Archive | Safra

Boscato Gran Reserva Merlot 2005

Boscato Gran Reserva Merlot 2005

Tive a grande felicidade de provar novamente esse vinho. Já havia provado anteriormente – mesma safra inclusive – em minha ida anterior ao sul do país e tinha adorado. Tirei a prova e aprovei com louvor.

A Boscato, como já falei aqui é uma de nossas grandes vinícolas nacionais. Grande em qualidade, diga-se de passagem.

E esse Merlot 2005 é uma de suas obras-primas na minha opinião. Um vinho extremamente redondo, equilibrado e saboroso.

Na taça apresenta uma coloração muito forte, com um leve halo de evolução, mas ainda muito vivo e aparentando jovialidade. Suas lágrimas são lentas, grossas e muito bonitas.

boscato_gran_merlotNo nariz, uma explosão de aromas, com forte tendência às frutas doces em calda. Um leve toque de madeira e terroso completam o quadro geral. Se você deixar esse vinho em taça, ele evolui bastante e é possível identificar muitos outros aromas.

Em boca, acidez equilibrada, taninos macios e já bem domados, retrogosto de frutas vermelhas, leve toque de chocolate e praticamente sem amargor. Um vinho muito correto.

Infelizmente não consigo achar esse vinho aqui em São Paulo, mas no Sul é fácil de encontrar. Recomendo comprar quando encontrar. Se não tiver o Merlot, prove o Cabernet Sauvignon, que também é muito bom. Os da linha Gran Reserva não são muito baratos (devem girar em torno de 70 reais), mas valem o investimento.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2005, Brasil, Merlot, Novidade0 Comments

Vem aí o Storia 2006 – Reserve já o seu

Vem aí o Storia 2006 – Reserve já o seu

Essa vale a pena, pois o Storia é o Merlot Premium da Casa Valduga e seu sucesso na primeira edição (safra 2005) foi tão grande que acabaram as garrafas. Quem tem, está vendendo a um preço altíssimo.

Pra quem se interessar, a segunda edição (safra 2006) está começando a ser “pré-vendida”. Não sei o preço, mas sugiro aos apreciadores que se adiantem. Quando estive lá na Valduga na semana no final de fevereiro eu vi as garrafas “descansando” e confesso que fiquei morrendo de vontade de provar.

Seguem informações sobre o produto:

Com garrafas numeradas e edição limitada de 9.983 garrafas, a Casa Valduga inicia as reservas da safra 2006, com certificado oficial, a partir de março.

Faça parte desta “Storia” e deguste o Merlot mais desejado deste século!

Para reservar o seu, clique aqui.

Posted in 2006, Brasil, Merlot2 Comments

Cuvee Tuffeaux Bourgueil 2006

Cuvee Tuffeaux Bourgueil 2006

Mais um vinho da Cave Jado provado e aprovado, atestando a qualidade e cuidado com os produtos que o pessoal tem por lá.

A Cave Jado, para quem não sabe, é uma importadora de vinhos franceses e foca em “boas compras”, ou seja, vinhos que têm um bom custo X benefício. Quem puder visitar o show-room deles (fica na Vila Mariana) vai encontrar ótimos rótulos como esse que falamos hoje, por valores entre 55 e 90 reais. Boa pedida!

Mas falando especificamente desse vinho, esse é produzido no Loire (noroeste da França), uma região famosa pelos seus vinhos brancos.

Feito 100% com a casta Cabernet Franc (uma uva que me agrada muito), é muito macio e persistente na boca.

Em taça mostrou-se com um rubi intenso, mas já com um leve halo de evolução (suas bordas já se mostram mais alaranjadas. Sinal do tempo de envelhecimento). Lágrimas lentas e numerosas.

No nariz, aromas francos de frutas vermelhas com um toque adocicado, leve toque de madeira molhada e um pouco de especiaria.

Em boca, acidez bastante controlada, taninos macios e redondos e retrogosto confirmando as frutas. Final de média persistência, mas muito saboroso.

tuffeauxÉ um vinho bastante interessante e que merece ser harmonizado com cuidado. Se compararmos com os Cabernet Franc produzidos aqui no Brasil ou no Chile por exemplo, vamos notar uma grande diferença. Esse francês é muito mais delicado, envolvendo a boca de forma leve.

Acompanha bem um queijo também não muito curado (mas que seja amarelo), carnes grelhadas e até um prato com molho vermelho. Eu provei com o meu prato preferido lá no Emporio Vila Buarque, que é o nhoque recheado com polpetone. O molho vermelho me pareceu sobressair-se ao vinho, talvez por conta da acidez. Sugiro algo mais leve.

