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Marichal Reserve Blanc de Noir – Chardonnay 2010 (um vinho bem diferente)

Marichal Reserve Blanc de Noir – Chardonnay 2010 (um vinho bem diferente)

Esse vinho é feito com as uvas Pinot Noir e Chardonnay”. Foi o Juan Marichal (enólogo e proprietário da Marichal) falar isso e eu arregalar os olhos, me espantar por alguns segundos e depois verificar um vinho e cor alaranjada na taça, me esperando.

Nunca tinha provado nada igual. Já provei vinhos que eu considero diferentes, como um corte com Chardonnay e Sauvignon Blanc com e sem madeira, Pinot com Tannat (que é do Marichal também), Nebbiolo com outras uvas, mas Pinot Noir e Chardonnay, desse jeito, nunca.

Você pode falar: “Mas e os espumantes?”. Sim, os espumantes têm essas uvas em seus cortes, mas agora estou falando de um vinho que é tranquilo, ou seja, que não é espumante. E também estou falando da uva Pinot Noir, que é tinta, sendo vinificada “em branco”. Calma que eu explico: todas as uvas, mesmo as tintas, tem a sua polpa branca e se o enólogo quiser, ele pode fazer um pinot noir, por exemplo, da cor branca. É só separar as cascas da polpa logo no começo da maceração.

Mas deixando o papo técnico de lado, o que vale falar é que esse vinho é muito interessante. Ele tem uma coloração alaranjada, bem brilhante. É muito fresco no nariz e na boca, com toques lembrando frutas vermelhas bem levinhas.

Sabe aqueles vinhos elegantes, que vão bem de entrada, quando você vai receber convidados, por exemplo? É esse!

Mas ele vai muito bem também com uma comida leve e até com saladas. Acredito que vá agradar o paladar das pessoas que gostam de vinhos não tão estruturados. Se você também gosta de conhecer vinhos diferentes, precisa provar esse.

E o melhor: custa só 55 reais. Gostei bastante! O Marichal Reserve Blanc de Noir Chardonnay (e toda a linha Marichal) está à venda na Ravin.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2010, Chardonnay, Pinot Noir, Uruguai2 Comments

Ariano Tannat 2008

Ariano Tannat 2008

Eu tenho provado alguns vinhos comprados no Supermercado. Foi o pedido de um amigo que acompanha o blog e que faz todo sentido, afinal de contas são os vinhos que todos podem ter acesso.

E com isso tenho feito alguns experimentos, comprando vinhos que eu não tenho referência nenhuma, como é o caso desse Tannat Uruguaio. Dessa vez não deu muito certo, mas continuo tentando.

Posted in 2008, Tannat, Uruguai3 Comments

Carlos Pizzorno fala sobre os vinhos uruguaios

Carlos Pizzorno fala sobre os vinhos uruguaios

Os vinhos uruguaios não são muito comuns por aqui, mas são muito bons. Carlos Pizzorno é um dos grandes produtores daquele país e esteve no Brasil participando de um evento da importadora Grand Cru. Falou sobre os vinhos de lá e um pouco sobre o mercado.

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O vinho do Rei Pelé

O vinho do Rei Pelé

Se você acha que o Rei Pelé só entende de futebol, está enganado. Ele bebe vinho e foi responsável pela vinda de um vinho para o Brasil. Quem conta a história é o Nicolas Bonino.

Foto: Ernesto Rodrigues/AE

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Familia Deicas agora na Interfood / TodoVino

Familia Deicas agora na Interfood / TodoVino

Em um almoço que contou com a ilustre presença de Fernando Deicas, a Interfood / TodoVino apresentou seu novo integrante do portfólio. Os vinhos da Família Deicas são bem conhecidos pelos brasileiros e mostram bem que o Uruguai tem uma boa vocação para a produção de vinhos, em especial os feitos com Tannat.

Fomos surpreendidos com uma vertical do vinho Preludio, passando pelas safras de 1997, 1999, 2002 e 2005. Eu já havia provado o Preludio Barrel Select 2004, mas esses que me foram apresentados eu não conhecia. Até então só sabia da sua fama de serem bons vinhos.

