Archive | Argentina

[Vinícolas da Argentina] Bodegas López

[Vinícolas da Argentina] Bodegas López

Se você gosta de vinhos evoluídos e daquelas degustações verticais, onde se prova várias safras de um mesmo vinho, para saber como é a evolução dele ao longo dos anos, você precisa conhecer a Bodega López, que fica em Mendoza.

Os caras são enormes e têm mais de 1.000 hectares de uvas plantadas. Mas pra mim o grande diferencial da López nem é esse, é ter safras antigas. Os donos gostam de fazer os vinhos ao estilo europeu, mais austeros e elegantes. Eles têm lá uma linha de vinhos jovens, que é amplamente comercializada na Argentina e que são bons, mas nada de espetacular. O que é bom mesmo é o tal do Montchenot, que é o vinho deles que é envelhecido pelo menos 10 anos antes de ser comercializado.

Visitar a vinícola é aprendizado certo. com mais de 100 anos de história, eles têm até um pequeno museu com os carros e instrumentos de épocas passadas, muito interessantes. Alguns vinhos (como o Montchenot) são guardados em pipas de madeira enormes, para envelhecer por muito tempo.

E se você for visitar, recomendo que almoce no restaurante deles, que tem uma comida muito boa e que harmoniza muito bem com os vinhos da casa (eles servem os mais jovens), mas também recomendo que você pesquise as safras que quer comprar. Lá tem Montchenot 1958, 62, 71, 78, etc. É um verdadeiro parque de diversões para quem quer provar vinhos mais evoluídos.

Gostei muito de provar o Montchenot 2001, que é feito com Cabernet Sauvignon, Merlot e Malbec. O pessoal de lá criou esse corte  para ser o “corte típico argentino”. é um vinho que já tem uma cor mais evoluída, tijolo. Pela sua idade, ele estava com o aroma ainda fechado, que depois foi se abrindo e ficando cada vez melhor. Toques de cereja, frutas secas, terra, poeira, também evoluídos. O mais legal é que ainda tem acidez e de sobra nesse vinho, mostrando-se ainda vivo, bem marcante.

Outro vinho que me chamou a atenção foi o Federico Lopez Jerez, que é feito pelo método de Solera com as uvas Pedro Ximenes e Palomino, as típicas do Jerez “original”, da Espanha. O legal desse vinho é que ele é muito parecido com o seu primo espanhol, mas não tem toda aquela salinidade, então pode ser que agrade a alguns paladares mais sensíveis a esse tipo de aroma e sabor.

Dessa vez eu não consegui trazer nenhuma garrafa, mas com certeza na minha próxima viagem à Mendoza, trarei uma vertical para apreciar. Vale a pena. Veja mais informações no Site da Bodega López. Infelizmente não tem importador no Brasil (ainda)

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2001, 2008, 2011, Argentina, Cabernet Sauvignon, Novidade, Palomino, Pedro Ximenes2 Comments

[Vinícolas da Argentina] Valle Perdido tem Spa 5 estrelas na Patagônia

[Vinícolas da Argentina] Valle Perdido tem Spa 5 estrelas na Patagônia

A Patagônia é uma região fantástica e intensa. Por lá se encontra bons vinhos (prove os Pinot Noir e depois me diga o que achou), é possível fazer atividades ao ar livre, esportes radicais e algumas outras coisas como esquiar (sim, em Bariloche, mas é um pulinho dali até a famosa estação de esqui). Mas é possível também relaxar em alto estilo.

Para aqueles que querem um lugar tranquilo, longe da confusão das cidades e com muita privacidade (sem esquecer do luxo), o Valle Perdido Wine Resort é a pedida. Membro do Small Luxury Hotels in the World, esse é o único Hotel Spa 5 estrelas da região (e acho que de toda a Argentina). Estive lá conhecendo e vi que realmente é algo impressionante. Lounges amplos com vista para os vinhedos, apartamentos luxuosos e aconchegantes e atividades de relaxamento como massagens, vinoterapia, etc, para quem quer cuidar do corpo e da mente. É possível também fazer eventos por lá, com toda a infraestrutura necessária e claro, com o benefício de se estar no meio dos vinhedos.

