Author Archives | Daniel Perches

Cvne Imperial 2001

Cvne Imperial 2001

Estive no Vini Vinci, o evento da importadora Vinci que reune vários produtores do portfólio deles e que sempre deixa todo enófilo louco para participar. São sempre vinhos de excelente qualidade e com a oportunidade de conversar com quem faz efetivamente os vinhos.

Em 2013 o evento foi no Hotel Tivoli Mofarej em São Paulo (teve edição no Rio de Janeiro também) e estava com uma organização impecável como sempre. Eu fui bem focado em provar alguns vinhos que eu gostaria de conhecer, e o Imperial 2001 era um deles.

cvne_imperial_2001Reza a lenda que este é o vinho preferido do Rei Juan Carlos e foi a escolha real para o jantar de gala do casamento do príncipe de Astúrias. Independente de ser verdade ou não, o Imperial é um grande vinho que merece ser conhecido. A safra 2001 teve  85% Tempranillo, 10% Graciano 10% e 5% Mazuelo e está pronto para ser bebido agora, em 2013.

Sabe aqueles aromas de madeira seca, contrastando com toques de carne e de um leve defumado, característicos dos vinhos da Espanha? Esse tem de sobra. Na boca tem grande potência e força ainda, com boa acidez. É um vinho evoluído, mas longe de ser “velho”.

Com um bom pedaço de carne deve ficar fantástico. É provar e se deliciar. Eu tenho uma garrafa guardada e depois de comprovar a evolução do vinho, com certeza ele será “abatido” ainda neste ano. Afinal de contas, esperar para quê, não é mesmo?

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2001, Espanha, Graciano, Mazuelo, Novidade, Tempranillo0 Comments

Chateau Pailhas 2009

Chateau Pailhas 2009

Visitar a loja da Casa do Porto, nos Jardins em São Paulo é para os fortes. Imagine uma loja que tem a grande maioria dos grandes vinhos de Bordeaux, de várias safras e além disso, no “salão principal” (sim, porque os grandes vinhos ficam na adega fechada, com razão), você encontra rótulos como os do Nicolas Joly, dentre outros que fazem qualquer enófilo babar.

Pois é, eu fico babando toda vez que vou lá e sempre penso em comprar algo. Claro que nem sempre o meu bolso acompanha, mas da última vez que estive na loja tive a oportunidade de provar esse vinho, o Chateau Pailhas 2009, que é um Grand Cru de Bordeaux feito com 80% de Merlot e 20% de Cabernet Franc. Mescla de uvas e de impressões também, porque ele mistura elegância com força, mas sem  uma grande potência, o que me deixou bem interessado nele.

Chateau_PailhasToques florais leves se misturam com os aromas de frutas negras e de barrica e por conta de sua acidez bem na medida, a gente sempre quer beber mais. E como ele não é tão pesadão, dá para seguir bebendo numa boa, sem enjoar ou se cansar do vinho. Para acompanhar, os pratos tradicionais de harmonização com um bom bordeaux, mas vale provar também com um bom queijo parmesão, que não vai ficar mal.

Como um bom Grand Cru de Bordeaux, infelizmente não é barato. Custa R$ 189,00 na loja, mas para quem gosta de elegância e leveza, esse dá show.

Se quiser conhecer um pouco mais sobre a história da família produtora deste vinho, está aí embaixo.

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Os vinhedos Robin-Lafugie são antes de tudo uma história de família! Ainda no século 19 duas famílias se uniram para construir essa história. A propriedade da família Lafugie é situada na comuna de Saint-Hippolyte, ao pé da célebre cidade de Saint-Emilion, sobre um solo arenoso e areno- argiloso, e produz vinhos das Denominações Saint-Emilion e Saint-Emilion Grand Cru. Já os vinhedos da família Robin, na comuna de Saint Genes de Castillon, possuem solos calcário-argilosos e produzem vinhos das denominações Côtes de Bordeaux.

As mulheres fazem a força desse vinhedo administrando a produção há três gerações. Daí todo o cuidado na colheita e a seleção manual das uvas antes da elaboração dos vinhos. A vinificação é feita tanto em tanques de concreto como de inox e o processo de envelhecimento dura de 12 a 18 meses e é realizado em barricas de carvalho novas para os Saint-Emilion Grand Crû. As principais cepágens utilizadas são: Merlot, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon.