Comprovei a fama e fiquei realmente impressionado com a força e longevidade dos vinhos. De todas as safras provadas, a que mais me agradou foi a de 1999, que estava mais viva e mais intensa que a de 1997 (que estava muito boa também, mas já que temos que escolher uma, fiquei com a 99). As safras mais novas estão excelentes, mas eu guardaria mais alguns anos para obter mais complexidade. Os vinhos Preludio seguem um corte regular de Tannat, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot. Em 2005 eles acrescentaram um pouquinho de Marselan, mas foi um percentual muito pequeno e acredito que imperceptível. São coisas que o enólogo faz para melhorar o vinho, amaciá-lo, mas que para nós, ao provar, não há muito como perceber. Mas o que importa mesmo é que o vinho seja bom, não é mesmo?

Pude também provar finalmente o Preludio Branco, que eu queria conhecer. É um vinho com uma estrutura de impressionar. Passa um bom tempo por barricas e isso dá a ele uma complexidade que não se encontra facilmente por aí. Se você gosta de vinhos brancos mais amadeirados, esse é uma boa pedida.

E pra terminar com chave de ouro, provei o Família Deicas Tannat Premier Cru d’Exception 2005, um vinho que tem uma qualidade excepcional. Apesar de ainda jovem, o vinho mostrou que tem muito a oferecer, com aromas bem complexos, muito corpo e taninos de ótima qualidade. Um verdadeiro Premier Cru.

Esperamos que a vida da Familia Deicas seja boa junto com a Interfood e que possamos sempre ter esses bons vinhos à mesa.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 1997, 1999, 2002, 2005, Uruguai0 Comments

Preludio Barrel Select 2004

Preludio Barrel Select 2004

O Uruguai é um país pequeno e tem uma produção de vinhos que podemos dizer que é bem proporcional ao seu tamanho. E essa é uma das razões para não encontrarmos tão facilmente vinhos daquele país por aqui. Mesmo estando próximos geograficamente, muitos não tem nem quantidade para exportar.

Mas não é o caso da Família Deicas, que faz parte do Estabelecimento Juanicó. Seus vinhos são enviados ao Brasil e com freqüência encontramos até em supermercados.

Esse em específico eu nunca vi, até por tratar-se de um vinho mais top. Aliás, foi comprado no Uruguai mesmo, então não sei nem dar o valor que estaria por aqui, mas os da linha mais básica são mais comuns em terras brasileiras.

O Preludio é um vinho que é formado da mescla de Cabernet Sauvignon (40%), Cabernet Franc (24%), Merlot (20%), Petit Verdot (12%) e Malbec (2%), proveniente de centenas de tanques que vão sendo provados e escolhidos durante o tempo de fermentação para que a melhor combinação seja feita. Os tanques vão sendo “excluídos” e vão ficando os melhores para a produção do vinho.

E realmente a sua qualidade é alta e parece que tiveram bastante cuidado ao fazer. Com uma coloração rubi muito intensa, o vinho apresentou-se com aromas de frutas negras com um bom toque defumado.

Em boca mostrou-se ainda jovem, com taninos bem presentes, ressecando a boca e pedindo ao mesmo tempo uma boa comida, de preferência gordurosa (não é à toa que dizem que os vinhos uruguaios vão bem com um bom churrasco). Em seu final eu senti uma pontinha de amargor, mas nada comprometedor, ou pelo menos que não saísse na companhia da comida.

Se você gosta de vinhos encorpados e bastante tânicos, esse vai satisfazer suas vontades. Mas não deixe de ter algo para comer junto…

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2004, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot, Petit Verdot, Uruguai3 Comments

Punta del Este Food & Wine Festival

Punta del Este Food & Wine Festival

Essa é para quem estiver indo para Punta del Este. Acontecerá em novembro o Punta del Este Food & Wine Festival. Um evento que promete bons momentos para qualquer um que goste de boa comida e bons vinhos (e difícil é achar quem não goste).

Abaixo está o texto divulgado no site do meu amigo Daniel Arraspide, Sommelier Uruguaio que é praticamente brasileiro de tanto que fala dos nossos vinhos aqui. A gente bem que podia ter mais “embaixadores” por aí como ele. Vejam também o texto na íntegra aqui.

