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Sileni Estate 2000 – o vinho que salvou o dia

Sileni Estate 2000 – o vinho que salvou o dia

Depois de provar e perder um vinho branco da toscana (veja o post do Caparzo Bianco), resolvi arriscar de novo, abrindo esse tinto da Nova Zelândia que eu comprei também numa ponta de estoque. Sucesso absoluto. O vinho é muito bom e se quiserem mais infos, aqui está o Site da Sileni Estate.

Posted in 2000, Cabernet Sauvignon, Merlot, Nova Zelândia2 Comments

Comtes de Champagne Taittinger 2000

Comtes de Champagne Taittinger 2000

Beber champagne é algo que eu gostaria de fazer diariamente. Sim, sei que vão falar: “Ah, claro, só você…”. Mas eu explico: quando me perguntam qual é o tipo de vinho que eu mais gosto, não tenho dúvidas em responder que são os espumantes. E claro que qualquer fã de espumantes é ainda mais fã de Champagne, não é verdade?

E quando provo champagnes safrados então, aí sim que fico maluco. É realmente algo mágico, que faz a gente praticamente delirar. E foi assim quando provei a Comtes de Champagne Taittinger 2000.

Sabe aqueles champagnes evoluídos, mas que quando você bebe tem ainda muito frescor? Esse é assim. Feito só com a uva Chardonnay, vem numa garrafa bonita, que já nos deixa impressionados logo de cara.

Se você tiver oportunidade de provar um desses, não deixe de fazê-lo. Sim, sei também que é caro e que não dá pra gente beber a qualquer momento (e para muitos, infelizmente, é muito difícil). Mas pra quem conseguir, fica a minha mais forte recomendação.

E pra terminar, deixo as palavras do Sr. Taittinger, que esteve no Brasil apresentando seus vinhos. O homem, como ele mesmo diz, pode não ser o mais rico do mundo, mas com certeza é um dos mais felizes.

“Champagne é a porta para a felicidade. As mulheres da China, por exemplo, não gostam de ver os seus homens bebendo vinho tinto porque eles dormem depois. Com champagne é diferente.”

Fala pra mim se ele não sabe das coisas?

Um abraço
Daniel Perches

Posted in 2000, Chardonnay, França0 Comments

Bacalhoa Moscatel Roxo 2000

Bacalhoa Moscatel Roxo 2000

Confesso que tenho um pouco de “preguiça” de freeshop. E sei que com isso eu perco algumas boas barganhas, mas principalmente quando chego de viagem, que estou cansado, não tenho disposição de ficar passeando pelas gôndolas de perfumes, bebidas, roupas e chocolates. Só penso em ir pra casa.

Mas quando consigo reunir forças para isso, acabo me dando bem e encontrando algo que me interessa. E na minha última viagem eu tive essa disposição e passei com um pouco de calma na seção de bebidas do Freeshop do aeroporto de Guarulhos. Acho que foi uma inspiração divina, porque encontrei boas barganhas por lá, como esse Moscatel Roxo 2000, da Bacalhoa.

Não que seja um vinho difícil de encontrar. Só é caro! E no freeshop eu paguei 40 dólares. Um ótimo preço para um vinho dessa qualidade e é sempre bom esclarecer que esse é um vinho de sobremesa, ou seja, um vinho doce.

Também precisamos lembrar que a uva Moscatel Roxo, por si só, já é difícil de encontrar. Cada vez mais ela torna-se rara, porque os produtores estão trocando ela por outras uvas (como a Moscatel branca, por exemplo). É uma questão econômica.

E o Bacalhoa Moscatel Roxo mostrou a que veio: é daqueles que a gente já se encanta logo quando serve, pois tem uma coloração acobreada e brilhante, parecendo um brandy. E não é à toa, afinal de contas esse vinho descansa em barricas que foram usadas para fazer Whisky anteriormente. Legal, não?

Não sei se fui influenciado por essa informação, mas encontrei notas de malte no vinho. Além dessas notas, ele mostrou um toque forte de frutas secas, tâmara, amêndoa, carvalho, enfim, uma grande gama de aromas que deixa qualquer um no mínimo intrigado.

