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Taittinger Rosé Cuvée Prestige Brut

Taittinger Rosé Cuvée Prestige Brut

Se tem algo fascinante no mundo dos rosés (tanto vinhos quanto espumantes) é a quantidade de cores que podem ser formadas. Desde as mais claras, encontradas em geral nos rosés da Provence até as mais intensas, vistas nos espumantes e rosés do Novo Mundo há uma variação enorme.

E isso foi o que me chamou a atenção logo de cara ao receber a minha taça da Taittinger Rosé Cuvée Prestige Brut. Se eu fosse usar as definições que aprendemos em nossos cursos, eu diria que tem coloração clara, com um rosado leve, tendendo para o que a gente chama de “casca de cebola”. Mas eu gosto mesmo de usar uma outra, que é “cor de alegria, de vivacidade, de delicadeza”.

A Brut Rosé da Taittinger é assim: delicada e elegante e não só na cor, mas nos aromas e na boca também. Com toques de frutas vermelhas bem leves e delicadas, forma um bouquet no nariz que se completa com toques de fermentação. Nada muito forte ou demasiado doce.

Na boca a elegância continuou, com um toque leve de frutas vermelhas que harmonizaram perfeitamente com um “Cordeiro de 6 horas” lá do la Brasserie de Erick Jacquin, um restaurante francês de ótima qualidade de Sã Paulo. O cordeiro estava desmanchando no prato e a harmonização foi de tirar o chapéu e mostrou mais uma vez que um bom champagne acompanha sim toda a refeição. Nesse dia, além desse belo cordeiro provei também um salmão e vieiras que foram muito bem feitas, daquelas que quando você come e bebe junto, tudo fica melhor.

Se for arriscar harmonizar uma refeição com a Taittinger Rosé Cuvée Prestige Brut, não se preocupe. A chance de dar certo é grande.

Ah, caso você goste de saber sobre as uvas, essa é feita com Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay. O segredo está na forma e no tempo de utilização das cascas das uvas Pinot Noir, que passam pouquíssimo tempo em contato com o mosto durante a fermentação. Coisa de gente perfeccionista.

Um abraço

Daniel Perches

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Posted in Chardonnay, França, Pinot Meunier, Pinot Noir0 Comments

O Sul da França e suas maravilhas

O Sul da França e suas maravilhas

Pra mim, a França é um país mágico. Eu poderia ficar falando sobre os seus vinhos por quilômetros de palavras, mas acho que na França tem muito mais do que bons vinhos. E uma das belezas é a diversidade dentro do mesmo país. Do norte ao sul, diferentes culturas dentro de uma mesma matriz, que se respeitam e conversam entre si. Cada um com sua cultura, seu jeito de ser, suas comidas, seus hábitos.

E um dos lugares mais interessantes me parece ser o Sul da França, que é uma das mais antigas (se não a mais antiga de todas) em produção de vinho do país.

E falar em Sul da França é falar do Languedoc-Rousillon.Para nos situarmos, o Languedoc fica nas beiras ensolaradas do Mediterrâneo. São mais de 200 quilômetros de costa, da Camargue até a fronteira espanhola.

E por lá não tem só bons vinhos não. Não é nada difícil você sair nas ruas em um dia ensolarado e cruzar com famílias, em praças públicas, fazendo um piquenique, com aqueles deliciosos produtos locais e bebendo um belo vinho. Da culinária local a gente pode destacar os embutidos catalães, pêssegos, nectarinas e damascos de Roussillon, alcachofras, anchovas de Collioure e, naturalmente, as rousquilles!

As rousquilles são rosquinhas cobertas com uma camada de açúcar e o impressionante é a leveza desse doce. Se você pensou em algo melado e extremamente doce, pode inverter tudo. É doce sim, mas numa medida que não enjoa e que até pede uma nova mordida. Poderia falar também sobre seus patês, tapenades e outros produtos, que também são deliciosos e leves.

