 60 reais.

Prelúdio  2007
Esse vinho é o primeiro do projeto do renomado (e polêmico) Marco Danielle, que ficou famoso por fazer vinhos sem a adição de SO2. O vinho me impressionou pela sua rusticidade. Percebe-se que tem bons taninos, boa acidez e bom equilíbrio em boca. Acho que precisa de mais um tempo de maturação. Feito com Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. Preço em torno de 65 reais

Bettú Corte Bordalês C 2001
Finalmente provei o vinho do famoso Bettú. Conhecido por ser um garagista inveterado, o Bettú faz seus vinhos literalmente na sua garagem e em produções muito pequenas. É um vinho que sugere que tenha as uvas do corte bordalês, mas não é revelado nem quais são nem quantidades. Desse vinho foram feitas somente 580 garrafas. Muito equilíbrio e maciez impressionante. Custa 130 reais.

Terragnolo Marselan 2009
Esse vinho foi retirado da barrica para prova. Ainda não está no mercado, mas recomendo que se compre de caixa quando chegar. A Terragnolo conseguiu “domar” muito bem a marselan (essa uva é um cruzamento da Cabernet Sauvignon com a Grenache). O vinho ainda está “jovem demais”, mas com certeza vai ser um grande vinho em alguns anos. É ver pra crer. Ainda sem preço de mercado.

Com isso temos aí uma boa gama de opções de vinhos nacionais para provar.

Depois de toda essa bateria o Marcio (EIVIN) e o Guilherme (Villaggio Grando) ainda nos brindaram com duas surpresas. Essas eu conto no post seguinte, pois vale a pena. Obrigado também ao Tiago, da Rosso Bianco, que nos recebeu muito bem lá e cedeu o espaço para a degustação.

Para saber mais sobre a EIVIN, veja o site aqui.

Abraços

Daniel Perches

Posted in 2001, 2008, 2009, Brasil, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Gewurztraminer, Marselan, Merlot0 Comments

Barbaresco Giuseppe Cortese Rabaja’ Riserva 2001

Barbaresco Giuseppe Cortese Rabaja’ Riserva 2001

Esse grande vinho foi um brinde do nosso amigo Beto Duarte (Papo de Vinho). Ele conheceu o produtor e trouxe-o para o Brasil. Veio o Barbaresco “normal”, mas não o Riserva. Acho que o importador não estava num dia muito inspirado quando não quis esse vinho, pois ele é simplesmente fantástico.

Produzido na região de Barbaresco e em sua totalidade com a uva Nebiollo, esbanja classe, robustez e uma longa vida pela frente. São plantados só 4 hectares na zona de Rabaja’, originando 6 mil garrafas. Passa 30 meses em carvalhos franceses e eslovenos e depois ainda fica 3 anos em garrafa, antes de ser comercializado. Em taça, mostrou uma coloração granada. Suas lágrimas são muito lentas e grossas, com muita elegância.

No nariz, um painel de aromas de se encantar. Inicialmente, um herbáceo lembrando bosque úmido, passando por frutas passas ou em compota, sendo complementado por aromas terciários de couro, estrebaria, charuto e um toque de mentol no final. Um bouquet completo.

Em boca é macio, mas percebe-se que os seus taninos ainda estão amadurecendo, mostrando novamente a longevidade desse vinho. Seu final é longo e persistente.

É um clássico Barbaresco, que prima pela sua elegância. Merece ser guardado por muitos e muitos anos e aberto em ocasiões especiais, quando for possível apreciar o vinho com calma e tranqüilidade.

Importante comentar que esse só é engarrafado em anos especiais. Uma raridade.

Como não é trazido para o Brasil, não é possível saber o preço, mas acreditamos que gire em torno de 600 reais.

Obrigado, Beto, por compartilhar essa jóia conosco. E parabéns ao produtor, Giuseppe Cortese, pela belíssima obra. Pra saber mais sobre esse e outros vinhos do Giuseppe, veja o site aqui.

Um abraço

Daniel Perches

rabaja_riserva

Posted in 2001, Itália, Nebbiolo0 Comments

Watershed Shiraz 2001

Watershed Shiraz 2001

Nada melhor para começar o ano do que um bom vinho. Sendo assim, escolhi publicar esse Shiraz, que tem uma qualidade espetacular. Conheci no stand da KMM (importadora), na feira Vinhos Outlet.

Produzido pela bela vinícola Watershed na região de Margaret River (Austrália Ocidental), esse tinto é feito 100% com a uva Shiraz, uma casta que se dá muito bem naquele país. Os Shiraz australianos são conhecidos pela sua força, seu corpo, sua estrutura. Esse, pra se ter uma idéia, tem 14,5% de álcool. Não é nada fraco…

Na taça, uma coloração rubi escura quase intransponível e lágrimas lentas e muito pintadas. Parece que a taça vai ficar até manchada depois, de tanta coloração.

No nariz, ótimos aromas de frutas vermelhas em geléia, mas com um sobressalto de aromas de chocolate e baunilha. O aroma de carvalho também está presente.

Em boca, realmente muita estrutura, com um ótimo equilíbrio, taninos redondos e final longo. Acho que seria impossível não notar o seu álcool, mas nada que passe dos limites. É sem dúvida um vinho gastronômico, que pede uma comida pra acompanhar, de preferência algo que tenha a mesma estrutura dele.

Infelizmente, como a maioria dos bons vinhos australianos, o seu preço é um pouco salgado. Custa em torno de 120 reais. Mas se você aprecia essa uva (a Shiraz, ou Syrah), vale a pena provar para conhecer um vinho de bastante caráter, pois não é difícil encontrar vinhos feitos com essa uva com características bastante diferentes. Acho até que é por isso que eu gosto tanto dessa uva. Quem sabe um dia não preparo um “Painel de Syrahs”? Acho que vai ser interessante ver como se comporta em diferentes países e regiões.

Vamos amadurecendo a idéia para esse ano. Por enquanto ficamos com a dica desse australiano.

Um abraço

Daniel Perches

Watershed_Sh

Posted in 2001, Austrália, Syrah0 Comments

Morandé Vitisterra Grand Reserve 2001 Cabernet Sauvignon

img_00101Em uma das minhas visitas ao Empório Frei Caneca (em São Paulo), encontrei esse vinho, que estavam degustando e vendendo com um valor interessante (R$ 55,00) na época. E ainda ganhava um DVD do Pablo Morandé. Fiquei um pouco ressabiado pois a promoção era fantástica. O valor real do vinho era algo em torno de R$ 150,00. Achei muito bom para ser verdade, mas resolvi pagar pra ver e acabei comprando uma garrafa.

Um ano depois, resolvi abrir a garrafa e ver como estava. Lembro-me da degustação e queria comparar com o que tinha em casa. O resultado foi muito bom.

O interessante foi que o vinho se desenvolveu bastante nesse ano. Lembro-me de ter degustado um vinho bem forte e encorpado, mas ainda muito vivo.

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Posted in 2001, Cabernet Sauvignon, Chile0 Comments


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