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Coxinha de rabada do Twelve é a melhor!

Coxinha de rabada do Twelve é a melhor!

Hoje dei folga para o Deus Baco e fui visitar um bistrô na Vila Madalena que mais parece um boteco, o Twelve (antigo 9 as 9). É pequeno, com mesas de madeira simples, sem toalha mesmo, bem à vontade.

Por lá tem vários pratos legais, como a paleta de cordeiro e até um steak tartar que eu ouvi falar muito bem, mas eu fui lá mesmo foi pelas coxinhas de rabada. Sim, meus amigos, essa coxinha que você vê na foto aí embaixo é feita com uma massa deliciosa, crocante e na medida de tamanho (nem grossa e nem fina demais). Por dentro tem um recheio de rabada que desmancha na boca.

Como nosso amigo Baco estava passeando, aproveitei para provar duas cervejas, uma belga e outra nacional. A Leffe foi indicação de um amigo e eu adorei. Leve, toque adocicado e final amargo. A Indica, da Colorado é mais encorpada e mais amarga também, mas muito saborosa. As duas foram muito bem com a coxinha. E tinha como não ir?

Para completar a farra, pedi um hamburguer de fraldinha com gorgonzola e champignon que estava muito saboroso. O que me sobrou de cerveja eu fiz acompanhar e harmonizar com o hamburguer.

Confesso que não sou o maior comedor de coxinhas, mas essa me deixou praticamente emocionado. É muito sabor num pequeno aglomerado de massa e carne. Impressionante o que esses caras fazem por lá.

Não preciso nem dizer que eu recomendo. É melhor dizer que a gente se encontra por lá, pois eu volto com certeza.

O Twelve Bistrô fica na Rua Simão Álvares, 1018 – Vila Madalena.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2012, Brasil, Restaurante2 Comments

[Vinícolas da Argentina] Ruca Malén tem restaurante harmonizado de respeito

[Vinícolas da Argentina] Ruca Malén tem restaurante harmonizado de respeito

Várias vinícolas em Mendoza possuem restaurantes. Tem restaurantes mais baratos, mais caros, chiques, mais rústicos… Enfim, dá pra ir em um tipo diferente por dia e passear uma ou duas semanas comendo muito bem.

E um lugar que eu recomendo é o restaurante da Ruca Malén. A vinícola até tem um tour para conhecer por dentro como eles fazem vinho, mas definitivamente o melhor é o restaurante, afinal de contas, se você já foi em algumas vinícolas, verá que todas têm um mesmo padrão. Sugiro que você gaste seu tempo comendo lá. São 5 passos de comida, que mudam  a cada estação. A escolha dos pratos é feita em conjunto pelo chef, pela Sommeliere e pelos diretores da vinícola e eles acreditam que a melhor forma de apresentar os vinhos e mostrar a sua qualidade é provando com comida. Harmonização por lá é coisa séria e o resultado é excelente.

Estive pela última vez lá em dezembro/2011 e dependendo de quando você for, o cardápio será outro. E se for, prefira o verão, pois é possível fazer até um picnic por lá, que deve ser muito legal.

Gostou da idéia? Veja então os pratos e fique com mais vontade ainda.

1o passo
Pequena salada de truta do Valle del Uco curada com ervas, maçã e creme de flores brancas
, harmonizado com o Yauquén Torrontés 2011. O vinho é bem floral no nariz e com uma acidez bem marcante na boca.
A alta acidez do vinho foi muito bem com o prato, mesmo com a maçã. O molho deu um ótimo balanço, trazendo um pouco de untuosidade para a harmonização.

 

 

 

2o passo
Pequenos rolos de folhas de videira, filé migrou refogado e cereais argentinos com infusão de azeite de oliva, canela e tomates secos, servidos sobre um seixo rolado
, uma pedra típica da região. O prato foi harmonizado com o Yauquén Cabernet Sauvignon 2010. 30% do vinho é envelhecido em barrica durante 6 meses. É o vinho jovem, que mostra bastante fruta e que parece ter uma proposta descompromissada e servir realmente para entradas.
As folhas de uva trouxeram um sabor amargo que foi bem balanceado com a canela. O vinho, com seus taninos jovens e aromas e sabores mais picantes seguraram o amargor da comida, fazendo uma bela harmonização.

