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Bafarela 2006

Bafarela 2006

Tenho a sorte de ter amigos que conhecem muitos vinhos do Velho Mundo e sempre me dão dicas que valem ouro. Essa foi mais uma delas, que dessa vez quem sugeriu foi o Beto Duarte (Papo de Vinho) e o Marcelo di Morais (MarcelodiMorais.com). Os dois me falaram muito bem desse produtor e eu resolvi trazer para provar.

Vinho provado e aprovado. O Bafarela, do Brites Aguiar, é tudo o que eles me falaram e para mim, muito mais.

Com uma coloração muito forte, potente e brilhante, é um típico vinho do Douro.  Produzido com as castas Tinta Roriz (60%), Touriga Franca (20%), Tinta Barroca (15%) e Touriga Nacional (5%) , tem muita potência e vivacidade. É um vinho jovem, que não passa por madeira.

No nariz apresenta aromas de frutas vermelhas em geléia, mirtillo, um toque ligeiramente defumado e de bosque molhado. Tudo com boa harmonia entre eles.

bafarela-douro-tinto-2006Em boca a potência se comprova, mas sem deixar o álcool passar por cima. Taninos redondos, mas mostrando ainda a jovialidade. É um vinho que pode ainda ser guardado por um ou dois anos que vai continuar muito bom.

Acompanha muito bem churrasco, carnes grelhadas, massas com molho vermelho e provavelmente carnes suínas.

Encontrado no Empório Vila Buarque (em São Paulo) e importado pela Santa Ceia  por aproximadamente 75 reais, é um ótimo custo X benefício para quem quer um bom vinho do Douro.

O próximo que eu vou provar por indicação deles é o Bafarela Reserva. Já estou até imaginando como vai ser… Conto em breve.

Abraços

Daniel Perches

Posted in 2006, Portugal, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional4 Comments

Loios Tinto 2008

Loios Tinto 2008

Certos produtores são realmente muito bons e merecem nossa atenção. Já comentei sobre alguns que me encantam, como a Bodegas Callia e Catena Zapata na Argentina, Concha Y Toro no Chile e agora, o João Portugal Ramos, em Portugal.

O motivo é simples: desde os vinhos mais básicos até os tops, eles são todos muito bons. É claro que cada um tem uma proposta diferente (e valores bem diferentes, diga-se de passagem), mas não deixam de ser bem produzidos, nos trazendo um grande prazer ao beber.

E posso dizer então que o Loios é um deles. Produzido com as castas Aragonês, Trincadeira e Castelão, é um vinho muito saboroso e fácil de beber. Produzido no Alentejo, é um vinho que não passa por madeira. Sua fermentação é feita em tanques de inox e depois é engarrafado.

Em taça, mostrou uma coloração rubi bastante viva e até mais leve do que os tradicionais vinhos portugueses. No nariz, aromas de frutas vermelhas frescas e um caráter vegetal bem interessante, lembrando grama e terra molhada, mas bem de leve.

Em boca, boa acidez e taninos redondos. Seu final é curto, mas agradável. Não me pareceu sobrar álcool. Após algum tempo de garrafa aberta, o vinho ainda melhorou um pouco, mas nada expressivo. É realmente um vinho para se abrir e beber, sem necessidade de aeração.

É sem dúvida um ótimo vinho para o dia a dia, não só pela sua qualidade como pelo seu preço. Na Casa Flora (importadora) está em torno de 30 reais. Vale a pena comprar e provar.

Um abraço

Daniel Perches

loios_2008

Posted in 2008, Aragonez, Castelão, Portugal, Trincadeira0 Comments

Porca de Murça Reserva 2005

Porca de Murça Reserva 2005

Eu já havia provado o Porca de Murça (sem ser o reserva) antes e não tive a melhor das impressões. Achei um vinho bem simples e sem muito a mostrar.

Por ocasião de um arroz de pato que eu preparei, chamei alguns amigos para compartilharem essa ocasião e um deles nos trouxe esse português, produzido no Douro, com as uvas Touriga Nacional, Touriga Francesa, Tinta Roriz, Tinto Cão.