E como eu sei que se você for pra lá você quer saber dos vinhos deles, garanto que tem coisa boa para provar. Os proprietários investiram alto. São mais de 200 hectares de vinhas e exportação para muitos países. Eu pude degustar 3 vinhos e gostei de todos eles, mas por lá tem muito mais. É só pedir para o pessoal que ele vão te dar muitas opções, inclusive de estilos.

Provei o Argie Torrontes 2011, feito em La Rioja, que me agradou por não ser um vinho tão explosivo de aromas, mas austero mas ao mesmo tempo bem presente. O Cliff Raven Pinot Noir 2010 também é bem legal, com cor clara, aromas bem definidos e acidez elevada. E pra quem gosta dos mais intensos e fortes, o Valle Perdido Malbec Reserva 2007 é a pedida. Com todos os aromas florais e de frutas típicos dessa casta, é uma porrada!

Se você estiver disposto a pagar em torno de 500 reais por diária, pode ter todo o luxo que o hotel oferece e ainda provar esses vinhos aí. Topa?

Posted in Argentina0 Comments

[Vinícolas da Argentina] NQN recebe os brasileiros de braços abertos

[Vinícolas da Argentina] NQN recebe os brasileiros de braços abertos

Aqui vai um conselho: se você for à Patagônia, visite a NQN. E se você voltar sem passar por lá, não vai te acontecer absolutamente nada (fique tranquilo que isso não é uma daquelas correntes, que diz que se você não passar isso para umas 20 pessoas, ou se não fizer uma oração, vai ter azar ou coisa parecida). O que vai acontecer é que você vai perder a visita a uma das vinícolas mais legais da região.

Estive lá no final de 2011 e pude conhecer pessoalmente o Lucas Nemesio, o Diretor da Vinícola. É daquele tipo de cara simpático, de bem com a vida e alegre por estar fazendo o que gosta. Lucas começou o projeto da vinícola em 2001, mas já com uma vocação turística. Ele quer receber gente por lá, para mostrar o que estão produzindo, para conhecer as instalações, para comer bem no restaurante dele e até para ficar na pousada que eles construíram, se for o caso.

Eu provei alguns vinhos (que conto abaixo) e almocei por lá também. A comida é impecável e merece que você tire algumas horas para apreciar com calma, através do restaurante que tem vista para os vinhedos.

Eu já conhecia alguns vinhos da NQN e já gostava. Depois de visitar a vinícola, gostei mais ainda. Veja o que eu degustei por lá:

Sauvignon Blanc 2011
Muito concentrado em fruta, no nariz e na boca, Pomelo, maracujá.

Pinot Noir Reserva 2010
Delicado, fruta mais leve. É um vinho que vai ficar melhor daqui um ano, com certeza. Ainda está um pouco “duro” e precisa descansar. Provei pra saber como seria o vinho e realmente vi que vai ficar excelente.

Reserva Malbec-Petit Verdot
Vinho muito complexo, usando o melhor de cada casta. Ainda precisa descansar um pouco, mas com certeza será um vinho muito bom. Perfume floral, fruta, excelente acidez, final marcante. Toque doce. Gostei muito desse.

E se você for para lá, mande um e-mail para o Lucas. Ele me garantiu que os brasileiros são muito bem vindos por lá. Quem sabe você não consegue almoçar com ele? Diversão – e bons vinhos – garantidos.

Fotos: Lucas Nemesio / NQN

 

 

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2010, 2011, Argentina, Malbec, Petit Verdot, Pinot Noir, Sauvignon Blanc0 Comments

[Vinícolas da Argentina] Trapiche

[Vinícolas da Argentina] Trapiche

A região de Mendoza tem mais de 1300 vinícolas cadastradas. Seria praticamente impossível de visitar todas. Eu estive lá algumas vezes e sempre quando volto saio com a sensação de ter deixado pra trás uma que eu gostaria de conhecer.

