Posted on 18 março 2010. Tags: Espanha, Vinho espanhol, Vinho sem importador
Em mais um de nossos (já) regulares encontros dos enoblogueiros com alguns produtores/importadores, tivemos a oportunidade de conhecer a Pago Casa Gran, uma vinícola que situa-se em Valência, na Espanha.
Fomos recebidos pelo Sr. Pedro, representante da vinícola (que ainda não tem importador definido no Brasil), que nos contou um pouco da história e nos apresentou 4 vinhos da casa.
A Pago Casa Gran tem uma longa tradição em cultivo de uvas, porém só recentemente que decidiu produzir seus próprios vinhos. Decisão acertada, pois estão conseguindo bons resultados, como pudemos perceber – e que eu comento abaixo.
Casa Benasal Blanco 2008
O único branco produzido na vinícola, tem um corte inusitado: Gewurztraminer (60%) com Moscatel (40%). Duas variedades muito aromáticas e características.
O vinho apresentou uma gama muito grande aromas florais e de frutas brancas bem jovens. Inicialmente a Moscatel tomou conta da taça, mas com o passar do tempo, foi se balanceando com os aromas da Gewurztraminer. Um vinho muito interessante e que é uma boa pedida para se beber sozinho ou então acompanhando saladas leves. Ótimo para o verão.
Reposo 2006
Apesar de seus 4 anos de vida, o Reposo mostrou-se como uma criança. Muita potência, vivacidade (inclusive na coloração) e força. Taninos ainda um pouco verdes e acidez um pouco alta, mas com certeza vai evoluir com o tempo. Interessante é que esse vinho não passa por barricas para afinamento. É um corte de Merlot, Cabernet Sauvignon, Syrah e Monastrell. Sugiro beber acompanhando comida e de preferência que tenha boa acidez (molhos vermelhos, por exemplo).
Falcata Casa Gran 2006
Esse já passa por barricas francesas por 12 meses antes de ir para a garrafa. Seus aromas ainda estão um pouco “tímidos”, mas abrem-se com o tempo. Corte de Syrah (30%), Garnacha Tintoreira (30%), Monastrell (30%) e Cabernet Sauvignon (10%). Merece aeração de 1 hora para que possa mostrar melhor seu potencial.
Falcata Arenal 2006
Esse é o vinho top da vinícola, composto por Garnacha Tintoreira (70%) e Monastrell (30%). Passa 14 meses em barrica antes de ser engarrafado. Vinho bastante equilibrado, com aromas fortes de frutas vermelhas e leve toque terroso. Tem aromas mais abertos do que o Falcata Casa Gran. Em boca, retrogosto de madeira e de especiarias. Acredito que seus taninos ainda evoluirão mais, tornando-se ainda mais redondo.
Os preços dos vinhos não foram citados, pois ainda não há um acerto com nenhum importador (pelo menos não até a data dessa matéria). Mais informações sobre a vinícola você encontra no site aqui.
Mais uma degustação muito bem conduzida e, como sempre, com uma bela recepção pelo nosso amigo Marcelo di Morais, lá do Empório Vila Buarque.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2006, 2008, Cabernet Sauvignon, Espanha, Gewurztraminer, Grenache, Merlot, Monastrell, Moscatel, Novidade, Syrah
Posted on 01 março 2010. Tags: CBE, Confraria Enoblogs, Tempranillo
Esse vinho foi degustado para a avaliação para a Confraria Brasileira de Enoblogs. Cada mês é a vez de um dos confrades escolher o vinho e degustamos, cada um em sua cidade, e postamos no blog preferencialmente no mesmo dia, para avaliarmos as impressões. Essa edição ficou a cargo do Marcus, do blog Azpicuelta, escolher. E acho que ele mandou bem.
Esse vinho é produzido na região de Castilla Y Leon , na Espanha e é feito 100% com a casta Tempranillo, considerada a mais emblemática desse país.
Apresentou-se bastante equilibrado e pronto para o consumo, com uma coloração rubi com reflexos já um pouco evoluídos.

No nariz destacaram-se os aromas de frutas vermelhas frescas, um toque amadeirado e um pouco de especiarias. Houve uma leve evolução de aromas na taça durante o tempo de aeração (em torno de 30 minutos), mas nada muito significativo. É um vinho que dá pra abrir e já beber.
