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Palagetto Chianti Colli Senesi DOCG 2007 – um chianti pra chamar de seu

Palagetto Chianti Colli Senesi DOCG 2007 – um chianti pra chamar de seu

Eu estava curioso para provar esse Chianti. Comprei numa promoção e dividi uma caixa com alguns amigos. Bom preço (pagamos a metade do valor), mas compramos sem conhecer. Buscamos algumas informações na internet mas não tínhamos muita certeza do que viria pela frente.

Meus amigos, muito mais rápidos no gatilho do que eu, já provaram e aprovaram e eu ainda estava com as garrafas guardadas. Chegou então um domingão e eu resolvi colocar esse Chianti na mesa.

Produzido com as uvas Sangiovese, Colorino e Merlot, ele tem uma coloração clara e muito brilhante, bem vibrante eu diria. No nariz traz aquelas frutas vermelhas contrastando com um toque de especiarias e pimentas bem interessante. Na boca é muito bom, macio e com taninos bem suaves. Acho que esse toque de Merlot deve ter dado uma turbinada no vinho, porque ficou muito legal.

Como todo bom Chianti, não é daqueles vinhos que você precisa decantar, esperar um tempão para beber e fazer todo um ritual. Chianti é pra ser bebido de forma simples e fácil. Abre e bebe. Se tiver uma boa comida com um pouco de acidez, melhor ainda. Eu provei acompanhado de algumas bruschettas feitas em casa mesmo e foi super bem, principalmente a de tomates frescos.

E você, gosta de Chianti? Ou melhor, tem alguém aí que não gosta de Chianti?

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Colorino, Itália, Merlot, Sangiovese0 Comments

Caparzo Bianco 2008 – Na Toscana tem vinho branco também

Caparzo Bianco 2008 – Na Toscana tem vinho branco também

A Toscana é mundialmente conhecida pelos seus vinhos tintos, mas lá se faz branco também. Esse é da Tenuta Caparzo.

Posted in 2008, Chardonnay, Gewurztraminer, Itália, Sauvignon Blanc0 Comments

Vinhos da Tenuta San Leonardo tem classe e elegância

Vinhos da Tenuta San Leonardo tem classe e elegância

Se você for provar os vinhos da Tenuta San Leonardo (importados pela Mistral no Brasil), prepare-se para ter em mãos (ou em boca) caldos muito bem produzidos, com grande elegância e complexidade.

Quem esteve no Brasil para apresentar os vinhos foi o Marchese Anselmo Guerrieri Gonzaga, que atualmente é o responsável pela vinícola. O jovem italiano, de classe igual à de seus vinhos, contou um pouco da história e filosofia da vinícola.

Seu pai tinha uma idéia fixa na cabeça: fazer vinhos com castas francesas. Não sabemos ao certo com o ele chegou nessa idéia, mas não tirava isso da cabeça até conseguir. Plantou Merlot, Carménère, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. E deu certo.

Dos vinhos que eu provei, posso dizer que gostei de todos. São todos feitos em um estilo bem francês, mas com um toque italiano de acidez, que faz com que fiquem ainda mais interessantes.

O Terre di San Leonardo 2007 tem 50% Cabernet Sauvignon, 40% Merlot e 10 % de Cabernet Franc e Carmenére. No nariz tem toques de cereja, notas balsâmicas, leve pimenta. Na boca é macio e redondo, mas com força.

O Villa Gresti 2005  é um encanto. Com 90% de Merlot e 10% de Carmenére, foi um dos que mais me chamou a atenção. Notas de frutas frescas em contraste com algo mais complexo como um toque mentolado. Na boca é mais encorpado que o anterior, mas nem um pouco “difícil”.

O San Leonardo 2004 é o top da vinícola. Tem 60% de Cabernet Sauvignon e 30% de Cabernet Franc e Carmenére e 10% Merlot. Com um tempo maior de barrica (2 anos), tem já um traço de evolução na taça, mas que no nariz e na boca mostra que ainda tem muita vida pela frente. Aliás, foi aberto e ficou aerando por umas 2 horas e ainda estava fechado. Merece ser bebido com tempo e com uma boa comida.

