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Montando a Adega – Argentina

Montando a Adega – Argentina

A pedido do meu amigo Cristiano Orlandi (Vivendo Vinhos) eu preparei 5 dicas de vinhos para quem está começando agora no mundo dos vinhos.

Sem dúvida uma das primeiras dúvidas vem na hora de montar a adega e ao visitar lojas especializadas, importadores e até supermercados, somos apresentados a centenas e até milhares de rótulos diferentes e claro, preços diferentes também. Como seria praticamente impossível comprar (e armazenar) todos, damos aqui algumas dicas de boas compras de vinhos argentinos que custam até 60 reais e são relativamente fáceis de encontrar. É preciso lembrar também que um fator importante para uma boa adega é a diversidade de tipos. Se possível, componha seu portfólio com brancos leves, brancos encorpados, rosés, tintos leves e encorpados, espumantes e vinhos de sobremesa (ou licorosos). Assim você sempre terá algo para harmonizar com o que vai comer.

Veja o post original aqui. As recomendações seguem abaixo, mas no original você encontra mais duas recomendações do Cristiano que valem a pena.

Vamos às dicas:

- Alamos Selección Pinot Noir 2008
Produzido pela famosa bodega Catena Zapata, esse Pinot Noir produzido em Mendoza esbanja fruta fresca (morango, cereja). Muito bem equilibrado.
Uvas: Pinot Noir
Onde encontrar: Mistral
Preço médio: 40 reais
Características: Corpo médio, guarda de 3/5 anos. Harmoniza com pratos de molhos mais leves, queijos e peixe.

- Tempus Pleno
Esse vinho é um Best buy. Já foi vendido no Brasil por mais de 100 reais e ao mudar de importador, teve seu preço muito reduzido. Nós consumidores que saímos ganhando. O produtor faz também um mais básico (Tempus Alba) que também é muito bom, mas esse é ainda melhor.
Uvas: Cabernet Sauvignon, Malbec
Onde encontrar: Sam´s Club
Preço médio: 40 reais
Características: Corpo médio, guarda de 5/7 anos. Harmoniza com pratos de molhos fortes e carnes. Bom para acompanhar churrasco.

 

- Rutini Cabernet/Syrah
Os vinhos da Rutini são muito cultuados no Brasil. Esse corte de Cabernet Sauvignon com Syrah agrada pela sua força, potência e vivacidade. Ótimo para acompanhar uma comida mais forte (até apimentada).
Uvas: Cabernet Sauvignon, Syrah
Onde encontrar: Zahil
Preço médio: 65 reais
Características: Guarda de 5/7 anos. Harmoniza com pratos de molhos fortes e carnes. Bom para acompanhar churrasco, carnes grelhadas.

 

- Vistandes Torrontés
A uva torrontés é conhecida por ser muito aromática, com grande predomínio de florais. Em boca é leve e é uma ótima parceira para os dias quentes de verão. Agrada muito o paladar feminino.
Uvas: Torrontés
Onde encontrar: Santa Ceia Vinhos
Preço médio: 30 reais
Características: Guarda de 2/3 anos. Pode ser degustado sozinho ou acompanhando saladas e entradas leves.

 

 

- Callia Magna Viognier 2006
Pra fugir um pouco das tradicionais Chardonnay e Sauvignon Blanc, esse Viognier da Bodegas Callia é fantástico. Bom corpo, boa acidez e um frescor fantástico, com notas florais e frutas brancas jovens.
Uvas:Viognier
Onde encontrar: Decanter
Preço médio: 45 reais
Características: Leve, fácil de beber e com boa acidez. Acompanha muito bem frutos do mar.

Espero que as dicas sejam boas. Quem tiver outras idéias, pode mandar que eu publico.

Abraços

Daniel Perches

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Sandalford Chardonnay 2004

Sandalford Chardonnay 2004

Esse é para quem gosta daqueles vinhos brancos que ficam em barricas de carvalho antes de serem engarrafados. Se você não sabe bem do que eu estou falando, é só lembrar de algum vinho branco que tenha tomado (provavelmente um feito com Chardonnay) que tem aromas tostados, untuosos, e não tão frescos quanto aqueles chardonnays mais novos.