E na minha última visita pude finalmente conhecer a Trapiche, que é uma das maiores, sem dúvida. Eu já conhecia alguns dos vinhos, mas ao visitar a vinícola a gente acaba ganhando outro olhar sobre os vinhos, além, é claro, de poder ter informações do pessoal de lá, do enólogo e de toda a equipe.

Fiquei impressionado com o tamanho da Trapiche e com a história deles. A vinícola foi fundada por um italiano apaixonado por vinho, que mudou-se para Mendoza e começou a trabalhar por lá. Tornou-se rapidamente uma potência, a ponto de ter a sua própria linha de trem (hoje desativada) para transportar os seus vinhos para outros lugares.

A Trapiche hoje tem 1.200 hectares (é muita terra), exporta para 85 países e pra mim, tem qualidade de sobra. Se for a Mendoza, considere a visita à Trapiche. Vale a pena pela história e claro, pelos seus vinhos.

Veja alguns que eu provei e recomendo.

Broquel Torrontés 2010
Corte de 95% de Torrontés e 5% de Sauvignon Blanc. Verdeal, com aromas de frutas leves e um toque herbáceo. Não é tão ácido na boca, fácil de tomar. O Sauvignon Blanc faz um pouco de diferença aportando frescor e aromas mais intensos.

Finca las Palmas Chardonnay 2009
Fermentação na barrica com levedura indígena. Dourado intenso e bem brilhante, passando 9 a 10 meses em barrica.
Manteiga, cacau, fruta e um toque mineral. Na boca tem uma ótima acidez, não é um vinho que cansa. Final bem justo, sem nada de amargor.

Broquel Bonarda 2009
Muito intenso, aroma de frutas vermelhas, leve aroma de álcool, herbáceo. 15 meses em barrica trazem bons taninos e acidez. Final médio. Um vinho para se beber despretensiosamente.

Broquel Cabernet Franc 2009
Um dos que eu mais gostei. Muito intenso na cor, pimenta, folha de tomate. Bem estruturado, mas sem cansar. Recomendo.

Finca las Palmas Cabernet Sauvignon 2007
Outro que me encantou. Uvas vindas do Valle do Uco fazem um vinho elegante, com aromas típicos, mas que aparecem com delicadeza. Boa acidez, potencial de guarda. 18 meses de barrica francesa.

Iscay 2008
Significa 2 em linguagem indígena.
35% de Merlot e 65% de Malbec. Muita estrutura e potência. É um grande vinho de guarda. Provei ele ainda fechado, mas com o tempo abre e traz aromas de especiaria, carne, animal, couro, muito equilibrado.

Trapiche Manos 2005
É vinho ícone e só poderia ser feito com Malbec. Chama Manos porque 70% do vinho é todo feito a mão e 30% feito pelo método tradicional. São só 6 mil garrafas. Muito complexo, ainda jovem, taninos muito bons, nenhum amargor, um vinho de alta qualidade. Suavidade e força ao mesmo tempo. Herbáceo vai trocando com fruta, madeira e chocolate. Longo, fica na boca um final de chocolate e madeira.

A Trapiche tem uma linha enorme de produtos. Eu provei só alguns, mas a chance de você encontrar um outro que agrade seu paladar é grande. E eles têm também um projeto muito interessante de trabalho com os produtores que vendem uvas para eles, mas isso é assunto para outro post.

Se quiser saber mais sobre a Trapiche, acesse o site deles aqui. A importadora no Brasil é a Interfood/TodoVino.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in Argentina0 Comments

Brindando com os hermanos – Campanha pelo vinho

Brindando com os hermanos – Campanha pelo vinho

Vejam que excelente campanha pelo vinho feita pelos nossos hermanos. Vamos brindar!

Posted in Argentina, Brasil, Geral2 Comments

[Vinícolas da Argentina] Ruca Malén tem restaurante harmonizado de respeito

[Vinícolas da Argentina] Ruca Malén tem restaurante harmonizado de respeito

Várias vinícolas em Mendoza possuem restaurantes. Tem restaurantes mais baratos, mais caros, chiques, mais rústicos… Enfim, dá pra ir em um tipo diferente por dia e passear uma ou duas semanas comendo muito bem.

