Archive | Hungria

Tokaji Pendits Furmint 2007 #cbe

Tokaji Pendits Furmint 2007 #cbe

O tema de Junho da Confraria Brasileira de Enoblogs foi “vinho branco de sobremesa até 100 reais”. Optei pelo Pendits Furmint 2007 e foi legal ter escolhido esse, pois na mesma semana provei outros dois vinhos feitos na mesma região e com a mesma uva.

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Tokay Oremus 3 Puttonyos 2000

Tokay Oremus 3 Puttonyos 2000

Para brindar o final do ano de 2010 com alguns amigos, nos reunimos em um restaurante em Campinas e eu cumpri a minha promessa (afinal de contas, a gente não deve deixar de realizar as promessas durante o ano) de levar um Tokay para provarmos. Aliás, foi um belo dia, com grandes vinhos (Mendel 2005 e Zeta 2004).

A Tokay Oremus é uma das bodegas da famosa empresa espanhola Vega Sicilia, que tem o mítico vinho do mesmo nome, além de alguns outros “objetos de desejo” de todo enófilo.

Esse é feito com 3 puttonyos, ou seja, com 3 sacos de uvas botritizadas (ou atacadas pelo fungo da “podridão nobre”, como queiram)  e depois de 10 anos de engarrafamento, mostrou-se um vinho ainda muito jovem. Mas o que mais impressionou não foi nem a sua jovialidade, mas sim como ele evoluiu tão rapidamente em taça. Ao ser servido, o vinho mostrou aromas cítricos muito fortes, com leve toque até herbáceo. Com alguns minutos já começou a mudar de aromas, partindo para frutas secas, como damasco e até um toque de figo turco e cada vez com mais mel.

Cada volta à taça, encontrávamos um vinho diferente. E cada vez melhor! Se você tiver um desses em casa, recomendo fortemente que abra e deixe-o respirar por pelo menos meia hora e depois deguste calmamente. Fazendo assim, você vai se impressionar, afinal de contas, não é à toa que se criou esse grande mito em relação aos vinhos produzidos nessa região da Hungria, e que todo mundo é tão fascinado por esse vinho de sobremesa.

No dia tentamos harmonizar com um petit gateau feito com um pouco de ruibarbo que levei para o meu amigo Emerson (outra dívida paga), mas não deu certo. Eu preferi comer a sobremesa e depois degustar calmamente o vinho.

Serviu pra eu me lembrar o quanto eu gosto dos Tokajis.

E se você quiser saber mais sobre a elaboração desse vinho tão cobiçado, veja as definições da Wikipédia sobre o que é puttonyo e podridão nobre.

Um abraço

Daniel Perches

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Oremus Tokaji Aszú 6 Puttonyos 2000

Oremus Tokaji Aszú 6 Puttonyos 2000

Em uma noite memorável em Ribeirão Preto, depois de provar grandes vinhos como o Bahans Haut Brion 2004, Reserva Especial Casa Ferreirinha 1990 e um Oremus 5 Puttonyos, ainda tive o privilégio de poder provar esse Oremus 6 Puttonyos. Foi realmente uma daquelas noites que parece que se abre um portal e só acontecerá quando passar um cometa novamente pela terra, daqui a não sei quanto tempo.

Enfim, o legal de provar um Tokay 6 puttonyos depois de um 5 puttonyos é você poder comparar.

Prova tirada e realmente há bastante diferença. Mesmo esse vinho sendo ainda uma criança (Tokays podem envelhecer por décadas. Sugere-se beber depois de 20 ou 30 anos), ele estava um primor. Em taça era praticamente ouro líquido, denso, viscoso e muito brilhante. No nariz, todos os aromas que tinha direito, como doce de laranja, mel, maracujá em calda, flores, caramelo, e muitos, mas muitos outros aromas, que iam se abrindo aos poucos. Seu final é praticamente infinito.

O Tokay 6 puttonyos realmente tem menos acidez e me pareceu mais pronto para o consumo, além de ter mais corpo. Um vinho muito complexo e que merece ser apreciado com calma e tranqüilidade. Se deixá-lo na taça por algum tempo, ele vai se revelar melhor a cada momento.