Na boca é um vinho potente (vale lembrar que é um vinho fortificado, ou seja, ele tem adição de aguardente vínica, como os vinhos do Porto). Seu sabor doce não é nem de longe enjoativo. Pelo contrário, convida para o próximo gole.

Eu beberia esse vinho sem nada para acompanhar tranquilamente, mas provei com panetone e também com tâmara seca. Ficou perfeito com os dois.

É daqueles vinhos pra se beber calmamente, pensando na vida, se possível de frente para um belo pôr do sol… Faça a experiência e me conte se valeu a pena.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2000, Moscatel Roxo, Portugal0 Comments

BenMarco Expresivo 2000

BenMarco Expresivo 2000

Susana Balbo esteve no Brasil e tive a oportunidade de participar de um jantar com ela e claro, com os vinhos do Dominio del Plata, a vinícola dela. Situada em Mendoza, na Argentina, é referência em qualidade não só aqui, mas nos 36 países que exporta.

Confesso que eu só conhecia o Crios, que é o “basicão” da bodega. Basicão sim, mas um vinho muito legal. Gosto do Crios e vejo sempre bons comentários sobre ele.

Mas a Susana quis fazer uma surpresa pra gente. Trouxe alguns vinhos especiais, como o BenMarco 2000, um vinho que já não está mais em linha (o que está hoje é o 2006). E a brincadeira foi muito interessante, pois pudemos ver a evolução do vinho. E que vinho que esse BenMarco se transformou nesses 11 anos de vida! Não teve uma pessoa que não tenha gostado muito do vinho (e olha que no jantar tinha umas 25 pessoas).

Produzido com Malbec (50%), Cabernet Sauvignon (20%), Bonarda (15%), Merlot (10%) e Syrah (5%), é um blend muito bem pensado para produzir um vinho de ótima estrutura e guarda. Esse já estava com aromas mais evoluídos e notamos um certo “verniz” nele, mas não era nada de defeito e sim de evolução mesmo. Senti também alguns aromas como azeitona, frutas secas e até um leve toque de fumo. Na boca o vinho parecia muito mais jovem, com muito tanino e acidez ainda muito presentes.

Realmente é um vinho encantador. Segundo a própria Susana, que foi quem fez o vinho, a safra de 2006 vai ficar ainda melhor. Nós provamos no mesmo dia e eu gostei mais da safra 2000, mas quem sou eu pra discutir com ela, não é mesmo? Só me resta guardar esse vinho na memória e comprar um 2006 para beber daqui 6 anos, para saber se ela estava certa.

Para conhecer mais sobre os vinhos, visite o Site do Dominio del Plata. No Brasil o vinho é distribuído pela Cantu.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2000, Argentina, Bonarda, Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot, Syrah0 Comments

Tokay Oremus 3 Puttonyos 2000

Tokay Oremus 3 Puttonyos 2000

Para brindar o final do ano de 2010 com alguns amigos, nos reunimos em um restaurante em Campinas e eu cumpri a minha promessa (afinal de contas, a gente não deve deixar de realizar as promessas durante o ano) de levar um Tokay para provarmos. Aliás, foi um belo dia, com grandes vinhos (Mendel 2005 e Zeta 2004).

A Tokay Oremus é uma das bodegas da famosa empresa espanhola Vega Sicilia, que tem o mítico vinho do mesmo nome, além de alguns outros “objetos de desejo” de todo enófilo.

Esse é feito com 3 puttonyos, ou seja, com 3 sacos de uvas botritizadas (ou atacadas pelo fungo da “podridão nobre”, como queiram)  e depois de 10 anos de engarrafamento, mostrou-se um vinho ainda muito jovem. Mas o que mais impressionou não foi nem a sua jovialidade, mas sim como ele evoluiu tão rapidamente em taça. Ao ser servido, o vinho mostrou aromas cítricos muito fortes, com leve toque até herbáceo. Com alguns minutos já começou a mudar de aromas, partindo para frutas secas, como damasco e até um toque de figo turco e cada vez com mais mel.