Seus taninos são bem equilibrados e já evoluídos, boa acidez e um final um pouco alcoólico e uma pontinha de amargor, mas que com uma comida bem estruturada, vai ser até equilibrado. Seu retrogosto remete a frutas e um pouco de madeira fresca, jovem.
Importado pela Zahil, o vinho custa em torno de 43 reais. Considerando a procedência do vinho e a sua qualidade, acredito ser um bom valor. Pra quem se interessar em se aventurar pelos vinhos espanhóis, esse é uma boa entrada. Mas prepare-se, pois é só procurar um pouco mais que vai encontrar vinhos bastante complexos e estruturados, pra se beber de joelhos.
Um abraço e até a próxima edição da Confraria Brasileira de Enoblogs.
Daniel Perches
Posted in 2006, Espanha, Tempranillo
Posted on 24 janeiro 2010. Tags: Espanha, Toro
Esse vinho foi comprado na World Wine, por ocasião do Bota Fora que eles fazem anualmente. Garimpando, é possível encontrar boas ofertas e vinhos interessantes para se provar. Eu uso sempre o critério “vinhos que eu gostaria de provar mas não pagaria o preço” para escolher os meus.
E foi assim que eu encontrei o Bajoz Reserva 2002. Eu já havia provado o Bajoz normal (linha de entrada da casa) e de uma safra mais jovem. Esse, por ser reserva e também pelo ano, me chamou a atenção.
Produzido na região de Toro, na Espanha e com a uva Tinta de Toro, apresentou um grande halo de evolução e sua coloração estava viva e brilhante, mas com bons reflexos atijolados, demonstrando que o vinho já estava no ponto para ser bebido e no início de seu declínio. Acredito que seja possível guardar por até mais um ano, mas só se você gostar de vinhos já bem maduros.
No nariz aromas de couro, tabaco, chocolate, fruta passa e um toque de especiaria. Em boca, bom equilíbrio e final interessante, não muito longo, mas equilibrado.
Não acho que seria uma boa combinação com comidas muito fortes, pois o vinho já não tem tanta potência.
Deixo então a dica para quem quiser conhecer esse vinho, que me agradou dentro do esperado. O preço dele na promoção foi de R$ 60,00, mas o normal é R$ 140.
Um abraço
Daniel Perches

Posted in 2002, Espanha, Tinta de Toro
Posted on 19 dezembro 2009. Tags: Cava, Penedes
Algo que sempre me encantou nos vinhos brancos são os aromas que eles exalam. Tenho degustado vinhos muito interessantes, que são verdadeiros perfumes. Você abre a garrafa e vem aquele aroma de flores do campo, nos fazendo viajar em pensamento para aquele lugar distante, bonito e calmo. Quando sinto o aroma de um vinho branco perfumado, fico assim, criando um “clima”, pelo menos na minha cabeça. Acho que é isso que me encanta tanto nesses vinhos.
Só pra constar: é claro que os vinhos tintos tem muitos aromas, mas de outros tipos. Esses mais leves, que falo hoje, são uma propriedade dos vinhos brancos.
E lembrando dessa sensação é que comento sobre esse vinho, que foi uma cortesia do meu amigo Sommelier José Hilton, lá do Tokay (em Campinas). O Zé tornou-se não só um grande amigo, mas também um consultor pra mim. Eu estava buscando um vinho branco “diferente” e ele me veio com esse. Mais uma vez acertou em cheio!
Esse é um vinho espanhol, da região de Penedès, que tem em sua composição 60% da uva Macabeo e 40% da uva Moscatel (que deve ser a que dá esse perfume). O mais interessante é que esse é feito na D.O (Denominação de Origem) Cava, que é tradicional pelos seus vinhos espumantes. Eu nunca tinha bebido um vinho dessa região que fosse tranqüilo. Conheci e aprovei!
O vinho tem uma coloração amarelo palha bem brilhante e clarinho, com alguns reflexos verdiais. No nariz, todas aquelas sensações descritas acima e ainda acrescentando aromas de frutas frescas como pêssego e lichia. Há também um toque mineral, denotando uma boa acidez.