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Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2009, França, Novidade0 Comments

Foloi 2011 – vinho grego branco

Foloi 2011 – vinho grego branco

Não é muito comum eu beber vinhos da Grécia. Já provei alguns antes (veja todos os posts sobre vinhos gregos aqui) e sempre que bebo algo daquele país, fico criando um cenário no meio dos vinhedos um tanto quanto paradisíaco. Imagino o pessoal feliz, numdia ensolarado, trabalhando nos vinhedos felizes e contentes. Depois prepararam uma bela refeição super saudável, com ingredientes muito frescos e todos muito saborosos.

foloi_2011É, pode ser que não seja exatamente assim (e infelizmente, em tempos de crise, sabemos que o cenário em alguns lugares da Grécia é o oposto), mas eu gosto de manter a fantasia quando bebo vinhos gregos.

Então, pensando nesse clima maravilhoso que eu acabei de contar, eu abri o Foloi Peloponnese 2011, um vinho branco feito com a uva Roditis, típica da região. E o interessante é que a Roditis é tinta, mas esse foi vinificado em branco, ou seja, colheram as uvas, prensaram e tiraram rapidinho as cascas, pois estas é que dão cor ao vinho (a polpa da uva é branca).

Desse trabalho surgiu um vinho delicado e leve, com alguns toques cítricos muito legais no nariz. Na boca é um vinho que não tem muito corpo, mas que segura a onda se for preciso acompanhar uma comida leve. Para mim foi ótimo como aperitivo mesmo, sendo provado com alguns queijos leves. Dessa forma ele harmonizou bem e pela sua leveza, acabou até rápido demais. E isso para mim é um bom sinal.

O Foloi foi trazido pela Winelands como Seleção do mês de Abril/2013.

Um abraço

Daniel Perches

 

Posted in 2011, Grécia, Roditis0 Comments

Remole IGT 2010 – Qualidade Frescobaldi e preço acessível

Remole IGT 2010 – Qualidade Frescobaldi e preço acessível

Frescobaldi é o rei da Toscana. Não tem ninguém que não conheça esse nome por lá. E quem curte vinho italiano com certeza já se deparou com esse nome pela frente.

A Frescolbaldi faz muitos vinhos. Desde alguns mais “básicos” até coisa muito séria. E eu sempre tenho um ou outro (geralmente os mais básicos) em casa, porque gosto do estilo e principalmente do preço. Abri recentemente esse Remole IGT 2010 e me dei conta que nunca escrevi sobre ele. O Remole é um vinho feito com 85% de Sangiovese e 15% de Cabernet Sauvignon e para mim é uma delícia. É daqueles vinhos com aromas bem abertos e aquele sabor na medida, com taninos legais, acidez bacana e que combina muito bem com comida.

remole_IGT_2010Esse eu abri no almoço de uma sexta-feira para acompanhar uma massa caseira recheada com uma cobertura de molho de tomate e queijo, gratinado no forno. Ficou perfeito, porque o Remole não é aquele vinho agressivo, que pede comidas mais pesadas. Ele tem um estilo mais eclético, que por ser mais leve combina com muita coisa.

Para mim é um dos melhores custo x benefício de vinhos da Toscana aqui no Brasil. Custa em torno de 60 reais na Ravin, mas já vi esse vinho em muitos empórios e lojas especializadas.

Ah, só para lembrar e deixar claro. O Remole não me parece ser um vinho para envelhecer. É daqueles para comprar e beber. Eu bebi esse 2010 agora em 2013 e estava no ponto certo. Vale a pena a experiência com ele jovem.

E depois de beber o vinho (ou enquanto bebe também vale) é legal dar uma passada no site da Frescobaldi. Os caras realmente estão na vanguarda. Têm aplicativos para iPhone, mapas dos vinhedos, fanpage no Facebook bem bacana e outras coisas mais. Dá para ficar um tempo lá se deliciando com as imagens da Toscana.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2010, Cabernet Sauvignon, Itália, Sangiovese0 Comments

Amalia Brut – o espumante grego

Amalia Brut – o espumante grego

Provar vinhos e espumantes de países exóticos é algo que me agrada muito. Infelizmente perdi de conhecer alguns russos na última ExpoVinis, mas tudo bem.

Dessa vez me apareceu esse espumante grego vindo da seleção mensal da Winelands. Produzido pela vinícola Tselepos com a casta autóctone (que significa que é uma uva originária daquele país) chamada Moschofilero, é um espumante bem interessante, porque foge do convencional.

amalia_brutNo nariz ele tem um floral muito forte, que se sobressai a qualquer aroma de fruta que possa ter. Me lembra um pouco a Torrontés, mas de longe. Na boca ele é relativamente seco (eu até gostaria que fosse mais seco, mas sou tendencioso nesse aspecto) e tem um final que deixa um toque floral também, mas diferente do que se sente no nariz. Bacana, por sinal.