Ótima experiência e teste. Espero poder repetir a dose em breve.

Um abraço

Daniel Perches

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Oremus Tokaji Aszú 5 Puttonyos 1999

Oremus Tokaji Aszú 5 Puttonyos 1999

Oremus talvez seja o nome mais famoso e conhecido quando se fala em vinhos húngaros, mais especificamente os da região de Tokaji, ou Tokay, ou até mesmo Tokaj (essas três formas estão corretas). A propriedade tem uma longa história e seus vinhedos já tiveram como controladores reis e até o estado, mas desde 1993, a Oremus pertence ao grupo Vega Sicília, o mais famoso grupo espanhol. Pablo Alvarez, o diretor geral da Vega Sicília, percebeu a oportunidade que tinha em adquirir essa propriedade histórica e de altíssimo valor e não hesitou. Obviamente com a compra vieram a modernidade e possivelmente o aumento de produção, mas nunca a queda de qualidade. Seus vinhos continuam os néctares que sempre foram, deixando enófilos inebriados pelo mundo afora.

Esse vinho foi provado após uma noite de pizzas acompanhada de um belíssimo vinho também. Como na pizzaria onde estávamos não tinha nenhum doce que me pareceu acompanhar bem o vinho, preferi prová-lo sozinho, pois por si só é uma sobremesa, sendo um vinho considerado de “contemplação” por muitos.

Falar sobre a sua doçura é chover no molhado. O Oremus Aszú 5 puttonyos, que é produzido a partir de uvas botritizadas (ou seja, atacadas por um fungo, que também é conhecido por “podridão nobre”) tem uma viscosidade impressionante e apesar de seus 11 anos de idade, ainda estava apresentando um enorme frescor, exalando aromas de flor de laranjeira, doce de laranja, mel em abundância. Em boca, um excelente corpo e a sua jovialidade se comprovou. Boa acidez e final longo, mas mostrando que ficaria na garrafa descansando por mais uns belos anos sem problema nenhum.

É um vinho pra se beber com grandes amigos e com tempo. Vale a pena. Ele retribuiu gentilmente.

Um abraço

Daniel Perches

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Tokaj Hétszolo 3 Puttonyos

Tokaj Hétszolo 3 Puttonyos

Os vinhos doces da Hungria são famosos no mundo inteiro. A Hungria até produz vinhos tintos e brancos, mas são inexpressivos diante da grandiosidade dos vinhos Tokaj. São vinhos exuberantes, verdadeiros vinhos de meditação.

Tive a oportunidade de provar esse Tokaj 3 Puttonyos junto com amigos e pudemos, juntos, perceber toda a magia que envolve esse mito.

O Tokaj Hetszolo é produzido com as uvas Furmint e Harslevelu, todas botritizadas (atacadas pelo fungo Botrytis Cinerea, que produz o que chamamos de podridão nobre).

Esse vinho ainda estava jovem, pois apesar de seus 10 anos de vida, tem uma capacidade de envelhecimento incrível. Diria que daria para guardar esse vinho por uns 30 ou 40 anos tranquilamente. (resta saber quem agüenta esperar)

Com uma coloração amarelo dourado, mostrou-se bastante untuoso já em taça. No nariz, uma gama tão grande de aromas que seria difícil descrever a sensação. Frutas secas como damasco, toques cítricos como casca de laranja, mel, palha, baunilha… a cada volta à taça, era mais algum que se descobria.

O vinho foi aberto e eu deixei ele respirando o máximo que consegui agüentar. Depois de 1 hora em taça, ele estava um puro néctar. Infelizmente não resisti muito mais tempo e bebi tudo.

Em boca, uma maciez incrível e um dos finais mais longos que eu já vi. O sabor do vinho não terminava nunca. Pode parecer exagero, mas fui pra casa depois da “festa” e algumas horas depois eu ainda lembrava do vinho na boca. Maravilhoso.

Ficou a lembrança de um belíssimo vinho de Tokaj (ou Tokay), que merece toda a nossa reverência, pois é realmente um vinho dos deuses.

Um abraço

Daniel Perches

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