Archive | Argentina

Rutini Malbec 2005

Rutini Malbec 2005

Mais um vinho da família Rutini degustado e obviamente, aprovado.

Ganhei esse vinho de presente da minha esposa, que trouxe diretamente da Argentina. Ela não foi ao vinhedo. Comprou em uma loja, em Buenos Aires, mas ainda assim tem um gostinho especial. Pelo presente e por ter sido comprado na Argentina.

Vinho aberto, deixado para descansar um pouco (algo em torno de 30 minutos) e os resultados foram muito bons. Em taça apresentou uma coloração rubi intensa, com um halo de evolução médio, denotando sua idade mas sua possibilidade de evolução e guarda ainda por mais alguns anos.

rutini_malbec_2005No nariz, aromas iniciais intensos de frutas vermelhas. Depois de algum tempo, evoluiu para aromas terciários com destaque para o tabaco e couro.

Em boca, um bom corpo, taninos muito presentes e um final médio/longo com um bom sabor.

É um vinho que custa em torno de 60 reais e é importado pela Zahil aqui no Brasil, mas é facilmente encontrado em lojas especializadas. É uma boa pedida para um churrasco, que foi o que eu fiz. Carne e vinho formaram uma ótima combinação, tornando o conjunto muito agradável.

Altamente recomendado, como todos os outros da Rutini.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2005, Argentina, Malbec0 Comments

Gran Callia 2006 – Reserva del Enologo

Gran Callia 2006 – Reserva del Enologo

Eu tenho um apreço especial pela Bodega Callia e isso deve-se simplesmente à sua qualidade. Já provei praticamente toda a sua linha de vinhos e todos, desde o mais básico, são muito bons.

 O Gran Callia é o top de linha da casa e a composição de castas muda a cada safra. Especificamente o de 2006 é feito com 40% de Syrah, 20% de Tannat, 20% de Malbec e 20% de Merlot. As uvas vêm de lugares diferentes, sendo a Syrah do Valle de Tulúm, Malbec e Merlot do Valle de Pedernal e Tannat do Valle de Zonda, todas regiões vinícolas da Argentina.

 Processado e produzido em San Juan, o vinho é de uma estrutura e potência de se impressionar. Com uma estimativa de guarda de aproximadamente 10 anos, pude perceber que realmente ele ainda estava jovem e teria ainda bons anos em garrafa.

 Um vinho jovem sim, mas ao mesmo tempo pronto para ser degustado. Após decantação (ou aeração em decanter) por aproximadamente 1 hora, mostrou-se muito mais aberto e aromático. Recomendo fortemente esse processo antes de bebê-lo.

 Na taça, uma coloração vermelho escuro intransponível e um leve halo de evolução. Muito brilhante e ao girá-lo na taça, percebia-se a sua tinta escorrendo, pintando toda a borda e deixando uma bonita coroa de lágrimas, que escorriam levemente, formando um desenho simétrico muito bonito.

 No nariz, uma explosão de aromas, com destaque para frutas já bem maduras como ameixa preta e groselha. Aromas terciários de couro, pelo de animal, tabaco e especiarias predominaram, junto com uma forte presença de madeira, acredito que pela sua evolução, mas também pelos seus 18 meses que descansa em barrica nova de carvalho francês e americano antes de ser engarrafado.

 Em boca, muita potência, taninos muito presentes e levemente jovens, que davam uma pequena amarrada na boca, mais uma vez mostrando que daqui a alguns anos, ficará ainda melhor. Final longo e sem amargor. Um primor, sem dúvida.

 É um vinho bastante gastronômico e que acompanha bem queijos curados, massas com molho vermelho, carnes gordurosas. Fiquei com vontade de prová-lo com uma pizza de lingüiça, tipo toscana, com bastante queijo. Não sei se daria certo, mas me parece uma combinação interessante.

 Esse vinho é importado pela Decanter aqui no Brasil e chega por volta dos R$ 135. Acredito que para a qualidade que o vinho apresenta, seja um bom valor. Como falei, considero toda a linha da Callia de ótima qualidade, então se puder provar esse top, não vai se arrepender. Se o bolso não permitir, pode ir com a linha mais básica que vai agradar também, com certeza. Outra opção é também comprar um Gran Callia e guardar por alguns anos. Depois me conte.

 Um abraço

Daniel Perches

gran_callia

Posted in 2006, Argentina, Malbec, Merlot, Syrah, Tannat0 Comments

Angelica Zapata Malbec 2004

Angelica Zapata Malbec 2004

Esse vinho habitou minha adega por mais de um ano e finalmente chegou a hora de abri-lo. A ocasião era especial, afinal de contas era aniversário da minha esposa. Decidimos ficar em casa e comemorar só nós dois. Ocasião perfeita para se conhecer esse Malbec argentino que é tão comentado e premiado. O nome é uma homenagem à esposa do Sr. Nicolás Catena. Quando os dois se casaram, deram início ao “império” do vinho na Argentina. Suas uvas são plantadas em vinhedos em grande altitude e as uvas são super selecionadas, que junto com o processo de vinificação, dá origem a um vinho de guarda.