Resumindo, mais um ótimo vinho da Cave Jado que eu recomendo. Esse custa R$ 56. Nem precisava falar que é um ótimo preço.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Cabernet Franc, França, Novidade2 Comments

Lovara Merlot 2006

Lovara Merlot 2006

Esse é um vinho que compõe o portfólio da Miolo e é produzido na Serra Gaúcha. É jovem, básico e não passa por madeira. Um companheiro ideal para o dia a dia. Vendido a aproximadamente 18 reais, é uma boa alternativa para os tradicionais Miolo Seleção e Salton Classic (mencionando só os nacionais).

lovara_merlotBom corpo, aromas francos e bastante presentes, bom equilíbrio de acidez, álcool e taninos. Essas características fazem com que o Lovara deva ser considerado ao se procurar vinhos básicos nacionais. Ideal para acompanhar comidas simples e até petiscos como queijos, mas com possibilidade de arriscar até outras harmonizações, como embutidos como o salame, por exemplo. É provar para ver.

E depois de se acostumar com a Merlot nacional, podemos pensar em subir um pouco o nível, degustando vinhos como o Salton Desejo e o Casa Valduga Storia, dois grandes representantes dessa casta aqui no Brasil.

Vale uma prova para ver a diferença que pode haver mesmo com a mesma uva cultivada dentro do mesmo país.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Brasil, Merlot2 Comments

Miolo Cuvée Tradition Brut

Miolo Cuvée Tradition Brut

Esse novo espumante produzido pela Miolo utiliza-se do método tradicional, ou champenoise para desenvolver a segunda fermentação. A técnica é relativamente simples de explicar, mas não tão fácil de fazer. Após a primeira fermentação o vinho é engarrafado e são adicionadas leveduras, que vão iniciar uma segunda fermentação. Essa é feita dentro da garrafa. Após certo período, determinado pelo enólogo, as leveduras são retiradas através de um processo de resfriamento e a garrafa é então comercializada. Parece fácil, mas não é. Fazer um bom champenoise não é pra qualquer um, pois requer muito cuidado com o processo e controle de vários fatores, além de investimento, pois o vinho fica descansando por muito mais tempo.

E me parece que o pessoal da Miolo acertou ao produzir o Cuvée Tradition Brut, que tem em sua composição as uvas Pinot Noir e Chardonnay, que é a composição básica de Champagne.

Perlage fina e persistente, boa espuma ao ser servida e uma coloração bem clara fazem a formação de uma boa impressão dos aspectos visuais.

miolo_cuvee_traditionNo nariz ressaltaram aromas de frutas frescas como damasco, frutas secas e passas e com um final com uma pontinha de adocicado lembrando amêndoa. Eu não consegui perceber nenhum aroma de fermentação, que é característico nesse tipo de bebida, talvez pela sua jovialidade.

Em boca muita acidez e boa espuma, como era de se esperar. Final não muito longo, mas sem nenhum traço de amargor. É um espumante leve e delicado, mas com bastante força.

Facilmente encontrado em lojas especializadas e supermercados, custa em torno de 30 reais. Um bom preço para esse espumante, principalmente diante do que estamos vendo por aí.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Brasil, Chardonnay, Pinot Noir2 Comments

Salton Evidénce

Salton Evidénce

Considerando que o Brasil vem se destacando na produção de espumantes, resolvi provar esse da Salton, que é feito através do método champenoise. Já estava há algum tempo de olho nele e até então não tive oportunidade. Esse carnaval foi o momento que eu precisava (afinal de contas, com o calor que fez em São Paulo nessa época, só com espumante ou um branco bem gelado).

É um espumante que nitidamente tem um ótimo tratamento e já pela garrafa podemos ver isso. Produzido com as castas Pinot Noir e Chardonnay, apresenta uma coloração amarelo dourado, com perlage fina e constante, além de uma boa espuma ao ser servida. Mesmo após um bom tempo de serviço, seu cordão de borbulhas continuava firme e forte.

No nariz apresenta aromas de frutas frescas, seguido por um fermentado tendendo ao brioche. Sem dúvida, algo com o Champagne.

salton_evidenceEm boca apresentou um bom corpo, mas senti que faltou acidez, além de aparecer um leve amargor no final (praticamente imperceptível, mas que estava lá). Nada disso desabona a grande qualidade desse espumante, mas se tivesse mais acidez, seria perfeito.