Eu provei esse espumante sozinho e depois com um aperitivo que era uma linguiça apimentada. É fato que ele tem o seu charme ao ser bebido sozinho, mas eu gostei muito dele como acompanhamento (de novo, posso estar sendo tendencioso).

O fato é que é muito legal conhecer vinhos e espumantes de países diferentes. Eu já bebi outros vinhos da Grécia – veja todos aqui - e gostei. Acho que o pessoal sabe bem o que está fazendo por lá e por mais que a gente não tenha muito contato com os vinhos gregos, eles têm uma boa tradição e fazem coisas legais. É preciso entendê-los, pois algumas vezes são um pouco “diferentes” do que estamos acostumados.

Esse, para quem curte espumante floral, é um prato cheio.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, Grécia, Moschofilero2 Comments

Levei uma brasileira que faz vinhos em Mendoza no Desafio ao Vinho desta semana

Levei uma brasileira que faz vinhos em Mendoza no Desafio ao Vinho desta semana

Recebi a Giovana Sanguinetti, proprietária da vinícola Fermasa, lá no Desafio ao Vinho. Ela é brasileira, pernambucana e resolveu seguir o sonho do pai dela, que era produzir vinhos em Mendoza. Hoje ela divide o tempo entre as duas cidades e produz vinhos como os que você pode ver nos vídeos abaixo. E o melhor, com preços incrivelmente acessíveis pela qualidade do vinho. Tivemos também a presença do meu amigo Roby Riedel, que veio falar um pouco sobre como é Mendoza. Confira.

1a parte

2a parte

Posted in 2007, Argentina, Brasil, Cabernet Sauvignon, Desafio ao Vinho, Malbec0 Comments

Marcelo Copello entrevistou Hugh Johnson, um dos maiores nomes do vinho no mundo

Marcelo Copello entrevistou Hugh Johnson, um dos maiores nomes do vinho no mundo

Hugh Johnson é, sem dúvida, um dos maiores nomes no vinho no mundo e se eu tivesse que nomear “ídolos”, ele estaria em minha lista pela sua integridade e estudo dedicado ao tema.

E o jornalista Marcelo Copello (http://simplesmentevinho.terra.com.br/) entrevistou ele, em sua própria casa. Com certeza foi um grande privilégio. Achei muito interessante a conversa  (que tem três partes) e replico aqui para compartilhar esse momento tão especial.

Parte 1

Parte 2

Parte 3

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Animae Grand Vin 2008 – o famoso Chateau Reignac mostra porque vem batendo grandes vinhos de Bordeaux

Animae Grand Vin 2008 – o famoso Chateau Reignac mostra porque vem batendo grandes vinhos de Bordeaux

Animae é um vinho feito pelo Chateau de Reignac. Esse Chateau ficou famoso por uma degustação que participou junto com grandes vinhos da França, muito mais caros do que ele.

Depois disso, o mundo inteiro ficou de olho no Chateau de Reignac. O Animae é um vinho da linha, feito em parceria com o Michel Rolland e tem 75% de Merlot e 25% de Cabernet Sauvignon.

Eu provei e achei que seria bom decantar para ver se ficava ainda melhor.

Posted in 2008, Cabernet Sauvignon, França, Merlot0 Comments

A Sicília é terra de vinhos feitos ao pé do vulcão

A Sicília é terra de vinhos feitos ao pé do vulcão

A Sicília é uma região da Itália muito fascinante. Cenário de filmes e sempre lembrada como “terra de mafiosos”, essa região que está no “chute da bota” (veja no mapa abaixo – Fonte: Wikipedia) é cenário para a produção de filmes, mas tem muito mais coisas interessantes por lá. Tem o vulcão Etna e vinhos. E muitos deles são plantados aos pés do vulcão (ou seja, se ele resolver acordar, pode esquecer as próximas safras por um bom tempo).

Para trazer essa diversidade de vinhos e uvas autóctones para o Brasil, o Instuto Regionale dei Vini e Olii di Sicilia esteve no Brasil com diversos produtores de lá. Ótimo momento para provar alguns vinhos brancos diferentes e os tintos que podem ser, para mim, os melhores acompanhantes de uma pizza.

ItalySicilyNa Sicília planta-se bastante Catarrrato (uva branca) e Nero d’Avola (uva tinta). Essas duas são as principais e responsáveis por mais de 40% de toda a região plantada. Existem várias outras autóctones interessantes como as brancas Inzolia e Grillo e Trebbiano Toscano, além das internacionais Chardonnay, Viognier e Pinot Grigio. Nas tintas vale também o destaque para a Frapatto, além das bem conhecidas Syrah, Cabernet Sauvignon e Merlot.