Abri e como já sabia um pouco sobre ele, mandei direto para o decanter para aerar por pelo menos 30 minutos antes de começarmos a degustar. Sem dúvida isso é necessário para esse vinho, que tem uma coloração escura quase intransponível. Mostrou-se pesado, forte e de muito caráter. Já deu pra notar um leve halo de evolução, mas que demonstra também que o vinho pode ser guardado por muito mais tempo. Eu diria que por até mais 5 anos.

No nariz vieram notas de mato verde, geléia de jabuticaba, madeira seca, fumo e chocolate. Todos os aromas foram tornando-se mais intensos e equilibrados com o passar do tempo (bebemos o vinho em aproximadamente 2 horas). Até o seu final os aromas estavam muito presentes.

Em boca, muita maciez e equilíbrio. Um vinho muito sedoso, que me lembrou os bons vinhos franceses. A grande diferença para os vinhos do velho mundo é sem dúvida o seu corpo. É um vinho que apesar de muito equilibrado, pede uma boa comida, pois seus taninos estão muito presentes e marcantes. Deve ficar muito bom com uma boa carne assada ou até mesmo uma massa com molho forte.

Custando aproximadamente 90 reais na Mistral, hoje só encontramos a safra 2005, mas que também deve ser muito boa. Acho que a de 2004 só na Argentina ou no varejo especializado.

Como falei, o vinho pode ser guardado por mais tempo, mas também está muito bom agora. Só é necessário um pouco de paciência com ele. Abra, decante e espere. Com certeza, terá muito prazer ao bebê-lo.

Um abraço

Daniel Perches

az_mb_alta_2004

Posted in 2004, Argentina, Malbec0 Comments

Rutini Vin Doux Naturel 2004

rutini_vin_douxPra quem, como eu, é fã da Rutini, provar o vinho de sobremesa deles é quase que uma obrigação. E assim foi então o meu encontro com o Vin Doux Naturel, um vinho produzido pela Bodega La Rural, feito com as uvas Semillon e Verdicchio, botritizadas e supermaturadas. Botrytis, pra quem não sabe, é aquele fungo que deixa a uva podre, mas com um alto teor de açúcar. É o mesmo fungo que ataca as tão aclamadas uvas da região de Souternes, na França.

Esse vinho, que vem em uma longa e fina garrafa de 500ml foi comprado pra mim no Free Shop do Uruguai. Bom lugar para se comprar vinhos, por sinal. Esse saiu por 22 dólares.

Sua coloração amarelo escuro é bem viva e bonita. Parece ouro misturado com mel. No nariz, encontramos aromas de flor de laranjeira, mel, um toque de baunilha e pêssego. Seus aromas são obviamente doces, mas não são daquela doçura que estamos acostumados com os vinhos de sobremesa em geral. É um adocicado mais contido.

Em boca tem um bom corpo e seu álcool não se sobressai, mostrando um vinho bastante equilibrado. Final longo, mas que apresentou uma pontinha bem pequena de amargor.

Deve acompanhar sobremesas não muito doces. Provei com uma goiabada cascão e não deu certo. A sobremesa era muito mais doce (e na verdade devemos ter o contrário). Talvez um cheesecake com cobertura leve de calda de damasco, por exemplo, possa ser uma boa pedida. Aliás, damasco me parece ser a melhor fruta para esse vinho.

Deixo a dica do vinho e aceito dicas de sobremesas.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2004, Argentina, Semillon, Verdicchio0 Comments

Trazos de Autor Chardonnay 2006

vinhos_de_corte_trazos_autorDepois de um pequeno período ausente, estou de volta com toda a força. Mudança de apartamento feita, tudo (ou quase tudo) desencaixotado, é hora de voltar à boa e velha vida de Continue Reading

Posted in 2006, Argentina, Chardonnay0 Comments

Callia Alta Reserve 2007

vinhos_de_corte_callia_alta_reserveJá testei e aprovei a qualidade da Bodega Callia, da Argentina, que produz vinhos muito bons, desde seus mais básicos até os tops.

Mas até então eu não tinha provado (e nem conhecia, pra falar a verdade) o Callia Alta Reserve e quando o vi, o que me chamou a atenção nesse vinho foram as uvas de seu corte: Syrah (40%), Cabernet Franc (30%) e Bonarda (30%). Um corte bem inusitado e que me pareceu muito interessante. Comprei o vinho e tratei de degustá-lo logo, pois não conseguiria segurar a minha curiosidade tanto tempo.

