Posted on 09 fevereiro 2010. Tags: Barbaresco, Itália, vinho top
Esse grande vinho foi um brinde do nosso amigo Beto Duarte (Papo de Vinho). Ele conheceu o produtor e trouxe-o para o Brasil. Veio o Barbaresco “normal”, mas não o Riserva. Acho que o importador não estava num dia muito inspirado quando não quis esse vinho, pois ele é simplesmente fantástico.
Produzido na região de Barbaresco e em sua totalidade com a uva Nebiollo, esbanja classe, robustez e uma longa vida pela frente. São plantados só 4 hectares na zona de Rabaja’, originando 6 mil garrafas. Passa 30 meses em carvalhos franceses e eslovenos e depois ainda fica 3 anos em garrafa, antes de ser comercializado. Em taça, mostrou uma coloração granada. Suas lágrimas são muito lentas e grossas, com muita elegância.
No nariz, um painel de aromas de se encantar. Inicialmente, um herbáceo lembrando bosque úmido, passando por frutas passas ou em compota, sendo complementado por aromas terciários de couro, estrebaria, charuto e um toque de mentol no final. Um bouquet completo.
Em boca é macio, mas percebe-se que os seus taninos ainda estão amadurecendo, mostrando novamente a longevidade desse vinho. Seu final é longo e persistente.
É um clássico Barbaresco, que prima pela sua elegância. Merece ser guardado por muitos e muitos anos e aberto em ocasiões especiais, quando for possível apreciar o vinho com calma e tranqüilidade.
Importante comentar que esse só é engarrafado em anos especiais. Uma raridade.
Como não é trazido para o Brasil, não é possível saber o preço, mas acreditamos que gire em torno de 600 reais.
Obrigado, Beto, por compartilhar essa jóia conosco. E parabéns ao produtor, Giuseppe Cortese, pela belíssima obra. Pra saber mais sobre esse e outros vinhos do Giuseppe, veja o site aqui.
Um abraço
Daniel Perches

Posted in 2001, Itália, Nebiollo
Posted on 02 janeiro 2010. Tags: Austrália, Shiraz
Nada melhor para começar o ano do que um bom vinho. Sendo assim, escolhi publicar esse Shiraz, que tem uma qualidade espetacular. Conheci no stand da KMM (importadora), na feira Vinhos Outlet.
Produzido pela bela vinícola Watershed na região de Margaret River (Austrália Ocidental), esse tinto é feito 100% com a uva Shiraz, uma casta que se dá muito bem naquele país. Os Shiraz australianos são conhecidos pela sua força, seu corpo, sua estrutura. Esse, pra se ter uma idéia, tem 14,5% de álcool. Não é nada fraco…
Na taça, uma coloração rubi escura quase intransponível e lágrimas lentas e muito pintadas. Parece que a taça vai ficar até manchada depois, de tanta coloração.
No nariz, ótimos aromas de frutas vermelhas em geléia, mas com um sobressalto de aromas de chocolate e baunilha. O aroma de carvalho também está presente.
Em boca, realmente muita estrutura, com um ótimo equilíbrio, taninos redondos e final longo. Acho que seria impossível não notar o seu álcool, mas nada que passe dos limites. É sem dúvida um vinho gastronômico, que pede uma comida pra acompanhar, de preferência algo que tenha a mesma estrutura dele.
Infelizmente, como a maioria dos bons vinhos australianos, o seu preço é um pouco salgado. Custa em torno de 120 reais. Mas se você aprecia essa uva (a Shiraz, ou Syrah), vale a pena provar para conhecer um vinho de bastante caráter, pois não é difícil encontrar vinhos feitos com essa uva com características bastante diferentes. Acho até que é por isso que eu gosto tanto dessa uva. Quem sabe um dia não preparo um “Painel de Syrahs”? Acho que vai ser interessante ver como se comporta em diferentes países e regiões.
Vamos amadurecendo a idéia para esse ano. Por enquanto ficamos com a dica desse australiano.
Um abraço
Daniel Perches

Posted in 2001, Austrália, Syrah
Posted on 28 junho 2009. Tags: Cabernet Sauvignon, Chile, Morandé
Em uma das minhas visitas ao Empório Frei Caneca (em São Paulo), encontrei esse vinho, que estavam degustando e vendendo com um valor interessante (R$ 55,00) na época. E ainda ganhava um DVD do Pablo Morandé. Fiquei um pouco ressabiado pois a promoção era fantástica. O valor real do vinho era algo em torno de R$ 150,00. Achei muito bom para ser verdade, mas resolvi pagar pra ver e acabei comprando uma garrafa.
Um ano depois, resolvi abrir a garrafa e ver como estava. Lembro-me da degustação e queria comparar com o que tinha em casa. O resultado foi muito bom.
O interessante foi que o vinho se desenvolveu bastante nesse ano. Lembro-me de ter degustado um vinho bem forte e encorpado, mas ainda muito vivo.
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Posted in 2001, Cabernet Sauvignon, Chile