Ah, é importante lembrar também do tradicional Cassoulet. Por lá esse prato é que nem “arroz com feijão” pra gente. Já pensou?

E pra falar nos vinhos, eu provei alguns que o pessoal do Festival Sud de France me enviou e confesso que fiquei encantado. Veja os vinhos que eu provei e dessa vez você pode escolher entre ler e assistir ao video! :)

Domaine Rimbert Le Mas au Schiste 2008
Produzido em Saint-Chinian, o produtor é conhecido por trabalhar muito bem com a Carignan. Esse tem Carignan (35%), Syrah (30%), Grenache (30%) e Mourvèdre (5 %) e com um toque vegetal de início, mostra que é um vinho potente e ainda um pouco “selvagem”, precisando ser domado. Nada que um tempo de decantação e uma boa comida com um toque de gordura não resolva. Conheça o site do produtor. É importado pela De La Croix.
Domaine des Salices Pinot Noir 2008
Com cor e aroma típico de um bom Pinot Noir francês, tem cor clara e toques de morangos e cerejas. Recomendo que se abra e espere uma meia hora, pois logo de cara aparece um toque herbáceo que esconde um pouco a fruta do vinho, mas depois ele torna-se muito elegante. Esse é produzido por Francois Lurton e importado pela Zahil.

 

Ego de Cazes 2007
Esse é um vinho biodinâmico do Domaine Cazes produzido com as uvas Syrah (40%), Grenache (20%) e Mourvédre (20%) e foi, dos 3 dessa lista, o mais elegante e complexo. Tem aromas de frutas vermelhas doces, contrastando com um toque terroso e leve toque mineral. Muito estruturado e com acidez na medida, é daqueles que a gente se encanta no nariz e depois quando bebe fica ainda mais impressionado. Acompanha muito bem comidas fortes sem nenhum problema. Esse é importado pela Mistral.

 

Provei esses vinhos e com isso pude conhecer um pouco do Sul da França. Para mim ficou essa impressão: povo alegre, clima gostoso, alegria, bons vinhos e boa comida. Esse é o Sul da França pra mim.

E pra você, como é? Para celebrar o final de ano, vamos fazer um Concurso Cultural aqui. Pra participar é fácil, você só precisa responder a frase Pra mim, o sul da França é…

A melhor frase ganha um dos vinhos. Você escolhe. É só soltar a sua criatividade.

O resultado sai no dia 16 de dezembro. Boa sorte!

Um abraço
Daniel Perches

Posted in 2007, 2008, Carignan, França, Grenache, Mourvedre, Syrah27 Comments

Vem aí o Concurso Cultural do Sul da França no Vinhos de Corte – Fique ligado!

Vem aí o Concurso Cultural do Sul da França no Vinhos de Corte – Fique ligado!

Você conhece o Sul da França? Que tal aprender um pouco sobre essa região rica em diversidade de vinhos e de comida e ainda por cima concorrer a um vinho de lá?

Veja como fazer no video abaixo.

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Taittinger Brut Millésime 2004

Taittinger Brut Millésime 2004

Taittinger é um dos produtores de Champagne mais conhecidos do Brasil. Não sei dizer se foi o primeiro a chegar por aqui (por importação oficial, claro), mas sem dúvida foi um dos primeiros. Desde o começo até hoje é importada pela Expand.

E Taittinger é sinônimo de qualidade. Eu tive a oportunidade de visitar a (enorme) vinícola em Reims e fiquei impressionado com o tamanho deles. E se você pensar que ser grande significa fazer champagnes com “menos qualidade” ou com “menos atenção”, estará enganado. Como disse o presidente da casa, Pierre-Emmanuel Taittinger, eles gostam de fazer champagnes delicados e que expressem o cuidado que têm com o que fazem. Aliás, não foi só isso que Pierre-Emmanuel nos disse, em sua vinda ao Brasil. Com seu jeito de falar direto (e com aquele sotaque típico de um francês falando inglês), em 5 minutos de conversa deu uma aula sobre champagne e sobre beber vinho. Mas isso é papo para outro post, porque merece.