Punta del Este Food & Wine Festival

Apenas em alguns dias, Punta del Este (Uruguai) vai receber a os chefs e sommeliers convidados para participar do evento chamado Punta del Este Food & Wine. Um festival no qual durante quatro finais de semana (sábados 6, 13, 20, e 27 de novembro) um grupo seleto de profissionais, e gourmets, amantes da boa vida, foodies, bon vivants – ou como você preferem chamar-lhes – vão estar reunidos em diferentes locais da principal praia uruguaia, e a seu área de influência, para desfrutar de uma proposta única, além de inovadora.

Com nomes tão subjetivos como ser Paladar de las Dos Orillas, Aquarela do Uruguai, Uruguay welcomes great American restaurants, e Siete Fuegos by Francis Mallmann é que este festival chega até terras da costa uruguaia. Figuras da estatura de Drew Nieporent, Alan Richman, Josimar Melo, Charlie Arturaola, Martín Arrieta, Mara Salles, Gastón Yelicich, Hubert O’Farrell, Francis Mallmann, Federico Fialayre, Hernán Tahiana, e Marina Moraes – só para nomear alguém – estão entre as personalidades convidadas, que entre fogos e as taças nos vão demonstrar os seus conhecimentos.

É então que com este festival o Uruguai passa a integrar o circuito internacional de eventos de alta gastronomia, como no caso do Aspen Food & Wine Classic, e o South Beach Wine & Food Festival de Miami. Toda uma conquista, se considerado o pequeno do Uruguai, mas, um lugar que tem uma rica gastronomia e ótimos vinhos que tem e vale a pena ser conhecidos.

Falando de vinhos, Wines of Uruguay (Asociación de Bodegas Exportadoras) vai estar presente com as suas vinícolas apresentando o melhor da produção vitivinícola uruguaia. A vinícola Alto de La Ballena já confirmou a sua participação, e a grande novidade vai ser Bodega Garzón, quem pela primeira vez vai apresentar-se em público com algo assim como um avant premiere de seus primeiros rótulos. Vinhos produzidos com uvas cultivadas na paisagem serrano – a propriedade da empresa Agroland, hoje conhecida pela qualidade dos seus azeites de oliva estra-virgem da grife Colinas de Garzón – vão ser apresentados em sociedade e degustados.

Como diretor do festival está Gabriel Bialystocki, um ávido gourmet e viajante, consultor em marketing gastronômico para produtos premium em alimentos e bebidas. Gabriel abriu o seu próprio restaurante antes de trabalhar como jornalista na categoria ”food & travel”, colaborando usualmente na mídia internacional especializada, como Food & Wine Magazine (USA), Gourmet Magazine (USA), revista Viagem & Turismo (Brasil), Revista In Lan Chile (Chile) e TimeOut Punta del Este, além de Radio El Expectador, como colunista de gastronomia e viagens. Através de anos recorrendo os restaurantes de Nova Iorque, São Paulo, Buenos Aires e Punta del Este, tem conhecido a muitos famosos da cozinha, os quais sempre convida para conhecer Punta del Este, o lugar que escolheu para viver.

Alguns dos pontos altos do festival, são dois eventos onde vamos ter o prazer de participar como convidados. Um dele é o que acontece o sábado, dia 13 de novembro, no Ballroom do Hotel Mantra Resort e que trata-se do jantar Aquarela do Uruguai onde vão cozinhar os chefs Mauricio Ganzarolli (Bananeira Restaurante, São Paulo), Mara Salles (Restaurante Tordesilhas, São Paulo), e Marina Moraes (Restaurante Gardenia São Paulo e Montevidéu). O outro é um almoço, o sábado, dia 27, com o badalado chef Francis Mallmann, quem vai oferecer aos convidados uma cozinha que ele titula Siete Fuegos (sete fogos), uma apresentação ótima de diferentes técnicas usadas, as mesmas que são descritas no seu último livro.

Uma proposta diferenciada, altamente recomendável, que todo amante da boa mesa não tem que perder.