E um lugar que eu recomendo é o restaurante da Ruca Malén. A vinícola até tem um tour para conhecer por dentro como eles fazem vinho, mas definitivamente o melhor é o restaurante, afinal de contas, se você já foi em algumas vinícolas, verá que todas têm um mesmo padrão. Sugiro que você gaste seu tempo comendo lá. São 5 passos de comida, que mudam  a cada estação. A escolha dos pratos é feita em conjunto pelo chef, pela Sommeliere e pelos diretores da vinícola e eles acreditam que a melhor forma de apresentar os vinhos e mostrar a sua qualidade é provando com comida. Harmonização por lá é coisa séria e o resultado é excelente.

Estive pela última vez lá em dezembro/2011 e dependendo de quando você for, o cardápio será outro. E se for, prefira o verão, pois é possível fazer até um picnic por lá, que deve ser muito legal.

Gostou da idéia? Veja então os pratos e fique com mais vontade ainda.

1o passo
Pequena salada de truta do Valle del Uco curada com ervas, maçã e creme de flores brancas
, harmonizado com o Yauquén Torrontés 2011. O vinho é bem floral no nariz e com uma acidez bem marcante na boca.
A alta acidez do vinho foi muito bem com o prato, mesmo com a maçã. O molho deu um ótimo balanço, trazendo um pouco de untuosidade para a harmonização.

 

 

 

2o passo
Pequenos rolos de folhas de videira, filé migrou refogado e cereais argentinos com infusão de azeite de oliva, canela e tomates secos, servidos sobre um seixo rolado
, uma pedra típica da região. O prato foi harmonizado com o Yauquén Cabernet Sauvignon 2010. 30% do vinho é envelhecido em barrica durante 6 meses. É o vinho jovem, que mostra bastante fruta e que parece ter uma proposta descompromissada e servir realmente para entradas.
As folhas de uva trouxeram um sabor amargo que foi bem balanceado com a canela. O vinho, com seus taninos jovens e aromas e sabores mais picantes seguraram o amargor da comida, fazendo uma bela harmonização.

 

3o passo (Entrada)Malfattis de beterrabas assadas e ricota fresca com creme de tomilho defumado com o vinho Ruca Malén Reserva de Bodega 2009, que tem 40% Cabernet Sauvignon, 28% Syrah, 22% Malbec e 10% Petit Verdot. Passa 12 meses em barrica de carvalho. Tem uma mescla de herbáceo com café e um toque mineral no final. Da pra sentir um pouco o álcool na taça, mas não incomoda. Tem taninos ainda jovens e um final curto/médio e um pouco doce.
O prato tem bastante tomilho, que combinado com o molho de ricota fica bem forte, mas o vinho dá conta, principalmente pelos seus taninos.

 

 

4o passo
Medalhão de filé Mignon grelhado com tomates defumados, croquete de abóbora e batatas com chimichurri de cebolas.

Dessa vez foram dois vinhos para provarmos e vermos qual seria o melhor com o prato. Ruca Malén Malbec 2009, que passa 12 meses em barrica e o Kinién Cabernet Sauvignon 2008, que fica 18 meses em barrica. O Malbec tem toques adocicados no nariz e em boca tem bastante adstringência e bastante taninos.
Falaram que o Malbec iria melhor com a carne e o Cabernet melhor com os legumes. É verdade, mas o que não falaram é que o Cabernet não agüentou a carne. É um vinho muito bom, mas que realmente se tiver algo mais elaborado, que tenha muita fibra e gordura, talvez vá perder pra comida.

 

 

5o passo
Bavaroise de cítricos e biscoito, casca de laranja com frutas da estação
, harmonizados com o espumante Ruca Malén Brut, que tem 75% de Pinot Noir e 25% de Chardonnay e é feito pelo método Champenoise (2 anos em contato com as leveduras).
Ok, depois de comer tanto, nem precisava de sobremesa, mas essa tem seu valor. Não foi a melhor sobremesa que eu já comi e nem a melhor harmonização, mas tá valendo. A experiência é incrível e o trabalho deles de harmonizar é muito bom.