 

3o passo (Entrada)Malfattis de beterrabas assadas e ricota fresca com creme de tomilho defumado com o vinho Ruca Malén Reserva de Bodega 2009, que tem 40% Cabernet Sauvignon, 28% Syrah, 22% Malbec e 10% Petit Verdot. Passa 12 meses em barrica de carvalho. Tem uma mescla de herbáceo com café e um toque mineral no final. Da pra sentir um pouco o álcool na taça, mas não incomoda. Tem taninos ainda jovens e um final curto/médio e um pouco doce.
O prato tem bastante tomilho, que combinado com o molho de ricota fica bem forte, mas o vinho dá conta, principalmente pelos seus taninos.

 

 

4o passo
Medalhão de filé Mignon grelhado com tomates defumados, croquete de abóbora e batatas com chimichurri de cebolas.

Dessa vez foram dois vinhos para provarmos e vermos qual seria o melhor com o prato. Ruca Malén Malbec 2009, que passa 12 meses em barrica e o Kinién Cabernet Sauvignon 2008, que fica 18 meses em barrica. O Malbec tem toques adocicados no nariz e em boca tem bastante adstringência e bastante taninos.
Falaram que o Malbec iria melhor com a carne e o Cabernet melhor com os legumes. É verdade, mas o que não falaram é que o Cabernet não agüentou a carne. É um vinho muito bom, mas que realmente se tiver algo mais elaborado, que tenha muita fibra e gordura, talvez vá perder pra comida.

 

 

5o passo
Bavaroise de cítricos e biscoito, casca de laranja com frutas da estação
, harmonizados com o espumante Ruca Malén Brut, que tem 75% de Pinot Noir e 25% de Chardonnay e é feito pelo método Champenoise (2 anos em contato com as leveduras).
Ok, depois de comer tanto, nem precisava de sobremesa, mas essa tem seu valor. Não foi a melhor sobremesa que eu já comi e nem a melhor harmonização, mas tá valendo. A experiência é incrível e o trabalho deles de harmonizar é muito bom.

 

Para agendamentos, você precisa entrar no site da Ruca Malén. Os vinhos são importados pela Hannover no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, Argentina, Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot, Petit Verdot, Restaurante, Torrontes0 Comments

Quer comer muito bem em meio aos vinhedos em Mendoza? Bistró La Tupiña!

Quer comer muito bem em meio aos vinhedos em Mendoza? Bistró La Tupiña!

Mendoza é um lugar que eu recomendo a visita. Se você pensar que é um deserto, que é quente e seco, com certeza não vai visitar. Mas se você pensar que por lá tem mais de mil vinícolas, muitas conhecidas e famosas e tem também lugares que eu considero “mágicos”, como o Bistró La Tupiña, da Bodega Altus, com certeza vai considerar para seu próximo destino.

Esse restaurante fica literalmente “no meio do nada”. Tem que pegar estrada de terra e de pedra pra chegar e não é fácil, mas vale muito a pena. Eles só recebem se você fizer reserva, então se depois dessas cenas fortes que estão por vir, você decidir comer por lá, é melhor entrar em contato antes, senão corre o risco de perder a viagem.

O menu é mais que completo, com várias entradas, prato principal, sobremesa e café. São nada menos do que 11 entradas antes de vir o grande prato, então reserve também tempo.

Eu estive por lá e pude provar as comidas. É tudo feito com muito cuidado e sempre num clima meio “familiar”. As atendentes vêm sempre explicar os pratos e é difícil escolher qual é melhor.

Logo quando se chega, recebe uma taça de vinho branco. Eu senti que era hora de sentar, relaxar e esperar pelas comidas que viriam. Decisão acertada, pois as entradas eram fantásticas. Desde as saladas, que tinham uma linda apresentação, até as empanadas de carne, com um leve molho de tomate, que combinou muito com o Cabernet Sauvignon servido.

O prato principal foi uma carne assada, que ficou marinando por 4 horas. Muito macia, acompanhando uma batata assada na fogueira.

Pra acompanhar, provei o Altus Merlot 2007, que foi muito bem com a carne. É um vinho encorpado, que apesar da idade ainda mostrava-se jovem tanto na cor quanto nos aromas doces, lembrando frutas, chocolate e um pouco de pimenta branca. Na boca tem taninos bem vivos e acidez bem presente, que foram bastante necessárias para segurar a gordura da carne.

E pra terminar, vem um prato com vários doces caseiros que me agradaram porque fogem um pouco do “doce de leite argentino” que a gente sempre encontra por aí. Feitos com frutas frescas, são muito delicados e saborosos. Meu destaque foi pra maçã em calda, que estava no ponto ideal.

