Archive | Austrália

Mitchelton Print Shiraz 2006 (agora com tampa-rosca)

Mitchelton Print Shiraz 2006 (agora com tampa-rosca)

Depois de tentar provar o Mitchelton Print Shiraz 2004 e não conseguir porque ele estava bouchonée (veja aqui o post Identificando um vinho bouchonée ao vivo), comprei uma garrafa do mesmo vinho, mas de safra nova, que agora vem com a tampa rosca (ou screwcap). Acabou o problema!

 

E se quiser saber mais, a importadora é a Wine Society e o site da Michelton está aqui.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Austrália, Syrah0 Comments

[yellow tail] Cabernet Sauvignon 2010

[yellow tail] Cabernet Sauvignon 2010

Esse vinho australiano que tem o inconfundível canguru de “cauda amarela” e garrafas chamativas chegou ao Brasil. O yellow tail é produzido pela gigante (e bota gigante nisso) Casella Wines. Esses caras são responsáveis por um dos cases de marketing mais famosos não só no mundo dos vinhos, mas no marketing em geral. A idéia – muito boa – foi buscar mercado não nos bebedores de vinho, mas nos que consumiam outras bebidas, como cerveja e drinks feitos com destilados.

Eu já tive a oportunidade de provar rapidamente o yellow tail Shiraz, que pra mim parece um vinho bem justo, mas dessa vez recebi para degustar o Cabernet Sauvignon 2010. Um vinho jovem, mas muito potente.

Confesso que não bebi muitos Cabernet Sauvignon da Austrália, então comparar com outro daquele país fica um pouco difícil.

O que eu sei é que esse vinho é intenso. Intenso em todos os aspectos: sua cor é muito forte e densa. Seus aromas, lembrando frutas bem doces, é intenso e contínuo, mesmo depois de bastante tempo de garrafa aberta. E na boca tem também sabores que lembram as frutas do nariz, mas com um toque bem adocicado no final.

E como aquela máxima de que “tudo que é doce é gostoso”, esse vinho deve agradar o paladar dos brasileiros.

É um vinho que cumpre a sua promessa e a sua proposta: ser um vinho descompromissado e para ser bebido em ocasiões informais. Nada de complexidade nem no vinho e nem na hora de bebê-lo.

Bem vindo ao Brasil, yellow tail. Esperamos que seja um sucesso por aqui também.

Veja mais sobre o vinho no Site do Yellow Tail. Esse vinho é importado pela Abflug no Brasil e deve custar em torno de 30 reais nos supermercados.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2010, Austrália, Cabernet Sauvignon3 Comments

A Abflug vem com força no mercado

A Abflug vem com força no mercado

Se você também estranhou o nome, não se preocupe. Aconteceu comigo também e deve acontecer com a maioria. Esse nome, que é no mínimo diferente, significa decolagem (ou também embarque), em alemão, é o nome da mais nova importadora de vinhos daqui de São Paulo. E eles já estão decolando mesmo. Seu portfólio foi muito bem escolhido, tendo nomes como Pérez Cruz (que já é bem conhecido nosso e tem uma excelente qualidade), El Descanso, Casa Santos Lima dentre outros.

Em conversa com o Salo Rapaport e com o Marcelo Toledo (Dir. de marketing e Dir. Geral, respectivamente), eles me contaram alguns de seus planos para o futuro. Gostei do jeito que eles pretendem trabalhar o vinho, com boas marcas, tratando-as com carinho e fazendo um bom trabalho para que elas estejam bem posicionadas no mercado e principalmente com boas margens.

Pude provar um vinho que eu acredito que vá ser um blockbuster, que é o [Yellow Tail], um vinho australiano que chegará ao consumidor por 35 reais. Esse, meus amigos, vocês devem comprar para provar, porque realmente vale a pena. Aliás, não só esse, mas também alguns outros da Abflug valem muito a pena. Vou comentar sobre eles em breve. Fique atento aqui, mas também no mercado. Você não vai se arrepender.