Se quiser uma dica de um vinho italiano pra não errar, é só ir atrás dos Tenuta  San Leonardo.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2004, 2005, 2007, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Itália, Merlot1 Comment

D’Alessandro Catarrato 2010

D’Alessandro Catarrato 2010

Vinhos feitos com essa uva me chamam a atenção por dois motivos: pela qualidade (em geral) dos vinhos que são feitos com ela e pelo nome da uva. Catarrrato é um nome no mínimo engraçado para uma uva, não acham?

Bem, mas o que importa de verdade é que a Catarrato é uma uva branca, autóctone da Itália e que, como eu disse, tem um bom potencial para fazer bons vinhos.

E eu provei recentemente mais um vinho feito com Catarrato, dessa vez da Azienda Agricola D’Alessandro. Esse é um produtor lá da Sicília, na Itália e que está chegando ao Brasil e está trazendo bons vinhos pra gente. Estive com o produtor que mostrou seus vinhos, que vêm em rótulos coloridos e bem divertidos.

O D’Alessandro Catarrato 2010 é um vinho que tem toques cítricos e minerais bem marcados. É daqueles vinhos que são leves, mas que mostram um pouco de complexidade de aromas. Em geral nós costumamos beber os vinhos brancos mais gelados, mas se você deixar esse vinho numa temperatura mais amena (tipo 10 /12 graus) vai perceber mais aromas, como frutas brancas.

É um vinho que acompanha muito bem um pescado e eu arriscaria até a dizer que dá pra colocar um molho cítrico, mas teria que testar.

Provei com uma pizza de camarão com queijos e ficou muito boa a combinação. O camarão estava leve e sem muito condimento e deu certinho com esse vinho. (prefiro assim. Não é difícil encontrar camarão muito temperado por aí e acho que perde um pouco o charme do marisco)

Os vinhos da Azienda Agricola D’Alessandro são importados no Brasil pela WineLovers.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2010, Catarrato, Itália0 Comments

Garofoli Verdicchio DOC Classico 2009

Garofoli Verdicchio DOC Classico 2009

Como já comentei aqui no Blog, eu estou me abastecendo para o verão, buscando espumantes, vinhos brancos e rosés. Com o calor se aproximando, prefiro beber esses. Não dispenso os tintos, mas num almoço naqueles dias quentes, não tem nada melhor.

Comprei então o Garofoli Verdicchio DOC Classico 2009. Já tinha provado uma safra mais antiga e tinha gostado. Da outra vez achei que faltou um pouco de acidez, mas como safras diferentes podem ter acidez diferente, resolvi arriscar. Além disso, a idéia é ter um vinho leve, para se refrescar mesmo.

Outro fato que me chama a atenção nesse vinho é a sua “baixa” graduação alcóolica. São 12,5 graus, o que ajuda a beber com mais facilidade.

Esse é daqueles vinhos delicados, leves, com aromas de frutas brancas, leve floral e um toque de grama no final. Na boca tem até um bom corpo (mais do que eu esperava), acidez correta (e diria até que quase alta) e um final marcante. É daqueles vinhos que são bebidos facilmente, sem muita preocupação. Vale a pena provar com frutos do mar, que deve ficar bem interessante. Provei com queijo de cabra e casou muito bem. Gostei!

Conheça mais sobre o vinho no site do produtor Garofoli. No Brasil, quem importa é a Vinea.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2009, Itália, Verdicchio0 Comments

Batasiolo é Barbaresco, Barolo e algumas coisas mais

Batasiolo é Barbaresco, Barolo e algumas coisas mais

Batasiolo é um grande nome quando se fala em Barolo e Barbaresco. Mas quando eu digo que é um grande nome, não é só aqui no Brasil. É no mundo inteiro. Para se ter uma idéia, eles possuem 124 hectares  de vinhedos e são os maiores proprietários privados de vinhedos do Langhe (região italiana que engloba Barolo e Barbaresco). É muita coisa, quando se fala de Itália, que é um país pequeno e que tem muitos produtores. O comum é encontrar produtor que tem 2 ou 3 hectares, mas não mais do que isso.

E para comprovar a qualidade de seus vinhos, provei alguns (abaixo). Todos tinham muita qualidade, mas conto logo pra vocês qual foi o que eu mais gostei e me impressionei.

Pinot Chardonnay Spumante Brut
Feito através do método Charmat longo, tem 60% Pinot Bianco e 40% Chardonnay. É um espumante leve e fácil de beber, com bastante fruta, boa acidez e um leve adocicado na boca.