Gostou da idéia? Então se quiser ir lá, os contatos estão abaixo:

Bistró La Tupiña
www.latupinabistro.com.ar
reservas@latupinabistro.com.ar

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2011, Argentina, Restaurante0 Comments

Comer, beber e viajar. Gostou da idéia? Essa é a promoção da ViniPortugal

Comer, beber e viajar. Gostou da idéia? Essa é a promoção da ViniPortugal

Eu gosto de comer e beber bem (de preferência vinho) e gosto muito de viajar. E por isso gostei da promoção que a ViniPortugal está fazendo em São Paulo. A idéia é legal e bem simples. Você vai em algum dos restaurantes participantes, come (o que quiser. Alguns têm um menu harmonizado, mas não é obrigatório) e bebe um dos vinhos também da promoção. Aí você ganha um passaporte com o primeiro carimbo. Se você for mais duas vezes, dentro do período da promoção, em qualquer restaurante participante, você concorre a uma viagem para Portugal.

Eu estive no Porto Rubayat. Era um restaurante que eu ainda não conhecia (sabe aqueles que você sempre fala que vai, mas nunca consegue? Finalmente tirei esse dessa lista). Fui muito bem atendido e pude provar dois “blockbusters”: o vinho mais vendido da casa e um dos pratos clássicos.

O vinho é o Quinta de Valle Longo Reserva 2009. É um blend das uvas tradicionais do Douro: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz. O vinho tem um explosão de frutas com um toque de madeira e chocolate no final bem interessantes. É um vinho que tem estrutura mas não é daqueles “pesadões”.

Pra acompanhar pedi um dos pratos mais vendidos da casa, para conhecer. Foi o Caixote Marinho com arroz de açafrão. É praticamente um “barco” com frutos do mar com um molho levemente picante e com tomates picados.

A harmonização não foi a das mais perfeitas, mas cumpriu o papel. Acho que se você provar com um branco encorpado (um Chardonnay, por exemplo) pode ser melhor. Mas se você é do tipo que não troca o seu tinto por um branco, pode ir nesse que não vai se arrepender.

Mas fique ligado, porque a promoção vai só até o dia 11 de dezembro. Os restaurantes participantes são: Bacalhoeiro, Così unidades( Santa Cecília e Vila Nova), Grill Hall, Matterello, O Pote do Rei, Purpurina, Oficina de Pizzas, Porto Rubaiyat, Restaurante do Mube, Trindade (unidades Itaim e Alphaville), Ville du Vin (unidade Alphaville).

 

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2009, Portugal, Restaurante, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional0 Comments

Terrantez 1977 (esse nasceu antes de mim)

Terrantez 1977 (esse nasceu antes de mim)

Provar vinhos de safras antigas é fazer uma viagem no tempo. Infelizmente não são frequentes as oportunidades, mas sempre que provo, fico maravilhado de ver (e sentir) como o vinho pode resistir e ficar tão bom ao longo do tempo.

E é exatamente o que aconteceu com o Terrantez 1977, da vinícola Cossart Gordon, que fica na Ilha da Madeira, em Portugal. Os vinhos de lá são relativamente parecidos com os vinhos do Porto, principalmente os fortificados. Esse é feito com a uva Terrantez, que tem uma grafia parecida com a Torrontés. Eu procurei informações para saber se tinha algum parentesco com essa uva que conhecemos hoje, mas não achei nada.

O vinho mostrou-se com uma cor âmbar, aromas muito adocicados, toques de tâmara, mel, leve cítrico e um toque de barrica velha.

Na boca o vinho é esplendoroso. Muito corpo, quase licoroso. O álcool aparece como aparece em qualquer vinho da madeira fortificado, mas ele logo é superado pelos sabores adocicados. O final dele é muito, mas muito longo. É daqueles vinhos para se beber com muita calma, apreciando cada momento. Para os fans de harmonização, o ideal é que se acompanhe de uma boa sobremesa, talvez à base de amêndoas e creme branco, mas eu sinceramente aproveitaria esse vinho sem nenhum acompanhamento. Acho que ele ficou lá esperando esse tempo todo e merece essa atenção especial.

Pra mim, que nasci em 1978, foi muito legal provar o vinho. Quando eu nasci, ele já estava fermentado e estava começando a sua longa vida até o dia de ser bebido, 34 anos depois.

Se quiser comprar essa raridade, você deve ir à Decanter. Ele custa 540 reais.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 1977, Portugal, Restaurante0 Comments

Badejo, o restaurante da moqueca capixaba em São Paulo

Badejo, o restaurante da moqueca capixaba em São Paulo

Em setembro desse ano eu fiz uma ação para o Casillero del Diablo (www.guiadodiablo.com.br) e a “dura” tarefa era buscar 30 lugares legais em São Paulo para se comer e beber bem. O guia foi um sucesso. Mas depois de terminado, me bateu uma sensação de “faltou provar algumas coisas em alguns restaurantes”.

