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Brunello di Montalcino Ceretalto Casanova di Neri em vertical

Brunello di Montalcino Ceretalto Casanova di Neri em vertical

Quando falamos em Brunello di Montalcino, 9 entre 10 enófilos brilham os olhos. E não é pra menos. Em geral os vinhos de lá são excepcionais. E pra quem não sabe do que estamos falando, Montalcino é uma cidade que fica no coração da Toscana e faz vinhos tintos com a uva Sangiovese. Para o vinho poder sair com essa denominação (Brunello di Montalcino) deve seguir alguns critérios, dentre eles que o vinho fique estagiando por pelo menos 24 meses em barricas e que seja colocado a venda só depois de 5 anos da colheita. Dá pra perceber que estamos falando de grandes vinhos, não?

Mas mesmo entre os produtores de Brunello, tem alguns que se destacam ainda mais, como é o caso da Casanova di Neri, que é um produtor tradicional, que desde 1971 faz vinhos de excelente qualidade por lá. Seus vinhos só saem quando o Giacomo Neri (proprietário e enólogo) acredita que estão no ponto de qualidade ideal para a nossa plena satisfação.

E se você quiser comprovar a qualidade desse produtor, sugiro provar os vinhos da linha Cerretalto.

Cerretalto é o nome do vinhedo (que fica a oeste de Montalcino). Esse terreno foi identifdicado em 1954 e é muito rico em ferro. É também o nome da sua linha premiada de vinhos. Prêmios que pra mim são mais do que merecidos, dada a sua qualidade. São vinhos de grande potencial de envelhecimento. Provei alguns, numa vertical e abaixo estão as minhas impressões:

Brunello di Montalcino Casanova di Neri Cerretalto 2004
Foi uma safra muito equilibrada. O vinho ainda está muito jovem, mas não está “duro”. Dá pra beber tranquilamente. No nariz tem muita fruta, muito presente e equilibrada. Ameixa preta, leve toque mineral. Boca com muito tanino ainda. Boa acidez, final longo. Se conseguir guardar, é daqueles que dá pra “esquecer na adega” sem problemas.

Brunello di Montalcino Casanova di Neri Cerretalto 2003
Foi uma safra bem quente. Não é tão potente quanto o 2004, mas mantém a elegância. Tem um toque ferroso, cor mais evoluída, aromas mais doces, boca redonda, acidez na medida, excelente para a gastronomia.

Brunello di Montalcino Casanova di Neri Cerretalto 2001
Esse levou 100 pontos da Wine Spectator.
Tem um toque evoluído, bálsamo, ainda com acidez no topo. Muito equilibrado, elegante. Final muito longo que deixa lembranças.
O interessante desse vinho é que quando foi servido, estava muito fechado, ou seja, os seus aromas ainda estavam bem leves e escondidos. Abriu muito com o tempo, ficando cada vez melhor. Surgiram aromas de couro, animal, mineral. Um belíssimo vinho que está no ponto para o consumo.

Brunello di Montalcino Casanova di Neri Cerretalto 1999 
Era pra ser uma safra regular, mas que o Giacomo Neri acreditou (e teve sorte). Toque balsâmico, fruta passa, erva. Evoluído, mas com acidez ainda presente. Se você gosta de vinhos mais evoluídos, esse é um deleite.

Em 2011 pude provar vários vinhos de Brunello di Montalcino e dos que eu conheci, o Casanova di Neri é um que se destaca pela sua qualidade, regularidade e elegância. É aquela aposta certa. Pode comprar sem erro.