Roero Arneis DOCG 2008
Roero é uma região que está fora de Langhe, mas a uva Arneis é autóctone do Piemonte. é um dos vinhos mais jovens que eles têm. A Arneis sempre foi vinificada junto com o Moscato e era usada pra fazer um corte, para deixar o moscato um pouco mais leve. Decidiram então mudar e fazer só de Arneis, o que, na minha opinião, foi uma decisão muito boa, porque o vinho é bem interessante.
Tem um toque de marrom glacê, fruta branca, leve vegetal, mineral. É um branco bBem diferente, que pode lembrar (de longe) o  Chardonnay. Boca com acidez na medida, final médio e marcante.

Barbeara d’Alba DOC Sovrana 2007
Sovrana significa rainha, soberana e não é o nome do vinhedo. É só um nome que decidiram colocar no vinho. Tem um primeiro ataque lembrando muita fruta doce, cereja, chocolate, potente na boca, boa acidez. Depois ele vai se abrindo e tornando-se mais austero, com toques de madeira seca. Bem intenso e com um bom final, sem amargor.

Barbaresco DOCG 2006 *
Pra mim foi o melhor de toda a prova. Adorei esse Barbaresco, que tem potência e elegância. Esse passa 12 meses em barrica e 12 meses em garrafa.
Tem uma cor já evoluída, alaranjada. No nariz sentimos muitas frutas passas, chocolate, leve toque de fumo. Muito potente na boca, com tanino muito presente, final persistente e muito agradável. Esse tem ainda um benefício a mais: custa 130 reais. Um excelente preço para um vinho de ótima qualidade.

Barolo DOCG Vigneto Boscareto 2004
É um Barolo que tem grande capacidade de envelhecimento. Com cor alaranjada típica, tem toques de anis, fruta seca. É mais  forte em boca do que o barbaresco e também mais presente. Tem tanino forte e muito presente e com certeza precisa de uma boa comida.

Barolo DOCG Vigneto Corda Della Briccolina 2004
Vinhedo muito pequeno. Produz só 9.000 garrafas. É um dos tops da vinícola. Um grande Barolo, com  muita fruta seca bem marcada, o vinho mostrou-se com os aromas fechados no começo e precisou de um bom tempo para liberar mais coisas pra gente. Depois surgiram aromas de baunilha e especiarias de leve. Tanino presente e final muito marcado.

Para quem já gosta dos vinhos do Piemonte, não é preciso dizer muita coisa, mas para quem quer entrar nesse maravilhoso mundo, a Batasiolo é uma boa marca para se buscar. São vinhos de ótima qualidade e didáticos, ou seja, expressam bem o caráter das uvas e da forma de se produzir na região.

Os vinhos da Batasiolo são importados pela MaxBrands no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2004, 2006, 2007, 2008, Arneis, Barbera, Chardonnay, Itália, Nebbiolo1 Comment

Brunello di Montalcino Ceretalto Casanova di Neri em vertical

Brunello di Montalcino Ceretalto Casanova di Neri em vertical

Quando falamos em Brunello di Montalcino, 9 entre 10 enófilos brilham os olhos. E não é pra menos. Em geral os vinhos de lá são excepcionais. E pra quem não sabe do que estamos falando, Montalcino é uma cidade que fica no coração da Toscana e faz vinhos tintos com a uva Sangiovese. Para o vinho poder sair com essa denominação (Brunello di Montalcino) deve seguir alguns critérios, dentre eles que o vinho fique estagiando por pelo menos 24 meses em barricas e que seja colocado a venda só depois de 5 anos da colheita. Dá pra perceber que estamos falando de grandes vinhos, não?

Mas mesmo entre os produtores de Brunello, tem alguns que se destacam ainda mais, como é o caso da Casanova di Neri, que é um produtor tradicional, que desde 1971 faz vinhos de excelente qualidade por lá. Seus vinhos só saem quando o Giacomo Neri (proprietário e enólogo) acredita que estão no ponto de qualidade ideal para a nossa plena satisfação.

E se você quiser comprovar a qualidade desse produtor, sugiro provar os vinhos da linha Cerretalto.

