Archive | Chile

Chaski Petit Verdot 2008

Chaski Petit Verdot 2008

Chaski significa “mensageiro” no idioma quechua e também é o nome do “filho mais novo” da família de vinhos da Pérez Cruz, uma vinícola do Chile que já está bem conhecida entre os brasileiros pelos seus belos vinhos. Eu gosto muito dos vinhos deles e já tive inclusive a oportunidade de conversar com o enólogo (relembre aqui – Entrevista com German Lyon).

E depois de um Syrah muito intenso, de alguns vinhos de corte premiados, o pessoal de lá resolveu produzir um vinho 100% com a uva Petit Verdot. Não é muito comum (infelizmente) encontrarmos vinhos feitos só com essa casta. Eu gosto e fico contente quando encontro, mas entendo que não sejam produzidos muitos, pois a Petit Verdot não só é mais difícil de se produzir, como serve muito bem para “arredondar” os vinhos. Tudo pelo vinho, então OK.

Mas já que a Pérez Cruz resolveu produzir esse, precisamos provar. É um vinho muito intenso em todos os sentidos. Tem uma cor muito forte, daquelas que se você colocar o dedo atrás da taça, não consegue ver. No nariz tem um misto de herbáceo, floral e fruta, que de tanta intensidade precisa até de um tempo para se perceber tudo. E na boca é também muito intenso e até um pouco adocicado.

É diferente dos outros Petit Verdot que eu já provei, principalmente pela sua doçura e não sei se é o terroir do Chile, se é a forma como produziram (com baixa produção por planta) ou algum outro fator.

Se você gosta de vinhos intensos, prove o Chaski. Pode ser que o mensageiro traga algo de bom pra você.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, Chile, Novidade, Petit Verdot0 Comments

Talinay Salala Vineyard Pinot Noir 2009

Talinay Salala Vineyard Pinot Noir 2009

Provei bastante coisa do Chile durante esse ano. E faz sentido, já que o Chile é o país que representa a maior parcela de importação aqui no Brasil. Temos muitos rótulos chilenos no mercado, e rótulos muito bons por sinal.

Mas como o universo do vinho é praticamente infinito, tem ainda MUITA coisa que eu não conheço, e sinceramente espero que nunca acabe, senão acaba a graça.

E a Tabalí é uma vinícola que eu conheço de nome, já provei um vinho branco deles (veja aqui o Tabalí Sauvignon Blanc 2009), mas ainda não tinha tido oportunidade de conhecer um pouco mais da história. Por sorte, antes de fechar o ano estive em uma apresentação lá na Grand Cru, a importadora dos vinhos no Brasil. Estiveram aqui o Diretor da Vinícola, o Felipe Müller e o Diretor Comercial, o Raul Beckdorf. Pessoas simpáticas, que vieram num daqueles dias que praticamente cai o mundo de tanta chuva. Achei interessante eles comentarem que o que choveu em 10 minutos não é o que chove em um ano por lá. Legal pensar nisso pra ver as condições que as vinhas têm (e gostam) para se desenvolver.

Nesse dia eu provei vários vinhos da vinícola e gostei bastante de alguns, mas o Talinay Salala Vineyard Pinot Noir 2009 foi o que mais me chamou a atenção.

As uvas vem do vinhedo Salala, em Limarí, que está a 12 km do mar e é considerado o vinhedo mais frio do Chile e é o único do país que está plantado sobre um “aterro” do mar. Há muito tempo o lugar era mar, então se cavarem por lá, encontram conchas, peixes e outras “coisas marinhas” petreficadas.
O resultado é um vinho que é até intenso na cor, mas que ainda lembra um pouco a cor dos Borgonhas. Tem aromas de fruta vermelha muito intensos, toques calcários e leve álcool (que não incomoda). Na boca é bem equilibrado e o toque calcário volta a aparecer.
Esse ganhou como melhor Pinot Noir do Guia Descorchados 2011 e tenho que dizer que é um dos melhores Pinot Noir chilenos que eu já provei.

