Archive | Itália

Poggio del Sasso 2006

Poggio del Sasso 2006

Esse é uma boa dica para quem gosta dos vinhos italianos, principalmente os que são feitos com a uva Sangiovese. Essa uva é famosa por ser a principal na produção de vinhos muito conhecidos como o Brunello de Montalcino, por exemplo, além de ser parte integrante obrigatória nos supertoscanos.

Produzido pela Cantina di Montalcino utilizando somente essa casta, é um vinho que tende a agradar muitos paladares, devido à sua leveza. Diferentemente do que pensamos em primeira instância quando falamos da Sangiovese, esse não é um vinho extremamente tânico, com aquela acidez alta. É um vinho mais suave. Eu diria que é uma “sangiovese domada”.

Com uma coloração rubi brilhante e lágrimas numerosas, mostrou-se um vinho ainda jovem, apesar de seus 4 anos de idade. É o que se espera dessa uva, pelo menos.

poggioNo nariz trouxe aromas de frutas vermelhas já em compota, especiarias como canela e um toque de baunilha no final. Não foram aromas muito complexos nem um grande bouquet, mas todos muito francos e persistentes, mesmo depois de algum tempo em taça.

Na boca apresentou boa acidez (mas não passando do ponto) e bom corpo. Seu final não é dos mais longos, mas é justo.

Esse vinho é encontrado no Empório Vila Buarque e importado pela Santa Ceia Vinhos por aproximadamente 60 reais. Um preço justo para um bom vinho italiano da região da Toscana. Vale o investimento para provar e conhecer os vinhos de lá, para depois se aventurar, talvez, pelos Rossos e Brunellos de Montalcino.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Itália, Sangiovese0 Comments

Farnese Trebbiano D´Abruzzo

Farnese Trebbiano D´Abruzzo

Falar que vinho branco combina perfeitamente com o calor que tem feito nesse verão é praticamente chover no molhado. Não precisa ser nenhum expert para perceber que os vinhos brancos, bem gelados e refrescantes, são uma ótima pedida para aplacar as altas temperaturas.

Pensando nisso, abri a minha garrafa Magnum desse Farnese Trebbiano D´Abruzzo, da safra de 2007. Pra falar a verdade eu já estava ficando preocupado com a idade desse vinho. Três anos, mesmo para a garrafa magnum (que geralmente agüenta mais tempo), já são suficientes para o vinho estar em plena maturidade, ou até mesmo em decadência.

Para minha felicidade, esse estava na primeira opção.

A Farnese é famosa pelo seu vinho chamado “Edizione”, que é o um grande vinho. Esse que eu provei é bem mais simples, mas não deixa a desejar. Produzido com as uvas Trebbiano d´Abruzzo e Malvasia , mostrou um amarelo dourado, bastante límpido e brilhante. No nariz, aromas cítricos com predominância de flor de laranjeira e com destaque para um toque final adocicado, lembrando baunilha.

farnese_trebEm boca eu imaginava que teria mais acidez. Não deixou a desejar, mas também não foi nada muito forte. Os aromas adocicados se repetiram no final de boca. Final curto.

É um vinho para o dia a dia, que pode ser servido com aperitivos ou até mesmo com um filé de peixe grelhado, por exemplo. Quando comprei essa garrafa, me custou 66 reais. Um valor bem justo para uma garrafa magnum (que tem a quantidade de duas garrafas normais). Essa eu comprei na Via Vini (pela internet), mas é um vinho que é facilmente encontrado nas lojas especializadas.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Itália, Malvasia Bianca, Trebbiano d´Abruzzo0 Comments

Barbaresco Giuseppe Cortese Rabaja’ Riserva 2001

Barbaresco Giuseppe Cortese Rabaja’ Riserva 2001

Esse grande vinho foi um brinde do nosso amigo Beto Duarte (Papo de Vinho). Ele conheceu o produtor e trouxe-o para o Brasil. Veio o Barbaresco “normal”, mas não o Riserva. Acho que o importador não estava num dia muito inspirado quando não quis esse vinho, pois ele é simplesmente fantástico.