Um abraço
Daniel Perches

 

Posted in 1999, 2001, 2003, 2004, Itália, Sangiovese4 Comments

Vinhos d’Alessandro no Brasil

Vinhos d’Alessandro no Brasil

O Brasil está em boa fase com os vinhos. Estamos recebendo não só novos vinhos, mas também novos produtores. Isso é bom para o nosso mercado. Traz novidades, temos acesso a mais vinhos diferentes e (assim espero) os preços vão se regulando.
E acompanhando essa nova onda a Wine Lovers trouxe para o Brasil a d’Alessandro Azienda Agricola, direto da Sicília, Itália.
Lá eles fazem vinhos brancos e tintos com maestria e que acredito que cairão facilmente no gosto dos brasileiros.
Provei alguns vinhos deles que gostei:

Inzolia 2010
Um vinho branco leve, jovem e que deve ser consumido rapidamente. Não é de guarda. Tem bastante aroma floral, frutas e um toque doce no final bem interessante. Na boca é leve e fácil de beber. Ótimo para dias quentes.

Catarrato 2010
Gosto muito dessa uva. Esse tem um pouco mais de complexidade, aromas cítricos e minerais. Vale ser bebido não muito gelado.

Grillo 2010
Com toques herbáceos e frutados, é um vinho que encantou todo mundo que estava provando no dia. Na boca tem corpo na medida e ótima acidez. Bem gastronômico.

Nero d’Avola / Syrah
Uma excelente combinação de uvas, resultando num vinho fácil de beber, com muito aroma frutado e de especiarias. Pra acompanhar uma boa pizza de calabresa deve ser excelente

Nero d’Avola 2008
É o único vinho da vinícola que passa por madeira. Tem mais estrutura e corpo. É daqueles vinhos que não passam despercebidos e que também acompanham uma boa pizza. Esse eu arriscaria até uma de peperoni, que deve dar certo.

Gostei do produtor e gostei muito também dos rótulos deles. São coloridos, fáceis de entender e divertidos. Espero que você também goste.
Um abraço
Daniel Perches

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Barbi Brunello di Montalcino DOCG 2006

Barbi Brunello di Montalcino DOCG 2006

Conversar com produtores de vinhos tradicionais da França, Itália, Portugal e Espanha é surpreender-se a cada momento. Tive a oportunidade de conhecer a Rafaella, a gerente de exportação da Fattoria dei Barbi, uma das vinícolas mais tradicionais de Montalcino, no coração da Toscana, Itália. A história da família Colombini, segundo ela, vem de muito tempo atrás. Em 1790 a família adquiriu a propriedade e começou a fazer vinhos por lá. É, meus amigos, estamos falando de mais de 200 anos de história.

E como o intuito era apresentar os vinhos deles que são importados aqui no Brasil, degustamos alguns rótulos e esse me chamou a atenção. Não é o mais caro (mas também não é o mais barato). É o que a Rafaella chamou de “Rótulo regular”. Se isso é regular, imagina o extraordinário…

O Barbi Brunello di Montalcino DOCG 2006 é potente, elegante, complexo e ao mesmo tempo macio, bem produzido. Apesar de seus já quase 6 anos de vida, o vinho estava muito jovem e dava para perceber que daria para guardar por muito tempo ainda.

No nariz eu senti aromas de frutas vermelhas misturada com toques de barrica, chocolate, amêndoas, fumo e até um toque animal. Na boca é o tipo do vinho que dá uma porrada mas faz carinho ao mesmo tempo. Sabem do que eu estou falando? Tem taninos muito presentes mas que são muito bons, aí a gente pensa que vai ser um vinho duro, mas não é.

Provei esse vinho com um gnocci com ragú e ficou perfeito! Provei depois com uma carne grelhada e ficou bom, mas o ragú, talvez pela sua estrutura, gordura e temperos, tenha se dado melhor.

Tive a sorte de provar vários Brunellos di Montalcino nesse ano e posso afirmar que pra mim esse foi um dos melhores, principalmente se pensar no custo x benefício. Esse sai por aproximadamente 180 reais na Todovino.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Itália, Sangiovese5 Comments

Lago di Corbara 2008

Lago di Corbara 2008

Lago di Corbara é produzido na Umbria pelo Castelo di Corbara e importado pela Vinhos do Mundo. É um corte de Sangiovese, Merlot e Cabernet Sauvignon que vale a pena conhecer.