 

Para agendamentos, você precisa entrar no site da Ruca Malén. Os vinhos são importados pela Hannover no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, Argentina, Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot, Petit Verdot, Restaurante, Torrontes0 Comments

Afincado Malbec 2007 – tingindo a taça

Afincado Malbec 2007 – tingindo a taça

Essa dica é para quem gosta daqueles vinhos que pintam a taça de tão intensos que são. O Afincado é um dos vinhos da vinícola Terrazas de los Andes, que fica em Mendoza, na Argentina.

A vinícola é bem pequena e muito aconchegante. Estive lá (confira o post sobre a Terrazas de los Andes e o post sobre os vinhos deles) e gostei muito do que vi e provei. Aliás, continuo achando que o Cheval des Andes, o vinho Top deles, é um dos melhores da Argentina. Bem, pelo menos dos que eu provei, foi o que eu mais gostei.

Mas hoje falamos do Afincado, que é um vinho feito 100% com Malbec de um único terroir. É um vinho intenso em todos os sentidos. Os aromas são muito fortes e claros, lembrando frutas vermelhas, ameixa, leve toque floral, baunilha e chocolate. Na boca tem um corpo bem forte, pesado, mas com taninos macios.

Eu não acho fácil harmonizar comida com o Afincado. Como ele é muito potente e tem muito tanino, ele passa por cima das carnes facilmente. É preciso ter uma carne fibrosa e até com gordura (entremeada de preferência) para poder segurar um pouco. Pra falar a verdade, até hoje eu não consegui uma harmonização perfeita. Já provei com carnes com cortes argentinos, com um medalhão bem temperado, com risoto de funghi e até agora nada. Quero um dia testar com queijos amarelos mais maduros, pra ver como fica.

Mas independente da harmonização ser perfeita, é um belo vinho que merece atenção e até ser bebido com calma, deixando ele aerar um pouco para evoluir um pouquinho. Faça o teste e depois me diga.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Argentina, Malbec2 Comments

[Vinícolas da Argentina'] Bodegas del fin del mundo

[Vinícolas da Argentina'] Bodegas del fin del mundo

Com um nome desses, você não fica com vontade de conhecer? Eu confesso que a primeira vez que ouvi falar, fiquei muito curioso.
Essa vinícola fica na Patagônia em uma instalação muito bonita e imponente. Recebem muito bem os turistas por lá e é uma que vale a pena a visita. Mesmo que você esteja de passagem para ir para Bariloche, por exemplo, vale a pena dar uma parada e conhecer.
É uma vinícola grande (são 870 hectares de plantação) e por lá eles fazem espumantes, vinhos brancos e tintos. E claro, a Pinot Noir é uma das variedades que se dá muito bem por aqueles lados.

A linha de produtos é bem grande e muitos estão no Brasil. São vinhos macios e bem feitos. Abaixo destaco alguns que eu provei e gostei.

Extra Brut
Pinot Noir (80%) Chardonnay (20%). Tem uma cor acobreada, aromas cítricos, maçã. Bom perlage, boca bem presente, toque de frutas secas, final bem marcante, acidez alta.
É um espumante que pode agradar quem não gosta muito dos aromas que surgem nos espumantes quando passam por barrica.

Reserva Viognier 2011
Essa é uma novidade, que ainda não está no Brasil, mas deve chegar logo e recomendo provar.
Vinho bem claro, verdeal e límpido. Toque cítrico, pêra, muito frutado. Boca bem presente, ainda com um toque verde, mas que não incomoda. Final médio.
O que acontece é que eles usavam a Viognier como corte, mas agora vão fazer varietal, porque perceberam que estava indo muito bem. Gostei da decisão.

Reserva Pinot Noir 2009
Vinho com cor clara. Toques de cereja, morango doce, leve toque herbáceo. Na boca é leve, mas tem taninos ainda bem marcados, leve herbáceo na boca também. Final médio.

