A salvaguarda para o vinho brasileiro acabou! (mas calma que tem mais coisa aí)

Antes de contar o que aconteceu, é melhor explicar (rapidamente) o que vem rolando há algum tempo. O pessoal do Ibravin, junto com algumas outras entidades que trabalham em prol do vinho brasileiro resolveram entrar com um pedido de salvaguardas. Isso significa que queriam proteger os vinhos nacionais frente aos importados.

É claro que isso gerou uma comoção geral, tanto da mídia quanto dos consumidores, que ficaram muito preocupados com o futuro do vinho importado. Algumas das consequências da salvaguarda seriam a diminuição da oferta e provavelmente o aumento dos preços.

A salvaguarda não passou, FELIZMENTE! E para resolver o problema, o Ibravin e as entidades em prol da uva uniram-se aos importadores e supermercadistas para trabalharem em um plano de ações que visa aumentar o conhecimento e, obviamente, a venda de vinhos no Brasil.

As metas são ousadas e incluem um aumento significativo no consumo per capita (que hoje não chega a 2 litros / pessoa / ano no Brasil).

O acordo me pareceu bom, mas ainda não quero comemorar. Há muito o que entender e principalmente saber se vai dar certo. Nunca houve uma união entre tão diferentes setores. Cada um deverá fazer a sua parte e se todos cumprirem, realmente teremos um cenário muito bom para o vinho.

Não sou pessimista (pelo contrário), mas depois de tudo o que vi nesses últimos tempos, prefiro manter-me um pouco mais realista e aguardar mais fatos, até porque, no próprio acordo há uma cláusula falando que eles podem voltar com isso a qualquer momento.

Eu farei a minha parte e continuarei consumindo vinho. E espero que meus amigos leitores também façam isso. Vamos consumir BONS VINHOS, sejam eles de onde forem. Isso sim é democracia e merece comemoração. E se você quiser beber vinho brasileiro, faça por SUA VONTADE E NÃO POR IMPOSIÇÃO OU RESTRIÇÃO DE OPÇÕES!

Um abraço

Daniel Perches

 

Foto: Representantes das entidades envolvidas no acordo, em coletiva de imprensa no dia 22/10/2012.

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2 Comentários

  1. 1

    Daniel,
    concordo com vc. porém o que o produtor nacional tem que fazer na minha opinião é procurar demonstrar que faz bons vinhos, como?, promovendo degustações brigando para transformar vinho em alimento para que o imposto seja menor, mostrando que temos ótimos produtos e não criando barreiras para evitar comparações permitindo assim que eles cobrem o que quiserem.
    Acho que preço o produtor tem o direito de colocar o que achar que vale, porém o consumidor é que diz se vale ou não.

  2. 2

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