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	<title>Vinhos de Corte &#187; 1995</title>
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		<title>Tignanello 1995</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Aug 2010 12:03:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Perches</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No dia após o Encontro de Vinhos, fui convidado, junto com outros blogueiros para degustar essa jóia rara. Não poderia ter recebido presente melhor, pois não é todo dia que se bebe grandes vinhos como esse, e ainda mais na companhia de pessoas que conhecem, entendem e principalmente, bebem sem frescura. O local escolhido foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No dia após o Encontro de Vinhos, fui convidado, junto com outros blogueiros para degustar essa jóia rara. Não poderia ter recebido presente melhor, pois não é todo dia que se bebe grandes vinhos como esse, e ainda mais na companhia de pessoas que conhecem, entendem e principalmente, bebem sem frescura.</p>
<p>O local escolhido foi o Ráscal do Itaim, que sempre nos serve com excelente qualidade (e o Anderson, o Sommelier, é muito atencioso) e os felizardos foram eu, Jeriel da Costa, Alexandre Frias, Beto Duarte, Walter Tommasi e Silvestre Tavares (o dono da preciosidade).</p>
<p>Foram 2 espumantes, 3 grandes vinhos e depois ainda um tokaj pra fechar os trabalhos, mas resolvi falar primeiro do Tignanello pois é um vinho ícone, tanto na Itália quanto aqui no Brasil. Sonho de muitos enófilos (inclusive meu), é um vinho que esbanja elegância. Um vinho pra se admirar.</p>
<p>Produzido na região da Toscana, mais precisamente dentro de Chianti Clássico, é um “Supertoscano” que tem em sua composição 80% de Sangiovese, 15% de Cabernet Sauvignon e 5% de Cabernet Franc.</p>
<p>Ao ser servido (às cegas, junto com os outros grandes vinhos), apresentou uma coloração já tendendo para o cobre, com um grande halo de evolução.</p>
<p>No nariz mostrou-se um pouco mais tímido que os outros, demonstrando pra mim que era um vinho que apesar de toda a sua idade, ainda estava em sua plenitude e poderia até ser guardado por mais tempo. Aromas de alcaçuz, frutas em compota e um delicioso terroso que rondava toda a taça montaram os aromas apresentados. Tudo com muita elegância e sem nenhum se sobressair a outro.</p>
<p><a href="http://www.vinhosdecorte.com.br/wp-content/uploads/2010/08/tignanello_1995.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-2036" title="tignanello_1995" src="http://www.vinhosdecorte.com.br/wp-content/uploads/2010/08/tignanello_1995.jpg" alt="" width="75" height="202" /></a>Em boca, me impressionei com os seus taninos. Muito vivos ainda e pedindo para que alguma comida acompanhasse. Não tive dúvidas: provei junto com o famoso polpetone que é servido lá no restaurante. Ficou sensacional. Depois ainda fizemos o teste sugerido pelo Tommasi, de harmonizar o Tignanello com um presunto cru italiano. Ficou melhor ainda. A gordura do presunto era completamente absorvida pelo vinho, formando uma combinação digna de se fazer reverência.</p>
<p>É, meus amigos, esse não é um vinho barato (infelizmente), mas é um vinho que, se tiverem oportunidade de beber, não deixem passar. É uma experiência única, eu diria.</p>
<p>Em breve conto mais sobre os outros vinhos, mas só para despertar o interesse, os outros foram um Cousiño-Macul 1995, um Marques de Riscal Gran Reserva 2000 (levado pelo Walter) e um Tokaj Aszu 1989. Dá pra imaginar a minha alegria?</p>
<p>Até a próxima então.</p>
<p>Um abraço</p>
<p>Daniel Perches</p>
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		<title>Don Melchor 1995</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Jan 2010 09:22:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Perches</dc:creator>
				<category><![CDATA[1995]]></category>
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		<description><![CDATA[Como já comentei aqui, estive na Concha y Toro e conheci não só a vinícola e a famosa adega “Casillero del Diablo”, mas também tive a ótima oportunidade de almoçar no restaurante que fica anexo à loja, no final do tour. O restaurante oferece uma boa carta de pratos e preços acessíveis. Até aí, nada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como já comentei <a href="http://www.vinhosdecorte.com.br/concha-y-toro/" target="_blank">aqui</a>, estive na Concha y Toro e conheci não só a vinícola e a famosa adega “Casillero del Diablo”, mas também tive a ótima oportunidade de almoçar no restaurante que fica anexo à loja, no final do tour.</p>
<p>O restaurante oferece uma boa carta de pratos e preços acessíveis. Até aí, nada de extraordinário, mas o que me chamou mesmo a atenção foi a possibilidade de comprar e provar vinhos de safras antigas, servidos em taça.</p>
<p>Naquele dia estavam servindo o Don Melchor 1995. Nem é preciso comentar que não hesitei em prová-lo. Eu tinha a intenção de comprar algumas garrafas de safras até mais antigas, mas estava um pouco em dúvida. Essa foi a minha deixa para decidir.</p>
<p>Taça pedida e a atendente foi um tanto relutante e até me reforçou a informação de que havia também a safra 2006 para provar. Eu viria a entender o porquê dessa afirmação mais tarde&#8230;</p>
<p>O vinho seria o 1995 e pronto, estava decidido. E sendo assim, recebi a taça, respirei fundo e parti para a análise e para a degustação, claro. Vale comentar antes que a safra de 1995 não teve grande expressão (nem boas pontuações) e nesse ano foi feita somente com Cabernet Sauvignon.</p>
<p>Com uma coloração já bem atijolada e um grande halo de evolução, o vinho mostrou claros sinais da idade avançada. Já era um senhor.</p>
<p>No nariz, aromas terciários de couro, pêlo de animal, especiarias, estrebaria e um final mentolado. O interessante foi que quando chegou à mesa estava com um aroma ferroso, que quase confundi com oxidado e cheguei a pensar até que o vinho não estava bom para o consumo.</p>
<p>Em boca o vinho mostrou-se leve e com seus taninos já bem &#8220;cansados&#8221;, talvez pelo tempo em garrafa. Claros sinais de que sua vida ali na garrafa (e depois na minha taça) já estava chegando ao fim.</p>
<p>Conversando depois <em>em off</em> com algumas pessoas de lá, fui informado que as safras mais antigas do Don Melchor realmente eram feitas para serem consumidas em, no máximo, 10 anos. Com a tecnologia e obviamente a melhoria dos processos, hoje é possível fazer um vinho não só mais longevo quanto mais rapidamente pronto para o consumo, como é o caso da safra 2006.</p>
<p>Se isso procede ou não, não posso afirmar com certeza, mas posso dizer que esse 1995 estava já em sua plena maturidade, mas ainda apresentava muitos aromas e fortes sinais de que, quando mais jovem, foi um vinho bastante potente.</p>
<p>Uma garrafa desse vinho, lá na vinícola, custava em torno de 70 dólares e eles têm safras bem mais antigas (essas, só para vender a garrafa fechada). Alguém se habilita a uma degustação vertical?</p>
<p>Abraços</p>
<p>Daniel Perches</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-thumbnail wp-image-1403 aligncenter" title="don_melchor_1995" src="http://www.vinhosdecorte.com.br/wp-content/uploads/2010/01/don_melchor_1995-107x150.jpg" alt="don_melchor_1995" width="107" height="150" /></p>
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