Mais informacão, visite a web site: http://www.puntafoodandwine.com/

Venda de ingressos em Uruguai: a partir de 15 de octubro em Red UTS nos siguentes locais:

• Pontos da Red UTS habilitados en locais de Red Pagos de Montevidéu e interior do país
• Palacio de la Música: Punta Carretas Shopping, Shopping Tres Cruces, 18 de Julio 1112 esq. Paraguay, y Portones Shopping
• CD Warehouse El Gaucho: 18 de Julio 1425 esq. Ejido

Desde o exterior: tickets@puntafoodandwine.com

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Wines of Uruguay – Belas surpresas

Wines of Uruguay – Belas surpresas

No mundo do vinho, quando pensamos no que é produzido no Uruguai, lembramos sempre da Tannat. É verdade que essa é uma uva emblemática daquele país e que de lá saem excelentes exemplares, mas também é verdade que não é só de Tannat que é feito o seu painel vitivinícola.

E foi isso que eu pude comprovar no evento realizado recentemente aqui em São Paulo pela entidade Wines of Uruguay, que tem como missão principal divulgar os vinhos dos produtores associados pelo mundo todo.

O evento reuniu 14 produtores participantes no Hotel Renaissance , onde pude provar diversos vinhos que eu já conhecia de nome, mas que eu ainda não tinha provado.

Abaixo listo alguns que me chamaram a atenção.

Alto de La Ballena Merlot – Cabernet Franc – Tannat 2006
Um vinho bastante frutado, com destaque para geléia de frutas vermelhas em boa harmonia com um toque amadeirado. Acidez moderada.

Alto de La Ballena Reserva Cabernet Franc 2007
Mais um vinho fácil de beber, com boa tipicidade da uva Cabernet Franc. Um vinho para se beber no dia a dia.

Bouza Tempranillo B15 Parcela Única 2008
Um vinho que mostrou toda a força da Tempranillo do Uruguai. Taninos bastante presentes e final marcante. Para ser degustado com comida (de preferência uma boa carne).

Bodegas Castillo Viejo El Preciado, Gran Reserva 2005
Com fortes aromas terciários e com destaque para a madeira molhada e fumo, é um vinho de boa estrutura e provavelmente de alguma guarda ainda.

Familia Deicas Don Pascual Viognier Reserve 2009
Coloração verde palha denotando sua jovialidade. Destaque para os aromas herbáceos e sua acidez bem alta. Um vinho potente e muito fresco.

Gimenez Mendez Identity 2008
Lançamento da Bodega, esse corte de Tannat, Syrah e Petit Verdot mostrou uma boa complexidade de aromas, com toques de chocolate e toffe.

Marichal Reserve Collection Pinot Noir / Tannat 2008
Esse vinho me chamou a atenção pelo seu corte inusitado, utilizando uma uva com muita força (tannat) em conjunto com uma muito mais elegante e leve (Pinot Noir). Vale a prova.

Esses são, como de costume, alguns que eu destaco como vinhos de boa qualidade, mas obviamente haviam muitos outros que valiam a pena serem comentados. Mas por enquanto, ficamos com esses.

Além disso, a Wines of Uruguay está lançando um Pack promocional com alguns vinhos feitos com a uva Tannat, que servirão de “amostra de qualidade” para quem ainda não conhece. Uma ótima iniciativa, afinal de contas, o país realmente produz bons vinhos. Nós é que não conhecemos muito.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, Cabernet Franc, Merlot, Petit Verdot, Pinot Noir, Syrah, Tannat, Tempranillo, Uruguai, Viognier2 Comments

Pisano Primera Viña 2008

Pisano Primera Viña 2008

Alguns vinhos não deveriam deixar de ser produzidos. É o caso do Pisano Primera Viña, que é produzido com a uva Tannat. Esse foi degustado no dia do jogo do Brasil, esperando por um churrasco tipicamente brasileiro, que foi muito bem harmonizado.

Infelizmente a Pisano não produz mais esse vinho, então quem encontrar, vale a pena comprar e provar. Um belo vinho, sem dúvida.

Veja abaixo a degustação feita.

Aproveite e conheça o Canal Vinhos de Corte no Youtube e veja outros vídeos.

Abraços

Daniel Perches

Posted in 2008, Tannat, Uruguai, Videopost0 Comments

Pisano Arretxea 2004

Pisano Arretxea 2004

Recentemente estive com algumas pessoas falando sobre vinhos uruguaios. Um deles disse algo que me deixou intrigado. Ele não tinha provado, até então, nenhum vinho uruguaio que tivesse feito ele se animar. Ou seja, todos os que ele conhecia, eram muito simples e não valiam a pena.

