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Cuvee Tuffeaux Bourgueil 2006

Cuvee Tuffeaux Bourgueil 2006

Mais um vinho da Cave Jado provado e aprovado, atestando a qualidade e cuidado com os produtos que o pessoal tem por lá.

A Cave Jado, para quem não sabe, é uma importadora de vinhos franceses e foca em “boas compras”, ou seja, vinhos que têm um bom custo X benefício. Quem puder visitar o show-room deles (fica na Vila Mariana) vai encontrar ótimos rótulos como esse que falamos hoje, por valores entre 55 e 90 reais. Boa pedida!

Mas falando especificamente desse vinho, esse é produzido no Loire (noroeste da França), uma região famosa pelos seus vinhos brancos.

Feito 100% com a casta Cabernet Franc (uma uva que me agrada muito), é muito macio e persistente na boca.

Em taça mostrou-se com um rubi intenso, mas já com um leve halo de evolução (suas bordas já se mostram mais alaranjadas. Sinal do tempo de envelhecimento). Lágrimas lentas e numerosas.

No nariz, aromas francos de frutas vermelhas com um toque adocicado, leve toque de madeira molhada e um pouco de especiaria.

Em boca, acidez bastante controlada, taninos macios e redondos e retrogosto confirmando as frutas. Final de média persistência, mas muito saboroso.

tuffeauxÉ um vinho bastante interessante e que merece ser harmonizado com cuidado. Se compararmos com os Cabernet Franc produzidos aqui no Brasil ou no Chile por exemplo, vamos notar uma grande diferença. Esse francês é muito mais delicado, envolvendo a boca de forma leve.

Acompanha bem um queijo também não muito curado (mas que seja amarelo), carnes grelhadas e até um prato com molho vermelho. Eu provei com o meu prato preferido lá no Emporio Vila Buarque, que é o nhoque recheado com polpetone. O molho vermelho me pareceu sobressair-se ao vinho, talvez por conta da acidez. Sugiro algo mais leve.

Resumindo, mais um ótimo vinho da Cave Jado que eu recomendo. Esse custa R$ 56. Nem precisava falar que é um ótimo preço.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Cabernet Franc, França2 Comments

Chateau Grand Tuillac Elégance 2005

Chateau Grand Tuillac Elégance 2005

Já comentei aqui sobre como as meias garrafas são uma boa opção em vários momentos (quando estamos bebendo sozinhos, quando queremos beber pouco ou até mesmo para economizar). E numa situação dessas – bebendo sozinho – resolvi abrir a minha meia garrafa desse Grand Vin de Bordeaux, que é produzido com as castas Merlot e Cabernet Franc e é comercializado pelo Empório Vila Buarque, em São Paulo.

Esse vinho é uma boa pedida para quem quer provar bons vinhos de Bordeaux (mais especificamente de Saint-Emillion), pois reúne boas características típicas dos grandes vinhos de lá. Com uma coloração rubi não muito forte, ainda não apresenta sinais de envelhecimento.

No nariz, aromas de frutas vermelhas frescas contrastando com um leve herbáceo. Depois de algum tempo, as frutas se abriram e aromas como de ameixa preta surgiram com mais força. É um vinho que tende a evoluir, então sugiro deixar um tempo descansando para que ele se mostre melhor em taça.

eleganceEm boca tem um bom corpo, de leve a médio. Sua acidez é bem controlada, seus taninos mostram-se ainda um pouco verdes e o final é bastante adstringente, mas sem amargor.

É um vinho que vale a experiência. Beba esse, entenda e depois parta para algo “maior”. Em breve comento sobre o Gran Bert, que é do mesmo produtor, mas está numa categoria superior.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2005, Cabernet Franc, França, Merlot0 Comments

la Vigne blanche 2007

la Vigne blanche 2007

Eu já tinha me encantado por esse vinho no encontro Papo de Vinho, que aconteceu no ano passado. Provado às cegas por mim e por mais alguns conhecedores, foi o vencedor em qualidade, dentre dezenas de outros tintos.

É mais uma prova de que a Cave Jado é um ótimo lugar para se encontrar vinhos de qualidade e principalmente com preço justo. Esse custa só 58 reais. Um preço mais do que adequado para esse vinho.

Produzido pelo domaine d´Escausses, em Gaillac, tem em sua composição as uvas Syrah, Braucol e Duras. A primeira é velha conhecida nossa, mas as outras não são encontradas tão facilmente por aí. Um corte muito feliz, resultando num vinho de ótima qualidade.

lavigneblancheDe coloração púrpura muito viva e brilhante, é um vinho que nos encanta já na taça. No nariz apresenta aromas de frutas vermelhas logo no começo do serviço. Após algum tempo de decantação, libera mais aromas interessantes, com destaque para baunilha e uma ponta de especiaria. Tudo muito presente e franco no nariz. Uma delícia.

