Depois de provar e perder um vinho branco da toscana (veja o post do Caparzo Bianco), resolvi arriscar de novo, abrindo esse tinto da Nova Zelândia que eu comprei também numa ponta de estoque. Sucesso absoluto. O vinho é muito bom e se quiserem mais infos, aqui está o Site da Sileni Estate.
Estive no Grand Tasting, evento anual da importadora Grand Cru. É um evento impecável em todos os sentidos: desde a sua organização até a qualidade dos vinhos, nada deixa a desejar.
E como são muitos vinhos, fiz uma rápida seleção de alguns rótulos que me chamaram a atenção. Não vou detalhar muito os vinhos (até porque é uma boa quantidade), mas acredito que se você buscar algum desses, não vai se arrepender.
Brancos Leves
- Saint Clair Vicar’s Choice Sauvignon Blanc 2009 – Nova Zelândia – R$ 73
Um vinho com uma excelente acidez e que demonstra a vocação da Nova Zelândia para produzir vinhos com essa casta.
Brancos estruturados
- Hayes Ranch Chardonnay 2007 – Estados Unidos – R$ 45
Vinho branco californiano com um toque forte de madeira. Pra quem gosta, é um deleite e com um belo preço.
- Forgeot Chablis – França – R$ 85
Não é nada fácil encontrar bons Chablis com preço acessível. Esse supera as expectativas
- Chateauneuf-du-Pape La Nerthe Blanc 2008 – R$ 180
Pra quem pensa que Chateauneuf-du-Pape é só tinto, tem que provar esse. Um vinho com uma excelente complexidade aromática e de boca que vale a degustação com calma.
Pinot Noir
- Redtree Pinot Noir 2009 – Estados Unidos – R$ 45
Excelente custo x benefício. Vale provar.
- Saint Clair Vicar’s Choice Pinot Noir 2010 – Nova Zelândia – R$ 84
Muita fruta, excelente acidez e um ótimo equilíbrio. Mostra bem a característica da Pinot Noir da Nova Zelândia.
- Bouchard Cote de Beaune Villages 2009 – França – R$ 98
Pinot Noir francês bom, abaixo de 100 reais, é difícil de achar. Esse é um deles.
Itália
- Feudo Macari Maharis 2007 – R$ 290
O vinho topo da vinícola, que tem uma potência incrível.
No próximo post comento sobre outros vinhos que eu provei lá e gostei.
Já comentei aqui sobre os vinhos da Forrest que provei, na ocasião da vinda do produtor ao Brasil para apresentar as suas criações e em busca de um importador.
Fiquei fã dos vinhos deles. São realmente muito bons, bem feitos e com bastante caráter.
Quando provei esse Pinot Noir, me encantei de cara. Me lembrou um Pinot Noir da Borgonha, tanto na cor cereja clara, quanto nos aromas de frutos vermelhos com um leve toque herbáceo, até o sabor, com uma boa acidez, bom corpo e final refinado.
Com 13,3% de álcool, é um vinho bastante equilibrado, que mesmo em temperaturas mais altas, não demonstrou muito álcool em excesso. Aliás, nem álcool e nem madeira, apesar de passar 12 meses em barris antes de ser engarrafado.
Pareceu-me um vinho com um bom potencial de envelhecimento. É claro que o provamos bem jovem e não é tão fácil “prever o futuro” do vinho, mas dá pra imaginar, dadas as suas características, que daqui uns 2 ou 3 anos ele estará ainda muito melhor, já um pouco evoluído.
Mas se você quiser guardar esse vinho por mais tempo, o Sr. John Forrest diz que pode fazer isso por pelo menos 10 anos. Eu até gostaria de seguir a recomendação dele, mas não garanto a minha paciência. Acho que eu abriria antes.
Esse vinho ainda não está no mercado nacional, mas quando chegar é uma boa pedida. Se colocado às cegas com alguns Pinots da França, acredito que vá se sair bem. É ver pra crer.
Não é à toa que se fala tanto dos Sauvignon Blanc da Nova Zelândia. Realmente são muito bons. Fazia algum tempo que eu não provava um vinho dessa casta de lá e fiquei impressionado quando provei esse da Forrest Wines.
Com 13,3% de álcool, esse Sauvignon Blanc é feito com uvas plantadas na região de Renwick, em Wairau River Valley, onde a Forrest Wines tem algumas terras.
O vinho apresentou notas típicas da casta, como abacaxi, um toque floral e claro, um bom mineral, que como disse também o Sr. John Forrest quando esteve no Brasil apresentando seus vinhos, tem aroma de “pedra molhada”. Realmente, o seu toque mineral é bem acentuado, mas de forma bastante integrada aos outros aromas.
Em boca tem um ótimo corpo e uma boa acidez. Seus aromas se confirmam na boca e seu final é bem redondo e convidativo para o próximo gole. Gostei bastante também de sua acidez, que me pareceu no ponto certo.
Ainda não temos notícias de um importador para o Sr. Forrest, que está tentando colocar seus vinhos em nosso mercado, mas se alguém for à Nova Zelândia, não deixe de procurar a vinícola e provar o vinho. Vale a pena. Eu diria que é um dos melhores Sauvignon Blanc do novo mundo que eu já provei até hoje.
Em sua visita ao Brasil, John Forrest trouxe para nós algumas de suas criações e uma que me chamou a atenção foi esse Sauvignon Blanc que tem uma particularidade: tem apenas 9,5% de álcool. Em tempos de vinhos que chegam a 15%, esse é algo a se analisar.
O Doutor John (ele e sua esposa são médicos, por isso inclusive o nome do vinho) pensou em fazer algo que agradasse as pessoas que buscam vinhos mais leves. Segundo ele, é “perfeito para um almoço de semana”. Realmente me pareceu uma boa pedida. Quando ele falou, na hora imaginei vários e vários almoços durante os dias “normais” de semana, onde eu estava comendo um belo prato e até gostaria de beber um vinho para harmonizar, mas como teria que voltar ao batente, não dava pra abusar. Com esse, não tem erro.
O vinho é bem leve, com aromas de frutas brancas como peras e um leve toque de abacaxi (tudo muito fresco). Em boca tem um bom corpo e bastante açúcar (para os que gostam dos detalhes técnicos, esse tem exatamente 23 gramas de açúcar residual. É bastante). Seu final é de média persistência e não tem uma acidez muito marcante, mas é um vinho que me pareceu atender perfeitamente a sua proposta.
Os vinhos da Forrest Wines ainda não estão no Brasil (aliás, o Sr. John está procurando importador), mas quando chegar sugiro provar com um peixe sem muito condimento ou com uma boa salada. Não tem erro.