Tenho que confessar publicamente aqui que fiquei com um pé atrás ao ver o vinho, mas como os preconceitos devem ser sempre quebrados, lá fui eu experimentar esse vinho, de cabeça aberta. Considerando-se que esse vinho é produzido pela Real Companhia Velha, um grande produtor de vinhos de Portugal e também pensando que é um dos vinhos mais vendidos em Portugal, acredito que tenha seu valor, não é mesmo?

Vinho então provado e aprovado. Bem melhor que o seu irmão “não reserva”, esse tem uma ótima qualidade e merece destaque.

Em taça, mostrou uma coloração rubi intensa e um leve halo de evolução. Pareceu-me ainda jovem, agüentando mais alguns anos em garrafa (talvez dois, no máximo).

No nariz, notas de especiarias, terra molhada, frutas vermelhas em calda, madeira molhada e um leve toque de baunilha foram percebidos. Tudo bem harmônico, sem nenhum sobressair.

Em boca, boa acidez. Seu final não é muito longo e tem uma pontinha de amargor, mas nada que comprometa o vinho.

Provamos esse (e outros) com o arroz de pato, mas acredito que pela força do prato, ele tenha sumido um pouco. Melhor tentar com algo um pouco menos forte e menos gorduroso, mas eu gostaria de arriscar com uma lingüiça portuguesa, só pra saber como ele se comportaria.

Infelizmente não sei o preço, pois foi trazido por amigos, mas é fácil encontrar esse vinho na rede Carrefour. Eu vou procurar e depois informo o valor.

E se quiser conhecer mais sobre os vinhos da Real Companhia Velha, veja o site deles aqui.

Um abraço

Daniel Perches

PorcaReserva

Posted in 2005, Portugal, Tinta Roriz, Tinto Cão, Touriga Franca, Touriga Nacional2 Comments

Filipa Pato 3b

Filipa Pato 3b

Esse espumante rosé foi comprado na Casa Flora, uma importadora que prima por bons rótulos e bons preços. Produzido pela famosa Filipa Pato, esse tem as uvas Baga e Bical na sua composição. Um corte diferente e interessante, pois a Baga é uma uva tinta, mas a Bical é branca. Essas duas uvas são típicas de Portugal e produzem bons vinhos.

Com uma coloração salmão, mostrou uma boa perlage, que foi fina e formou um pequeno cordão na taça.  Ao ser servido, o espumante produziu uma bela espuma, que dissipou-se lentamente, formando uma bela imagem na taça.

No nariz, aromas de frutas frescas e um toque floral interessante. Algo como rosas.

Em boca, boa acidez e taninos bem macios. Um final até próximo de adocicado complementou a boa experiência, apesar de ser brut.

É um espumante relativamente simples e que por essas características descritas acima, pode agradar paladares menos acostumados com essa bebida. Acompanha bem uma salada, mas me pareceu bem versátil a ponto de eu acreditar que seja possível harmonizá-lo com uma feijoada, como já foi feito e contado aqui. É testar para ver, mas acredito que dê certo.

Pra quem estiver em São Paulo, vale visitar e conhecer a Casa Flora, pois lá encontra-se bons produtos. O único inconveniente é que fica próximo ao Mercado Municipal, com um acesso um pouco difícil, mas com um pouco de paciência, dá pra chegar.

Esse custou-me 43 reais, que se considerada a sua qualidade, é um bom preço. É um que entra para a minha lista de Best buys.

Um abraço

Daniel Perches

3b

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Meandro do Vale Meão 2007

Meandro do Vale Meão 2007

Mais um belo vinho português degustado. Esse é da região do Douro, de onde saem grandes e famosos vinhos para o mundo.

