Borsa Vini in Brasile mostrou a diversidade dos vinhos italianos

Os vinhos italianos são realmente cativantes. Conheço pessoas que se pudessem beberiam só vinhos desse país e só não fazem isso porque entendem que a beleza do vinho é justamente a diversidade.

Mas engana-se quem pensa que vinho italiano é tudo igual. Dentro daquele pequeno país é possível fazer vinhos brancos, espumantes (aliás, muitos são sensacionais), tintos e até fortificados. Se você pegar um Chianti por exemplo vai perceber aquela bela acidez e vivacidade. Se partir para um Amarone verá como podem ser complexos, estruturados mas sempre chamando para o próximo gole, isso sem falar em Barolos, Barbarescos, etc.

E com a idéia de mostrar um pouco essa diversidade o Instituto Italiano para o Comércio Exterior trouxe para o Brasil o evento Borsa Vini, que já acontece há 31 anos e é a primeira vez que vem ao Brasil. Neste evento eu participei de uma Master Class para conhecer um pouco mais sobre a Itália que foi apresentada por Barbara Tamburini, italiana que já foi eleita 2 vezes como melhor enóloga da Itália. Artur Azevedo (http://www.artwine.com.br/)fez uma breve apresentação com os dados da Itália, para que pudessemos entender melhor e depois partir para a degustação (afinal de contas, era a intenção principal).

Lumà Grillo 2011
100% Grillo. Vinho interessante porque mostra um toque herbáceo no nariz, mas na boca se mostra mais doce do que se imagina. Ótimo corpo e boa acidez, com um final bem marcado. Parece gastronômico para um peixe com um molho levemente adocicado. Agüenta comidas mais pesadas.
Importado pela Casa Flora

Ronco delle Ginestre 2002
100% Sangiovese. Muito aromático, caixa de charuto, mogno, Daquelas madeiras escuras que lembram até os moveis antigos. Ameixa, leve erva. Na boca tem bastante tanino, bom corpo.
Importado pela Interfood/TodoVino

Brunello di Montalcino Fattoria dei Barbi 2007
Sangiovese. No nariz apresenta aromas típicos mas não é daqueles que enchem a taça. É mais discreto e provavelmente vai se abrir com o tempo. Na boca ele no começo parece mais leve, mas depois de alguns segundos mostra que tem muita forca. Terroso vai aparecendo devagar no nariz.
Importado pela Interfood/TodoVino

Eilio Grasso Barolo Gavarini Chiniera 2005
Nebbiolo. No nariz aparecem os aromas de frutas secas e na boca vem toda a força. Fica longo na boca por muito tempo, deixando um toque de fruta seca muito saboroso.
Importado pela Interfood/TodoVino

Yume Montepulciano d’Abruzzo
Montepulciano d’Abruzzo. Aromas mais adocicados tanto com a taça parada quanto depois de aerar. Na boca é até fácil de beber por conta dos taninos, mas essa fruta doce, que é típica da uva e não é defeito não deixa de enjoar com o tempo. Lembra um pouco de baunilha, de amora. Não sei se eu beberia mais de meia garrafa.
Importado pela Casa Flora.

Sagrantino di Montefalco 2007
Sagrantino. Um vinho muito potente no nariz e na boca. Taninos ainda jovens e pegando bastante. É um vinho que definitivamente precisa de comida. Vale a pena testar ele com uma boa carne ou uma massa com molho forte, pesado, de tomate. Dizem que é um dos vinhos mais taninos da Itália e se comparado com outros Sagrantinos, até que está relativamente macio.
Importado pela Casa Flora.

Amarone Tedeschi 2008
Corvina, Corvinone, Rondinella. No nariz ainda não esta tão aromático, mas provavelmente porque precisa de mais tempo. Na boca já esta mais redondo do que no nariz, mas ainda não está tão doce quanto um Amarone típico. Provavelmente vai evoluir bem e será mais adocicado.
Importado pela Wine Brands

Já deu para ter uma idéia da diversidade, não é?

Um abraço

Daniel Perches

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