Provei (quase de joelhos) a Taittinger Brut Millésime 2004. É um blend de 50% Chardonnay e 50% composto pelas outras duas uvas clássicas de Champagne: Pinot Noir e Pinot Meunier. Tudo vinificado em branco, dando um caldo dourado e brilhante.

Não é preciso falar sobre perlage (as bolhinhas). São super finas e elegantes, formando aqueles cordões tão atraentes que ficamos até hipnotizados olhando para a taça.

A Taittinger Brut Millésime 2004 é daqueles champagnes que mostra que aqueles aromas clássicos no nariz: brioche, fermento, etc, mas uma coisa me chamou a atenção. Logo de primeira, quando levei a taça ao nariz, me veio um toque de baunilha que deu todo um ar especial. Fui verificar e isso provavelmente veio da fermentação, que foi feita em barrica de carvalho. E na boca outra surpresa: pensei que ia encontrar um Champagne mais evoluído, mas não. Encontrei frescor e muita fruta.

É, depois de 7 anos, a Taittinger Millésime 2004 parece que resolveu brincar com a gente. E que brincadeira gostosa.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2004, Chardonnay, França, Pinot Meunier, Pinot Noir0 Comments

Champagne Michel Arnould Brut Tradition

Champagne Michel Arnould Brut Tradition

Dizem que é fácil harmonizar comida com Champagne. É, eu também acho que não é uma tarefa muito difícil (e sem dúvida, muito prazerosa), mas também não é só colocar qualquer comida com qualquer champagne e esperar que dê muito certo.

E quando me deparo com uma boa harmonização, fico muito contente. É sinal de cuidado tanto do chef quanto do produtor/importador/sommelier. Harmonizar é sem dúvida uma arte. E arte foi o que a chef Luiza (Restaurante Figo) fez ao harmonizar um cuzcuz marroquino (servido em uma pequena xícara, numa apresentação inusitada) com o Champagne Michel Arnaud Brut Tradition.

Esse Champagne é um blanc de noir, ou seja, é feito 100% com a uva Pinot Noir, mas vinificada em branco. O espumante é branco, mas com uma uva tinta. Pura elegância e qualidade de sobra.

Com toques muito delicados de amêndoas, pêssegos e aquele brioche e fermento característico, encantou logo de cara. Na boca, uma cremosidade impecável. Final bem longo e saboroso, deixando um gostinho de “quero mais” daqueles que a gente fica lembrando muito tempo depois.

Michel Arnould é um produtor de altíssimo nível de Champagne, mas especificamente de Verzenay. Provei esse e também outro dele, que contarei em breve. É daqueles champagnes que valem a compra e valem beber calmamente, apreciando cada gole. Esse (e os outros do mesmo produtor) é importado pela Hedoniste.

Um abraço

Daniel Perches

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Hedoniste é a importadora especializada em Champagnes

Hedoniste é a importadora especializada em Champagnes

Champagnes são bebidas mágicas, que despertam paixões (minha inclusive). E quem já foi para a região produtora sabe que existem todos os tipos de vinícolas por lá: grandes, pequenas, enormes, artesanais, minúsculas, excelentes, boas, não tão boas e por aí vai. Até hoje eu só não encontrei alguma que se encaixe na opção “ruim”. Ou eu dei sorte ou então não existe mesmo.

E provavelmente foi essa paixão que fez com que o Marcelo Yabiku começasse seu novo negócio, a importadora Hedoniste. O nome vem bem a calhar. Marcelo está trazendo (segundo ele, é só o começo) 13 champagnes, praticamente todas Grand Crus, mas só de produtores pequenos e artesanais, que foram visitados e escolhidos por ele pessoalmente.