Antes de falar sobre o vinho, vale destacar que a Quinta do Vale Meão é uma propriedade da Casa Ferreirinha e foi a última propriedade adquirida pela Dona Antonia (a proprietária da famosa casa), que na época foi muito criticada, pois comprou, como disseram por lá, uma terra cheia de nada. Dirigida pelo seu trineto, é hoje uma vinícola de grande prestígio e seu vinho top da casa, o Quinta do Vale Meão, é colecionador de prêmios e claro, elogios. Suas vinhas já produziram uvas para se fabricar o famoso Barca Velha.

Mas o Meandro do Vale Meão, que é o segundo vinho da casa, não deixa nada a desejar, chegando a receber inclusive 91 pontos do Robert Parker na safra 2005 e 92 pontos da Wine Spectator na safra 2006.

Para se produzir esse vinho são utilizadas as vinhas mais jovens (aproximadamente 15 anos de vida) e é um corte com praticamente todas as uvas plantadas na quinta, mas com predomínio de Tinta Roriz e Touriga Nacional.

O vinho tem uma coloração rubi intensa, com um pequeno halo de evolução. No nariz, aromas de frutas vermelhas frescas, um toque amadeirado e aromas terciários como baunilha, tabaco e também um pouco de especiarias.

Em boca, muita maciez e equilíbrio, com um final longo, persistente e praticamente sem amargor.

É um vinho que merece atenção e que deve ser degustado com calma. Recomendo algum tempo de decanter para que ele se mostre mais plenamente.

Importado no Brasil pela Mistral, custa em torno de R$ 100,00. Um ótimo preço para esse vinho.

Um abraço

Daniel Perches

meandro

Posted in 2007, Portugal, Tinta Roriz, Touriga Nacional1 Comment

Varanda do Conde 2008

Varanda do Conde 2008

Uma das coisas que eu mais gosto no mundo dos vinhos é quando estamos em busca de algum tipo específico e nos deparamos com um daqueles que poucos conhecem ou que nem dão tanta importância (muitas vezes pelo seu preço) e que quando é aberto, só rende elogios.

Sabe do que eu estou falando? Já aconteceu com você? Espero que sim, pois a sensação é fantástica.

E foi assim que aconteceu com o Varanda do Conde. Esse teve a ajuda do nosso amigo e mestre em vinhos portugueses, o João Filipe Clemente, do blog Falando de Vinhos. A busca era por um Vinho Verde bom que custasse até R$ 50,00. Ele não só me indicou um excelente vinho, como ainda me fez pagar menos. Esse custou R$ 27,00 na Casa Flora.

Produzido com Alvarinho e Trajadura da Sub-Região de Monção, Região Demarcada dos Vinhos Verdes, mostrou-se com uma coloração amarelo palha bem límpida.

No nariz predominaram os aromas cítricos, sempre bem frescos e leves. Em boca, boa acidez e final bem interessante, não muito longo, mas saboroso.

Foi utilizado para iniciar uma recepção que tinha como tema Vinhos Portugueses. Acompanhado de petiscos e queijos, foi muito bem e deixou um gostinho de “quero mais” para todos os convidados. Para o verão é uma ótima pedida. Mas o mais interessante é que esse vinho, como a maioria dos Vinhos Verdes, tem uma maior versatilidade, podendo acompanhar diversos pratos, até mesmo uma feijoada, como o próprio João Filipe testou e aprovou.

Produzido pela Provam (Produtores de Vinho Alvarinho de Monção), faz parte de uma gama de produtos maior e que me deixou com vontade de conhecer. Se você quiser saber mais, acesse o site deles.

Um abraço

Daniel Perches

 varanda_conde

Posted in 2008, Alvarinho, Portugal, Trajadura2 Comments

Redondo Branco 2005

Redondo Branco 2005

Encontrei esse vinho português quando estava em busca de outro do mesmo país, para a resenha do mês para a Confraria Brasileira de Enoblogs. Não encontrei o que queria, mas esse acabou me chamando a atenção. E isso aconteceu por dois motivos: pelo seu rótulo, que como podem ver abaixo é bem interessante, com dois peixes cruzados, com uma espécie de ramo de arruda por trás e também pelas suas uvas. É produzido a partir de um corte de Roupeiro, Rabo de Ovelha, Fernão Pires e Arinto, pela vinícola Roquevale, no Alentejo.