Custa 130 reais.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2009, Chile, Pinot Noir4 Comments

Casa Donoso Clos Centenaire 2008

Casa Donoso Clos Centenaire 2008

Eu estava com esse vinho na minha adega para ser provado já há algum tempo. Sempre deixava para uma outra oportunidade e esse dia nunca chegava. Até que um dia eu tinha comprado um Malbec Argentino (no supermercado) para beber no almoço. Abri o tal Malbec e quase caí pra trás. Era muito ruim! Uma decepção total.

Ficar sem vinho não era uma opção, então voltei para a minha adega para encontrar algo para acompanhar a carne que eu tinha preparado e me deparei de novo com o Clos Centenaire 2008. É, era a vez dele.

Produzido no Vale do Maule, no Chile, pela Casa Donoso, é um dos vinhos da linha Premium deles. Esse é feito com 40% Cabernet Sauvignon, 30% Malbec, 20% Carménère e 10% Cabernet Franc. Uma boa mescla de frutas que deu um bom vinho.

Eu tinha a impressão que eu encontraria só aquele aroma de “goiaba madura” que é tão característico do Chile, mas me enganei. Esse tem sim aromas de frutas vermelhas adocicadas, mas vem acompanhado de um toque mais evoluído, com tabaco e cedro. Depois de um tempo aberto, ele mostrou também toques de chocolate.

É daqueles vinhos macios e sedosos, que tem taninos bem reodondos. Eu tinha em mente beber um vinho com um pouco mais de acidez, mas tudo bem. Deu certo com a carne grelhada sem grandes problemas.

Já provei outros vinhos da Casa Donoso e gostei bastante. O que eu mais gostei foi o “D”, que é o vinho ícone deles. É muito potente e marcante e vale a pena conhecer.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Chile, Malbec1 Comment

Cartagena Sauvignon Blanc 2009

Cartagena Sauvignon Blanc 2009

Com o calor que faz no Brasil principalmente no verão, só bebendo vinhos brancos, espumantes e rosés para aguentar. Nessa época do ano eu evito aqueles tintos encorpados, que só de olhar pra eles já cai aquela gota de suor. Prefiro os mais frescos, até por questão de saúde! :)

Nessa época do ano eu fico de olho nas promoções desses vinhos também. E foi assim que eu comprei o Cartagena Sauvignon Blanc 2009, um vinho da Casa Marin produzido lá no Chile.

Eu já conheço alguns vinhos da Casa Marin e gosto. Uns eu gosto mais, outros menos, mas é sempre assim. E esse Sauvignon Blanc estava na minha mira e finalmente pude conhecê-lo.

É daqueles vinhos intensos, fortes e até “didáticos”. No nariz tem aromas de grama, toques herbáceos e maracujá bem forte. Não tem como errar. É abrir esse vinho e sentir o aroma de maracujá.

Na boca tem uma ótima acidez, tornando o vinho bem refrescante. Com certeza acompanha entradas, saladas e petiscos, mas dá pra beber esse vinho sozinho mesmo ou talvez com um queijo de cabra.

Como eu esperava, é um ótimo vinho para o verão. Com certeza beberei alguns desse nos próximos dias.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2009, Chile, Sauvignon Blanc0 Comments

Pangea 2007 – Viña Ventisquero

Pangea 2007 – Viña Ventisquero

Eu gosto de falar sobre a diferença que se pode encontrar nos vinhos feitos com Syrah pelo mundo. É claro que isso acontece com todas as uvas, mas a Syrah pra mim é a campeã de “adaptações de acordo com o terroir”. Já provei Syrah italiano, da Austrália, brasileiro, chileno, americano, e por aí vai. Cada lugar produz com uma forma muito característica.

E o Pangea é um vinho da Viña Ventisquero que tem uma produção muito limitada, feito com Syrah (100%) que não foge à regra, ou melhor, faz a sua própria regra de acordo com o seu terroir. Cultivado em Apalta, no Vale do Colchagua, é um vinho muito intenso, com aquela cor bem forte e quase intransponível.

No nariz é doce, lembrando frutas vermelhas e negras em calda, com um pouco de chocolate amargo. Tem aquele toque adocicado que a gente geralmente reconhece nos vinhos chilenos. Na boca e a sua acidez é bem controlada e tem um bom corpo. De novo aparece a doçura aí e o final é bem correto, sem amargor.

