Almaviva lança sua 15a safra em grande estilo no Brasil

Almaviva é a vinícola mais premium do Chile. Conhecida e reconhecida no mundo inteiro, é uma união de duas bodegas bem conhecidas: Viña Concha Y Toro e a Baron Philippe de Rotschild. A primeira é a maior do Chile (e a 5a maior do mundo, se não me engano) e a segunda é uma das mais conhecidas de Bordeaux, que faz vinhos excepcionais.

Em 1996, fruto da união das duas, saiu a primeira safra do vinho Almaviva, que era composto de Cabernet Sauvignon, Carmenère e Cabernet Franc. A idéia sempre foi a mesma, fazer o melhor vinho do Chile, ao estilo Bordeaux. E para isso os maiores esforços dos dois sócios sempre foram escalados, sempre trazendo grandes enólogos e trabalhando no melhor conceito de Chateau de Bordeaux.

ALMAVIVA2010-01E em 2010 foi feita a 15a safra do Almaviva, que foi apresentada em São Paulo em Março de 2013, num evento de altíssimo luxo e qualidade impecável.

Começamos com uma degustação vertical de sete safras (1998, 1999, 2001, 2005, 2007, 2009, 2010) onde o enólogo Michel Friou nos conduziu através da história da vinícola, mostrando os diferentes momentos de cada um dos vinhos. É interessante ver como o vinho teve mudanças leves no seu estilo de produção, mas sempre mantendo a alta qualidade, classe e elegância. A safra 2010 veio com uma novidade: adicionaram a Petit Verdot, que é também uma das uvas do chamado corte bordalês.

De todas as safras provadas (depois provamos mais no jantar), fiquei bastante impressionado com a 2001, a 2005 (que para mim foi a melhor de todas) e a 2010, que promete ser um grande vinho pelos próximos anos.

Aqui conto um pouco mais do 2010 e em outros posts contarei sobre as outras safras. Essa 15a colheita mostrou-se ainda jovem, mas com toques bem interessantes que quando evoluírem vão ser um grande vinho. Na boca é bem potente, mas mostra uma ótima elegância, que não ataca com força, mas com constância. Aromas ainda fechados e taninos bem intensos, mas muito macios. É sem dúvida um vinho que merece um descanso de alguns anos antes de ser consumido, mas se você não resistir, pelo menos tenha uma boa comida junto.

E já que estamos falando em comida, tivemos também belíssimos pratos neste evento. O buffet foi comandado por Emmanuel Bassoleil, o francês que arrebenta lá no Unique/Skye. Durante o serviço, outras safras servidas e a primeira, a 1996, que veio para o Brasil em tamanho Double-Magnum, estava espetacular.

Para coroar o show, uma apresentação impecável do Barbeiro de Sevilha. Evento black-tie à altura do vinho, como deveria ser.

É, o Almaviva mostrou que não veio para ser coadjuvante, mas sim ator principal.

Um abraço

Daniel Perches

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