Produzido pela grande Sandalford e importado pela KMM aqui no Brasil, esse é feito em Margareth River, na Austrália.

Esse vinho tem uma coloração amarelo ouro e um corpo bem pesado em taça, mas muito límpido e brilhante. Só pra se ter uma idéia, no contra-rótulo o produtor sugere que seja guardado por 10 anos. Eu não agüentei esperar e abri com 6 anos mesmo.

Sandalford Chardonnay 2004No nariz, aromas de fruta amarela em calda com destaque para abacaxi, tostados de carvalho e aromas adocicados, com um toque de baunilha. Como disse no começo, pra quem gosta desse tipo de vinho, é um prato cheio, pois seus aromas são muitos. Deixei propositalmente um pouco de vinho ao final da degustação em uma taça, que ficou descansando por aproximadamente 6 horas. Quando voltei, os aromas estavam todos lá ainda, perfeitos.

Em boca, seria até desnecessário falar sobre a sua untuosidade. Muito corpo e qualidade excepcional. Só me pareceu que faltou um pouco de acidez, mas nada que comprometesse.

É um vinho que seguramente acompanha comidas mais pesadas do que um branco fresco (aqueles vinhos que não passam por madeira, por exemplo). Eu arriscaria dizer até que dá para harmonizar com um prato de bacalhau.

Essa garrafa me custou 99 reais em uma feira outlet, mas sei que o preço dele é mais alto. É um pouco caro, mas sem dúvida vale pela sua qualidade.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2004, Austrália, Chardonnay, Novidade0 Comments

Vinhos Pago Casa Gran

Vinhos Pago Casa Gran

Em mais um de nossos (já) regulares encontros dos enoblogueiros com alguns produtores/importadores, tivemos a oportunidade de conhecer a Pago Casa Gran, uma vinícola que situa-se em Valência, na Espanha.

Fomos recebidos pelo Sr. Pedro, representante da vinícola (que ainda não tem importador definido no Brasil), que nos contou um pouco da história e nos apresentou 4 vinhos da casa.

A Pago Casa Gran tem uma longa tradição em cultivo de uvas, porém só recentemente que decidiu produzir seus próprios vinhos. Decisão acertada, pois estão conseguindo bons resultados, como pudemos perceber – e que eu comento abaixo.

 

Casa Benasal Blanco 2008
O único branco produzido na vinícola, tem um corte inusitado: Gewurztraminer (60%) com Moscatel (40%). Duas variedades muito aromáticas e características.
O vinho apresentou uma gama muito grande aromas florais e de frutas brancas bem jovens. Inicialmente a Moscatel tomou conta da taça, mas com o passar do tempo, foi se balanceando com os aromas da Gewurztraminer. Um vinho muito interessante e que é uma boa pedida para se beber sozinho ou então acompanhando saladas leves. Ótimo para o verão.

Reposo 2006
Apesar de seus 4 anos de vida, o Reposo mostrou-se como uma criança. Muita potência, vivacidade (inclusive na coloração) e força. Taninos ainda um pouco verdes e acidez um pouco alta, mas com certeza vai evoluir com o tempo. Interessante é que esse vinho não passa por barricas para afinamento. É um corte de Merlot, Cabernet Sauvignon, Syrah e Monastrell. Sugiro beber acompanhando comida e de preferência que tenha boa acidez (molhos vermelhos, por exemplo).

Falcata Casa Gran 2006
Esse já passa por barricas francesas por 12 meses antes de ir para a garrafa. Seus aromas ainda estão um pouco “tímidos”, mas abrem-se com o tempo. Corte de Syrah (30%), Garnacha Tintoreira (30%), Monastrell (30%) e Cabernet Sauvignon (10%). Merece aeração de 1 hora para que possa mostrar melhor seu potencial.