Reserva Malbec 2010
Esse passa 12 meses em barrica e mantém as características de um vinho jovem, com bastante fruta e toques florais. Tanino bem domado e toques de madeira. Leve e fácil de beber. Final bem correto.

FIN Cabernet Franc 2007
Gostei muito desse vinho. É um “Single Vineyard”, ou seja, toda a uva vem de um só vinhedo. Passa 14 meses em barrica e tem 14,5% de álcool, mas não incomoda.
Aromas mais doces, mas mais complexos, toques de barricas, pimentas, taninos ainda jovem. É um vinho que dá pra guardar por mais tempo e que eu acho que vai evoluir bem. Recomendo.

Apesar do nome, a vinícola não fica exatamente no fim do mundo, mas é bem perto. E a paisagem compensa a viagem. Para saber mais veja o site da vinícola. No Brasil, os vinhos são importados pela Mr. Man.

Um abraço
Daniel Perches

Posted in 2012, Argentina0 Comments

Saurus – os vinhos feitos sobre fósseis de dinossauros na Patagônia

Saurus – os vinhos feitos sobre fósseis de dinossauros na Patagônia

Imagine você construindo a sua adega, feliz e contente, quando alguém te chama para avisar que tem um fóssil de dinossauro lá naquela terra que estão escavando, e que seria a sua adega. Foi exatamente isso que aconteceu com a Família Schroeder, uma bodega lá da Patagônia.

Esse grande achado atrasou um pouco os planos de construção, mas em compensação trouxe uma certa fama e mística ao local, além de dar o nome à linha de vinhos deles: Saurus.

A vínícola é bem grande e tem vinhos de ótima qualidade. E para receber os mais de 15 mil visitantes por ano, possuem uma estrutura muito legal, que permite que você visite a vinícola mesmo quando estão em pleno funcionamento. Lá se faz espumante, vinho branco, vinho tinto e até um vinho doce, de colheita tardia, de Pinot Noir, que eu fiquei encantado. Veja alguns vinhos que eu provei e que recomendo.

Saurus Chardonnay 2010
40% do vinho passa 3 meses por barrica para afinar. Esse processo preserva os aromas de fruta fresca e o frescor se confirma na boca.

Saurus Select Chardonnay 2010
É um pouco mais dourado que o anterior e passa de 6 a 8 meses em barrica (também só 40% do vinho).
Aromas mais lácteos, banana ainda presente, mas com um pouco mais de fruta.

Pinot NoirSelect 2009
Um belo exemplar da casta, que tem coloração clara e aromas de frutas vermelhas e um leve toque de barrica. Excelente acidez.

Pinot Noir Saurus Barrel Fermented 2009
Um dos que mais me chamou a atenção. Um belíssimo Pinot Noir, com características de vinho do velho mundo. Tanino muito macio, mas que ainda da pra guardar.

Merlot Saurus 2009
Outro que me chamou a atenção. Muito perfumado, fruta vermelha, especiaria. Vale a pena provar, para conhecer um bom Merlot da Patagônia.

Saurus Cabernet Sauvignon 2009
OK, entendo que na Patagônia se faz bons Pinot Noir, mas quando provei esse Cabernet Sauvignon, fiquei impressionado. Tem aromas doces, com toque de pimentão bem leve, elegante, bom final.  Fácil de beber.

Saurus Cabernet Sauvignon  Select 2009
Um toque maior de barrica do que o anterior, com um pouco mais de complexidade. Toques de tostados, ainda jovem. Precisa de comida.

Família Schoroeder 2007
Um vinho bem estilo velho mundo, com fruta bem marcada mas elegante. Da pra guardar por mais uns bons anos. Quando provei ainda estava com os aromas fechados e que foram se abrindo com o tempo. Passa 18 meses por barrica.

Família Schoroeder Malbec Pinot Noir 2005
Corte inusitado que precisa ser provado. Ótima idéia do enólogo. O vinho é doce de forma diferente, preservando as características de cada uma das castas. Fruta de Pinot Noir e floral de Malbec. Na boca é doce também e tem boa acidez.