Em boca a acidez confirmou-se, mas com um bom equilíbrio. Bom final, bem leve.
É um vinho que deve combinar muito bem com queijo de cabra, por exemplo. Uma ótima opção para fugirmos da tradicional combinação desse queijo com o Sauvignon Blanc.
Importado pela Decanter, custa em torno de 70 reais. Um ótimo preço para esse vinho, sem dúvida. Se ainda não provou, eu recomendo, ainda mais com esse calor que tem feito nesse verão.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2006, Espanha, Macabeo, Moscatel
Posted on 16 dezembro 2009. Tags: Espanha, Ribera de Duero, Tempranillo
Já comentei aqui algumas vezes que eu tenho uma queda por vinhos espanhóis. Acho que (em geral) são vinhos bastante aromáticos e estruturados. Também já comentei como é difícil achar bons rótulos aqui no Brasil. Então quando achamos ficamos bastante entusiasmados.
E conto então sobre esse espanhol, da região de Ribera Del Duero, feito com a uva Tempranillo (que é a uva símbolo daquele país), que foi degustado em recente almoço com amigos blogueiros, no Varanda Grill, em São Paulo.
O vinho tem uma coloração cereja intensa, bastante brilhante e com um leve halo de evolução.
Assim que foi aberto, exalou ótimos aromas de frutas mescladas com uma leve madeira. Suas lágrimas são lentas e bem pintadas, que quando agitadas na taça, formam uma bela coroa.
Após algum tempo de taça, evoluiu bastante, trazendo aromas de frutas mais maduras, em compota, contrastando com o aroma de madeira molhada e até um leve toque de especiaria. Aromas bastante equilibrados e persistentes.
Em boca mostrou também bom equilíbrio, bons taninos e um final relativamente longo. Provado com alguns petiscos fritos, foi bem, mas acredito que vá melhor com uma carne de churrasco e queijos curados.
Importado pela CultVinhos, custa R$ 124,00. Um ótimo preço pela sua qualidade. O site da importadora merece uma visita e uma “garimpagem”. Se ficar em dúvida, dê uma ligada para o pessoal de lá, que com certeza você vai encontrar ótimos rótulos com bons preços.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2006, Espanha, Tempranillo
Posted on 24 novembro 2009. Tags: Crianza, Espanha, Rioja
Resolvi estrear a minha nova churrasqueira e precisava encontrar um vinho que harmonizasse com a carne que eu ia preparar. Nada de diferente Continue Reading
Posted in 2005, Espanha, Grenache, Tempranillo
Posted on 04 outubro 2009. Tags: alavesa, Espanha, maceração carbônica, Rioja, Tempranillo
Mais um belo vinho que é importado pela novíssima CultVinho. Originário da Rioja Alavesa, na Espanha, esse é feito 100% com uvas Tempranillo, a uva ícone da Espanha.
Antes de comentar sobre as suas características, vamos falar sobre uma peculiaridade Continue Reading
Posted in 2008, Espanha, Tempranillo
Posted on 26 setembro 2009.
Esse vinho foi degustado no almoço da CultVinho, que trabalha só com rótulos espanhóis. Esse jovem Roble passa 6 meses em barrica pra “amaciar” os seus taninos. Depois descansa mais um Continue Reading
Posted in 2007, Espanha, Tempranillo
Posted on 23 setembro 2009. Tags: Espanha, Tinta Fina, vega sicília
O Vega Sicília, aquele vinho que é praticamente o símbolo da vitivinicultura espanhola você conhece, certo? (se não conhece, podemos falar sobre ele numa próxima, mas saiba que é o mais famoso vinho espanhol).
Bem, os proprietários dos vinhedos desse vinho que vamos falar hoje, o Erial 2007, Continue Reading
Posted in 2007, Espanha, Tinta Fina
Posted on 12 setembro 2009. Tags: Espanha, importadora

Nessa semana será apresentada a CultVinhos, a mais nova importadora de vinhos especializada em rótulos espanhóis.
Eles já começam com 78 rótulos de 18 produtores ainda inéditos no Brasil. Regiões como Rioja Alavesa e Ribeira Del Duero deverão ter Continue Reading
Posted in Espanha, Geral