Estive em um jantar com ele e alguns outros jornalistas apra conhecer alguns de seus produtos. No dia Mundial do Champagne (28/10) nós provamos 8 champagnes e harmonizamos com os belos pratos do restaurante Figo, da simpática Luiza, que não só sentou-se conosco, mas também dava informações sobre cada um dos pratos com paciência e alegria (quesitos que eu considero importantes para um bom chef). Sempre digo que espumantes são, de certa forma, coringas nas harmonizações, pois vão bem com muitos pratos, mas dessa vez a coisa foi muito mais séria. Os champagnes harmonizaram muito bem com cada um dos pratos escolhidos, mostrando as diferenças de cada um (tinha só de Chardonnay, só de Pinot Noir, rosé e outros mais. Cada um com uma característica diferente). Veja abaixo algumas fotos do evento.

Vale a pena dar uma olhada no site da Hedoniste e passear pelo seu catálogo. Os preços variam entre 200 e 1.000 reais e posso garantir que todos os que eu provei eram de excelente qualidade. É uma grande oportunidade para conhecer novos rótulos, aprimorar os conhecimentos e claro, deliciar-se com os espumantes da região mais famosa do mundo dos vinhos.

Sei que importar vinhos aqui no Brasil não é nada fácil, então espero de verdade que o Marcelo tenha muito sucesso, para que possamos sempre ter bons rótulos por aqui.

Um abraço

Daniel Perches

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Champagne Maison Lamblot Brut Premier Cru

Champagne Maison Lamblot Brut Premier Cru

Eu sou um grande fã de espumantes. Qualquer tipo de espumante me agrada, pode ser Brut, Extra Brut, Nature, Moscatel, etc. E como todo bom fã de espumantes, quando bebo um bom Champagne fico praticamente extasiado.

E quando provo Champagnes acima da média, fico ainda mais contente. E foi o que aconteceu quando conheci o Maison Lamblot Brut Premier Cru, que é importado pela Hedoniste no Brasil.

É um champagne produzido na vila de Vrigny que tem 40% de Pinot Meunier, 40% de Pinot Noir e 20% de Chardonnay. É daqueles que tem aquela cor dourada muito bonita e que quando a gente se aproxima para sentir os aromas, vem aquele floral junto com frutas, fermento e até um toque adocicado.

Na boca é bem cremoso e o toque adocicado se confunde com aquele sabor de brioche e fermento, que vem das leveduras (que ficam em contato com o espumante por 3 anos antes de ser feito o degorgement). Um final gostoso e suave, deixando sempre aquela vontade de beber mais.

Apesar do seu longo tempo de contato com as leveduras e da sua complexidade aromática, não é pesado e inclusive foi (bem) usado como “welcome drink” no evento de apresentação dos champagnes da importadora. Seu balanço e classe permitem essa versatilidade.

Para sair do convencional (se é que há algo de convencional nos champagnes), essa é uma ótima pedida. Esse custa em torno de 200 reais e pode ser pedido através do site da Hedoniste.

Um abraço

Daniel Perches

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Que tal participar de uma degustação de Bordeaux conduzida por Robert Parker pessoalmente?

Que tal participar de uma degustação de Bordeaux conduzida por Robert Parker pessoalmente?

Isso mesmo, o grande crítico Robert Parker é quem vai apresentar os The Magical 20“, que são os vinte vinhos que ele mesmo selecionou e considera de excelente qualidade.

Os privilegiados terão que lutar por uma vaga e ir até Hong Kong, onde acontecerá a Wine Future, talvez o evento mais importante (ou mais estrelado) do mundo do vinho. Lá estarão o Parker, a Jancis Robinson, o Pancho Campo, Michel Rolland e muitos outros mundialmente conhecidos.

Quer tentar uma vaga? Depois me conta como foi e qual o Parker mais gostou.

Veja o release abaixo.