Apesar de sua excelente qualidade, o que me decepcionou um pouco foi o preço. Comercializado a aproximadamente 50 reais na rede Carrefour, compete com espumantes de outros países e até com nacionais de ótima qualidade. Independente disso é um excelente companheiro para os dias quentes e melhor ainda se for degustado à beira da piscina ou então acompanhado de frutos do mar bem frescos. Já imaginou?

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, Brasil, Chardonnay, Pinot Noir8 Comments

Chateau Grand Tuillac Elégance 2005

Chateau Grand Tuillac Elégance 2005

Já comentei aqui sobre como as meias garrafas são uma boa opção em vários momentos (quando estamos bebendo sozinhos, quando queremos beber pouco ou até mesmo para economizar). E numa situação dessas – bebendo sozinho – resolvi abrir a minha meia garrafa desse Grand Vin de Bordeaux, que é produzido com as castas Merlot e Cabernet Franc e é comercializado pelo Empório Vila Buarque, em São Paulo.

Esse vinho é uma boa pedida para quem quer provar bons vinhos de Bordeaux (mais especificamente de Saint-Emillion), pois reúne boas características típicas dos grandes vinhos de lá. Com uma coloração rubi não muito forte, ainda não apresenta sinais de envelhecimento.

No nariz, aromas de frutas vermelhas frescas contrastando com um leve herbáceo. Depois de algum tempo, as frutas se abriram e aromas como de ameixa preta surgiram com mais força. É um vinho que tende a evoluir, então sugiro deixar um tempo descansando para que ele se mostre melhor em taça.

eleganceEm boca tem um bom corpo, de leve a médio. Sua acidez é bem controlada, seus taninos mostram-se ainda um pouco verdes e o final é bastante adstringente, mas sem amargor.

É um vinho que vale a experiência. Beba esse, entenda e depois parta para algo “maior”. Em breve comento sobre o Gran Bert, que é do mesmo produtor, mas está numa categoria superior.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2005, Cabernet Franc, França, Merlot0 Comments

Salamandra 2006

Salamandra 2006

 

Esse vinho foi degustado para a avaliação para a Confraria Brasileira de Enoblogs. Cada mês é a vez de um dos confrades escolher o vinho e degustamos, cada um em sua cidade, e postamos no blog preferencialmente no mesmo dia, para avaliarmos as impressões. Essa edição ficou a cargo do Marcus, do blog Azpicuelta, escolher. E acho que ele mandou bem.

Esse vinho é produzido na região de Castilla Y Leon , na Espanha e é feito 100% com a casta Tempranillo, considerada a mais emblemática desse país.

Apresentou-se bastante equilibrado e pronto para o consumo, com uma coloração rubi com reflexos já um pouco evoluídos.

salamandra

No nariz destacaram-se os aromas de frutas vermelhas frescas, um toque amadeirado e um pouco de especiarias. Houve uma leve evolução de aromas na taça durante o tempo de aeração (em torno de 30 minutos), mas nada muito significativo. É um vinho que dá pra abrir e já beber.

Seus taninos são bem equilibrados e já evoluídos, boa acidez e um final um pouco alcoólico e uma pontinha de amargor, mas que com uma comida bem estruturada, vai ser até equilibrado. Seu retrogosto remete a frutas e um pouco de madeira fresca, jovem.

Importado pela Zahil, o vinho custa em torno de 43 reais. Considerando a procedência do vinho e a sua qualidade, acredito ser um bom valor. Pra quem se interessar em se aventurar pelos vinhos espanhóis, esse é uma boa entrada. Mas prepare-se, pois é só procurar um pouco mais que vai encontrar vinhos bastante complexos e estruturados, pra se beber de joelhos.

Um abraço e até a próxima edição da Confraria Brasileira de Enoblogs.

Daniel Perches

Posted in 2006, Espanha, Tempranillo2 Comments

Bafarela 2006

Bafarela 2006

Tenho a sorte de ter amigos que conhecem muitos vinhos do Velho Mundo e sempre me dão dicas que valem ouro. Essa foi mais uma delas, que dessa vez quem sugeriu foi o Beto Duarte (Papo de Vinho) e o Marcelo di Morais (MarcelodiMorais.com). Os dois me falaram muito bem desse produtor e eu resolvi trazer para provar.

Vinho provado e aprovado. O Bafarela, do Brites Aguiar, é tudo o que eles me falaram e para mim, muito mais.