Em boca tem uma correta acidez, taninos macios e um final de média persistência. Acompanha muito bem carnes nobres como um cordeiro ao forno, queijos curados (não muito fortes).

O la vigne blanche me encantou pela sua delicadeza e tipicidade. Se tiver oportunidade de ir à Cave Jado, procure por esse vinho. Não vai se arrepender.

 

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Braucol, Duras, França, Syrah1 Comment

Le “C” des Domaines Tari 2006

Le “C” des Domaines Tari 2006

Esse é mais um fruto das minhas compras no último Bota Fora da World Wine. A tradicional liquidação que a importadora faz todo começo de ano é um bom momento para se conhecer alguns vinhos que durante o ano foram objetos de desejo, mas que o preço não permitia a realização dessa vontade.

E foi assim que eu comprei o Le “C” des Domaines Tari 2006, um rosé de Mourvedre, Cinsault, Grenache e Carignan, produzido na propriedade de Blanquefort, na Côtes de Provence, na França. Dessa vez, a compra foi muito mais por interesse em conhecer um rosé feito com essas uvas do que pelo preço atrativo, mas agora que provei, fico contente de ter pago mais barato, pois o vinho não foi tudo aquilo que eu imaginava.

Em taça apresentou uma coloração salmão clara, tendendo ao alaranjado. No nariz apresentou aromas de frutas secas com destaque para damasco e tamarindo. Identifiquei um leve floral, mas bem passageiro.

lesCEm boca, corpo leve, um pouco de álcool sobrando e ficar com um leve amargor que incomodou um pouco.

O preço normal desse vinho é 58 reais. Eu comprei por 29 na liquidação. Sinceramente, mesmo pelo preço de liquidação ele não valeria a pena, diante de tantos outros rosés muito interessantes que existem por aí, com preços similares.

Para que eu não cometa uma injustiça perante o vinho, vou procurar uma safra mais recente dele para comparar, pois pode ser que eu esteja com um exemplar que já tenha passado do ponto. Farei isso e conto em breve aqui.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Carignan, Cinsault, França, Grenache, Mourvedre0 Comments

Degustação de vinhos da Borgonha – Domaine Ballorin&F

Degustação de vinhos da Borgonha – Domaine Ballorin&F

Convidados pelo Beto Duarte, fomos novamente ao Empório Vila Buarque, que é cuidado com muito carinho pelo Marcelo di Morais, que é uma figura sem igual, alguns blogueiros tiveram a oportunidade de provar os belíssimos vinhos produzidos pela bodega Domaine Ballorin&F.

Certificado como vinícola biodinâmica, a Ballorin & F é comandada pelo Gilles, um francês meio maluco que gosta mesmo é de por a mão na massa, ou melhor, na terra. Conta-se que quem o visita encontra-o sempre nos vinhedos, cuidando da sua pequena plantação e inclusive se der mole, ele coloca o visitante para trabalhar também. Nosso amigo Beto teve que ajudá-lo a amarrar videiras por um bom tempo e sabe bem o que é isso…

Provamos 6 vinhos e todos produzidos com colheita manual em caixas de 20 kg, com uvas na maturação completa e triagem minuciosa e com passagem de 1 ano em barrica francesa. Todos muito interessantes e com ótimo custo X benefício. Importante ressaltar que as sugestões de harmonizações são dadas pelo Beto e pelo João Filipe Clemente e me parecem muito boas.

Todos os vinhos são importados pela Santa Ceia e podem ser encontrados também no Empório Vila Buarque.

Vamos aos vinhos:

Marsannay Rosé “Couer de Rose”

Elaborado com Pinot Noir 100%, com uvas provenientes de vinhedos com cerca de 40 anos
É um rosé diferente de todos que já provei. Sua coloração tende para o granada, com um toque terroso (na cor). No nariz, aromas de frutas passas, amêndoas e damasco. Em boca é possível perceber seu leve tanino, mas muito bem trabalhado.