Falcata Arenal 2006
Esse é o vinho top da vinícola, composto por Garnacha Tintoreira (70%) e Monastrell (30%). Passa 14 meses em barrica antes de ser engarrafado. Vinho bastante equilibrado, com aromas fortes de frutas vermelhas e leve toque terroso. Tem aromas mais abertos do que o Falcata Casa Gran. Em boca, retrogosto de madeira e de especiarias. Acredito que seus taninos ainda evoluirão mais, tornando-se ainda mais redondo.

Os preços dos vinhos não foram citados, pois ainda não há um acerto com nenhum importador (pelo menos não até a data dessa matéria). Mais informações sobre a vinícola você encontra no site aqui.

Mais uma degustação muito bem conduzida e, como sempre, com uma bela recepção pelo nosso amigo Marcelo di Morais, lá do Empório Vila Buarque.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, 2008, Cabernet Sauvignon, Espanha, Gewurztraminer, Grenache, Merlot, Monastrell, Moscatel, Novidade, Syrah0 Comments

Vamos continuar falando sobre o vinho nacional

Vamos continuar falando sobre o vinho nacional

Meus amigos, infelizmente tenho que acabar aqui o meu “mini-especial” sobre o vinho nacional, pois tenho muito a comentar ainda sobre outros vinhos, de outros países. Digo “infelizmente” pois essa foi uma das semanas mais gostosas que eu passei escrevendo. E por conta disso vou assumir então um compromisso público com vocês. Vou escrever semanalmente sobre algum vinho nacional degustado ou então sobre alguma notícia ou informação importante sobre o mercado, produção ou algo relevante.

Deixo então vocês com alguns links interessantes para consulta. Alguns são mais técnicos, mas mesmo assim vale a visita. Deixo também o meu post sobre as vinícolas e vinhos nacionais provados aqui. Esse post será sempre atualizado, sempre que entrar algum post novo.

Quero agradecer a participação de todos, dos leitores, dos produtores e dos varejistas que me ajudaram nessa empreitada. Nós consumidores estamos aprendendo o valor do vinho nacional e tenho certeza que isso é uma crescente sem volta (felizmente).

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Para ver o post sobre vinhos e vinícolas nacionais clique aqui.

Sites interessantes sobre o vinho brasileiro

Associação Brasileira de Enologia
http://www.enologia.org.br/

Site do Vinho Brasileiro
http://www.sitedovinhobrasileiro.com.br/

Academia do Vinho
http://www.academiadovinho.com.br/

Ibravin – Instituto Brasileiro do Vinho
http://www.ibravin.org.br/

Embrapa – Uva e Vinho
http://www.cnpuv.embrapa.br/

Vinhos do Brasil
http://www.vinhosdobrasil.com.br/

Um abraço

Daniel Perches

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As supresas da Villaggio Grando

As supresas da Villaggio Grando

Como falei no post passado, estivemos (blogueiros de vinho) reunidos em degustação com o Marcio (EIVIN – especializada em vinhos nacionais) e com o Guilherme, da vinícola Villaggio Grando. Após provarmos diversos produtos do portfólio, os dois nos brindaram com duas ótimas surpresas, que conto aqui pois valem a pena conhecer.

Villaggio Grando Innominabile Lote 4 (2004)
Essa é a quarta versão do Innominabile, um vinho diferente que a Villaggio Grando produz. São cortes de várias safras, que são adicionadas às barricas e vão sendo afinadas de acordo com a mão do enólogo. O resultado é (sempre) um vinho muito estruturado, macio, complexo. Fique fã desse vinho há algum tempo, quando por conta de uma degustação na casa de uns amigos, um casal levou uma garrafa do lote 3. Mesmo sem muita informação sobre o vinho, deu para perceber que se tratava de uma proposta diferente.
Esse lote 4 é composto das uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Malbec, Petit Verdot e Pinot Noir.
E você pode estar se perguntando: Pinot Noir? O que a Pinot Noir está fazendo aí nesse meio?
Bem, segundo o Guilherme (da Villaggio Grando), a Pinot noir lá nas plantações deles tem uma concentração tão forte, que é até mais escura que a Merlot. Já pensou?
Esse vale a pena provar, mas por enquanto só vai dar para guardarmos esse post para o futuro, pois esse vinho será lançado somente daqui a 2 anos. Mas fiquem tranqüilos que quando lançar eu aviso aqui.