Em taça ele mostrou uma coloração bem forte, com um tom rubi bem vivo. Um halo de evolução bem pequeno demonstrou que o vinho pode ser guardado por um bom tempo ainda.

No nariz, aromas intensos de especiarias, tabaco, madeira e um leve toque adocicado no final, lembrando baunilha ou côco. Depois de algum tempo aberto, o vinho evoluiu bastante, tornando-se ainda mais interessante em seus aromas, que passaram a mostrar frutas em compota ou geléia.

Em boca, bastante força e potência, mas com um bom equilíbrio. Os taninos ainda estavam um pouquinho verdes e amarrando um pouco, mas com o tempo, com certeza vão ficar muito macios.

É um vinho que custa em torno de 35 reais e é importado pela Decanter. Como já comentei gosto muito dos vinhos da Callia e esse vai figurar em meus Best buys, pelo seu preço e qualidade.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Argentina, Bonarda, Cabernet Franc, Syrah2 Comments

Arriero Syrah Reserva 2004

vinhos_de_corte_arriero_reserva_syrahEsse vinho estava em minha adega já há algum tempo, pedindo para ser aberto. E chegou a hora dele nessa semana.  Aliás, uma semana de muito calor, o que nos incita a beber um bom branco ou espumante, bem gelados, mas contrariei todas as tendências e resolvi abrir esse tinto.

Aliás, não só era um tinto, mas como tinha 15% de álcool. Se considerarmos que os tintos têm em média 13 ou 13,5%, esse chegou num nível alto. E isso só despertou ainda mais a minha curiosidade. Vamos ao vinho:

Produzido 100% com uvas Syrah em Mendoza, na Argentina. Essa safra foi de 3.000 garrafas.

Na taça, uma coloração vermelha escura, bem densa e com um leve halo de evolução, demonstrando seu potencial de guarda, afinal, é um vinho de 2004 e ainda estava bem jovem.

No nariz, o álcool apareceu bastante, mas depois de um tempo melhorou (mas não sumiu). Notas de frutas vermelhas maduras, madeira molhada, tabaco e um final adocicado, lembrando baunilha foram as que eu consegui identificar.

Em boca, muita potência. É um vinho que precisa de uma comida gordurosa e forte como ele, senão ele vai “passar por cima do prato” e só sentiremos os sabores do vinho. Notei uma pontinha bem leve de amargor no final.

Em geral, eu gostei do vinho. Gosto de vinhos potentes e esse me agradou. É um vinho que custa em torno de 70 reais na importadora (Vinea).

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2004, Argentina, Syrah0 Comments

Rutini Syrah 2004

rutini_syrah_2004

Mais um Rutini degustado. Já comentamos aqui sobre o Malbec, que foi muito bem avaliado e é um daqueles que ficam na memória. Esse Syrah entra para a mesma Continue Reading

Posted in 2004, Argentina, Syrah0 Comments

Tempus Syrah 2004

tempus_syrah_20041

Mais um vinho conhecido na Feira Vinho Outlet, que é importado pela KMM. Apesar de serem “especialistas” em australianos, esse Continue Reading

Posted in 2004, Argentina, Syrah0 Comments

Tempus Pleno Malbec Carbernet 2003

Tempus Pleno Malbec Carbernet 2003

 

 

Famosa por seus vinhos australianos de excelente qualidade, a importadora KMM Vinhos também oferece ótimos rótulos da Argentina (e de outros países também) e a Tempus Alba, vinícola situadana região de Maipú é uma delas.
 

 

Sua linha de produtos já agrada muito desde o seu mais básico, porém o seu vinho top, o Tempus Pleno, realmente é muito interessante.

Com um corte de Malbec com Cabernet Sauvignon, é muito bem desenhado para que tenhamos o melhor de cada uma das uvas, com um vinho com uma coloração rubi escuro bem intenso e um halo de evolução relativamente pequeno para sua idade.

No nariz, aromas deliciosos de frutas vermelhas, cassis, baunilha e um toque de pimenta no final. Provei uma garrafa que já estava aberta há um bom tempo e mesmo assim, nada se perdeu.

 

 

Em boca, muito volume e maciez, mostrando um vinho bastante aveludado e redondo. Seu final é longo e persistente.

 

 

É um vinho que cairá muito bem com uma costela bovina. Infelizmente eu não pude fazer essa prova de harmonização, mas se alguém fizer, por favor me conte e me diga se acertei.

Custando em torno de 110 reais, considero um preço justo para a sua qualidade. Você encontra esse vinho em restaurantes que a KMM fornece ou diretamente no site deles, aqui.

Um abraço

 

 

Daniel Perches

tempus_pleno

 

Posted in 2003, Argentina, Cabernet Sauvignon, Malbec12 Comments

RSSTwitter

Photos on flickr

Newsletter