Sugestão de harmonização: Charcuteria, grelhados e como aperitivo.
Preço: R$ 95,00

Passetoutgrains Le Temeraire 2007
Elaborado com Pinot Noir e Gammay com uvas de vinhedos de 35 anos. Apresentou muita fruta fresca no nariz, com destaque para morango e cereja. Ótima acidez, com um final suave, mas curto. É um vinho para ser degustado jovem e despretensiosamente. Uma boa introdução à Borgonha.
Sugestão de harmonização: Charcuteria, grelhados de porco e peixe ao vinho tinto.
Preço: R$ 94,00

Pinot Noir Le Bon 2007
Produzido com Pinot Noir de vinhedos com 50 e 45 anos, é um Best buy. Coloração cereja clara, com aromas muito agradáveis de frutas vermelhas. Depois de algum tempo em taça evoluiu para aromas tostados tendendo para o café. Muito elegante. Estimativa de guarda de 5 anos.
Sugestão de harmonização: coelho ao estragão, carnes brancas (principalmente vitela) e carnes vermelhas.
Preço: R$ 110,00

Cote de Nuits Villages 2007
Outro excelente vinho, que tem um final muito longo e persistente. Bastante equilíbrio tanto no nariz (notas complexas de frutas em compota com um toque animal) e uma pontinha de especiaria. Vale a pena provar principalmente pelo preço (encontramos muitos borgonhas simples mais caros do que esse por aí). Estimativa de guarda de 5 anos
Sugestão de harmonização: perdiz e outras aves de caça
Preço: R$ 126,00

Fixin 2007
Esse foi um dos melhores vinhos que eu já provei. Extremamente elegante e suave, com notas tão complexas que a cada momento que se volta à taça, elas tem uma leve mudança, nos deixando maravilhados com o seu potencial. Tem uma estimativa de guarda de 10 anos, mas acredito que possa ser até mais. Abrimos esse vinho ainda jovem e já estava ótimo. Daqui a alguns anos, deve estar melhor ainda.
Sugestão de harmonização: Bochechas de Porco (prato português) e carré de cordeiro
Preço: R$ 249,00

Nuits St Georges 2007
O vinho mais longevo da noite e também o mais complexo. Degustado agora, com apenas 3 anos de vida, já mostrou todo o seu potencial, apesar de ainda estar bastante fechado no começo. Após bom tempo em taça mostrou aromas tostados, inclusive na boca. Um super vinho, que merece ser comprado e guardado para daqui 10 anos pelo menos.

Sugestão de harmonização:  carnes vermelhas, costela de boi, carnes brancas e carnes de caça (principalmente javali).
Preço: R$ 349,00

Mais uma vez agradeço ao Beto e ao Marcelo, que nos brindaram com uma degustação fantástica. E parabéns para o Gilles, que com certeza terá muito sucesso com seus vinhos.

foto

Abraços

Daniel Perches

Posted in 2007, França, Gammay, Pinot Noir0 Comments

Alain Brumont Tannat Merlot 2005

Alain Brumont Tannat Merlot 2005

Tenho escrito algumas resenhas sobre vinhos franceses de bom custo e tenho tido bom retorno dos leitores. Seguindo nessa vertente, encontrei esse vinho básico do famoso Alain Brumont, que faz vinhos excepcionais.

Seu nome já diz tudo: Tannat-Merlot. É um corte dessas duas uvas, produzido em Madiran, França, prometendo ser um vinho fresco e de bom agrado para todos. Comprei na busca por um vinho não muito tânico para churrasco.

O vinho me entregou exatamente o que eu havia pedido, mas confesso que eu esperava um pouco mais, não só por ser desse grande produtor, mas também por ser lá da terra berço de toda a cultura vitivinífera do mundo.

Vamos falar um pouco sobre o vinho: em taça mostrou uma coloração violácea bem clara, lembrando até um Gammay ou um Pinot Noir. Não vi traços de envelhecimento aparente na taça, apesar de já ter 5 anos de idade, o tempo de guarda recomendado pelo produtor e pelo importador.

No nariz, aromas bem delicados de morango, cassis, frutas passas e um traço lembrando algo metálico (que esse me incomodou um pouco).

Em boca, bastanta macio, mas ligeiro. Seus taninos me chamaram a atenção pela qualidade, mas a persistência deixou a desejar um pouco.

Importado pela Decanter e vendido a aproximadamente 46 reais, não dá pra dizer que é um Best buy, mas não deixa de ser um vinho bem produzido e com traços interessantes.

Provei com maminha na brasa e foi bem, mas é bom informar que ao perceber que o vinho não tinha tanta estrutura, também preparei a carne mais suavemente. Nada brigou, mas acredito que em um churrasco típico, esse vinho vá perder um pouco para a carne. É ver pra crer.