Pinot Noir Tardio
O vinho é muito interessante. No nariz ele não tem os aromas tão doces como um vinho de colheita tardia comum, mas na boca sente-se o adocicado (natural, claro). Quando bebi, pensei na hora em um chocolate com morango para acompanhar.

Para visitar, recomendo que entre em contato e agende antes. O Site é o www.saurus.com.ar e quem importa no Brasil é a Decanter.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in Argentina4 Comments

[Vinícolas da Argentina] Clos de Chacras

[Vinícolas da Argentina] Clos de Chacras

Essa foi mais uma das novas vinícolas que conheci em minha viagem à Mendoza (que começou  na Patagônia), no final de 2011. Era uma que eu tenho que confessar que nem tinha provado os vinhos aqui no Brasil, o que foi bom, pois assim pude conhecer os vinhos e a vinícola de uma só vez.

A Clos de Chacras fica em Mendoza, mais precisamente em Chacras de Coria, daí seu nome. Por lá eles produzem só vinhos tintos, que saem de vinhedos bem antigos e que resultam em produtos bem trabalhados, com muita qualidade e potencial de envelhecimento.

Achei interessante a forma de apresentar os vinhos que eles têm por lá. São 3 linhas de vinhos para 3 públicos distintos: uma para os iniciantes, uma para os que já conhecem algo e uma para os conhecedores. Sinceramente eu duvido que alguém fique em só uma linha, mas de qualquer forma, é uma abordagem diferente. Eu provei as 3 e gostei bastante. Veja alguns que eu conheci por lá e recomendo.

Cavas de Crianza Cabernet Sauvignon 2008 – Esse é para os “iniciantes”. É um vinho que ainda estava um pouco fechado, mas depois, com algum tempo, foi se abrindo com aromas bem marcados. Fácil de beber, com um corpo médio, o que ajuda a harmonizar com vários tipos de comida.

Clos de Chacras Malbec 2008 – esse é da linha intermediária e é um vinho bem equilibrado, bem redondo e com toques de flores, frutas e até um pouco de medicinal.

Clos de Chacras Cabernet Sauvignon 2008 – foi um dos que eu mais gostei. Equilibrado, fácil de beber e com aromas bem definidos de frutas vermelhas e toques de pimenta e pimentão.

Gran Estirpe Blend 2005 é um corte para os “entendendores” (segundo eles). Vai 50% Malbec, 30% Cabernet Sauvignon, 20% Merlot. É muito potente e acho que pode ser guardado por um bom tempo. tem muito tanino e acidez bem alta. Pra quem gosta dos “porradões”, esse é uma boa pedida.

Gran Estirpe 2007 é também um grande vinho, que eu achei até mais interessante que o 2005. Apesar de mais jovem, tinha mais complexidade e era muito mais vivo, sempre convidando para o próximo gole. Feito com as mesmas uvas do Gran Estirpe 2005, esse tem leve toque mentolado, fundo de morango, taninos bem macios, final longo.

Os vinhos da Clos de Chacras são importados pela Mercovino no Brasil.

Se estiver por Mendoza, vale a pena visitar a Clos de Chacras, mas vale muito a pena também ficar um tempo em Chacras de Coria. Lá é uma espécie de centro Gourmet, com muitos restaurantes e uma pracinha muito simpática, rodeada de bares que às noites ficam cheios de gente animada e bonita. Dá pra dormir por lá (eu fiquei na Posada El Encuentro e recomendo).

Depois me conte se não foi uma bela experiência.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2005, 2007, 2008, Argentina, Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot0 Comments

Quer comer muito bem em meio aos vinhedos em Mendoza? Bistró La Tupiña!

Quer comer muito bem em meio aos vinhedos em Mendoza? Bistró La Tupiña!

Mendoza é um lugar que eu recomendo a visita. Se você pensar que é um deserto, que é quente e seco, com certeza não vai visitar. Mas se você pensar que por lá tem mais de mil vinícolas, muitas conhecidas e famosas e tem também lugares que eu considero “mágicos”, como o Bistró La Tupiña, da Bodega Altus, com certeza vai considerar para seu próximo destino.

