Archive | 2001

Conhecendo os vinhos da EIVIN

Conhecendo os vinhos da EIVIN

Exatamente durante a semana em que me propus a escrever sobre vinhos nacionais, fui convidado para uma degustação de vinhos nacionais, representados pela EIVIN, que é capitaneada pelo Marcio Marson.

A EIVIN tem a proposta de trabalhar somente com vinhos nacionais. Proposta muito interessante e louvável. Sabemos que o Marcio e equipe têm um grande trabalho pela frente, pois ainda é nítida a dificuldade de se colocar o vinho nacional na mesa do brasileiro.

Mas eles estão fazendo um ótimo trabalho. Os vinhos representados são de excelente qualidade e recomendo fortemente que sejam provados. Comento abaixo sobre os que conheci.

 

Marson Espumante Brut Champenoise 2009
Belíssimo espumante feito com Chardonnay e Pinot Noir. A Vinícola Marson possui uma técnica diferenciada de tratamento das leveduras, que ao invés de ficarem em contato direto com o líquido no período de maturação, ficam dentro de saches (como aqueles de chás), tornando o produto final mais límpido. Vale a pena conhecer. Custa R$ 55 no mercado.

Espumante Stellato 2008
Produzido pela Vinícola Santo Emílio, esse espumante feito pelo método Charmat é composto de Cabernet Sauvignon e Merlot. Muito aromático, fresco e com boa acidez. Boa companhia para comidas mais gordurosas e concentradas. Pode ser uma boa com feijoada. Custa em torno de 53 reais.

Villaggio Grando Chardonnay 2008
Esse Chardonnay não passa por barrica, mas tem aromas muito característicos da passagem por madeira. Isso é fruto do terroir, o que me impressionou bastante. Coloração amarelo palha escura, aromas de abacaxi em calda, amanteigado, bem untuoso. Toques de fumaça. Um belo vinho. Custa em torno de 60 reais.

Cordilheira de Sant´Ana Gewurztraminer Reserva Especial 2008
Um vinho com bastante tipicidade da gewurztraminer, que é uma uva muito aromática. Toques muito presentes de lichia e de pétalas de rosas. Retrogosto confirmando o nariz. Vinho um pouco ligeiro (seu retrogosto termina rapidamente após ser bebido), mas tem tendência para evolução. Minha sugestão é comprar duas garrafas. Beba uma agora com uma bela salada e guarde outra por 2 anos. Acho que vai ter uma boa surpresa. Preço em torno de 60 reais.

Prelúdio  2007
Esse vinho é o primeiro do projeto do renomado (e polêmico) Marco Danielle, que ficou famoso por fazer vinhos sem a adição de SO2. O vinho me impressionou pela sua rusticidade. Percebe-se que tem bons taninos, boa acidez e bom equilíbrio em boca. Acho que precisa de mais um tempo de maturação. Feito com Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. Preço em torno de 65 reais

Bettú Corte Bordalês C 2001
Finalmente provei o vinho do famoso Bettú. Conhecido por ser um garagista inveterado, o Bettú faz seus vinhos literalmente na sua garagem e em produções muito pequenas. É um vinho que sugere que tenha as uvas do corte bordalês, mas não é revelado nem quais são nem quantidades. Desse vinho foram feitas somente 580 garrafas. Muito equilíbrio e maciez impressionante. Custa 130 reais.

Terragnolo Marselan 2009
Esse vinho foi retirado da barrica para prova. Ainda não está no mercado, mas recomendo que se compre de caixa quando chegar. A Terragnolo conseguiu “domar” muito bem a marselan (essa uva é um cruzamento da Cabernet Sauvignon com a Grenache). O vinho ainda está “jovem demais”, mas com certeza vai ser um grande vinho em alguns anos. É ver pra crer. Ainda sem preço de mercado.

Com isso temos aí uma boa gama de opções de vinhos nacionais para provar.

Depois de toda essa bateria o Marcio (EIVIN) e o Guilherme (Villaggio Grando) ainda nos brindaram com duas surpresas. Essas eu conto no post seguinte, pois vale a pena.

Para saber mais sobre a EIVIN, veja o site aqui.

Abraços

Daniel Perches

Posted in 2001, 2008, 2009, Brasil, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Gewurztraminer, Marselan, Merlot0 Comments

Barbaresco Giuseppe Cortese Rabaja’ Riserva 2001

Barbaresco Giuseppe Cortese Rabaja’ Riserva 2001

Esse grande vinho foi um brinde do nosso amigo Beto Duarte (Papo de Vinho). Ele conheceu o produtor e trouxe-o para o Brasil. Veio o Barbaresco “normal”, mas não o Riserva. Acho que o importador não estava num dia muito inspirado quando não quis esse vinho, pois ele é simplesmente fantástico.