Cerretalto é o nome do vinhedo (que fica a oeste de Montalcino). Esse terreno foi identifdicado em 1954 e é muito rico em ferro. É também o nome da sua linha premiada de vinhos. Prêmios que pra mim são mais do que merecidos, dada a sua qualidade. São vinhos de grande potencial de envelhecimento. Provei alguns, numa vertical e abaixo estão as minhas impressões:

Brunello di Montalcino Casanova di Neri Cerretalto 2004
Foi uma safra muito equilibrada. O vinho ainda está muito jovem, mas não está “duro”. Dá pra beber tranquilamente. No nariz tem muita fruta, muito presente e equilibrada. Ameixa preta, leve toque mineral. Boca com muito tanino ainda. Boa acidez, final longo. Se conseguir guardar, é daqueles que dá pra “esquecer na adega” sem problemas.

Brunello di Montalcino Casanova di Neri Cerretalto 2003
Foi uma safra bem quente. Não é tão potente quanto o 2004, mas mantém a elegância. Tem um toque ferroso, cor mais evoluída, aromas mais doces, boca redonda, acidez na medida, excelente para a gastronomia.

Brunello di Montalcino Casanova di Neri Cerretalto 2001
Esse levou 100 pontos da Wine Spectator.
Tem um toque evoluído, bálsamo, ainda com acidez no topo. Muito equilibrado, elegante. Final muito longo que deixa lembranças.
O interessante desse vinho é que quando foi servido, estava muito fechado, ou seja, os seus aromas ainda estavam bem leves e escondidos. Abriu muito com o tempo, ficando cada vez melhor. Surgiram aromas de couro, animal, mineral. Um belíssimo vinho que está no ponto para o consumo.

Brunello di Montalcino Casanova di Neri Cerretalto 1999 
Era pra ser uma safra regular, mas que o Giacomo Neri acreditou (e teve sorte). Toque balsâmico, fruta passa, erva. Evoluído, mas com acidez ainda presente. Se você gosta de vinhos mais evoluídos, esse é um deleite.

Em 2011 pude provar vários vinhos de Brunello di Montalcino e dos que eu conheci, o Casanova di Neri é um que se destaca pela sua qualidade, regularidade e elegância. É aquela aposta certa. Pode comprar sem erro.

Um abraço
Daniel Perches

 

Posted in 1999, 2001, 2003, 2004, Itália, Sangiovese4 Comments

Vinhos d’Alessandro no Brasil

Vinhos d’Alessandro no Brasil

O Brasil está em boa fase com os vinhos. Estamos recebendo não só novos vinhos, mas também novos produtores. Isso é bom para o nosso mercado. Traz novidades, temos acesso a mais vinhos diferentes e (assim espero) os preços vão se regulando.
E acompanhando essa nova onda a Wine Lovers trouxe para o Brasil a d’Alessandro Azienda Agricola, direto da Sicília, Itália.
Lá eles fazem vinhos brancos e tintos com maestria e que acredito que cairão facilmente no gosto dos brasileiros.
Provei alguns vinhos deles que gostei:

Inzolia 2010
Um vinho branco leve, jovem e que deve ser consumido rapidamente. Não é de guarda. Tem bastante aroma floral, frutas e um toque doce no final bem interessante. Na boca é leve e fácil de beber. Ótimo para dias quentes.

Catarrato 2010
Gosto muito dessa uva. Esse tem um pouco mais de complexidade, aromas cítricos e minerais. Vale ser bebido não muito gelado.

Grillo 2010
Com toques herbáceos e frutados, é um vinho que encantou todo mundo que estava provando no dia. Na boca tem corpo na medida e ótima acidez. Bem gastronômico.

Nero d’Avola / Syrah
Uma excelente combinação de uvas, resultando num vinho fácil de beber, com muito aroma frutado e de especiarias. Pra acompanhar uma boa pizza de calabresa deve ser excelente

Nero d’Avola 2008
É o único vinho da vinícola que passa por madeira. Tem mais estrutura e corpo. É daqueles vinhos que não passam despercebidos e que também acompanham uma boa pizza. Esse eu arriscaria até uma de peperoni, que deve dar certo.