E que a Abflug continue decolando e voando cada vez mais alto, para que nós tenhamos cada vez mais bons vinhos no mercado para podermos beber cada vez melhor.

Conheça aqui o site da Abflug.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2011, Austrália, Brasil, Chile, Portugal0 Comments

Beverford Shiraz 2007

Beverford Shiraz 2007

Quando falamos de Shiraz Australiano, pensamos logo naqueles vinhos extremamente estruturados, inclusive com toques de madeira bem aparentes. Esse não! Esse é um Shiraz Australiano um pouco diferente.

O Beverford Shiraz 2007, um vinho feito 100% com essa casta na região de Victoria, Austrália, mostrou-se com uma cor bem viva e brilhante. No nariz apresentou notas de frutas vermelhas mesclando com algo mais evoluído como baunilha e um pouco de especiarias.

Já em boca apresentou-se quente (esse tem 14,5% de álcool) e apesar da recomendação de guarda por mais dois anos, eu não sei se ele evoluirá tanto assim. Seus taninos me parecem bem prontos. Aliás, em boca ele trouxe algo doce (provavelmente também por conta de seu teor alcoólico mais alto) que eu achei um pouco exagerado. Talvez com alguma comida isso vá inclusive se dar bem e possa ser uma virtude.

O vinho evolui com o tempo em taça, mostrando mais aromas adocicados, mas que são agradáveis e que combinam com o que se tem na boca. Mais um ponto para se pensar em uma boa harmonização com comidas.

É um vinho que tem o valor estimado de mercado de 60 reais, mas que me chegou através da Sociedade da Mesa, um clube de vinhos que traz mensalmente uma seleção de vinhos para os seus associados.

E você, faz parte de algum clube de vinhos? Eu estou querendo mudar. Se tiver alguma dica, agradeço.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Austrália, Syrah7 Comments

Top 10 Wine Spectator – 3o e 2o lugar

Top 10 Wine Spectator – 3o e 2o lugar

Divulgados o 3o e 2o lugar dos Top10 da Wine Spectator. Dessa vez entrou um branco da California (que está dominando o painel) e também mais um Shiraz da Austrália.

3o lugar – Peter Michael
Chardonnay Sonoma County Ma Belle-Fille 2008

97 points / $85
2,100 cases made
California

Ma Belle-Fille is the youngest vineyard on the winery’s Knights Valley estate, as well as the highest, reaching an elevation of 1,900 feet, and is quickly becoming the winery’s best source for Chardonnay. It’s a cool location but situated above the summer fog line, allowing for excellent sun exposure. Winemaker Nick Morlet uses native yeast; the wine is 100 percent barrel-fermented in French oak.
Notas de degustação

 

2o lugar – Two Hands
Shiraz Barossa Valley Bella’s Garden 2008

94 points / $55
2,400 cases made
Australia

Managing partner Michael Twelftree and winemaker Matt Wenk have found a winning formula with their Garden Series, an umbrella of six different Shiraz wines, each sourced from vineyards located in subappellations of South Australia. The Barossa bottling, Bella’s Garden, has reached the Top 100 a total of six times since its first release (the 2001 vintage). Wenk used 18 percent new French oak hogsheads, minimal fining and no filtration to produce this fresh-tasting, complex wine.
Notas de degustação

Posted in 2008, Austrália, Chardonnay, Estados Unidos, Syrah0 Comments

Top10 Wine Spectator – 7o e 6o lugares

Top10 Wine Spectator – 7o e 6o lugares

Mais 2 vinhos publicados pela Wine Spectator. Agora são o 7o e o 6o lugares. Segue novamente a ficha técnica e as notas de degustação (em inglês). Dessa vez vieram um Shiraz australiano e um pinot noir da California (do nosso amigo Paul Hobbs, que já foi entrevistado aqui). Até agora o painel está bem diversificado.