Posted in 2008, Cabernet Sauvignon, Itália, Merlot, Sangiovese2 Comments

Cellole Chianti Classico DOCG Riserva 2005

Cellole Chianti Classico DOCG Riserva 2005

Chianti Classico é uma sub-região de Chianti, que fica dentro da Toscana. Alguns dizem que é o “coração de Chianti”. Nessa DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida) só é possível cultivar uvas tintas e para ter o selo da Denominação é necessário que os vinhos tenham pelo menos 80% da uva Sangiovese (que é a principal da região). O restante pode ser das uvas autóctones como a Canaiolo ou Colorino ou das internacionais como a Cabernet Sauvignon e a Merlot.

Em geral os vinhos são bem fortes na cor (rubi com toques alaranjados nas bordas), com aromas bem definidos e na sua grande maioria são vinhos de longa guarda.

O Cellole Chianti Classico Riserva 2005 é exatamente assim e se você gosta de vinhos dessa região, com certeza não vai se decepcionar com ele. É daqueles bem intensos no nariz e na boca. Depois de passar 24 meses em barrica e mais algum tempo em garrafa, ele desenvolveu aromas de frutas negras muito intenso, mesclado com um toque de tabaco, madeira seca, chocolate.

Na boca os seus taninos são muito presentes e mostram muita força, o que pede, com certeza, uma boa comida. A clássica Bisteca Fiorentina pode ser uma grande aliada aí. O vinho vai aguentar toda a sua gordura, com certeza.

Quem produz esse vinho é a San Fabiano Calcinaia e aqui no Brasil quem traz é a Decanter. Esse vinho não é dos mais baratos (custa em torno de 280 reais). Podemos até não gostar do preço, mas a qualidade vai ser difícil discutir.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2005, Itália, Merlot, Sangiovese0 Comments

Galileo Barbera d’Asti 2007

Galileo Barbera d’Asti 2007

Que tal esse Barbera d’Asti (obviamente produzido com a uva Barbera) pra acompanhar uma pizza?

O produtor é o Vigne dei Mastri e o importador é a Winelands no Brasil e o vinho custa em torno de 50 reais. Um bom preço.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Barbera, Itália6 Comments

Cesani Vernaccia di San Giminiano DOCG 2009

Cesani Vernaccia di San Giminiano DOCG 2009

Provei esse vinho em um evento que tinha a intenção de mostrar “Os grandes vinhos da Toscana”. É claro que não passamos por todas as DOC’s e DOCG’s da Toscana, porque senão o evento teria que ter uns 3 dias, porque seria realmente muita coisa.

Mas provamos 5 vinhos e o primeiro era esse, o Cesani Vernaccia di San Giminiano DOCG 2009. E como “vinho é cultura”, um dado interessante é que a Vernacchia di San Giminiano foi a primeira DOCG de vinho branco. O título veio em 1993 e com ele vieram também as regras. Para um vinho ter o selo DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida) ele precisa ter no mínio 90% da uva Vernaccia.

O Cesani tem 100% de Vernaccia e é muito interessante. Aliás, acho que foi o primeiro vinho branco da Toscana que eu provei. E como ninguém está livre de preconceitos, eu não imaginava que na Toscana, a terra dos vinhos tintos, poderia ser feito um vinho branco de tamanha qualidade.

O vinho alia muito bem força e elegância e é daqueles que vai se abrindo com o tempo, se deixado na taça e bebido lentamente e vai mostrando alguns toques minerais e de frutas brancas. O vinho foi muito bem definido pelo sommelier que estava apresentando o evento: “e um branco com a força de um tinto”.

E essa força também pode ser usada na gastronomia. O vinho pode muito bem ser harmonizado com um molho de queijos e talvez até com algumas especiarias. Realmente um branco diferente e bem marcante, como um bom vinho da Toscana.