Gostei do produtor e gostei muito também dos rótulos deles. São coloridos, fáceis de entender e divertidos. Espero que você também goste.
Um abraço
Daniel Perches

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Barbi Brunello di Montalcino DOCG 2006

Barbi Brunello di Montalcino DOCG 2006

Conversar com produtores de vinhos tradicionais da França, Itália, Portugal e Espanha é surpreender-se a cada momento. Tive a oportunidade de conhecer a Rafaella, a gerente de exportação da Fattoria dei Barbi, uma das vinícolas mais tradicionais de Montalcino, no coração da Toscana, Itália. A história da família Colombini, segundo ela, vem de muito tempo atrás. Em 1790 a família adquiriu a propriedade e começou a fazer vinhos por lá. É, meus amigos, estamos falando de mais de 200 anos de história.

E como o intuito era apresentar os vinhos deles que são importados aqui no Brasil, degustamos alguns rótulos e esse me chamou a atenção. Não é o mais caro (mas também não é o mais barato). É o que a Rafaella chamou de “Rótulo regular”. Se isso é regular, imagina o extraordinário…

O Barbi Brunello di Montalcino DOCG 2006 é potente, elegante, complexo e ao mesmo tempo macio, bem produzido. Apesar de seus já quase 6 anos de vida, o vinho estava muito jovem e dava para perceber que daria para guardar por muito tempo ainda.

No nariz eu senti aromas de frutas vermelhas misturada com toques de barrica, chocolate, amêndoas, fumo e até um toque animal. Na boca é o tipo do vinho que dá uma porrada mas faz carinho ao mesmo tempo. Sabem do que eu estou falando? Tem taninos muito presentes mas que são muito bons, aí a gente pensa que vai ser um vinho duro, mas não é.

Provei esse vinho com um gnocci com ragú e ficou perfeito! Provei depois com uma carne grelhada e ficou bom, mas o ragú, talvez pela sua estrutura, gordura e temperos, tenha se dado melhor.

Tive a sorte de provar vários Brunellos di Montalcino nesse ano e posso afirmar que pra mim esse foi um dos melhores, principalmente se pensar no custo x benefício. Esse sai por aproximadamente 180 reais na Todovino.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Itália, Sangiovese5 Comments

Lago di Corbara 2008

Lago di Corbara 2008

Lago di Corbara é produzido na Umbria pelo Castelo di Corbara e importado pela Vinhos do Mundo. É um corte de Sangiovese, Merlot e Cabernet Sauvignon que vale a pena conhecer.

Posted in 2008, Cabernet Sauvignon, Itália, Merlot, Sangiovese2 Comments

Cellole Chianti Classico DOCG Riserva 2005

Cellole Chianti Classico DOCG Riserva 2005

Chianti Classico é uma sub-região de Chianti, que fica dentro da Toscana. Alguns dizem que é o “coração de Chianti”. Nessa DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida) só é possível cultivar uvas tintas e para ter o selo da Denominação é necessário que os vinhos tenham pelo menos 80% da uva Sangiovese (que é a principal da região). O restante pode ser das uvas autóctones como a Canaiolo ou Colorino ou das internacionais como a Cabernet Sauvignon e a Merlot.

Em geral os vinhos são bem fortes na cor (rubi com toques alaranjados nas bordas), com aromas bem definidos e na sua grande maioria são vinhos de longa guarda.

O Cellole Chianti Classico Riserva 2005 é exatamente assim e se você gosta de vinhos dessa região, com certeza não vai se decepcionar com ele. É daqueles bem intensos no nariz e na boca. Depois de passar 24 meses em barrica e mais algum tempo em garrafa, ele desenvolveu aromas de frutas negras muito intenso, mesclado com um toque de tabaco, madeira seca, chocolate.

Na boca os seus taninos são muito presentes e mostram muita força, o que pede, com certeza, uma boa comida. A clássica Bisteca Fiorentina pode ser uma grande aliada aí. O vinho vai aguentar toda a sua gordura, com certeza.

Quem produz esse vinho é a San Fabiano Calcinaia e aqui no Brasil quem traz é a Decanter. Esse vinho não é dos mais baratos (custa em torno de 280 reais). Podemos até não gostar do preço, mas a qualidade vai ser difícil discutir.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2005, Itália, Merlot, Sangiovese0 Comments

Galileo Barbera d’Asti 2007

Galileo Barbera d’Asti 2007

Que tal esse Barbera d’Asti (obviamente produzido com a uva Barbera) pra acompanhar uma pizza?

O produtor é o Vigne dei Mastri e o importador é a Winelands no Brasil e o vinho custa em torno de 50 reais. Um bom preço.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Barbera, Itália6 Comments

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