Cada volta à taça, encontrávamos um vinho diferente. E cada vez melhor! Se você tiver um desses em casa, recomendo fortemente que abra e deixe-o respirar por pelo menos meia hora e depois deguste calmamente. Fazendo assim, você vai se impressionar, afinal de contas, não é à toa que se criou esse grande mito em relação aos vinhos produzidos nessa região da Hungria, e que todo mundo é tão fascinado por esse vinho de sobremesa.

No dia tentamos harmonizar com um petit gateau feito com um pouco de ruibarbo que levei para o meu amigo Emerson (outra dívida paga), mas não deu certo. Eu preferi comer a sobremesa e depois degustar calmamente o vinho.

Serviu pra eu me lembrar o quanto eu gosto dos Tokajis.

E se você quiser saber mais sobre a elaboração desse vinho tão cobiçado, veja as definições da Wikipédia sobre o que é puttonyo e podridão nobre.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2000, Hungria2 Comments

Oremus Tokaji Aszú 6 Puttonyos 2000

Oremus Tokaji Aszú 6 Puttonyos 2000

Em uma noite memorável em Ribeirão Preto, depois de provar grandes vinhos como o Bahans Haut Brion 2004, Reserva Especial Casa Ferreirinha 1990 e um Oremus 5 Puttonyos, ainda tive o privilégio de poder provar esse Oremus 6 Puttonyos. Foi realmente uma daquelas noites que parece que se abre um portal e só acontecerá quando passar um cometa novamente pela terra, daqui a não sei quanto tempo.

Enfim, o legal de provar um Tokay 6 puttonyos depois de um 5 puttonyos é você poder comparar.

Prova tirada e realmente há bastante diferença. Mesmo esse vinho sendo ainda uma criança (Tokays podem envelhecer por décadas. Sugere-se beber depois de 20 ou 30 anos), ele estava um primor. Em taça era praticamente ouro líquido, denso, viscoso e muito brilhante. No nariz, todos os aromas que tinha direito, como doce de laranja, mel, maracujá em calda, flores, caramelo, e muitos, mas muitos outros aromas, que iam se abrindo aos poucos. Seu final é praticamente infinito.

O Tokay 6 puttonyos realmente tem menos acidez e me pareceu mais pronto para o consumo, além de ter mais corpo. Um vinho muito complexo e que merece ser apreciado com calma e tranqüilidade. Se deixá-lo na taça por algum tempo, ele vai se revelar melhor a cada momento.

Ótima experiência e teste. Espero poder repetir a dose em breve.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2000, Hungria0 Comments

Tokaj Hétszolo 3 Puttonyos

Tokaj Hétszolo 3 Puttonyos

Os vinhos doces da Hungria são famosos no mundo inteiro. A Hungria até produz vinhos tintos e brancos, mas são inexpressivos diante da grandiosidade dos vinhos Tokaj. São vinhos exuberantes, verdadeiros vinhos de meditação.

Tive a oportunidade de provar esse Tokaj 3 Puttonyos junto com amigos e pudemos, juntos, perceber toda a magia que envolve esse mito.

O Tokaj Hetszolo é produzido com as uvas Furmint e Harslevelu, todas botritizadas (atacadas pelo fungo Botrytis Cinerea, que produz o que chamamos de podridão nobre).

Esse vinho ainda estava jovem, pois apesar de seus 10 anos de vida, tem uma capacidade de envelhecimento incrível. Diria que daria para guardar esse vinho por uns 30 ou 40 anos tranquilamente. (resta saber quem agüenta esperar)

Com uma coloração amarelo dourado, mostrou-se bastante untuoso já em taça. No nariz, uma gama tão grande de aromas que seria difícil descrever a sensação. Frutas secas como damasco, toques cítricos como casca de laranja, mel, palha, baunilha… a cada volta à taça, era mais algum que se descobria.

O vinho foi aberto e eu deixei ele respirando o máximo que consegui agüentar. Depois de 1 hora em taça, ele estava um puro néctar. Infelizmente não resisti muito mais tempo e bebi tudo.