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Robert Parker degustará 20 Bordeaux na edição 2011 de Wine Future, em Hong Kong.

Wine Future, organizada por Pancho Campo MW e The Wine Academy of Spain, o mais importante evento de vinho em 2011, que acontecerá no próximo mês de novembro em Hong-Kong, terá como grande atração a degustação denominada “The Magical 20″, onde o crítico americano Robert Parker apresentará 20 vinhos de Bordeaux, da mítica safra de 2009, para 1000 privilegiados, que poderão avaliar de forma muito particular alguns dos melhores vinhos franceses da atualidade.

Segundo Parker, para sua degustação em Wine Future,”foram escolhidos vinhos de qualidade de Premier Grand Cru Classé, mesmo que tecnicamente não tenham essa classificação e que por isso mesmo são comercializados por preços abaixo de seu real valor, constituindo-se em compras muito inteligentes”. Além disso, ainda segundo Parker, são vinhos que devem ser olhados com atenção no futuro próximo.

A lista dos vinhos escolhidos por Parker acaba de ser divulgada pela organização do evento e chega num momento em que o frenesi por premiers crus e vinhos ícones de Bordeaux começa a apresentar sinais de fadiga. Segundo alguns especialistas, a degustação de Parker poderá ter um grande impacto nas vendas de vinhos de Bordeaux, especialmente na Asia.

Nas palavras de Pancho Campo MW, idealizador e organizador de Wine Future, cuja primeira edição na Espanha em 2009 foi um grande sucesso, esta degustação é uma oportunidade única para os participantes, pois será a primeira vez que os Bordeaux 2009 serão apresentados num evento aberto ao público, desde que foram engarrafados.

Robert Parker será assessorado por representantes de cada um dos chateaux que serão apresentados, que fornecerão todos os detalhes dos vinhos e também estarão à disposição dos participantes para responder eventuais questionamentos.

 

Os vinhos escolhidos por Parker são:

1. Ch. Cos D’Estournel,

2. Ch. Pontet Canet,

3. Ch. Pichon Lalande,

4. Ch. Leoville Poyferre,

5. Ch. Leoville Las Cases,

6. Ch. Palmer,

7. Ch. Malescot St.Exupéry,

8. Ch. Pape Clement,

9. Ch. Haut Bailly,

10. Ch. Angelus,

11.Ch. Trotanoy,

12. Ch. La Conseillante,

13. Ch. Pichon Baron,

14. Ch. Lynch-Bages,

15. Ch. Smith Haut Lafitte,

16. Ch. La Fleur-Petrus,

17. Ch. Clos Fourtet,

18.Ch. Rauzan-Ségla,

19.Ch. Brane-Cantenac,

20. Ch. Le Gay (Pommerol)

 

 

 

Robert Parker, considerado quase que por unanimidade como o mais influente crítico de vinho do mundo, acredita que Wine Future em Hong Kong será ainda mais marcante que a edição de 2009, realizada em Rioja, na Espanha. As pessoas mais importantes do mundo do vinho irão se encontrar no mais mais interessante mercado de vinho na atualidade. Segundo Parker, “será uma oportunidade única para se discutir assuntos pertinentes à indústria e ao mercado do vinhos, além da possibilidade de degustar alguns dos melhores vinhos do mundo. Esse é um evento único que não deve ser perdido, em hipótese nenhuma.”

Wine Future terá ainda degustações de grande relevância, conduzidas por Jancis Robinson MW e Pancho Campo MW, além das presenças já confirmadas de Francis Ford Coppola, convidado de honra e de palestrantes ilustres como Robert Joseph, Gary Vaynerchuk, Miguel Torres, Michel Rolland, Angelo Gaja, Michel Bettane, John Kapon, Christian Seely, Randall Grahm, Steven Spurrier, Eduardo Chadwick, Su Birch, Bernard Delaage, Christian Duroux  e Nigel Greening. Estarão também presentes especialistas no mercado asiático, como Don St. Pierre, Ian Ford, Carl Robinson e Yang Li, juntamente com os Masters of Wine Ned Goodwin, Jeannie Cho Lee, Debra Meiburg, and Lisa Perrotti-Brown.