Um bom Nero d’Avola, como eu disse, com uma boa pizza de Pepperoni, fica uma delícia. O vinho é bem potente e tem até uns toques adocicados tanto no nariz quanto na boca. Mas na verdade o que eu gosto mesmo dos vinhos de lá são os Syrah. Acho legal ver como a uva se adaptou àquela região, recebendo uns toques mais minerais. Com isso, em geral, sai um vinho com aqueles toques de pimenta tradicionais, mas um pouco mais leves.

Para conhecer mais sobre os vinhos da Sicília vale a pena provar os que foram feitos próximos ao vulcão (e perceber a influência clara do solo) e se aventurar pelas uvas autóctones. Deixo aqui alguns nomes como dica para a próxima garimpagem.

Brancas: Albanello, Inzolia, Carricante, Catarrato, Damaschino, Minella Bianca, Moscato Bianco.

Tintas: Corinto Nero, Frappato, Nerello Cappucio, Nerelo Mascalese, Nero d’Avola, Nocera, Perricone.

Um abraço e boas aventuras.

Daniel Perches

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Clos de Fous – vinícola chilena que expressa bem o terroir

Clos de Fous – vinícola chilena que expressa bem o terroir

Se tem um cara no mundo do vinho que podemos dizer que realmente dedica a sua vida ao estudo dos terroirs, esse cara é o Pedro Parra. O homem é PhD nesse assunto (de verdade, não é força de expressão não) e quem já teve a oportunidade de assistir a uma de suas palestras, pôde ver a sua paixão pelo assunto. Desenhos, fotos de satélites, calicatas (que são buracos feitos no vinhedo para ver como é o solo em diversas camadas) e tudo o que tem direito, Pedro faz.

E como consultor de vinícolas em diversos países, Pedro Parra já se destacou bastante, mas como qualquer bom enólogo, tinha a vonta de ter o seu próprio negócio, seu próprio vinhedo, para poder produzir os vinhos à sua maneira e talvez até fazer alguns experimentos.

Foi assim que surgiu a vinícola Clos de Fous, que em parceria com mais 3 sócios vem desenvolvendo vinhos com a intenção de expressar o terroir desde 2008.

Provei alguns deles quando Pedro esteve no Brasil. Gostei de alguns, mas o Pinot Noir Latuffa particularmente me encantou. Um vinho complexo, que me parece que vai se desenvolver ainda mais com o tempo e que vale a pena ficar de olho. Abaixo estão os vinhos provados e as minhas impressões sobre eles.

Pinot Noir Paleozóico 2012
Sem madeira, bastante intenso no nariz e na boca. Deixa um toque mineral bem bacana no final. Um Pinot diferente, porque ele mescla força e potência.

Pinot Noir Pucalan Single Vineyard 2012
Fruta mais aparente, mostrando mais vivacidade. Leve toque de madeira no nariz e na boca, taninos bem redondos e acidez na medida.

latuffa_2010Pinot Noir Latuffa 2012
Bem delicado, leve toque floral, um belo vinho. Lembra a delicadeza da Pinot. Final marcado e bem saboroso. 24 meses de barrica. Esse é da safra atual, mas a que está sendo vendida hoje (Maio/2012) na importadora é a 2010.

Cabernet Sauvignon Grillos Cantores 2010
Vinho bem perfumado mas sem enjoar que não passa por madeira,. Bem seco com taninos maduros mas que podem até ficar mais um tempinho que talvez ganhe um pouco de complexidade.

Cabernet Sauvignon Grillos Cantores 2011
Um pouco mais mineral, mais leve e fresco que o anterior.

Old Vines Blend Cauquenina 2011
É uma mescla das uvas Carignan, País, Português Bleu, Malbec, Syrah e Carmenere. Tem aqueles aromas de frutas bem fortes e na boca tem uma boa acidez e frescura, que talvez seja o seu principal fator positivo. É um vinho que termina mostrando todos os seus taninos e acidez sem agredir muito.

Quem importa os vinhos da Clos de Fous é a Ravin no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2010, 2011, 2012, Cabernet Sauvignon, Carignan, Chile, Malbec, País, Syrah0 Comments

Salentein – provando nova safra

Salentein – provando nova safra

Ja estive na Salentein pelo menos 2 vezes (veja as outras visitas, inclusive com vídeo aqui). A bodega é grande, muito bem construída e muito bonita. É possível fazer visitas turísticas e conhecer a galeria de arte que eles têm por lá, por exemplo. Além disso há um restaurante muito bem conceituado, para que você possa passar algum tempo na Salentein e que esse tempo seja agradável.