Eu deveria ter imaginado que eles não fariam coisa ruim por lá…

Se quiser saber mais sobre os vinhos, veja o site da Cesani.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2009, Itália, Vernaccia0 Comments

Nipozzano Riserva Chianti Rufina DOCG 2007

Nipozzano Riserva Chianti Rufina DOCG 2007

Alguns nomes no mundo do vinho são tão reconhecidos que criam até mitos. Pra mim Frescobaldi é um desses casos. Situada na Toscana, a Marchesi de Frescobaldi tem 700 anos de história. Não é à toa que fazem tão bons vinhos. E com o tempo veio também praticamente um império. Os caras têm várias propriedades em diversas regiões e fabricam milhões de litros de vinhos todos os anos.

O Nipozzano Riserva Chianti Rufina é um deles. Feito com 90% de Sangiovese e o restante de Cabernet Sauvignon, Colorino, Malvasia Nera e Merlot, é daqueles vinhos italianos que encantam.

Tem aquela cor viva mas com toques mais atijolados (até típicos da Sangiovese) na taça que deixam a gente pensando sobre o seu envelhecimento (eu chutaria que o vinho pode ficar ainda mais 10 anos). No nariz é muita fruta que se mistura com os aromas da barrica, trazendo toques de baunilha.

Na boca a sua acidez e taninos também não passam despercebidos. Seu final é daqueles que pedem mais um gole, deixando a gente sempre com água na boca.

Nem preciso comentar sobre a vocação gastronômica do vinho, não é mesmo? Mas algo a se comentar é o seu preço. Custa R$ 115,00 na Ravin. Um belíssimo valor para um vinho dessa qualidade.

Se quiser provar um bom vinho italiano, pode buscar esse. Acho que não vai se arrepender.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Cabernet Sauvignon, Colorino, Itália, Malvasia Nera, Merlot4 Comments

Barbera D’Alba Amabilin 2007

Barbera D’Alba Amabilin 2007

Provei esse vinho em uma degustação na Abflug (importador). A prova, feita em companhia dos importadores e também de alguns amigos jornalistas, foi como sempre muito descontraída e cheia de risadas, alegria e festividade. Mas foi assim só até chegarmos nos vinhos italianos que eles tinham para nos oferecer. Foi servir o primeiro vinho e o pessoal foi ficando sério e impressionado a cada gole.

Mas essa seriedade não é por algo que não gostamos. Muito pelo contrário, é porque gostamos muito! Eu ainda não conhecia os vinhos da Cascina Adelaide, o produtor desse e de outros como o Barolo Cannubi 2005, que eu também adorei. Foi começar a provar e perceber, de imediato, a alta qualidade dos vinhos.

O Amabilin 2007 é um Barbera D’Alba muito bem trabalhado, daqueles que tem acidez alta, frutas em explosão no nariz e na boca e final que você fica curtindo e já pensando em beber o próximo gole.

Dizem que esse vinho vai muito bem com pizza e eu não discordo. Com uma boa calabresa deve ser uma maravilha. É sem dúvida um vinho muito gastronômico, mas se você conseguir, pode bebê-lo sozinho que vai ter um enorme prazer.

E pra comprovar a sua qualidade, não bastasse o pessoal que provou no dia aprovar com louvor, o vinho ficou em 1o lugar na degustação às cegas no Encontro de Vinhos de Ribeirão Preto, num painel de 17 vinhos degustados por aproximadamente 20 profissionais da área.

Ah, o Amabilin tem um segredo em sua composição. Eu fiquei sabendo, mas jurei não contar. Se você quiser, pode perguntar para o pessoal da Abflug. E se quer uma dica, coloque uma pressão por lá que eles contam.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Barbera, Itália2 Comments

Barrua 2005 (sempre me impressiono com esse vinho)

Barrua 2005 (sempre me impressiono com esse vinho)

Se você tem alguns vinhos em casa, deve ter aqueles que você guarda com carinho e que nunca quer abrir, já percebeu? (e se você é daqueles que consegue ficar só com poucas garrafas na adega, dê-se por feliz, pois a cada dia que passa penso mais sobre essa questão: será que vale a pena ficar guardando vinhos?)