7o lugar – Schild
Shiraz Barossa 2008

94 points / $20
5,000 cases imported
Australia

Schild’s entry-level Shiraz has all of the stuffing of a blue-chip bottling, but sells for a fraction of the price of other brands. The winery is able to achieve this because it’s one of the largest independent growers in the Barossa, with more than 400 acres under vine. Winemakers Jo Irvine and Scott Hazeldine used grapes from the cooler southern Barossa to produce this polished and complex red that was aged in both new and used American oak.
Notas de Degustação

6o Lugar – Paul Hobbs
Pinot Noir Russian River Valley 2008

94 points / $45
3,644 cases made
California

Paul Hobbs made this exceptional Pinot Noir in a tricky year and made it in considerable volume, a challenge to most vintners. Hobbs founded his own label in 1991, but also consults for dozens of clients in California, Argentina, Chile and Hungary. This bottling is one of six different 2008 California Pinot Noirs from Hobbs; the grapes for this one come from six vineyards in Russian River Valley, including the Lindsey Estate, Valdez and Walker Station.
Notas de Degustação

Posted in 2008, Austrália, Estados Unidos, Pinot Noir, Syrah2 Comments

Angove´s Riesling 2009

Angove´s Riesling 2009

A região de Clare Valley é a região mais propícia da Austrália para a produção de Riesling, devido ao seu clima mais frio.

E é de lá que vem o Angove´s Riesling 2009, desse produtor que tem já fãs cativos aqui no Brasil.

É um vinho que tem bastante tipicidade, mas ao mesmo tempo mostra-se um pouco diferente dos rieslings alemães. Com uma coloração amarelo palha claro, denota sua jovialidade. No nariz, notas bastante minerais, com toques cítricos e uma ponta final de petróleo/borracha.

Em boca, bastante mineralidade e acidez em alta. Final médio a longo, bem correto.

Esse vinho foi provado com um bacalhau em natas que tem em seu molho um toque de limão, que apesar de ser bem pouco, é nitidamente percebido. O Riesling conseguiu acompanhar essa acidez, fazendo um belo conjunto com o prato. Para esse mesmo prato foram provados alguns vinhos tintos, mas que não se deram tão bem como o Riesling.

Ponto para os australianos, que estão cada vez mais se destacando na viticultura mundial. Seus vinhos, com muito frescor e aromas são muito apreciados, principalmente pelos brasileiros.

Fica a dica do vinho e do prato. Agora é só aproveitar.

Abraço

Daniel Perches

Posted in 2009, Austrália, Riesling0 Comments

Rutini Apartado 2002

Rutini Apartado 2002

Em tempos de sustentabilidade, sei que o que eu vou dizer agora pode ser considerado quase um crime, mas eu tenho que confessar que eu adoro os vinhos com aquelas garrafas imponentes, super pesadas e grossas. Me dão a impressão, já de cara, que o vinho tem uma força e estrutura enormes. O último que eu provei foi o Farnese Edizione No 8 Cinque Autoctone. A garrafa é do mesmo tipo e pesa quase dois quilos.

Mas com uma grande garrafa, vem uma grande expectativa. E foi assim que eu me preparei para beber esse vinho, que é um corte de 50% de Cabernet Sauvignon, 30% de Malbec e 20% de Syrah vindas de Tupungato e é um dos tops da Familia Rutini, que eu já comentei várias vezes aqui que é uma das minhas preferidas da Argentina.

Vinho aberto e lá fui eu para a prova. A coloração do vinho apresenta um rubi com toques alaranjados nas bordas, sugerindo que o vinho já atingiu o seu ápice (e afinal de contas, são 8 anos em garrafa. Pode ser muito para um vinho do novo mundo).

No nariz o vinho apresentou aromas de cereja e de ameixa bem maduras, mas o que sobressaiu foi o de madeira seca, que permaneceu por mais tempo inclusive.

Em boca eu esperava mais corpo. O vinho tem bastante adstringência, taninos muito presentes ainda e praticamente nenhum amargor, mas achei-o um pouco “magro”. Seu final também não foi dos mais longos que eu já provei.

Não sei se a minha expectativa estava muito alta ou o vinho realmente não é tudo o que falam.