Eu só fã confesso das uvas portuguesas (e por conseqüência, dos nomes delas. São de uma criatividade ímpar), então não resisti a esse.

Vinho comprado, degustado e aprovado. É um vinho bastante justo, eu diria. Vamos a ele: com uma coloração amarelo ouro, já denota sua certa idade, que para vinhos brancos, tem que ser verificada com mais cautela. No contra-rótulo o produtor alerta para o consumo desse vinho jovem. Eu resolvi arriscar, mas o vinho não estava ruim. Aliás, estava em seu auge, acredito.

No nariz, aromas de frutas brancas maduras e em calda, com destaque para pêssego, melão e um certo cítrico, lembrando um maracujá mais fraquinho. O final dos aromas é envolto em uma cremosidade/untuosidade, lembrando manteiga de cacau. Em boca, sua acidez não foi tão forte quanto eu esperava, mas mostrou-se bem equilibrado. Seu final não é longo, mas é saboroso, confirmando a cremosidade percebida nos aromas.

Degustado com um queijo parmesão bem curado, foi muito bem, mas acredito que vá melhor com um prato de frutos do mar, como calamares.

É sem dúvida um vinho para ser bebido despretensiosamente, mas que não fará feio em momento algum. E o melhor é que custa em torno de 25 reais. Pareceu-me um preço justo para o que ele oferece.

Um abraço

Daniel Perches

redondo_branco

Posted in 2005, Arinto, Fernão Pires, Portugal, Rabo-de-ovelha, Roupeiro0 Comments

Azul Portugal Bairrada 2006

Azul Portugal Bairrada 2006

AZP_BairradaEssa é para quem quer conhecer um pouco mais sobre os diferentes estilos de vinhos dentro de Portugal. O projeto “Azul Portugal” reúne alguns dos grandes enólogos daquele país, para fazer vinhos de caráter e tipicidade de cada região.

Eu acabei conhecendo esse vinho, que é da Bairrada, em busca de algo que harmonizasse com churrasco. E deu muito certo. Esse é feito com as uvas Baga, Tinta Roriz, Touriga Nacional e Castelão, num corte muito parecido com o do tão famoso vinho “Periquita”.

O vinho tem uma coloração rubi intensa e quase negra, com um pequeno halo de evolução, que só se percebe ao deitar a taça. Suas lágrimas são grossas e lentas e bem pintadas.

No nariz, ótimos aromas de frutas frescas, com destaque para framboesa e groselha. Há também um destaque para aromas mais úmidos como terra molhada e um pouco de madeira, que é interessante se notar, pois esse vinho não passa por barris de carvalho.

Em boca apresenta uma ótima acidez, mas com bom equilíbrio. Como falei, foi muito bem com carnes de churrasco. A sensação de complementação da carne com o vinho é nítida e o conjunto ficou muito saboroso.

Esse é importado pela Decanter e custa em torno de 45 reais. Um bom preço pela sua qualidade. Há também “Azul Portugal” da região do Minho, Dão, Ribatejo e Palmela. Vale a pena provar.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Baga, Castelão, Portugal, Tinta Roriz, Touriga Nacional0 Comments

Esteva 2007 – Casa Ferreirinha

esteva_casa_ferreirinhaAproveitando a trégua que o calor nos deu, pude almoçar uma boa carne acompanhada de um vinho tinto (sem sair suando do restaurante).

O lugar escolhido foi o Barbacoa, ótima casa especializada em grelhados e Continue Reading

Posted in 2007, Portugal, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca0 Comments

Montevalle Reserva 2002

montevalleMotivado por uma promoção, comprei esse vinho na wine.com.br, site que comercializa diversos rótulos de vinhos e que cresceu muito em seu primeiro ano de vida. Eles têm uma boa Continue Reading

Posted in 2002, Portugal, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca1 Comment

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