Esse restaurante fica literalmente “no meio do nada”. Tem que pegar estrada de terra e de pedra pra chegar e não é fácil, mas vale muito a pena. Eles só recebem se você fizer reserva, então se depois dessas cenas fortes que estão por vir, você decidir comer por lá, é melhor entrar em contato antes, senão corre o risco de perder a viagem.

O menu é mais que completo, com várias entradas, prato principal, sobremesa e café. São nada menos do que 11 entradas antes de vir o grande prato, então reserve também tempo.

Eu estive por lá e pude provar as comidas. É tudo feito com muito cuidado e sempre num clima meio “familiar”. As atendentes vêm sempre explicar os pratos e é difícil escolher qual é melhor.

Logo quando se chega, recebe uma taça de vinho branco. Eu senti que era hora de sentar, relaxar e esperar pelas comidas que viriam. Decisão acertada, pois as entradas eram fantásticas. Desde as saladas, que tinham uma linda apresentação, até as empanadas de carne, com um leve molho de tomate, que combinou muito com o Cabernet Sauvignon servido.

O prato principal foi uma carne assada, que ficou marinando por 4 horas. Muito macia, acompanhando uma batata assada na fogueira.

Pra acompanhar, provei o Altus Merlot 2007, que foi muito bem com a carne. É um vinho encorpado, que apesar da idade ainda mostrava-se jovem tanto na cor quanto nos aromas doces, lembrando frutas, chocolate e um pouco de pimenta branca. Na boca tem taninos bem vivos e acidez bem presente, que foram bastante necessárias para segurar a gordura da carne.

E pra terminar, vem um prato com vários doces caseiros que me agradaram porque fogem um pouco do “doce de leite argentino” que a gente sempre encontra por aí. Feitos com frutas frescas, são muito delicados e saborosos. Meu destaque foi pra maçã em calda, que estava no ponto ideal.

Gostou da idéia? Então se quiser ir lá, os contatos estão abaixo:

Bistró La Tupiña
www.latupinabistro.com.ar
reservas@latupinabistro.com.ar

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2011, Argentina, Restaurante0 Comments

Chegou a hora de saber qual blogueiro vai fazer um vinho com a Susana Balbo

Chegou a hora de saber qual blogueiro vai fazer um vinho com a Susana Balbo

Fazer vinho é uma arte. E pra mostrar isso, a Susana Balbo, do Domínio del Plata, resolveu lançar um desafio para alguns blogueiros brasileiros. Ela inverteu os papéis e convocou o pessoal para preparar um corte de vinho. Mandou 5 amostras para o pessoal no Brasil e todos tiveram que preparar seus cortes e mandar pra ela as porcentagens.

Hoje (dia 19/12) é o anúncio do vencedor. Quem for escolhido vai assinar um vinho junto com a famosa enóloga e o lançamento será na ExpoVinis em abril de 2012.

Acompanhe ao vivo a partir das 20h através de nossa fanpage no Facebook – http://www.facebook.com/winebarlive

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2011, Argentina, VideopostComentários desativados

Instagram

  • Blá blá blá colheita
  • Play it again, Johnny!
  • Let's take a ride
  • Sauvignon Blanc respect!
  • Good wine from Sonoma
  • Sonoma style
  • Um bom Pinot para o almoço. Sonoma style
  • Pinot Noir, Baby!
  • Don't touch me, boy!
  • Light? Claro!
  • Want some coffee?
  • Guardião do Chateau Montelena. Estava no meio da rua, brigando com os carros
  • Lift my arm and say hello!
  • Vinho inusitado, sem safra e com muitas uvas. Intrigante
  • Fico imaginando a conversa pra convencer o cara a fazer o teste...
  • Sim, porque Napa não é só Zinfandel e Cabernet Sauvignon
  • Descobri porque tudo aqui tem bacon!
  • Café? Escolha o seu sabor, senhor!
  • Hello, darling!
  • Bubbles, baby!

Twitter

Add to Google  http://www.wikio.com Bloggers - Meet Millions of Bloggers