Além Mar
Esse vinho é uma comemoração à “volta dos portugueses ao Brasil”. Composto por Cabernet Sauvignon, Merlot e Malbec, é fruto de uma parceria da vinícola com um português que faz vinhos muito bem. É um vinho bem estruturado, bem ao estilo dos portugueses mesmo. Muito aromático e macio. Esse eu não peguei o preço, mas se encontrarem, sugiro que comprem.

Quero agradecer e parabenizar publicamente o Guilherme e o Marcio. Um pelos seus belos vinhos produzidos e o outro pela louvável idéia de representar os vinhos nacionais. Tenho certeza que iniciativas como essas é que farão o consumo do vinho crescer e tornar-se mais habitual.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in Brasil, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot, Petit Verdot, Pinot Noir0 Comments

Conhecendo os vinhos da EIVIN

Conhecendo os vinhos da EIVIN

Exatamente durante a semana em que me propus a escrever sobre vinhos nacionais, fui convidado para uma degustação de vinhos nacionais, representados pela EIVIN, que é capitaneada pelo Marcio Marson.

A EIVIN tem a proposta de trabalhar somente com vinhos nacionais. Proposta muito interessante e louvável. Sabemos que o Marcio e equipe têm um grande trabalho pela frente, pois ainda é nítida a dificuldade de se colocar o vinho nacional na mesa do brasileiro.

Mas eles estão fazendo um ótimo trabalho. Os vinhos representados são de excelente qualidade e recomendo fortemente que sejam provados. Comento abaixo sobre os que conheci.

 

Marson Espumante Brut Champenoise 2009
Belíssimo espumante feito com Chardonnay e Pinot Noir. A Vinícola Marson possui uma técnica diferenciada de tratamento das leveduras, que ao invés de ficarem em contato direto com o líquido no período de maturação, ficam dentro de saches (como aqueles de chás), tornando o produto final mais límpido. Vale a pena conhecer. Custa R$ 55 no mercado.

Espumante Stellato 2008
Produzido pela Vinícola Santo Emílio, esse espumante feito pelo método Charmat é composto de Cabernet Sauvignon e Merlot. Muito aromático, fresco e com boa acidez. Boa companhia para comidas mais gordurosas e concentradas. Pode ser uma boa com feijoada. Custa em torno de 53 reais.

Villaggio Grando Chardonnay 2008
Esse Chardonnay não passa por barrica, mas tem aromas muito característicos da passagem por madeira. Isso é fruto do terroir, o que me impressionou bastante. Coloração amarelo palha escura, aromas de abacaxi em calda, amanteigado, bem untuoso. Toques de fumaça. Um belo vinho. Custa em torno de 60 reais.

Cordilheira de Sant´Ana Gewurztraminer Reserva Especial 2008
Um vinho com bastante tipicidade da gewurztraminer, que é uma uva muito aromática. Toques muito presentes de lichia e de pétalas de rosas. Retrogosto confirmando o nariz. Vinho um pouco ligeiro (seu retrogosto termina rapidamente após ser bebido), mas tem tendência para evolução. Minha sugestão é comprar duas garrafas. Beba uma agora com uma bela salada e guarde outra por 2 anos. Acho que vai ter uma boa surpresa. Preço em torno de 60 reais.

Prelúdio  2007
Esse vinho é o primeiro do projeto do renomado (e polêmico) Marco Danielle, que ficou famoso por fazer vinhos sem a adição de SO2. O vinho me impressionou pela sua rusticidade. Percebe-se que tem bons taninos, boa acidez e bom equilíbrio em boca. Acho que precisa de mais um tempo de maturação. Feito com Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. Preço em torno de 65 reais

Bettú Corte Bordalês C 2001
Finalmente provei o vinho do famoso Bettú. Conhecido por ser um garagista inveterado, o Bettú faz seus vinhos literalmente na sua garagem e em produções muito pequenas. É um vinho que sugere que tenha as uvas do corte bordalês, mas não é revelado nem quais são nem quantidades. Desse vinho foram feitas somente 580 garrafas. Muito equilíbrio e maciez impressionante. Custa 130 reais.