Foi provado com uma polenta com ragú e a combinação foi muito boa e o vinho ficou muito melhor. Guardei um pouco para provar depois e bebi-o sem comida e a falta de corpo se comprovou. Uma pena.

É um excelente vinho, corretíssimo e que merece altas notas, mas pra mim, que esperava algo mais “potente”, ficou devendo alguma coisa.

O Rutini Apartado é encontrado na Zahil e custa em torno de 200 reais.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2002, Austrália, Cabernet Sauvignon, Malbec, Syrah0 Comments

Heartland Stickleback Red 2008 #cbe

Heartland Stickleback Red 2008 #cbe

Hoje comento sobre um vinho de corte, que foi a minha escolha para a Confraria Brasileira de Enoblogs, que tem como intuito publicar todo dia 01 de cada mês a escolha de um dos confrades. Esse mês a escolha foi minha e fazendo juz ao nome do meu blog, pedi que nesse mês fosse um vinho composto por pelo menos 3 uvas e que fosse tinto.

E foi por acaso que eu conheci esse australiano, que é produzido no sul do país, com uvas vindas de Langhorne Creek e Limestone Coast. Esse é composto de mais de 3 uvas. Temos Shiraz (61%), Cabernet Sauvignon (20%), Dolcetto (14%) e Lagrein (5%). Achei a composição muito interessante, pois tanto a Dolcetto quanto a Lagrein (duas uvas tipicamente italianas) eu nunca tinha visto em vinhos australianos.

HeartlandSticklebackRed2008Esse foi um ótimo corte, resultando num vinho muito equilibrado, aromático e com boa estrutura. No nariz apresentou aromas terrosos, mesclados com frutas negras e terciários como couro e defumado. Em boca, muita estrutura e força, mostrando-se um vinho jovem e com muita força. Taninos bastante presentes e com bom potencial de guarda. Final relativamente longo e sem amargor.

O vinho acompanhou muito bem uma pizza de calabresa e tenho certeza que acompanharia muito melhor carnes e molhos fortes.

Importado pela Gran Cru a um valor de aproximadamente 50 reais é um Best buy pra mim. Esse eu comprei lá na Rosso Bianco, em Jundiaí, mas você pode encontrar nas lojas especializadas que têm parceria com a importadora. Vale a pena provar, pois não é fácil encontrarmos bons vinhos australianos a esse preço.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, Austrália, Cabernet Sauvignon, Dolcetto, Lagrein, Syrah19 Comments

Sandalford Chardonnay 2004

Sandalford Chardonnay 2004

Esse é para quem gosta daqueles vinhos brancos que ficam em barricas de carvalho antes de serem engarrafados. Se você não sabe bem do que eu estou falando, é só lembrar de algum vinho branco que tenha tomado (provavelmente um feito com Chardonnay) que tem aromas tostados, untuosos, e não tão frescos quanto aqueles chardonnays mais novos.

Produzido pela grande Sandalford e importado pela KMM aqui no Brasil, esse é feito em Margareth River, na Austrália.

Esse vinho tem uma coloração amarelo ouro e um corpo bem pesado em taça, mas muito límpido e brilhante. Só pra se ter uma idéia, no contra-rótulo o produtor sugere que seja guardado por 10 anos. Eu não agüentei esperar e abri com 6 anos mesmo.

Sandalford Chardonnay 2004No nariz, aromas de fruta amarela em calda com destaque para abacaxi, tostados de carvalho e aromas adocicados, com um toque de baunilha. Como disse no começo, pra quem gosta desse tipo de vinho, é um prato cheio, pois seus aromas são muitos. Deixei propositalmente um pouco de vinho ao final da degustação em uma taça, que ficou descansando por aproximadamente 6 horas. Quando voltei, os aromas estavam todos lá ainda, perfeitos.

Em boca, seria até desnecessário falar sobre a sua untuosidade. Muito corpo e qualidade excepcional. Só me pareceu que faltou um pouco de acidez, mas nada que comprometesse.

É um vinho que seguramente acompanha comidas mais pesadas do que um branco fresco (aqueles vinhos que não passam por madeira, por exemplo). Eu arriscaria dizer até que dá para harmonizar com um prato de bacalhau.