Produzido na região de Barbaresco e em sua totalidade com a uva Nebiollo, esbanja classe, robustez e uma longa vida pela frente. São plantados só 4 hectares na zona de Rabaja’, originando 6 mil garrafas. Passa 30 meses em carvalhos franceses e eslovenos e depois ainda fica 3 anos em garrafa, antes de ser comercializado. Em taça, mostrou uma coloração granada. Suas lágrimas são muito lentas e grossas, com muita elegância.

No nariz, um painel de aromas de se encantar. Inicialmente, um herbáceo lembrando bosque úmido, passando por frutas passas ou em compota, sendo complementado por aromas terciários de couro, estrebaria, charuto e um toque de mentol no final. Um bouquet completo.

Em boca é macio, mas percebe-se que os seus taninos ainda estão amadurecendo, mostrando novamente a longevidade desse vinho. Seu final é longo e persistente.

É um clássico Barbaresco, que prima pela sua elegância. Merece ser guardado por muitos e muitos anos e aberto em ocasiões especiais, quando for possível apreciar o vinho com calma e tranqüilidade.

Importante comentar que esse só é engarrafado em anos especiais. Uma raridade.

Como não é trazido para o Brasil, não é possível saber o preço, mas acreditamos que gire em torno de 600 reais.

Obrigado, Beto, por compartilhar essa jóia conosco. E parabéns ao produtor, Giuseppe Cortese, pela belíssima obra. Pra saber mais sobre esse e outros vinhos do Giuseppe, veja o site aqui.

Um abraço

Daniel Perches

rabaja_riserva

Posted in 2001, Itália, Nebiollo0 Comments

Spumante Rose Dry Cuvee Incontri

Spumante Rose Dry Cuvee Incontri

Tenho me atentado para o meu baixo consumo de rosés e tentado mudar esse quadro. E quando penso em rosés, incluo também os espumantes. Esses então, estão muito aquém da média de consumo que eu gostaria.

Pensando dessa forma resolvi abrir o meu espumante rose da Piera Martellozo. Já provei o Pinot Grigio dela e comentei aqui.

Também importado pela Vinea, esse vem da região de Trentino, na Itália e tem em sua composição 85% da uva Raboso e 15% de Pinot Nero. Uma combinação interessante e um resultado muito agradável. Vale comentar também sobre a garrafa: um vidro escuro, fosco, contrastando com a cápsulsa rosa e um rótulo também nessas cores. Muito bonita e atraente. Alguns relataram parecer muito feminino, mas eu não concordei muito. Achei muito pertinente para esse vinho, demonstrando sua personalidade.

Na taça mostrou uma coloração púrpura muito bonita e viva. Perlage relativamente fina e persistente, com uma boa espuma.

No nariz, notas florais muito delicadas e um bouquet de frutas vermelhas. Não encontrei sinais de aromas terciários no vinho, o que nesse caso, acredito ser algo bom, pois é um vinho jovem para ser consumido rapidamente.

Em boca apresentou uma boa acidez. O que me chamou a atenção nesse vinho foi o corpo. Eu esperava algo mais leve, mas ele tem boa presença, mas sem passar do ponto. Boa surpresa.

Acompanhou um peixe feito na grelha, recheado com farofa de camarão. A combinação foi muito boa e agradou a todos. Acredito que seja possível acompanhar também pratos até mais pesados, além é claro, daquela harmonização que é uma das campeãs de visitas aqui no blog: a feijoada. É provar para crer.

Na importadora custa em torno de 80 reais. Apesar de sua qualidade, por esse preço não vai entrar nos Best buys, mas sem dúvida, vale a pena provar.