Em boca, uma maciez incrível e um dos finais mais longos que eu já vi. O sabor do vinho não terminava nunca. Pode parecer exagero, mas fui pra casa depois da “festa” e algumas horas depois eu ainda lembrava do vinho na boca. Maravilhoso.

Ficou a lembrança de um belíssimo vinho de Tokaj (ou Tokay), que merece toda a nossa reverência, pois é realmente um vinho dos deuses.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2000, Furmint, Harslevelu, Hungria2 Comments

Maximo Boschi Merlot 2000

Maximo Boschi Merlot 2000

Tive a felicidade de me encontrar com o produtor desse vinho, lá no sul do Brasil. Produtor pequeno, com pouca quantidade, mas de enorme simpatia. O Renato me recebeu de braços abertos, abriu a sua “casa” para que eu conhecesse e o resultado foi uma visita de umas 3 horas, regada a vinhos, muito bate papo e quase a perda da hora para a próxima visita.

Provei então esse Merlot, da safra 2000, que me deixou encantado. Apesar de sua idade (já é um “senhor” de 10 anos”), mostrou-se ainda bem vivo e com aromas muito interessantes.

Sua coloração já estava tendendo ao granada, mas ainda bem viva. Seu halo de evolução já era notadamente grande. Lágrimas espassas e bem distribuídas desceram lentamente, meio que “sem pressa”, mostrando-me que eu deveria ter paciência com aquele vinho. Tive. Deixei aerando por aproximadamente 1 hora e só tive boas recompensas.

maximo_boschi_rotulo_merlotAromas de geléia de frutas vermelhas, couro e madeira foram os principais notados. Em boca, ótimo retrogosto, acidez ainda bem aparente e final de médio a longo, mas sem amargor. Um ótimo merlot, sem dúvida.

A Maximo Boschi tem como filosofia produzir vinhos longevos. E me parece, por conta desse que eu provei, que estão conseguindo. É um vinho que merece aeração de 1 hora pelo menos e pode acompanhar tranquilamente comidas mais complexas e até mais condimentadas talvez. Vale o teste.

Infelizmente não é fácil de encontrar esses vinhos aqui em São Paulo, mas espero que o meu amigo Renato consiga em breve fazer essa distribuição por aqui, pois um cliente ele já tem!

Para ver o post publicado sobre a vinícola, clique aqui.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2000, Brasil, Merlot3 Comments

Viña Alberdi Reserva 2000

alberdi_20001Sabe aquelas noites com amigos onde temos vários vinhos, de diferentes uvas e vamos bebendo todos? Pois foi assim na casa dos amigos Clarissa e Marcos, que sempre nos recebem muito bem (e me deixam até quebrar taça…).

Fondue com direito a mesa de pestiscos de entrada. Tudo perfeito, de excelente qualidade.

Bebemos os vinhos (alguns eu já citei aqui no Blog) e todos eram de ótima qualidade, mas eis que surge o Alberdi Reserva 2000. Confesso que nem reparei na garrafa e só “tomei um susto” ao inalar aquele perfume vindo de minha taça. Foi sem dúvida, o melhor da noite.

Esse espanhol é da região de Rioja Alta, que produz excelentes vinhos da casta Tempranillo, que é o caso desse aqui.

Sua coloração já mostrava a sua idade, mas dá pra ver que ainda tem muita vida.

Seus aromas foram de frutas em geléia (framboesa, ameixa vermelha), algum herbáceo bem leve e quase imperceptível e ótimos aromas terciários como caramelo, um chocolate leve e um pouco de couro.

Em boca é extremamente agradável e redondo, só pronunciando os aromas já descritos. Ou seja, um campeão.

Tenho que confessar aqui que cometemos o sacrilégio de beber outro depois dele, mas já sabendo que não seria nem parecido. Mas sabe como é… A gente sempre quer conhecer outro, não é mesmo?

Se você quer conhecer um bom vinho da região de Rioja Alta, essa é uma excelente opção. Esse vinho é trazido ao Brasil pela Zahil.

E você, conhece algum bom vinho de Rioja? Manda pra mim!

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2000, Espanha, Tempranillo3 Comments


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