Pra quem gosta de vinhos amadeirados (esse passa 20 meses antes de ser engarrafado), o Pangea é um prato cheio. É sem dúvida um vinho de excelente qualidade, que tem características bem definidas. Mas se aceitam uma sugestão, é recomendável beber esse vinho com pelo menos umas 3 ou 4 pessoas junto. Não só pelo seu álcool, mas por ele ser mais pesadão e sem tanta acidez, ele não é tão fácil de beber. Precisa de tempo e claro, se tiver uma boa comida acompanhando, é melhor.

A linha Ventisquero é importada no Brasil pela Cantu.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Chile, Syrah0 Comments

Ramirana Gran Reserva Sauvignon Blanc 2009

Ramirana Gran Reserva Sauvignon Blanc 2009

Nos eventos de vinhos existe um fenômeno engraçado, que é a indicação de vinhos bons. É como um boato. Você chega e o primeiro que te conhece já vem e te fala: Olha, tem um vinho aqui que é espetacular. Vai lá provar.

Aí se você você gosta, é a sua vez de passar pra frente. Eu já presenciei isso diversas vezes e vejo que tem gente que até chega já pedindo a indicação.

Confesso que não sou muito adepto e prefiro eu mesmo provar e buscar os meus favoritos. Se coincidir com o dos meus amigos e conhecidos, melhor ainda. Mas dessa vez eu tenho que admitir que a indicação foi boa.

Conheci o Ramirana Gran Reserva Sauvignon Blanc 2009 em um evento lá no Bar des Arts, no Itaim (São Paulo) por indicação do meu amigo Alexandre Frias. Ele falou que o vinho era bom e eu acreditei nele. Fui lá provar e não é que era bom mesmo?

Produzido com 70% de Sauvignon Blanc e 30% de Gewurztraminer, o vinho é diferente e muito interessante. Ele tem muita fruta no nariz que combina perfeitamente com um floral (provavelmente vindo da Gewurztraminer) que deixa qualquer um espantado.

Na boca a combinação de castas funciona de novo, dando ao vinho um bom corpo, acidez muito equilibrada e um final muito saboroso. É daqueles vinhos frescos e que não aparece o seu teor de álcool (que é 14%) e que dá para se beber numa beira de piscina ou acompanhando uma boa salada tranquilamente.

A Viña Ventisquero foi muito feliz nessa combinação de uvas, extraindo o melhor de cada uma e nos brindando com um belo vinho branco. Infelizmente não sei o preço, mas quem importa é a Cantu.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2009, Chile, Gewurztraminer, Sauvignon Blanc2 Comments

Morandé Edición Limitada Carignan 2007

Morandé Edición Limitada Carignan 2007

Eu tenho uma “história de amor” com a Morandé. Foi um dos primeiros vinhos que eu comprei em uma loja especializada e que tinha uma qualidade superior e que eu pude começar a reconhecer aromas, sabores, etc.

Além disso, na ExpoVinis 2010 eu tive o grande prazer de conhecer o Pablo Morandé, que é praticamente uma lenda viva do vinho chileno e conversar um pouco com ele. Don Pablo já está com a idade avançada, mas na sua conversa calma e pausada tem muita sabedoria.

E um dos vinhos que eu gosto muito deles é o Carignan. Dizem que Pablo Morandé soube domar a casta como poucos. Se isso é verdade ou lenda eu não sei. Só sei que o vinho é realmente muito legal e vale a prova.

O Edición Limitada Carignan 2007 é produzido no Vale do Maipo e tem aromas de frutas vermelhas, especiarias e um toque animal (como carne mesmo), tudo integrado e fazendo uma dança na taça.

Na boca tem um corpo médio e taninos muito macios e um final levemente adocicado. Em geral eu não gosto dos finais adocicados para os vinhos tintos, porque acho que dificulta um pouco a harmonização, mas esse em especial não me incomoda. Acho que faz parte do vinho e que confere a ele um certo caráter.

Não é um vinho barato (custa em torno de 120 reais na Expand), mas é um vinho que eu acho que vale a pena. Não só pela casta diferente (eu provei poucos vinhos feitos 100% com Carignan até hoje), mas também por ser um dos vinhos tops do Chile (na minha humilde opinião, é claro).