Produzido na região de Barbaresco e em sua totalidade com a uva Nebiollo, esbanja classe, robustez e uma longa vida pela frente. São plantados só 4 hectares na zona de Rabaja’, originando 6 mil garrafas. Passa 30 meses em carvalhos franceses e eslovenos e depois ainda fica 3 anos em garrafa, antes de ser comercializado. Em taça, mostrou uma coloração granada. Suas lágrimas são muito lentas e grossas, com muita elegância.

No nariz, um painel de aromas de se encantar. Inicialmente, um herbáceo lembrando bosque úmido, passando por frutas passas ou em compota, sendo complementado por aromas terciários de couro, estrebaria, charuto e um toque de mentol no final. Um bouquet completo.

Em boca é macio, mas percebe-se que os seus taninos ainda estão amadurecendo, mostrando novamente a longevidade desse vinho. Seu final é longo e persistente.

É um clássico Barbaresco, que prima pela sua elegância. Merece ser guardado por muitos e muitos anos e aberto em ocasiões especiais, quando for possível apreciar o vinho com calma e tranqüilidade.

Importante comentar que esse só é engarrafado em anos especiais. Uma raridade.

Como não é trazido para o Brasil, não é possível saber o preço, mas acreditamos que gire em torno de 600 reais.

Obrigado, Beto, por compartilhar essa jóia conosco. E parabéns ao produtor, Giuseppe Cortese, pela belíssima obra. Pra saber mais sobre esse e outros vinhos do Giuseppe, veja o site aqui.

Um abraço

Daniel Perches

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Posted in 2001, Itália, Nebiollo0 Comments

Watershed Shiraz 2001

Watershed Shiraz 2001

Nada melhor para começar o ano do que um bom vinho. Sendo assim, escolhi publicar esse Shiraz, que tem uma qualidade espetacular. Conheci no stand da KMM (importadora), na feira Vinhos Outlet.

Produzido pela bela vinícola Watershed na região de Margaret River (Austrália Ocidental), esse tinto é feito 100% com a uva Shiraz, uma casta que se dá muito bem naquele país. Os Shiraz australianos são conhecidos pela sua força, seu corpo, sua estrutura. Esse, pra se ter uma idéia, tem 14,5% de álcool. Não é nada fraco…

Na taça, uma coloração rubi escura quase intransponível e lágrimas lentas e muito pintadas. Parece que a taça vai ficar até manchada depois, de tanta coloração.

No nariz, ótimos aromas de frutas vermelhas em geléia, mas com um sobressalto de aromas de chocolate e baunilha. O aroma de carvalho também está presente.

Em boca, realmente muita estrutura, com um ótimo equilíbrio, taninos redondos e final longo. Acho que seria impossível não notar o seu álcool, mas nada que passe dos limites. É sem dúvida um vinho gastronômico, que pede uma comida pra acompanhar, de preferência algo que tenha a mesma estrutura dele.

Infelizmente, como a maioria dos bons vinhos australianos, o seu preço é um pouco salgado. Custa em torno de 120 reais. Mas se você aprecia essa uva (a Shiraz, ou Syrah), vale a pena provar para conhecer um vinho de bastante caráter, pois não é difícil encontrar vinhos feitos com essa uva com características bastante diferentes. Acho até que é por isso que eu gosto tanto dessa uva. Quem sabe um dia não preparo um “Painel de Syrahs”? Acho que vai ser interessante ver como se comporta em diferentes países e regiões.

Vamos amadurecendo a idéia para esse ano. Por enquanto ficamos com a dica desse australiano.

Um abraço

Daniel Perches

Watershed_Sh

Posted in 2001, Austrália, Syrah0 Comments

Morandé Vitisterra Grand Reserve 2001 Cabernet Sauvignon

img_00101Em uma das minhas visitas ao Empório Frei Caneca (em São Paulo), encontrei esse vinho, que estavam degustando e vendendo com um valor interessante (R$ 55,00) na época. E ainda ganhava um DVD do Pablo Morandé. Fiquei um pouco ressabiado pois a promoção era fantástica. O valor real do vinho era algo em torno de R$ 150,00. Achei muito bom para ser verdade, mas resolvi pagar pra ver e acabei comprando uma garrafa.

Um ano depois, resolvi abrir a garrafa e ver como estava. Lembro-me da degustação e queria comparar com o que tinha em casa. O resultado foi muito bom.

O interessante foi que o vinho se desenvolveu bastante nesse ano. Lembro-me de ter degustado um vinho bem forte e encorpado, mas ainda muito vivo.

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Posted in 2001, Cabernet Sauvignon, Chile0 Comments


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