Com uma coloração muito forte, potente e brilhante, é um típico vinho do Douro.  Produzido com as castas Tinta Roriz (60%), Touriga Franca (20%), Tinta Barroca (15%) e Touriga Nacional (5%) , tem muita potência e vivacidade. É um vinho jovem, que não passa por madeira.

No nariz apresenta aromas de frutas vermelhas em geléia, mirtillo, um toque ligeiramente defumado e de bosque molhado. Tudo com boa harmonia entre eles.

bafarela-douro-tinto-2006Em boca a potência se comprova, mas sem deixar o álcool passar por cima. Taninos redondos, mas mostrando ainda a jovialidade. É um vinho que pode ainda ser guardado por um ou dois anos que vai continuar muito bom.

Acompanha muito bem churrasco, carnes grelhadas, massas com molho vermelho e provavelmente carnes suínas.

Encontrado no Empório Vila Buarque (em São Paulo) e importado pela Santa Ceia  por aproximadamente 75 reais, é um ótimo custo X benefício para quem quer um bom vinho do Douro.

O próximo que eu vou provar por indicação deles é o Bafarela Reserva. Já estou até imaginando como vai ser… Conto em breve.

Abraços

Daniel Perches

Posted in 2006, Portugal, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional4 Comments

Almaviva 1999

Almaviva 1999

Alguns amigos nos pregam (boas) peças que serão lembradas por toda a vida. E dessa vez aconteceu comigo, que a convite do Cristiano (Vivendo Vinhos), eu e o Alexandre (Diário de Baco) fomos comemorar uma vitória em sua carreira, regados a um vinho especial, que o Cristiano guardou para uma ocasião como essa.

Não preciso nem falar o quanto fiquei honrado com o convite e claro que aceitei, afinal de contas, amigo é para essas coisas, não é mesmo?

O local escolhido foi o restaurante Olivetto, que tem como Sommelier o respeitadíssimo Diego. O serviço foi impecável, com direito até a decantação com luz de vela, para detectar sedimentos presentes na garrafa (natural para esse tipo de vinho, com essa idade).

Antes de degustarmos o Almaviva decidimos “abrir a noite” com um italiano que tem suas uvas cultivadas aos pés do vulcão Etna, feito com a uva Nerello  mascarese. Fantástico (e eu conto algum dia sobre ele), mas o que queríamos mesmo saber era do Almaviva.

Chegou então o tão esperado momento e com uma grande ansiedade, pudemos provar esse ícone chileno. O resultado é fantástico e à altura de todos os (bons) comentários já feitos sobre ele. O Almaviva é feito com cortes diferentes a cada ano. Especificamente em 1999 foram utilizados Cabernet Sauvignon (78%), Carmenère (19%) e Cabernet Franc (3%) e ficou 16 meses em carvalho descansando antes de ser engarrafado.

 almaviva1999Pra começar, sua coloração mostrou-se muito viva e intensa, com um bom halo de evolução, mas mostrando também que o vinho ainda poderia agüentar um bom tempo.

No nariz, muita complexidade: frutas vermelhas compotadas com um toque adocicado, toques mentolados, especiarias (que eu não consegui identificar com clareza alguma que se destacasse) e depois de um pouco de tempo na taça, aromas de couro e chocolate também vieram nos brindar.

Em boca, muita acidez, taninos muito macios, mas ainda fortes, mostrando que o vinho tem muita estrutura e que não estava nem um pouco “morto”. Impressionante a sua potência. Final longo e saboroso, daqueles pra ficar meditando depois de beber.

Esse vinho foi (bem) harmonizado com um cordeiro com purê de brócolis e temperos chilenos. Foi uma boa harmonização, mas se o Diego me permite, eu deixaria o prato com um pouquinho menos de pimenta. Mas é claro que isso é só um preciosismo, pois o que valeu mesmo foi a noite com os amigos.

Agradeço então ao meu amigo Cristiano, que dividiu não só a sua alegria conosco, mas também uma jóia de vinho. Amigos de verdade são assim, compartilham seus momentos bons com quem gostam e o mais legal é que recebem tudo de volta.

Ah, nesse dia, quando acordei vi São Paulo completamente alagada e a degustação seria em Campinas. Pensei por aproximadamente 2 segundos e concluí: VOU, NEM QUE SEJA DE BARCO!

Abraços

Daniel Perches

Posted in 1999, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Chile0 Comments

RSSTwitter

Photos on flickr

Newsletter