Em minha última visita pude provar safras novas de vinhos que eu já conhecia e conhecer alguns novos e continuo com a boa impressão de que a Salentein sempre mantém sua qualidade e é uma vinícola que merece atenção em seus vinhos desde os mais básicos até os tops.

Killka Chardonnay 2011
Pensado para ser um Chardonnay jovem. No nariz é bem de um Chardonnay padrão, com abacaxi e frutas tropicais. Na boca tem até um pouco de frescor. Nada muito encantador, mas é um vinho correto.

Salentein Chardonnay 2011
Tem mais toque de madeira, com toques cítricos, menos acidez, final mais marcado e mais longo.

Salentein Pinot Noir 2011
Cor cereja. No nariz é até bem típico, mas na boca falta um pouco de corpo e de final. Tem toques minerais, mas não é tão expressivo.

Portillo Malbec 2011
Malbec para beber sem muito compromisso, tem taninos bem redondos e acidez OK. Um vinho bem feito e barato.

Killka Cabernet Sauvignon 2011
Aromas mais frutados, menos toques de evolução. Na boca é bem fácil de beber. Tem bastante tanino. Fácil de beber.

Salentein Malbec Reserva 2011
No nariz não tem tanta fruta, mas na boca é bem potente.

numina_malbec-merlotNumina Gran Corte 2010
Significa número, essência. Malbec 65%, Cabernet Sauvignon 14%, Merlot 8%, Petit Verdot 8%, Cabernet Franc 5%. Se sente mais complexidade, mas também o verdor do Cabernet Franc, mesmo que tendo pouco no corte. É potente e com bastante acidez. Fica um tempo sendo lembrado.

Primus Malbec 2010
Tem fruta, tem flor, mas tem também um toque balsâmico, na boca é forte, estruturado, com final longo e sem arestas. Não é o meu estilo de Malbec, mas é um bom vinho. Prefiro os Malbecs que seja mais potentes mas que tenham mais fruta.

Espumante Salentein Brut Nature
Chardonnay, Pinot Noir, Pinot Meunier. Aroma bem elegante. Me pareceu que estão ainda testando essa idéia de fazer espumantes, mas acho que tem futuro.

Os vinhos da Salentein são importados pela Zahil no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2010, 2011, Argentina, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Malbec, Merlot, Petit Verdot, Pinot Noir0 Comments

Lambrays Morey Saint Denis 1er Cru Les Loupes 2008

Lambrays Morey Saint Denis 1er Cru Les Loupes 2008

Lembro-me quando mudei para São Paulo e fui morar perto da loja da Grand Cru, nos Jardins. Passava em frente todos os dias e ficava namorando os vinhos e pensando e na verdade pensando em comprar algum de lá.

O tempo passou, eu estudei um pouco sobre o assunto e hoje tenho o prazer de ter vários amigos por lá. E de vez em quando tem algumas degustações que realmente valem a pena, como uma promovida só com os produtores de Borgonha do portfólio deles. Provei 10 grandes vinhos e alguns se destacaram, como o Lambrays Morey Saint Denis 1er Cru Les Loupes 2008. Esse vinho é realmente um grande exemplar de Côtes-de-Nuits. Obviamente é feito com Pinot Noir e é um vinho que esbanja elegância. Mais do que falar sobre as qualidades visuais, aromáticas e de sabores, é melhor pensar em como esse vinho pode ser bebido.

morey_St_Denis_2008Apesar de já ter alguns anos de vida, ele está jovem ainda. Li no site do produtor que ele deve ser consumido entre 2013 e 2018 (ou mais) e realmente acredito que seja um vinho que possa durar bastante tempo.

É daqueles que enganam a gente de cara, pois pensamos que pode ser potente (afinal de contas, estamos com um 1er  Cru da Borgonha), mas ainda assim dá para se surpreender. Ele vai mostrando a força aos poucos e depois de dar um gole é que você percebe todo o seu potencial.

Esse vinho acompanhando um belo Cassoulet deve ser algo espetacular. Essa combinação clássica foi a primeira que me veio quando provei o vinho e não saiu da minha cabeça.

Para quem curte um bom vinho da Borgonha, essa é sem dúvida uma boa pedida. O preço acompanha a qualidade (em torno de 550 reais na Importadora). Mas se você estiver disposto a gastar um pouco e beber outro vinho top do mesmo produtor, pode procurar o Clos de Lambrays Grand Cru 2008. Esse também está espetacular e custa “só” 790 reais.

E aí, encara a harmonização?

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, França, Pinot Noir0 Comments

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