Um abraço

Daniel Perches

alain_Brumont_Tannat_Merlot

Posted in 2005, França, Merlot, Tannat0 Comments

Domaine de Granoupiac 2003

Domaine de Granoupiac 2003

Como já relatei algumas vezes aqui, temos que nos render à grande capacidade dos franceses para produzir vinhos de qualidade. Afinal de contas são muitos e muitos anos (aliás, séculos) se aprimorando, para que possamos beber verdadeiras “jóias líquidas”.

E dessa vez eu conheci um vinho de lá que tem um ótimo custo X benefício. Produzido na Coteaux Du Languedoc com as uvas Syrah, Grenache, Mourvedre, Carignan, o Domaine de Granoupiac é um ótimo exemplar de um vinho francês “simples e muito bem feito”.

E antes que me entendam mal, quando falo “simples” não é porque o vinho não tem qualidade. Pelo contrário, a sua qualidade é ótima. Só estou categorizando ele como “simples”, por não ser nenhum cru ou algo assim.

Eu estava com esse vinho há alguns meses em minha adega esperando uma boa ocasião e esse dia chegou. Abri o vinho e deixei-o descansar por alguns instantes antes de começar a degustar. Só melhorou o conjunto da obra. Seus aromas se abriram, seu sabor ficou mais intenso e “redondo”.

Vamos falar um pouco sobre ele: possui uma coloração vermelha bem clara, lembrando um pinot noir. Havia um bom halo de evolução e reflexos já bem claros. Acredito que essa safra esteja no auge da sua maturidade.

No nariz, um belo bouquet formado por aromas de flores do campo, frutas frescas com destaque para cereja e groselha e um aroma terciário de couro.

Em boca mostrou boa acidez e taninos bem amaciados. Sobrou um pouco de álcool, mas ao ser degustado com a comida, esse álcool sumiu e deu lugar inclusive a sabores mais intensos.

Foi harmonizado com uma pizza de lingüiça com alho-poró, cebola e tomate. O prato tem por característica um leve toque adocicado, que deve vir do tomate que fica no vapor e depois se mistura com a lingüiça. Esse toque doce contrastou muito bem com o vinho, produzindo um ótimo casamento.

É um vinho que me custou R$ 42,00 (importado pela Vinea no Brasil) e que entrou para a minha lista de “Best buys”. Vale a pena provar. Esse dá até pra beber sozinho, pois é leve e com o tempo de garrafa aberta, vai se abrindo e liberando o pouquinho de álcool que tinha a mais.

Fico então com mais um vinho francês de bom custo. Se você conhecer mais algum, por favor comente. Precisamos divulgar as coisas boas.

Um abraço

Daniel Perches

domaine

Posted in 2003, Carignan, França, Grenache, Mourvedre, Syrah2 Comments

Veuve Paul Bur Brut

Veuve Paul Bur Brut

Conheci esse espumante ainda esse ano e por recomendação do Sommelier da casa onde eu estava jantando. Confesso que a princípio fiquei um pouco ressabiado, pois trata-se de um espumante feito em Bordeaux, à base da uva Chardonnay e outras brancas que o produtor não informa, com um custo bem interessante (em torno de 50 reais). É aquela velha história de que “quando a esmola é grande, o santo desconfia”.

De qualquer forma, resolvi provar e desde então me tornei fã também. É realmente um espumante que vale muito a pena ser provado e considerado em festas, jantares e principalmente comemorações de final de ano, como é o caso agora.

Com uma coloração amarelo bem palha e perlage fina e persistente, tem as boas características que uma bebida dessas tem que ter.

No nariz, aromas de frutas brancas frescas e até um tostado, lembrando os bons e velhos champagnes. Em boca, boa acidez, com final não muito longo, mas agradável. Um vinho correto.

Esse que eu comento hoje é o Brut, o que significa que é seco. Eles têm também uma versão rosé que também é muito interessante.

Importado pela Zahil, é facilmente encontrado no varejo e em restaurantes. E o melhor é que no final do ano a importadora faz uma promoção do tipo “leve 3 e pague 2”. Se você tiver espaço ou festas em vista, não perca a chance.

Um abraço

Daniel Perches

paulBur

Posted in Chardonnay, França2 Comments

Côtes-du-Rhône Parallèle 45 Rouge 2006

Côtes-du-Rhône Parallèle 45 Rouge 2006

Por indicação do meu amigo Beto Duarte (Papo de Vinho), eu fui almoçar no Le Jazz, um bistrô francês novo aqui em São Paulo. Como ele mesmo descreveu (e muito bem), o lugar é muito agradável, a comida é ótima e os preços são justos. Um lugar para ir e voltar mais vezes, sem dúvida.