Essa garrafa me custou 99 reais em uma feira outlet, mas sei que o preço dele é mais alto. É um pouco caro, mas sem dúvida vale pela sua qualidade.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2004, Austrália, Chardonnay0 Comments

Watershed Shiraz 2001

Watershed Shiraz 2001

Nada melhor para começar o ano do que um bom vinho. Sendo assim, escolhi publicar esse Shiraz, que tem uma qualidade espetacular. Conheci no stand da KMM (importadora), na feira Vinhos Outlet.

Produzido pela bela vinícola Watershed na região de Margaret River (Austrália Ocidental), esse tinto é feito 100% com a uva Shiraz, uma casta que se dá muito bem naquele país. Os Shiraz australianos são conhecidos pela sua força, seu corpo, sua estrutura. Esse, pra se ter uma idéia, tem 14,5% de álcool. Não é nada fraco…

Na taça, uma coloração rubi escura quase intransponível e lágrimas lentas e muito pintadas. Parece que a taça vai ficar até manchada depois, de tanta coloração.

No nariz, ótimos aromas de frutas vermelhas em geléia, mas com um sobressalto de aromas de chocolate e baunilha. O aroma de carvalho também está presente.

Em boca, realmente muita estrutura, com um ótimo equilíbrio, taninos redondos e final longo. Acho que seria impossível não notar o seu álcool, mas nada que passe dos limites. É sem dúvida um vinho gastronômico, que pede uma comida pra acompanhar, de preferência algo que tenha a mesma estrutura dele.

Infelizmente, como a maioria dos bons vinhos australianos, o seu preço é um pouco salgado. Custa em torno de 120 reais. Mas se você aprecia essa uva (a Shiraz, ou Syrah), vale a pena provar para conhecer um vinho de bastante caráter, pois não é difícil encontrar vinhos feitos com essa uva com características bastante diferentes. Acho até que é por isso que eu gosto tanto dessa uva. Quem sabe um dia não preparo um “Painel de Syrahs”? Acho que vai ser interessante ver como se comporta em diferentes países e regiões.

Vamos amadurecendo a idéia para esse ano. Por enquanto ficamos com a dica desse australiano.

Um abraço

Daniel Perches

Watershed_Sh

Posted in 2001, Austrália, Syrah0 Comments

Element Merlot 2003

Element Merlot 2003

Sandalford_Element_MrConheci esse vinho através da importadora, a KMM, que traz ótimos rótulos da Austrália. Esse é produzido em Swan Valley e a vinícola, além de ser gigante, não só produz vinhos, mas também realiza eventos, festas, casamentos e muito mais lá dentro. Bem interessante.

Comprei então esse Merlot, que apesar de sua idade já um pouco avançada para um vinho que não tem nem a categoria de “Reserva”, eu resolvi me arriscar. E o resultado foi ótimo. Encontrei um vinho no auge de sua maturidade, mostrando todo o seu potencial.

Em taça uma coloração já partindo para o granada, com bordas alaranjadas. Suas lágrimas são grossas e lentas, formando uma bela coroa após agitar a taça.

Aromas de geléia de frutas, com predominância de jabuticaba (delicioso) e ameixa, caixa de charuto, uma leve madeira. Com o tempo os aromas foram se mostrando ainda mais vivos e por aproximadamente 2 horas de vinho aberto, eles estavam lá, sempre presentes.

Em boca, bom equilíbrio com os aromas apresentados. Só achei que o seu corpo estava um pouco mais leve do que o esperado e que tinha um pouco de adstringência que surgia de repente. Esperava que fosse um pouco mais macio, mas nada que prejudicasse o conjunto.

É um ótimo vinho que pode acompanhar um bom queijo curado, como um parmesão, que já esteja um pouco “doce”.

Em breve comentarei sobre outros da mesma vinícola, que também são muito bons. Por enquanto, fique com o site da Sandalford e quem sabe possa programar sua próxima festa de aniversário lá.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2003, Austrália, Merlot0 Comments

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