Se provar, depois me diga se estou sendo influenciado pelo meu “amor” pela Morandé ou se o vinho é bom mesmo.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Carignan, Chile0 Comments

T.H. Syrah Maipo 2009 – o vinho dos caçadores de terroir

T.H. Syrah Maipo 2009 – o vinho dos caçadores de terroir

Estive recentemente em viagem para a Argentina (Mendoza) e na volta fiz escala no aeroporto do Chile. Como não é permitido sair do aeroporto (nem da sala de embarque, pra ser mais específico) e eu tinha muito tempo, pude olhar com calma os vinhos que eles têm por lá. É uma grande variedade no free-shop e os preços acessíveis é claro que deixam a gente com água na boca.

E como eu já estava há algum tempo querendo provar esse vinho, acabei comprando. Foi só o tempo de ele descansar um pouco na adega para se recuperar da viagem que eu resolvi já abrir e provar. E que sorte a minha. O vinho é fantástico! Realmente uma excelente compra.

TH significa Terroir Hunters e é um projeto da Viña Undurraga, lá do Chile. A idéia é buscar pequenas parcelas de terroirs de excelência e produzir vinhos em pequenas quantidades, mas em alta qualidade.

E é isso mesmo que esse que eu provei tem. O T.H. Syrah Maipo é um vinho muito intenso. Produzido numa pequena parcela chamada Fundo Santa Ana (no Maipo, é claro), é daqueles vinhos que a gente sente a complexidade desde que tira a rolha e que vai só evoluindo até o final da garrafa. E quando chega no final, ficamos até chateados.

É um vinho com muita fruta, chocolate, tostados. Tudo muito intenso, mas muito saboroso. Pra esse vinho é importante, caso queira harmonizar, que você tenha uma comida também forte. Pode ser uma carne com um molho espesso ou até mesmo em um churrasco, que foi o que eu fiz, mas foi com carnes que têm aquela gordura entremeada, sabe?

Pra quem gosta de Syrah potente, o T.H. Maipo é o vinho! Vale a pena provar.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2009, Chile, Syrah2 Comments

Frontera Late Harvest 2008

Frontera Late Harvest 2008

Gosto muito de vinhos doces. Mas quando falo dos “doces” entenda os Late Harvest (colheita tardia), porto, Jerez e fortificados. Os Late Harvest têm um benefício, que é o preço. Em geral, custam menos do que os outros que eu citei agora.

E por conta disso, sempre procuro conhecer novos vinhos dessa categoria e foi nessa levada que eu encontrei o Frontera Late Harvest, que é feito com a uva Muscat de Alexandria pela gigante Frontera Wines, da Concha y Toro.

É um vinho bem adocicado, que tem aromas bem claros de mel, laranja em calda, frutas brancas em calda também e até um toque floral. Não é daqueles vinhos que quando se coloca na taça eles parecem até ter certa viscosidade. É mais leve, mas não menos doce.

Se considerarmos que ele tem um alto teor de açúcar, ele até que é fresco, não deixando na boca aquela sensação de melado depois que bebemos o vinho.

E pensando  nisso lembrei de um doce que eu comi que tenho certeza que deve ir muito bem com esse vinho, que é a Torta Santiago.

Essa torta é feita com amêndoas e creme feito à base de Jerez. O adocicado das amêndoas fica com um toque mais licoroso por conta do Jerez, que vai contrastar muito bem com o vinho. O importante nessas harmonizações é que nem o doce e nem o vinho se sobressaiam, mas se complementem. Vale a pena tentar.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, Chile, Moscatel0 Comments

El Principal 2006

El Principal 2006

Estive em uma degustação promovida pela Wines of Chile, onde a idéia era apresentar os melhores vinhos chilenos. Ou melhores ou pelo menos os que são “ícones” por lá. Infelizmente me atrasei para chegar e perdi a apresentação dos vinhos, que foi feita pelo Pedro Parra, o famoso “Doutor Terroir“.

Mas como tudo sempre tem um lado bom, eu provei os vinhos todos no final e sem nenhuma influência de qualquer explicação que pudesse me deixar pensando que um fosse melhor ou pior que o outro. E melhor ainda, provei às cegas, pois o garçom que estava me servindo não estava nada contente de ter que me atender no final do evento e não queria dar muita informação.