O Brasil também estará presente, como já esteve em Rioja, por intermédio do Ibravin, que levará para Hong Kong alguns dos mais representativos vinhos de nosso país.

Para maiores informações e inscrições, acesse a webpage de Wine Future em www.winefuture.hk

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Alguns rótulos da Grand Cru que me chamaram a atenção – parte I

Alguns rótulos da Grand Cru que me chamaram a atenção – parte I

Estive no Grand Tasting, evento anual da importadora Grand Cru. É um evento impecável em todos os sentidos: desde a sua organização até a qualidade dos vinhos, nada deixa a desejar.

E como são muitos vinhos, fiz uma rápida seleção de alguns rótulos que me chamaram a atenção. Não vou detalhar muito os vinhos (até porque é uma boa quantidade), mas acredito que se você buscar algum desses, não vai se arrepender.

Brancos Leves
- Saint Clair Vicar’s Choice Sauvignon Blanc 2009 – Nova Zelândia – R$ 73
Um vinho com uma excelente acidez e que demonstra a vocação da Nova Zelândia para produzir vinhos com essa casta.

Brancos estruturados
- Hayes Ranch Chardonnay 2007 – Estados Unidos – R$ 45
Vinho branco californiano com um toque forte de madeira. Pra quem gosta, é um deleite e com um belo preço.

- Forgeot Chablis – França – R$ 85
Não é nada fácil encontrar bons Chablis com preço acessível. Esse supera as expectativas

- Chateauneuf-du-Pape La Nerthe Blanc 2008 – R$ 180
Pra quem pensa que Chateauneuf-du-Pape é só tinto, tem que provar esse. Um vinho com uma excelente complexidade aromática e de boca que vale a degustação com calma.

Pinot Noir
- Redtree Pinot Noir 2009 – Estados Unidos – R$ 45
Excelente custo x benefício. Vale provar.

- Saint Clair Vicar’s Choice Pinot Noir 2010 – Nova Zelândia – R$ 84
Muita fruta, excelente acidez e um ótimo equilíbrio. Mostra bem a característica da Pinot Noir da Nova Zelândia.

- Bouchard Cote de Beaune Villages 2009 – França – R$ 98
Pinot Noir francês bom, abaixo de 100 reais, é difícil de achar. Esse é um deles.

Itália
- Feudo Macari Maharis 2007 – R$ 290
O vinho topo da vinícola, que tem uma potência incrível.

No próximo post comento sobre outros vinhos que eu provei lá e gostei.

Um abraço

Daniel Perches

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Pouilly-Fumé Les Pierres Fines 2007

Pouilly-Fumé Les Pierres Fines 2007

Quando se fala em vinhos, a França tem algumas regiões que realmente têm algo mágico na terra. Em determinadas regiões, um vinho adquire características que nem adianta tentar imitar em qualquer outro lugar do mundo porque não vai dar certo.

E é o que acontece com os vinhos de Pouilly-Fumé. Essa apelação fica dentro do Vale do Loire, a oeste da França. É a região dos castelos e é praticamente obrigatória para quem quer conhecer as belezas do país. Passear pelo Loire é sentir-se dentro de um conto de fadas e as paisagens são tão exuberantes que confundir a janela com um quadro não é nada difícil.

Mas falando do vinho, para se produzir com o nome dessa apelação é preciso que seja feito com a uva Sauvignon Blanc. Então sempre que você encontrar uma garrafa com esse nome no rótulo, já sabe qual casta encontrará.

O Pouilly-Fumé Les Pierres Fines 2007 é produzido pela Domaine Balland-Chapuis. É um vinho bem estruturado, que mantém as características da Sauvignon Blanc como frutas brancas, abacaxi e maracujá, mas tem também alguns toques particulares, puxando para o mineral.