Terragnolo Marselan 2009
Esse vinho foi retirado da barrica para prova. Ainda não está no mercado, mas recomendo que se compre de caixa quando chegar. A Terragnolo conseguiu “domar” muito bem a marselan (essa uva é um cruzamento da Cabernet Sauvignon com a Grenache). O vinho ainda está “jovem demais”, mas com certeza vai ser um grande vinho em alguns anos. É ver pra crer. Ainda sem preço de mercado.

Com isso temos aí uma boa gama de opções de vinhos nacionais para provar.

Depois de toda essa bateria o Marcio (EIVIN) e o Guilherme (Villaggio Grando) ainda nos brindaram com duas surpresas. Essas eu conto no post seguinte, pois vale a pena.

Para saber mais sobre a EIVIN, veja o site aqui.

Abraços

Daniel Perches

Posted in 2001, 2008, 2009, Brasil, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Gewurztraminer, Marselan, Merlot0 Comments

Casa Venturini Reserva Cabernet Sauvignon 2005

Casa Venturini Reserva Cabernet Sauvignon 2005

Esse vinho foi levado pelo meu amigo Álvaro Galvão (Divino Guia), que é não só uma assumidade no mundo dos vinhos como também na gastronomia. É impressionante o que esse cara conhece de comida e de vinhos. Qualquer bate papo com ele vira aula.

E o mais interessante não foi nem a degustação às cegas que ele propôs, mas sim as impressões que eu e o Celso Frizon (Rancho do Vinho) tivemos ao prová-lo. Eu chutei que seria um vinho italiano e o Celso acreditava ser um chileno.

Nenhum dos dois acertou e todos ficamos pasmos ao saber que era um vinho nacional, produzido pela Góes Venturini, com o intuito de entrar de cabeça no mundo dos vinhos finos. Fantástico beber um vinho que tenha a participação da Góes e que não me lembre aqueles vinhos simples, bebidos pelo meu pai e comprados por bem menos do que 10 reais a garrafa.

casa_venturiniEsse tinha uma coloração rubi muito intensa e viva, com um pequeno halo de evolução, mostrando até jovialidade. Suas lágrimas eram pintadas, grossas e lentas. Tudo muito harmônico.

No nariz, começou com frutas vermelhas maduras e um leve herbáceo. Algum tempo em taça e surgiram aromas mais evoluídos como um toque de chocolate e tabaco. Mais tempo de descanso (o vinho não morria nunca) e vieram mais terciários interessantes, agora tendendo à madeira fresca. Um show de aromas.

Em boca, muita maciez, taninos aveludados e acidez na medida. O final não é tão longo quanto eu esperava, mas claro que eu já estava encantado com o vinho nos aromas, o que me influenciou, com certeza.

Provei com a costela de ripa do Rancho do Vinho e foi muito bem. É um vinho que eu acredito que agrade muito aos brasileiros pela sua qualidade. Quem está acostumado com os vinhos Góes pode esquecer tudo quando provar esse vinho. É uma outra categoria.

Infelizmente não é fácil de achar esse vinho aqui em São Paulo, mas no sul é bem freqüente. Se alguém encontrar, pode comprar que não vai se arrepender.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2005, Brasil, Cabernet Sauvignon2 Comments

Maximo Boschi Merlot 2000

Maximo Boschi Merlot 2000

Tive a felicidade de me encontrar com o produtor desse vinho, lá no sul do Brasil. Produtor pequeno, com pouca quantidade, mas de enorme simpatia. O Renato me recebeu de braços abertos, abriu a sua “casa” para que eu conhecesse e o resultado foi uma visita de umas 3 horas, regada a vinhos, muito bate papo e quase a perda da hora para a próxima visita.

Provei então esse Merlot, da safra 2000, que me deixou encantado. Apesar de sua idade (já é um “senhor” de 10 anos”), mostrou-se ainda bem vivo e com aromas muito interessantes.