Aí não tive dúvida: voltei a alguns e um deles foi o restaurante Badejo, que fica em Moema e que serve uma moqueca de deixar qualquer um babando. Fui lá, provei a moqueca de Abadejo e adorei (vejam o post do Badejo no Guia do Diablo). Pois bem, não satisfeito, voltei lá para provar dessa vez a Moqueca de Lagosta. Sim, meus amigos, é moqueca das boas e cheia de lagostas.

Mas para começar eu resolvi pedir uma casquinha de Aratu, que é como um carangueijo. Como já conhecia a casquinha de siri e tinha aprovado, queria conhecer algo novo. O Aratu tem uma carne um pouco mais escura e com sabores mais fortes de mar. Também muito saborosa.

Veio então a tão esperada moqueca, que como sempre, chega borbulhando na panela de barro, o que é um show à parte. Pedi a pequena (300g) que dá tranquilamente para duas pessoas (a não ser que o seu colega seja o Fred Flintstone) e você sai de lá muito satisfeito e já pensando em voltar.

Pra acompanhar levei um vinho que eu tinha comprado há algum tempo, que é um Borgonha feito com a uva Chardonnay (como se fosse um Chablis), que tinha uma excelente acidez e combinou perfeitamente com o prato.

Só não recomendo as sobremesas de lá, que são daquelas congeladas. Em Moema tem muita coisa legal para terminar a refeição em grande estilo, mas aí é por sua conta.

Eu adorei a minha segunda vez e já estou programando a terceira. Quem sabe a gente não se encontra por lá? Veja aqui o site do Restaurante Badejo.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2011, Brasil, Restaurante2 Comments

Boa comida peruana no Restaurante Killa

Boa comida peruana no Restaurante Killa

A culinária peruana vem ganhando espaço não só no Brasil, mas também no mundo. O minúsculo país pelo jeito sabe fazer bem comida. E a mais famosa por aqui é o ceviche, um marinado de peixe cru que é servido com especiarias. O mais conhecido é de peixe branco, que acompanha (em algumas vezes) camarões e sempre num molho que é chamado de “leite de tigre”.

Dizem que esse leite de tigre é excelente para ressaca. É bem verdade que as vezes que comi comidas peruanas com leite de tigre eu não fiquei mal no dia seguinte, mas pode ser por outros fatores. Mas enfim, o que vale mesmo é a lenda e a tradição.

E se você quiser provar uma boa comida peruana, uma excelente opcão é o Killa Restaurante, que fica em Perdizes, na Rua Tucuna, em São Paulo. O restaurante ocupa uma esquina muito charmosa e pra mim a boa pedida é ficar na mesa de fora (claro, se o tempo permitir).

Logo na chegada você é recebido com umas “pipocas peruanas”, que com certeza aplacam a fome e te deixam mais tranquilo para escolher o prato com calma.

Como eu estava afim de comer peixes e comidas frias, nem parti para os pratos quentes e resolvi ficar só nas “causas”e depois com um ceviche. Causas são pequenas porções de purê de batata com alguma cobertura à sua escolha. São leves, delicadas e muito saborosas.

Parti então para o tão esperado ceviche. Segui a sugestão do chefe e experimente um com atum, manga e abacate, com um molho de teriaky. O peixe estava com uma textura impecável, praticamente desmanchando na boca e o tempero, apesar de estar no cardápio como “picante”, é facilmente aceitável e não deixa a gente “soltando fogo”.

Pra terminar eu pedi um prato com doces típicos peruanos e pra acompanhar, um pisco de lá. O pisco puro tem um aroma forte de álcool, mas na boca é bem adocicado e fácil de beber. O copinho do lado tinha “pisco Sauer”, que alguns dizem que é a caipirinha deles. Mais leve do que a batida chilena, esse ganha também toques de angostura. Uma delícia.

E assim terminou a minha aventura pelo Killa Restaurante, que eu recomendo pelo ambiente, pela cordialidade do pessoal que trabalha por lá e claro, pela comida.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in Peru, Restaurante0 Comments

Skouras Cuvée Prestige 2010

Skouras Cuvée Prestige 2010

Já provou um vinho com as uvas Roditis e Moscofilero? Eu nunca tinha provado. Uma experiência legal!

Posted in 2010, Grécia, Moscofilero, Restaurante, Roditis, Videopost2 Comments


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