Na boca é um vinho com um ótimo corpo. Com acidez na medida, mostrou que a Sauvignon Blanc feita por lá pode durar sim muitos anos.

É um excelente vinho para acompanhar comida, podendo ser desde pratos mais leves até algo mais condimentado. Deve ir muito bem com queijos curados amarelos.

Infelizmente esse não está mais sendo importado no Brasil. Vinha pela Vinci Vinhos, mas eles pararam. Espero que voltem, pois realmente é um belo vinho.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, França, Sauvignon Blanc0 Comments

Les Viguiers 2009

Les Viguiers 2009

Vinho francês, em geral, é caro. Não tem como negar. Sabemos que se não é por ser caro na origem, é por ser caro no destino mesmo, ficando por conta dos importadores, distribuidores e restaurantes aumentar essa continha, para que a gente sempre pague mais por vinhos desse país.

Mas a proposta da Sociedade da Mesa é trazer vinhos que custam no mercado em torno de 60 reais por um preço de 38 reais (média) para os associados. A proposta é boa, apesar de nem sempre cumprir as minhas expectativas.

Dessa vez, considerando a origem do vinho, eu acho que foi justa. O Les Viguiers 2009 é um corte de  70% Grenache Noir, 20 % Carignan e 10 % Cinsault que mostrou-se bastante equilibrado.

No nariz o vinho apresentou aromas de cereja, leve toque de chocolate e um pouco de herbáceo. Eu sou fã da combinação Carignan e Cinsault e gosto muito dos vinhos feitos com essas uvas, mas confesso que nesse vinho eu não notei nada do que eu estou acostumado a perceber quando provo vinhos feitos com esse corte. Acho que a Grenache predominou bem forte dessa vez.

Na boca é um vinho que tem bom corpo, seus taninos estão bem presentes, mas não estão verdes. Só tem um pouquinho de álcool sobrando, mas bem pouco mesmo, que praticamente nem se nota e não incomoda. Esse não tem aquele final persistente, mas também não tem amargor.

Eu diria que é um vinho “básico com estilo”. Com certeza é um vinho que harmoniza bem com comidas e com queijos mais fortes. Como eu ainda tenho 3 garrafas dele, eu vou provar com alguns pratos inusitados e talvez coloque no desafio da Morcilla (Veja aqui como foi o 1o Desafio da Morcilla).

Acho que o preço está justo. 38 reais bem pagos pelo vinho.

Abraços

Daniel Perches

Posted in 2009, Carignan, Cinsault, França, Grenache2 Comments

Vidal-Fleury Crozes-Hermitage 2008

Vidal-Fleury Crozes-Hermitage 2008

O Rhone é uma região ao sul da França que produz excelentes vinhos, principalmente tintos. Por lá a Syrah e a Grenache se dão muito bem. E só pra gente se situar, Crozes-Hermitage é uma sub-região do Rhone. Então sempre que você encontrar um vinho com esse nome, saberá que é lá do sul da França.

E o Crozes-Hermitage produzido pela Vidal-Fleury é um típico vinho daquela região, feito só com Syrah. Tem um aroma muito característico dessa uva, lembrando frutas vermelhas com toques de especiarias e um leve tostado no final. Não é um vinho exuberante de aromas, mas com eles são muito bem definidos, dá pra perceber com certa facilidade cada um deles.

Na boca ele tem uma acidez média e um leve toque de amargor, mas seu final é relativamente longo. Esse vinho é vendido pela Vinea e custa em média 130 reais. Eu esperava mais dele. Esperava menos amargor, um pouquinho mais de acidez, mas principalmente que fosse um pouco mais complexo de aromas.

Mas de qualquer forma é um vinho que bate outros syrah por aí facilmente (e que muitas vezes têm preços parecidos).

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, França, Syrah0 Comments

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