Um abraço

Daniel Perches

piera_rose

Posted in Itália, Pinot Nero0 Comments

I balzini Green Label 2007

I balzini Green Label 2007

Em meus garimpos habituais, estive na Casa Flora, que fica próxima ao Mercado Municipal, em São Paulo. A busca era por vinhos portugueses bons e baratos. Encontrei e comprei vários, mas ao terminar minha busca, perguntei ao vendedor o que mais ele tinha de interessante, numa faixa de preço de até 50 reais.

Foi assim que eu conheci o I balzini, que é feito com as uvas Sangiovese e Mammolo. Bem, só por essa segunda uva, que é diferente das tradicionais, eu já me encantei. Quando ele me disse que a garrafa utiliza rolha de vidro, não tive dúvida. Era esse que eu levaria.

Como já comentei aqui, há uma corrente de pesquisadores (e palpiteiros) trabalhando com a idéia de se utilizar rolhas de vidro para os vinhos. A justificativa é que com essa tampa não há risco de contaminação por fungos (como acontece com a rolha de cortiça) e também não há distorção no sabor do vinho (como nas rolhas sintéticas), sem contar que as cascas das árvores que produzem a cortiça são preservadas. Discussões à parte, eu sou fã da rolha de vidro pelo seu visual, sua estética. Mas vamos ao vinho, que é o que importa de verdade nesse momento.

Produzido pela D ´Isanto& D ´Isanto na região da Toscana Central, é um vinho que mostrou uma evolução muito bacana de se acompanhar, desde a sua abertura até o final da garrafa. Quando abri, vieram aromas muito intensos de frutos vermelhos como cereja e framboesa. Após algum tempo, apareceu um aroma herbáceo, como grama molhada, acompanhado de um floral. Mais tarde foi possível identificar aromas de charuto, couro e um final de chocolate. Tudo isso em 1 hora e meia de vinho. Fantástico, não?

Em boca, boa acidez (como é de se esperar de um bom italiano), taninos macios e final relativamente longo. Só me incomodou um pouco o álcool sobrando na boca no começo e que me intrigou, pois o vinho tem só 12,5% de álcool, mas depois de algum tempo esse álcool foi embora também.

Resumindo, um ótimo vinho que merece destaque e atenção. E o melhor de tudo é que custa em torno de 46 reais. Uma ótima compra, sem dúvida.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Itália, Mammolo, Sangiovese0 Comments

Rispollo Rosso IGT 2007

rispollo-rosso-2007Motivado pelos comentário do Alexandre (veja aqui), eu me interessei por esse vinho. Afinal, como ele mesmo disse, não é Continue Reading

Posted in 2007, Cabernet Sauvignon, Itália, Merlot, Petit Verdot0 Comments

Alasia Dolcetto D´Asti 2007

dolcetto_dasti_2000Lá de Asti, no Piemonte (aquela região famosa pelos Barolos e Barbarescos) vem esse vinho, produzido pela grande vinícola Araldica.

Comprei por recomendação do sommelier, quando estava em busca de um Continue Reading

Posted in 2007, Dolcetto, Itália0 Comments

Masseria Trajone Puglia Primitivo de Manduria 2007

masseria_trajone_primitivoEu já havia provado outro vinho da Masseria Trajone, que é importado pela Vinci Vinhos aqui no Brasil e gostei bastante da qualidade.

Dessa vez, resolvi conhecer Continue Reading

Posted in 2007, Itália, Primitivo0 Comments

Tormaresca Chardonnay 2007 IGT Puglia

label

Recomendado pelo pessoal da Mistral, comprei esse Chardonnay e um tinto da vinícola Tormaresca, que eu já comentei aqui.

Feito 100% com Chardonnay e com uma leve passagem em Continue Reading

Posted in 2007, Chardonnay, Itália0 Comments

Chianti Colli Senesi Riserva DOCG 2003

colli_senesi

Prato do dia: espaguetti com molho sugo e polpetone.
Comida decidida, eu tinha que partir para a busca de um vinho que acompanhasse esse clássico italiano à altura.

Foi então que Continue Reading

Posted in 2003, Itália, Merlot, Sangiovese0 Comments

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