Sua coloração já estava tendendo ao granada, mas ainda bem viva. Seu halo de evolução já era notadamente grande. Lágrimas espassas e bem distribuídas desceram lentamente, meio que “sem pressa”, mostrando-me que eu deveria ter paciência com aquele vinho. Tive. Deixei aerando por aproximadamente 1 hora e só tive boas recompensas.

maximo_boschi_rotulo_merlotAromas de geléia de frutas vermelhas, couro e madeira foram os principais notados. Em boca, ótimo retrogosto, acidez ainda bem aparente e final de médio a longo, mas sem amargor. Um ótimo merlot, sem dúvida.

A Maximo Boschi tem como filosofia produzir vinhos longevos. E me parece, por conta desse que eu provei, que estão conseguindo. É um vinho que merece aeração de 1 hora pelo menos e pode acompanhar tranquilamente comidas mais complexas e até mais condimentadas talvez. Vale o teste.

Infelizmente não é fácil de encontrar esses vinhos aqui em São Paulo, mas espero que o meu amigo Renato consiga em breve fazer essa distribuição por aqui, pois um cliente ele já tem!

Para ver o post publicado sobre a vinícola, clique aqui.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2000, Brasil, Merlot2 Comments

Maximo Boschi

Maximo Boschi

Essa é uma vinícola relativamente nova (com pouco mais de 10 anos de existência) e que tem como filosofia a produção de vinhos de qualidade e principalmente longevos. Não é intenção dos sócios produzir em grande quantidade, mas sim investir em qualidade.

Sua safra de 2000, está “dando frutos” agora. Seu Cabernet Sauvignon ainda está bastante vivo e o Merlot então, nem se fala (aliás, fala-se sim e comentarei sobre ele no post seguinte). Produzem também espumantes de ótima qualidade, desde o Brut até o Moscatel. Em breve teremos uma versão do Brut (feito pelo método Champenoise) que ficou 36 meses “descansando” antes de ser comercializado. Tive a oportunidade de provar a linha de produtos, mas na época esse espumante ainda não estava pronto. Fiquei curioso, pois o Brut e o extra brut deles já são muito bons. Esse novo deve ficar melhor ainda.

Infelizmente ainda não temos distribuição em São Paulo. Os vinhos Maximo Boschi são distribuídos no Sul e no estado do Rio de Janeiro (mais restrito à capital). Esperamos que em breve eles tenham alguns pontos por aqui, para que possamos desfrutar desses bons vinhos.

Para mais informações sobre a vinícola e sobre os vinhos deles, veja o site aqui.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in Brasil3 Comments

Aurora Conde de Foucauld Brut

Aurora Conde de Foucauld Brut

Estou já há algum tempo para provar esse espumante. Durante o carnaval (2010) eu fiz uma garimpagem em alguns supermercados em São Paulo para saber o que estavam oferecendo de espumantes e vinhos brancos. Encontrei algumas coisas muito interessantes. No meio delas, esse me chamou a atenção e eu resolvi levar.

Produzido pela gigante Vinícola Aurora e feito com Riesling e Semillon (uma mistura interessante) pelo método Charmat – ou fermentação em tanques, como queiram – esse espumante apresenta algumas características bem peculiares.

aurora_foucauld_brutDevido à sua composição de uvas, os aromas não são aqueles clássicos que estamos acostumados a encontrar por aí. Nele encontramos alguns aromas adocicados lembrando amêndoa, frutas brancas doces e um toque cítrico forte.

Em boca ocorreu um fato interessante. Logo ao abrir e degustar, o espumante me trouxe um toque de amargor. Algo um pouco estranho, pois não deveria ter essa característica. Após algum tempo aberto, tanto seus aromas quanto seu retrogosto evoluíram bastante. Seu final tornou-se mais adocicado e contrastou muito bem com alguns queijos (inclusive azuis) provados e também alguns embutidos.

É relativamente barato (custa em torno de 18 reais no supermercado) e é uma boa alternativa para os já conhecidos. Vale a pena provar e entender esse espumante. Pra mim, foi a primeira vez que encontrei um com essa combinação de uvas. Valeu a experiência.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in Brasil, Riesling, Semillon4 Comments

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