Depois disso eu fui em busca de alguns vinhos daquele país, para mudar essa percepção. E foi assim que eu “me encontrei” com o Pisano Arretxea, que é um dos vinhos tops da vinícola, que, aliás, é uma das maiores e mais conhecidas vinícolas do Uruguai.

Com vinhedos na região de Canelones, a Pisano produz esse vinho com as castas Cabernet Sauvignon, Merlot e Tannat, um corte típico daquele país.

A diferença desse vinho está em seu cuidado, sua produção e claro, a qualidade das suas uvas. O Pisano Arretxea é um vinho muito, mas muito tânico. Na verdade, acredito que eu tenha aberto ele muito antes do tempo, pois como o próprio produtor e também o importador dizem, esse vinho é de longa guarda. Não resisti (e até hoje conheci poucos que conseguem guardar seus vinhos por muito tempo).

O Pisano Arretxea possui uma coloração muito intensa, um halo muito pequeno de evolução, aromas ainda fechados (que com aeração de mais de uma hora se mostraram mais abertos) e em boca, como falei, taninos ainda verdes. Sim, taninos verdes, mas muito interessantes. Nenhum amargor e final longo e saboroso.

Beber esse vinho sem comida é como comer caju. Sua boca vai amarrar e você vai pedir água, com certeza. Mas quando acompanhado de uma boa carne de churrasco, o negócio muda completamente. O vinho “lava” a boca de uma forma impressionante, fazendo um belíssimo casamento. Aí você quer sempre mais e mais. Pena que eu tinha só uma garrafa.

Importado pela Mistral, esse vinho custa em torno de 130 reais. Não é um preço baixo, mas sua qualidade está à altura do preço.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2004, Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat, Uruguai14 Comments

Degustando alguns vinhos do Novo Mundo

Degustando alguns vinhos do Novo Mundo

Mais uma vez os blogueiros foram convidados pelo nosso amigo Jeriel da Costa (Blog do Jeriel) para provar alguns vinhos. Dessa vez ele quis fazer um (belo) painel dos vinhos do Novo Mundo, misturando os países Argentina, Chile e Uruguai.

Foi uma ótima oportunidade para conhecer alguns vinhos que eu ainda não tinha provado mas já tinha ouvido falar e também para, claro, rever os amigos.

O encontro foi feito no Empório Vila Buarque, que como sempre nos recebeu muito bem.

Vamos falar um pouco sobre os vinhos degustados:

 

 Ruca Malén Chardonnay Reserva 2006
Preço: R$ 54 
O vinho me pareceu já estar em declínio. Percebia-se alguns aromas de abacaxi em calda, com um leve toque adocicado no final, lembrando baunilha.
Em boca tem ainda um pouco de acidez, mas também demonstrou um pouco de “cansaço”. É um vinho que eu recomendaria provar de uma safra mais jovem.
Esse vinho é importado pela Hannover.

Viña Maipo Gran Devoción Sauvignon Blanc 2008
Preço: R$ 69
Esse vinho, apesar de sua safra também com mais idade e inclusive considerando que a Sauvignon Blanc em geral não resiste muito ao tempo, me chamou a atenção pela sua força ainda presente. Aromas vegetais e florais dominaram a taça e a força foi confirmada na boca. Um bom vinho, mas gostaria que fosse um pouco mais barato.
Esse vinho é importado pela Ravin. 

Pampas del Sur Reserva Malbec 2008
Preço: R$ 28,50
Um vinho básico para o dia a dia. Eu descreveria sucintamente assim esse vinho. Quando aberto apresentou um bom aroma típico da Malbec, com frutas vermelhas intensas, mas esse aroma foi embora rapidamente. Em boca sobrou um pouco de álcool. Melhor se provado com comida, de preferência gordurosa.
Esse vinho é importado pela Max Brands 