E como estava em uma casa francesa, nada melhor do que escolher um vinho daquele país. Foi assim então que eu encontrei esse Côtes-du-Rhône, que é importado pela Mistral e produzido pelo famoso Paul Jaboulet, um produtor aclamado pela crítica internacional. Já vi esse vinho algumas vezes no catálogo da importadora, sempre fiquei curioso, mas nunca tive a oportunidade de provar. Boa escolha, pois o vinho é muito interessante.

Feito com 60% de Grenache e 40% de Syrah, tem uma coloração vermelho clara, típica dos vinhos do Côtes-du-Rhône, a região da França onde é produzido. No nariz, aromas de frutas vermelhas frescas com destaque para cereja, mas lembrando também torta de frutas vermelhas. Aromas muito gostosos e leves, mostrando toda a delicadeza do vinho. Em boca tem bastante equilíbrio e qualidade. Nada de sobras ou arestas. Álcool na medida, taninos macios e final longo e sem amargor.

Foi provado com carne de cordeiro e com um entrecôte. Foi melhor com o cordeiro, que estava mais suave e com um leve tempero de ervas. O molho do entrecôte passou um pouco pelo vinho, pois era mais forte. É importante pensar nisso ao tentar harmonizar esse vinho, que pela sua leveza, demanda pratos também do mesmo “peso”.

Na importadora custa aproximadamente 47 reais e no bistrô foi servido a 70 reais. Sugiro que compre e beba em casa. Dessa forma vai ser, sem dúvida, um best buy.

E pra quem ficar curioso, o nome vem da localização dos vinhedos, que estão próximos do Paralelo 45º Norte, uma boa posição para o cultivo de uvas.

Um abraço

Daniel Perches

cotes_parallele

Posted in 2006, França, Grenache, Syrah2 Comments

Beauvallet Cuvee Prestige 2005

Beauvallet Cuvee Prestige 2005

la_razeUma das regiões vinícolas mais famosas do mundo é Bordeaux. E os fatores são diversos: tem um controle de qualidade rigorosíssimo e imitado por muitos lugares do mundo, vinhos de altíssima qualidade e sem dúvida, um bom marketing.

E frequentemente me pego a pensar sobre o marketing de Bordeaux. Tenho amigos que só querem beber vinhos de Bordeaux. Pode ser até um vinho simples, mas que seja de Bordeaux.

Bem, cada um tem a sua opinião e aqui nós respeitamos todas.

Pois então, motivado talvez por esse marketing, resolvi comprar esse vinho de lá, que é produzido em uma safra histórica e é feito com as uvas Cabernet Sauvignon, Merlot, Petit Verdot e Cabernet Franc (um típico corte bordalês). Pra ser mais específico, esse é um vinho do Medoc e tem a classificação de “Cru Bourgeois”.

Deixei-o descansando por algum tempo em minha adega (cerca de 1 ano) para que ele pudesse amadurecer um pouco, e chegou então o momento de degustá-lo.

Ao abrir a garrafa, aromas bastante marcantes de frutas negras e um certo terroso vieram com força. Na taça, uma coloração rubi escura, com um pequeno halo de evolução e lágrimas grossas e lentas, bastante pintadas. Um vinho até mais encorpado do que eu esperava.

Depois de algum tempo aerado (sempre é bom deixar o vinho respirar um pouco, afinal ele ficou “preso” por um tempão…), sobressaíram notas de geléia de amora, ameixa preta, terra molhada, madeira e pimenta do reino.

Em boca um bom equilíbrio, mas com um pouco de álcool sobrando. Com o passar do tempo eu acreditei que esse álcool fosse embora, mas isso infelizmente não aconteceu. Nada muito forte, mas estava lá, chamando a atenção.

Passado um bom tempo, seus aromas evoluíram para os terciários, como caixa de charuto, tabaco e mais terra molhada.

Foi degustado com um risoto de camarão que é feito com molho de tomate. O prato foi testado com um vinho branco e com esse tinto e acreditem o tinto foi bem melhor. Interessante ver como as harmonizações ditas “clássicas” devem ser respeitadas, mas entendendo-se todo o prato e não simplesmente um dos ingredientes.

Importado pela Vinea tem um valor médio de R$ 130,00. Considerando-se a procedência e a sua qualidade, acredito que seja um vinho que vale esse preço, mas como sempre digo, ficaria muito contente se ele fosse um pouco mais barato.

Se você também prová-lo, me conte o que achou.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2005, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, França, Merlot, Petit Verdot0 Comments

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