Eu não fujo à regra e dos vinhos “de guarda” que tenho, alguns são mais queridos. E é o caso do Barrua 2005, que eu estava guardando já há algum tempo. Comprei esse vinho faz mais de um ano lá na Ravin, depois de ter provado numa degustação com o produtor (Agricola Punica). Provei e me encantei. Aí não resisti e comprei um pra mim.

Mas como está chegando o meu aniversário e nesses momentos a gente acaba se soltando um pouco mais, resolvi abrir o vinho, pois fiz em casa um belo ragú com polenta, pra aproveitar o “pseudo-frio” que fez em Sampa por esses dias.

O Barrua, pra mim, é um vinho esplêndido. Produzido na Sardegna com as uvas Carignan, Merlot e Cabernet Sauvignon, é um vinho que é possível ser guardado por muitos anos, mas acho que eu abri no momento exato dele. Seis anos é o suficiente pra esse vinho chegar ao seu auge. Acredito que alguns prefiram o vinho ainda mais evoluído e acho que ele aguenta, mas ao que me parece, o momento de auge dele é agora.

O vinho ainda estava com taninos bem presentes e uma acidez incrível e com a gordura do prato que acompanhou foi muito bem.

Eu sinto claramente a influência da Carignan no vinho, trazendo toques de cedro e damasco. O vinho passa por madeira e isso deixa ele com aromas também de chocolate e caixa de charuto.

Se você gosta de vinhos italianos, sugiro provar esse. Custa em torno de 250 reais na Ravin, mas vale a pena pela sua qualidade. Recomendo fortemente um bom prato pra acompanhar. Fica ainda melhor!

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2005, Cabernet Sauvignon, Carignan, Itália, Merlot2 Comments

Siro Pacenti Rosso di Montalcino 2005 (segundo teste)

Siro Pacenti Rosso di Montalcino 2005 (segundo teste)

Já provei esse vinho em 2009, quando estava em seu auge. Guardei a minha segunda garrafa para 2011, para ver como ele tinha evoluído. Aí está o teste.

Posted in 2005, Itália, Sangiovese2 Comments

Barolo Cannubi 2005

Barolo Cannubi 2005

Lembro-me quando provei um Barolo pela primeira vez (e não faz muito tempo). Sabe aqueles vinhos que você toma uma porrada e quando se recupera, quer “apanhar” mais? Barolo é assim! Desperta paixões e cria fans no mundo inteiro.

Barolo é um vinho feito na região de mesmo nome e que tem que ser produzido com Nebbiolo, uma uva que tem uma cor até clarinha, tendendo para o alaranjado, mas que quando você bebe, sente que não tem nada de levinho.

E o Barolo Cannubi 2005 é exatamente assim: na taça ele parece até mais fraquinho, mas no nariz e na boca são verdadeiras explosões de aromas e sabores, trazendo uma verdadeira sensação de prazer. Frutas vermelhas junto com amêndoas, flores, toques de couro, tudo junto e ao mesmo tempo. Uma loucura que dá vontade de ficar cheirando a taça o tempo todo.

Provei esse vinho com o pessoal da Abflug, que são os importadores. Como toda prova “técnica”, não tinha comida na jogada, mas é um vinho que precisa de uma boa comida pra acompanhar. Provei também outros vinhos do mesmo produtor, o Cascina Adelaide, que me pareceram muito bons. Não são vinhos baratos (esse barolo custa em torno de 400 reais), mas que com certeza tem qualidade de sobra.

Um dos pratos mais conhecidos é o Brasato ao Barolo, que é uma carne cozida lentamente (ou em panela de pressão) que tem como parte do molho uma garrafa de Barolo. Se você não tiver coragem de colocar uma garrafa de barolo dentro da comida, faça com outro vinho e prove com o barolo. Com certeza, inesquecível.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2005, Itália, Nebbiolo1 Comment

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