Gimenez Mendez Alta Reserva Tannat 2008
Preço: R$ 36,15
Esse é um ótimo vinho pelo seu preço. Em taça mostrou aromas bastante frutados com destaque para as vermelhas como ameixa e framboesa, mas com um toque de madeira. Em boca apresentou taninos ainda um pouco verdes, mas que com certeza serão amaciados com o tempo. Pode ser bebido agora ou guardado por mais algum tempo, que vai evoluir, com certeza.
Esse vinho é importado pela Hannover 

Ruca Malén Malbec Reserva 2006
Preço: R$ 54
Esse na verdade é um corte de Malbec, Petit Verdot e Tempranillo. Também um belo vinho que me pareceu ser produzido com bastante cuidado. Bons aromas e bom em boca, mostrando um final interessante e relativamente longo. Não recomendaria guardar por muito tempo.
Esse vinho é importado pela Hannover 

Santa Julia Tempranillo Reserva  2008
Preço: R$ 43
Esse eu tenho que confessar que me surpreendeu. Por algum motivo, eu tinha um certo preconceito em relação aos vinhos Santa Julia (totalmente infundado, já admito). Esse tempranillo é muito interessante, lembrando inclusive os espanhóis em acidez e aromas.
Vale a pena provar e conhecer, inclusive pelo seu preço atraente.
Esse vinho é importado pela Ravin

Gimenez Mendez Alta Reserva  Arinarnoa 2008
Preço: R$ 36,15
Este pra mim foi o melhor da noite. Eu sou fã da Arinarnoa (que é um cruzamento da Merlot com a Petit Verdot). Bela coloração rubi intensa
Seus aromas remetem a frutas negras, chocolate e um toque de menta. Em boca tem boa estrutura e taninos bem rústicos, mas já levemente afinados pela passagem por barrica. Um belo vinho.
Esse vinho é importado pela Hannover 

Ventisquero Grey Cabernet Sauvignon 2005
Preço R$ 79,90
Um típico Cabernet Sauvignon de qualidade do Chile. Foi isso que me veio à cabeça quando provei esse vinho. Ainda não conhecia a linha Grey da Ventisquero e me agradou a sua qualidade. Bons aromas e em boca muita maciez e equilíbrio. Apesar de seu preço não tão baixo, vale a compra pela qualidade.
Esse vinho é importado pela Cantu

 

Mais uma vez agradeço ao Jeriel por compartilhar seus vinhos conosco e espero que venha uma próxima em breve.

Abraços

Daniel Perches

Posted in 2005, 2006, 2008, Argentina, Arinarnoa, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Chile, Malbec, Sauvignon Blanc, Tannat, Tempranillo, Uruguai5 Comments

Rio de los Pasaros Tannat Reserva 2006

Rio de los Pasaros Tannat Reserva 2006

Mais um vinho uruguaio degustado. Esse também é da Pisano, uma das maiores bodegas daquele país. A Pisano produz diversas linhas de produtos e essa, a “Rio de los Pasaros” é uma das mais básicas.

Feito 100% com a uva Tannat, casta emblemática do país e que merece bastante atenção, pois realmente tem um ótimo desenvolvimento por lá, tem uma breve passagem por carvalho francês.

Em taça mostrou-se com uma boa coloração, não muito escura e bem viva. No nariz, notas de frutas vermelhas frescas, terra molhada e um pouquinho de madeira no final. Além desses aromas, tem bastante álcool sobrando. E esse aroma ficou presente por bastante tempo e mesmo depois de aerado por aproximadamente 1 hora, o vinho não se equilibrou.

Em boca tem boa tanicidade, mas de novo o seu álcool apareceu, tornando o vinho “quente” demais. Por esse excesso, não é um vinho convidativo, que nos chama para o próximo gole. Precisa de uma comida forte que o ajude a se mostrar e harmonizar.

Foi provado com queijos curados e foi até bem. Talvez uma carne gordurosa vá melhor.

A Pisano, como já falei, produz excelentes vinhos e os seus tops são dignos de medalhas pela sua qualidade. Esse deixou um pouco a desejar, mas entendendo que é uma linha básica, acredito que possamos relevar um pouco, inclusive pelo seu preço, que gira em torno dos 20 reais.

Em breve comentarei sobre seus vinhos tops. Aguardem.

Abraços

Daniel Perches

pisano_pasaros

Posted in 2006, Tannat, Uruguai0 Comments

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