Bem, o fato é que eram todos muito bons, mas quando cheguei nesse, tomei um baque. Era realmente muito bom e pra mim se destacava dos outros pela sua qualidade e elegância. A primeira coisa que me veio à cabeça foi: “Como ele pode ser tão potente e tão elegante ao mesmo tempo?”.

Depois fiquei sabendo que era o El Principal 2006, o vinho top da vinícola de mesmo nome, que fica no Maipo. O El Principal só é feito em anos excepcionais e o último, antes do 2006, foi feito em 2001. Realmente um vinho especial.

Talvez a elegância venha do seu corte (83% Cabernet Sauvignon e 17% Carmenere), talvez venha do terroir ou talvez venha do enólogo. Como eu perdi a explicação, só sei dizer que é um dos melhores vinhos chilenos que eu provei.

Não é um vinho barato pelo que eu vi. Como já sabia de sua qualidade e estava de passagem (em trânsito) pelo Chile comprei uma garrafa no Freeshop de lá por aproximadamente 100 reais. Não sei quem importa e tenho até medo de perguntar. Só sei que tenho um aqui guardado, me esperando. Resta coragem de abrir e ficar sem nenhum.

Acho que vou ter que voltar  ao Chile buscar outra! :)

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Chile2 Comments

Vai começar o Guia do Diablo

Vai começar o Guia do Diablo

É isso aí, vai começar o Guia do Diablo. Eu e o Alexandre Frias (Diário de Baco) recebemos uma missão: teremos que montar um guia para um dos vinhos mais famosos do mundo, o Casillero del Diablo, da Concha y Toro.

E sabe como é, pedido do Diablo a gente não pode negar. Durante todo o mês de setembro estaremos trabalhando nesse guia e vamos reportar tudo lá no site deles (www.guiadodiablo.com.br). A idéia é criar um guia para comer e beber bem, sem frescura e sem aquelas chatices que de vez em quando vemos no mundo do vinho.

Muita gente mandou sugestões inusitadas, o que fez com que a gente sofresse um pouco (ou você achou que seria só farra???), mas tudo bem. No final, vai valer a pena. Serão 30 lugares visitados e homologados por nós e pelo Diablo (que é oficialmente nosso chefe durante essa jornada).

Acompanhe, mande suas dicas e fique ligado, porque vai ter promoção por lá. Você pode acompanhar pelo Twitter – www.twitter.com/casillerobrasil – ou pelo Facebook – www.facebook.com/casillerobrasil. E que venha o Diablo!

Um abraço

Daniel Perches

Posted in Brasil, Chile2 Comments

Sonata Reserva Chardonnay 2009

Sonata Reserva Chardonnay 2009

Esse vinho tinha tudo pra não dar certo pra mim. Primeiro porque eu tenho que confessar que eu nunca comprei nenhum vinho da Sonata (que é vendido no WalMart aqui no Brasil) por puro preconceito. Não sei explicar, mas achava simplesmente que era de baixa qualidade e não queria nem saber dele.

Depois porque um Chardonnay com 2 anos de engarrafamento, se não for reserva mesmo, já estará perdendo bastante as suas características. Em geral esses vinhos precisam ser consumidos jovens (de preferência até no ano que foram fabricados) para manter o seu frescor.

Bem, mas como eu gosto de fazer minhas “pesquisas” e também porque eu prometi aqui procurar vinhos bons de supermercado, eu acabei comprando esse. E fui bem surpreendido. No contra-rotulo diz que foi fermentado e envelhecido em barricas de carvalho. Nota-se isso realmente logo no nariz, que traz algumas notas mais lácteas, chocolate branco e um pouco de madeira, mas claro que não deixando de lado s características típicas da uva Chardonnay, principalmente o aroma que remete ao abacaxi. Na boca o vinho tem um corpo médio, acidez relativamente boa. O final do vinho é um pouco curto, mas bem correto.

Pareceu pra mim um bom vinho para quem quer conhecer um Chardonnay que passa por barrica. Não espere grande complexidade, mas pelo preço (em torno de 20 reais), é uma ótima opção, principalmente para o dia a dia.

Mais um bom achado de supermercado. Agora vou tomar coragem e provar os outros (tintos) da Sonata.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2009, Chardonnay, Chile0 Comments

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